Notas iniciais
Heey cats :3 E nessa maravilhosa tarde de sábado -sqn- eu estou de volta! Escrevi esse capítulo hoje, na verdade acabei agora hehe Então vamos aproveitar que ele está fresquinhoo e vamos leer :D Euu espero -e duvido- que gostem, kkkk Mas, booa leitura :D

Terminando de fechar o zíper do vestido vermelho sangue, Edward encara a namorada pelo espelho.

Aqueles orbes escuros contornados por belas sombras, o rosto alvo com as bochechas rosadas, a boca vermelha parecendo ainda mais suculenta.

Ela está linda. Mais linda do que nunca.

Na verdade, Bella fica mais e mais linda a cada segundo que se passa. É até difícil de acompanhar.

Assim que o carrinho de metal chega no fecho, ele deixa um rápido beijo em seu pescoço perfumado.

—Parece que foi ontem. – a virando de frente a ele, o ruivo ouve suas palavras. —Que a gente se conheceu. – completa sorrindo.

Abraçando a cintura fina com os braços, ele concorda selando um beijo na testa da morena.

—Mais já fazem seis meses. – murmura encostando a testa no ombro desnudo, as pequenas mãos da namorada se embrenhando em seu cabelo. —Como conseguiu me enrolar por dois meses hein? –

Ouve o riso da Swan, a apertando mais em seu corpo.

—Foi você que demorou para me pedir em namoro. –

Fechando os olhos ele relembra do pedido. Estava tão nervoso. Nunca tinha ficado daquele jeito antes.

—Achei iria recusar. – erguendo a cabeça, ele procura os olhos castanhos.

—Só uma maluca para recusar. – não deixa de sorrir diante as palavras dela que se pondo nas pontas dos pés, deixa um selinho rápido em seus lábios. —Mas então, onde nós vamos essa noite? –

Entrelaçando suas mãos, Edward percebe toda a animação na voz da jovem.

—Vamos jantar e depois dar um passeio. – responde, fechando os olhos brevemente. A dor de cabeça está voltando.

Droga! Ela não poderia dar uma trégua essa noite?

Engole em seco apertando o botão do elevador. Vai dar tudo certo, afinal tomou os remédios.

—Amor, você está bem? – desvia o olhar dos números do elevador, se concentrando na namorada.

—Estou sim. – sorri a abraçando.

—Não quer ficar em casa? Podemos sair outro dia. – colocando os cabelos negros dela, atrás da orelha, Edward nega com a cabeça.

—Não. – sua resposta é simples e firme, fazendo a moça rolar os olhos. O ruivo abaixa um pouco a cabeça colando seus lábios nos dela, um vontade enorme de aprofundar o beijo.

—Borrou sua boca. – rindo a jovem passa os dedos sobre os lábios do namorado.

As portas do elevador se abrem no térreo, e juntos eles caminham até a Mercedes preta.

Abre a porta do passageiro para Bella, que sorrindo se instala no carro. Rapidamente ele se junta a ela.

Enquanto dirige pelas ruas de Nova York ele sente um aperto em seu coração. Talvez essa seja a última vez que ele veja as luzes da Time Square, ou que possa caminhar pelo Central Park.

No fundo, sabe que seu tempo está acabando, ele pode sentir. Afinal, as dores de cabeça estão cada vez piores, as dormências mais duradouras...

Respirando fundo, olha de soslaio para Bella.

Se não fosse por ela, já teria se entregado a muito tempo.

Ela mal sabe, pensa que foi ele quem a ajudou, mas na verdade é ela quem o mantém de pé, lhe dando motivos para querer viver.

Por isso, a única coisa que pede, é que no final disso tudo ela fique bem e consiga se reerguer sem ele ao seu lado.

[...]

Um bip repetitivo, o desperta lentamente.

A cabeça está pesada, mas não dói. Mexe os braços, porém uma fisgada o faz ficar imóvel.

Lentamente abre os olhos, o cômodo grande e frio é reconhecido de imediato. Engole seco, sem conseguir lembrar o que aconteceu.

A última imagem que tem na cabeça é de estar dirigindo.

—Ah meu Deus... Filho! – a voz de Esme ressoa em seus ouvidos, ela parece aliviada.

—Mãe. – sua voz é fraca, quase não há som. —O que aconteceu? – pergunta, sentindo as mãos carinhosas em seu rosto.

—Você passou mal amor. – fecha os olhos ainda sem se recordar. —Não se lembra? –

—Não. – suspirando, ele murmura.

