Desafios do Destino I - Pesadelos e Tormentas

14 Quarto Capítulo Extra - Linhas da Vida: História


Então, vamos nós para mais uma história. Estava eu sentado ali, no chão, olhando aquela cadeira de balanço solitária ao lado de um sofá. Será que serei eu a contar a história? Ou alguém que sentará naquele lugar? Sempre escute as histórias, leia sobre e investigue sobre. Cada detalhe muda a nossa vida.

Será mesmo que tudo muda? Na verdade, tudo passa. O tempo corre, nós atrasamos e ficamos surpresos quando nada está certo. Perder aquela pessoa é perder um sentimento de nossa vida, é perder uma parte de nossa história.

Por falar em história, aquela morte tinha um baú lotado de histórias, uma mais intrigante que a outra, uma mais entediante que a outra, porém, eram contadas com entusiasmo e escutadas com atenção. Afinal, do que o mundo é feito? Ele é feito de histórias e movido pelas perguntas.

Ah, e essas perguntas? São meras coincidências de nossa mente? Ou são apenas causos que necessitamos para viver? Como toda fábula, as histórias possuem um conselho, uma moral, uma jogatina de palavras para nos guiar em decisões difíceis. Sempre ficamos fixados nessas palavras, pois elas nos fazem acreditar que são boas, que querem apenas o nosso bem.

Isso é verdade? Não sei, pergunte para si mesmo.

Você acha mesmo que aquela pessoa, aquele seu antepassado, que sentava naquela cadeira de balanço, enquanto tomava o café e ouvia as notícias no rádio, queria repetir as mesmas aventuras pelas quais ele passou apenas para enfiar, cabeça adentro, que você deve seguir o caminho correto, deve ser estudioso, deve ser gentil, apenas para entediar as suas tardes de domingo?

O nome disso é preocupação. Eles são de tempos passados, de décadas anteriores e se assustam com o que ocorre em nosso presente. Afinal, para que escutaremos e estudaremos essas histórias se nós, seres humanos, repetimos tudo e contradizemos o que elas ensinam?

Precisamos ser humanos, ter humanidade, precisamos nos colocar no lugar do próximo, precisamos... Precisamos parar de nos preocupar com apenas nossas adversidades e começarmos a pensar nas dos demais. Lógico, não devemos assumir todo esse carregamento para cima de nós. Não conseguiríamos aguentar nossas dificuldades e as dos outros.

Como uma história infantil, há "felizes para sempre", mas não somos mais crianças, não somos mais os contos de fadas, somos as histórias de drama, de terror psicológico, somos diversos livros em branco que precisam, que necessitam que suas páginas sejam pintadas com canetas, queremos que nossa história seja escrita, queremos que alguém as conte, mas, que esse alguém esteja vivo.

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