Desafogo
1 por favor, me deixa em paz. amém.
Quando eu te conheci, você olhou para mim como se perguntasse.
Quantos membros eu queimaria para te manter aquecido
Em qualquer inverno que surgisse em tua vida, para que tu aguentasses.
Eu sou a lenha que te mantêm precavido
Hoje eu já estou em frangalhos
Já fui consumida – Já sou pó – Já não sou nada
Não sirvo nem como puído agasalho
Já não te sirvo como chama... Sou uma pilha calcinada.
Quando te conheci, você me prendeu.
Foram cordas tão fortes que nem lutei
Eu gostava de tocar em teu breu
Mas, de tanto lutar, já me cansei.
Eu pego aquela faca enquanto você não está olhando
Ocupado demais em seu mar de desespero e medo
Para perceber meu desengano – Para perceber minha partida.
A faca nunca está afiada demais, você nunca é displicente demais.
Minhas amarras me sufocam a cada nova tentativa
Quando eu tentei lutar, você rasgou meu estandarte.
Você zombou de meu grito de guerra
Você derrubou meus soldados – Você destruiu meu mapa. Parte por parte.
Era uma nova batalha reerguida – A cada uma que se encerra.
Eu já tenho outros demônios
Para reparar em você nesse momento
O meu Rei está perdido e sem sonhos
E minha Rainha está caótica em seus tormentos
Não sei se você é meu pequeno príncipe egoísta – Ou se eu sou a verdadeira simplista de seus sentimentos.
Mas só ergo essa bandeira branca
Eu não tenho combustível a oferecer
E essas cordas já não servem mais de nada – Sendo franca
Eu estou cansada de ser um problema novo para você (Todos os santos dias)
Procure outra madeira para queimar
E outra pessoa para se agarrar
Conquiste outro reino
Alguém para lhe curar – Alguém que seja verdadeiramente guerreiro.
Gratidão... Mas agora,
você será as letras de alguma canção,
a rima de algum sentimental poema,
lembranças de bons tempos perdidos e nada mais.
Por favor, me deixa em paz.
Amém.
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