—Vou chamar o médico, ok? Já volto. – recebendo um beijo no rosto, ele vê a mãe se afastar até sair do quarto.

Droga, porque não consegue lembrar do que aconteceu? Porque?

Essa sensação é tão desesperadora. Merda!

—Edward! – a voz de Bella ecoa pelo quarto, virando a cabeça ele vê a namorada correr em sua direção.

Ela está abatida, os olhos opacos e vermelhos. Certeza que estava chorando.

As mãos pequenas se apoiam em seu rosto, e afobada ela distribui beijos por todo o lado.

Não deixa de rir, ainda sentindo os lábios dela em sua face.

—Você está bem? – soluçando ela o indaga.

O ruivo cerra o maxilar. Não gosta de vê-la assim. Ela está sofrendo, Bella não merece sofrer assim.

—Amor eu estou bem. Não chore. – com carinho, ele seca as lágrimas do rosto dela.

—Eu fiquei com tanto medo Edward... Tanto medo de você... Você me deixar. – as palavras saem desesperadas da morena.

—Não fique assim, eu estou aqui com você. – pesaroso, ele beija o alto da cabeça dela.

Os barulhos de saltos na sala, fazem a namorada se afastar. Ele entrelaça seus dedos, e sorri a ela que limpa o rosto com as mãos.

—Hey garotão. – Tanya se aproxima, piscando a ele.

Seus olhos se voltam para a namorada que rola os olhos. Sabe que a morena sente ciúmes da médica.

—Oi Tanya. – sua voz não sai muito carinhosa.

Os pais se postam ao lado de Bella, enquanto Tanya retira a agulha de seu braço.

—Está com dor de cabeça? –

—Não, eu estou bem. – sibila, vendo o esparadrapo em seu braço.

—Ótimo. – com a mão ela bagunça seus cabelos. Uma mania chata que ela sempre teve. —Eu queria conversar com Edward a sós, podem nos dar licença? –

Cauteloso encara Bella, que mantém a cara fechada.

Com a mão entrelaçada a dela, Edward deixa um beijo em cada um dos dedos finos.

—Vai ser rápido amor. – o ruivo garante a ela, que suspira, pondo o cabelo de lado.

—Ok. – ainda a contragosto, ela se abaixa para beijar seu rosto. —Eu te amo. –

—Também te amo, meu amor. – sorrindo, os dois trocam um rápido beijo, antes da moça se afastar.

O pai se aproxima e deixa dois tapinhas em seu ombro, enquanto a mãe beija seu rosto três vezes.

Juntos, os três saem da sala, fechando a porta.

—E então garotão, como você esta? – sentando nos pés do ruivo, a loira indaga.

—Morrendo. – amargo o ruivo responde.

—Não fale assim. – a loira pede com uma careta.

—É a verdade Tanya, não tem mais jeito de fugir disso, tentar viver outra realidade... Só me resta aceitar. –

—Parece tão conformado. – erguendo os olhos, ele a olha.

—E estou. – sorri de canto. —Tive uma vida incrível, vivi o máximo que eu pude, fui feliz noventa e nove por cento do tempo. Porque não me conformar? –

Abaixando a cabeça, Tanya respira fundo.

—Sei que quer me dizer alguma coisa... Pode falar Tanya. –

—Sou sua amiga Edward e me dói dizer isso. – pegando a mão do ruivo, ela começa. —Mas você não tem muito tempo. Outro tumor se desenvolveu no seu cérebro, e ele está enraizado. –

Como se recebesse um golpe, ele sente todo o ar fugir de seus pulmões.

Outro tumor? Ok...

Passa a mão no cabelo, respirando fundo.

—Tudo bem... Está tudo bem... –

—Não Edward, não está tudo bem. – com a voz triste, ela o corta. —Esteve à beira de entrar em coma hoje, por isso aproveite cada segundo, ok? –

Ouve as palavras da loira quieto.

—Seja feliz e fique ao lado de quem ama, de quem gosta e faça valer cada momento. –

Sente os olhos arderem fortemente e não consegue prender as lágrimas silenciosas.

—Vou precisar ficar aqui? – limpando o rosto, ele a questiona.

Mentalmente pede que a internação não seja necessária, tem tudo planejado e precisa por seus planos em prática.

—A decisão é sua. Se ficar aqui iremos te medicar, não irá sentir tantas dores. Por outro lado, não vai poder aproveitar muito. –

Pensativo, ele fica quieto por alguns segundo.

