Desastre? Eu Acho Que Não.

7 Um pouco de Charles Bukowski


Notas iniciais
Demorei? Eu to estudando de manhã e de tarde, não ta dando pra escrever muito. E entrem no tumblr da fic: http://deaqn.tumblr.com/

Queria dizer que tive uma boa noite de sono, queria mesmo, mas como nada de bom acontece na minha vida… “Dramática." Consciência! Pensei que tinha sumido. “Aw tu estavas com saudade?" Eu não colocaria desse modo, mas já que você tem essa necessidade patológica de ser importante pra alguém, eu que não vou descordar, né? “Não vou me dar o trabalho de responder." Acabou de responder. “Nah." Cale-se dama!

Como eu estava dizendo, pesadelos me atormentaram a noite inteira. Cada cena começava de um jeito feliz, e então algo a destruía.

No “sonho" eu era arrastada para baixo, pra um tipo de caverna escura, e podia ver apenas uns vestígios de luz desaparecendo. Eu tentava correr em direção a claridade mas minhas pernas não me obedeciam. Carne queimando, o cheiro me deixava enjoada, e as risadas malignas congelavam meu sangue. Monstros humanoides se arrastavam pelo chão agarrando a barra do vestido que eu estava usando. Fechei meus olhos fazendo de tudo para acordar e tudo que consegui foi soltar um gemido de aflição juntamente com uma lágrima. Tudo se embaçou e, de repente, eu estava acordada.

"Agora que já fez seu drama, vá tomar café! Não seremos a melhor se você não ficar mais forte". Mais forte? Tipo, gorda? “Não sua ignorante! Talvez você entenda assim: saco vazio não para em pé." Entendi, deixa comigo.

Como eu acordei tarde não tinha ninguém no banheiro, então fiz a tal da higiene, vesti uma roupa e fui para o pavilhão. Todo dia está mais cheio ou é impressão minha? “Não é impressão sua, tempos difíceis vem ai. É óbvio que estão mandando mais sátiros buscarem outros semideuses." Como assim? Os sete não destruíram Gaia um dia desse? Silêncio. Consciência? Não vai responder? Mais silêncio. Está bem, agora magoei.

Joguei metade das minhas torradas multi grãos para papai na fogueira, porque em Atlântida aprovamos um estilo de vida saudável. Okay, eu sempre tentei fazer com que o pessoal de lá comessem melhor, mas Poseidon sempre me oferecia nutella e eu esquecia do do meu discurso nutritivo.

Voltei no chalé pra pegar o horário que eu ainda não decorei e segui pra aula de equitação. Era uma filha de Hécate que estava dando a aula.

— Por favor, vão nos estábulos e escolham seus pégasos, todos são mansos, não se preocupem.

Acho que todos eram novatos, alguns tinham medo de chegar perto mas com a ajuda da “professora" eles iam conseguindo aos poucos se acostumar que: primeiro, cavalos alados existem, e segundo que eles podem voar neles.

Bem no final do estábulo havia dois pégasos completamente negros. Quando eu percebi, já estava até conversando com eles. Um era Blackjack, ele era só do Percy, e a outra se chamava Akemi. Perguntei se ela tinha um dono e ela me respondeu com seus olhinhos brilhando: “Você quer ser minha dona?" Nesse momento percebi que tava apaixonada por aquela pégaso.

Sai com ela para o ar livre e a filha de Hécate — Chrystal — ficou chocada.

— Como você conseguiu?

Isso era inveja? Mas por que? Akemi era tão boazinha que dá vontade de apertar.

— Eu apenas fui lá e fiz carinho nela.

— Mas ela é arisca com todos — disse —, menos com o Percy.

— Acho que ela gostou de mim. — sorri — Já posso montar?

— Só deixe eu dar as instruções. — e assim o fez.

Estar em cima de um pégaso é maravilhoso. Mortais acham que voam de avião, como estão enganados. Voar é se libertar, é parar no espaço infundado. É ser livre, leve, independente. É ter a alma separada de toda a existência carnal, que por sua vez parece algo tão frívolo.

