O corpo ao seu lado se remexeu, um frio subiu pela espinha. Mesmo não sendo religiosa, rezou baixinho.

— Q-quem t-tá a-aí? — perguntou com dificuldade, seus lábios estavam desidratados.

— Klí…? É você?

— Katherine?! — expressou esperançosa. — É você, Katherine?!

— Klí… eu tô com medo… me ajuda a sair daqui... — suplicou, chorosa.

— Eu queria muito, mas não dá… eu também tô presa!

— Mas que merda! — praguejou se arrastando pela parede lisa cimentada, até ficar perto da irmã.

Silêncio se fez.

Palavras não pareciam o suficiente para descrever a felicidade que Klívia sentia em ver sua irmã viva.

— Por que não disse nada sobre esse cara antes? Ele te perseguia há meses. Agora eu sei de tudo.

— Eu temi que ninguém acreditasse em mim. Também, por que teriam motivos para acreditar?

— Eu teria acreditado.

— Realmente teria?

— Mas é claro!

— É que você andava tão inerte com seus novos amigos que se esqueceu de mim.

— Você é minha irmã! Eu nunca me esqueceria de você! Eu te amo!

A porta se abriu subitamente. A claridade chegou a irritar os olhos até estes se acostumarem. Era Adair, sua camisa estava manchada de sangue e ele tinha cordas e mordaças nas mãos.

— Estão prontas para viajar, senhoritas?