Foi bem chato quando eu tive que descer, mas eu não podia perder a aula de canoagem, né? Deixei Akemi com Blackjack e fui para o lago. Avistei que já estavam todos em suas canoas, acelerei o passo.

— Calma ai.

Me apoiei em Percy para recuperar o folego.

— Já pensou em chegar cedo alguma vez?

— Nem passou pela minha cabeça — disse no mesmo tom de brincadeira

— Vai ser uma competição, vou te colocar com o Aaron já que ele é o único que está sozinho.

— Sem problemas.

Acho que meu sorrisinho me denunciou, porque Percy falou baixinho que eu não iria conseguir nem ter um dialogo com Aaron. Encarei isso como um desafio, e fui até a canoa.

— Oi — sorri — pode me ajudar a subir? Percy me colocou contigo.

Ele me ajudou sem falar nada.

— Você sabe falar? Ou vai me ignorar mesmo?— perguntei na maior inocência

— Estou tentado a te ignorar.

— Então bem que poderia conversar comigo. — não dei ouvidos — Eu sou nova aqui e..

— Não quero saber.

— Olha aqui, primeiro, não seja grosso porque eu não tenho culpa se você não está feliz. E segundo, você está remando errado. — argh, agora que ele não vai falar comigo mesma, eu devia ser menos sincera as vezes, e talvez, só talvez, um pouco mais calma e charmosa como filha de Afrodite.

— Não sou esnobe… — disse — Eu simplesmente não estou interessado no que a maioria das pessoas tem pra dizer, ou no que elas desejam fazer. Principalmente com o meu tempo.

— Charles Bukowski.

— Você conhece? — tinha.. interesse na sua voz ou eu estou ficando louca?

— Claro, ele é simplesmente o melhor poeta desde, sei lá, sempre. — sorri

— Não sabia que filhas de Afrodite sabiam ler. — retomou sua postura e continuou a remar errado.

Era uma competição e nem ao menos estávamos na metade! Larguei meu remo dentro da canoa e ajeitei as mãos dele no seu remo, e fiz ele fazer o movimento certo.

— E também sabem remar melhor que você. Agora agiliza ai que eu não gosto de perder. — peguei meu remo e sorri para as nereidas que já haviam percebido que eu era filha de Poseidon e cochichavam sobre isso. — Por favor, vocês podem me ajudar?

Encarei a água e Aaron me olhou como se fosse louca, mas logo as nereidas empurraram a canoa e chegamos em quinto lugar. Melhor que nada.

— Como você conseguiu que elas te escutassem?

— Eu fui educada.

— Mas elas nunca ajudam ninguém, apenas o Percy, mas ele é filho de Poseidon.

— Talvez elas apenas tenham ido com a minha cara. Esqueça isso.

— Você é estranha.

— Não mais do que o filho de Apolo que estava a pouco na canoa comigo.

— Tem razão. — não sorriu — A gente se vê.

E ele saiu andando, mas eu estava feliz. “A gente se vê" indica que ele pretende me ver de novo. Ou pelo menos é o que eu espero.

Vi Percy me olhando e sorri quando cheguei perto dele.

— Então?

— Ele foi grosso.

— Eu tentei de avisar. — deu um sorrisinho vitorioso

— Então eu falei que não era culpa minha se ele não estava feliz e que ele remava mal.

— E ele? — levantou uma sobrancelha

— Citou Bukowski, eu tentei ensinar ele a remar, pedi pras nereidas darem uma ajuda e acho que só.

Percy aparentou pensar um pouco e por fim disse: "É a melhor integração com pessoas novas que ele tem em muito tempo, acho que te subestimei."

— Acho que sim. Agora eu preciso que você me machuque para eu não poder fazer a escalada. Aquilo me dá medo.

Ele riu e colocou o braço em volta do meu pescoço me obrigando a ir para a parede de escalar. Até tentei escapar mas ele me pegou e me colocou sobre os ombros dizendo algo sobre enfrentar meus medos.

— O que palhaçada é essa Perseu?

Notas finais
comentários são sempre bem vindos né meus amores :33