—Pode chamar meus pais? Quero conversar com eles. –

Estranhando a mudança de assunto do ruivo, a médica assente.

—Tudo bem. – com alguns passos ela se distancia.

—Não deixe Bella entrar ainda. – pede antes de ela sair. —Apenas Esme e Carlisle. –

Recostando a cabeça na maca macia, Edward fecha os olhos.

Não tem medo de morrer, na verdade já se sente pronto. Mas não pode deixar sua morena sozinha, não mesmo.

Pigarreando, ele vê os pais adentrarem no quarto.

Carlisle se aproxima primeiro enquanto a mãe, fecha a porta branca.

—Emmet e Alice chegaram. – o pai murmura, o fazendo sorrir.

Aqueles dois são realmente seus irmãos. Não importa a hora, o dia... Eles sempre estão lá por ele.

—Bella não gostou de ficar fora da conversa. – se postando ao seu lado, Esme diz docemente.

—Não quero que ela participe, porque é dela que eu quero falar. –

Os pais trocam um olhar rápido, sem entender onde o filho quer chegar.

—Eu sei que eu não vou ficar muito tempo por aqui e preciso me garantir que ela vai ficar bem. – respirando fundo, deixa as palavras rolarem de sua boca. —Bella não tem ninguém além de mim e eu sei que ela vai desmoronar quando eu morrer. Por isso eu peço que cuidem dela. – os orbes verdes se voltam para o casal a frente. —Peço que a amem e protejam como sempre fizeram comigo. Quero que a vejam como uma filha e não a desamparem nunca. –

—Filho... –

—Não mãe. – negando com a cabeça, ele a corta. —Preciso que me prometam isso. Que vocês irão dedicar todo esse amor e zelo que tem por mim, nela. Ela parece dura e forte, mas na verdade é só uma garotinha sofrida num corpo de mulher. – pegando as mãos dos pais, Edward os olha fixamente. —Você me prometem que vão cuidar dela? Prometem que não vão deixar ela sozinha? –

—É claro que prometemos filho. – Carlisle é o primeiro a responder com os olhos marejados.

—Mesmo? – volta sua atenção para a mãe que derrama lágrimas e mais lágrimas.

—Mesmo, meu amor. – seu timbre sai tremulo e rouco. —Nós iremos cuidar dela. –

Ouve as palavras da ruiva quieto, sentindo-se mais aliviado por saber que a sua Zangadinha não ficará sozinha.

[...]

Sentada na cadeira dura, Bella mantém as mãos no rosto. Não sabe explicar como se sente. Na verdade a dor em seu peito é tão forte, que nem consegue pensar direito.

Foi tudo tão rápido. Como num piscar de olhos tudo aconteceu.

Ele estava sorridente, estava contando a ela seus planos de quando voltassem para o apartamento. E do nada, ele desfaleceu.

A sorte foi que já estavam estacionados, se não...

Chacoalha a cabeça evitando tais pensamentos.

Porque isso tem que acontecer com ele? Porque não é com ela?

Edward é tão bom, especial... Ela não.

Ela com certeza não faria falta a ninguém... Porque com ele?

Sente as mãos de Alice correrem por suas costas, enquanto o grandão murmura palavras doces a ela.

Nem presta atenção. Nada lhe chama atenção naquele momento.

Tudo o que quer é correr e ficar com Edward, o medo de ficar longe é angustiante. Sabe que a qualquer momento, ele pode lhes deixar.

Um soluço sai alto de sua garganta fazendo seu corpo sacolejar.

—Não fique assim... – a voz de Alice sai doce e com cuidado ela puxa a morena para um braço.

Tentando se acalmar, ela ouve os consolos da amiga.

—Não chora, Bella... Edward vai sair daqui, ainda temos ele. – limpando o rosto, sorri ao grandão que segura sua mão.

Antes que a moça pudesse responder, Esme e Carlisle aparecem na sala de espera.

—Ele está se trocando. – a ruiva diz, o rosto dela vermelho e inchado.

—Com licença, a Dra. Denali e o Dr. Fuller, pede para vocês irem até a sala cinco. – uma enfermeira de meia idade avisa educadamente.

Se pondo de pé, Bella caminha ao lado dos sogros e dos amigos.

Um a um eles adentram na sala. Sentados, Tanya, Brady e a psicóloga, os olham.

—Algum problema? – Emmet questiona se sentando ao lado da mulher que segura firmemente a mão de Bella.

—Chamamos vocês aqui, para falar do estado de Edward. – o doutor já conhecido é o primeiro a falar.

—Os tumores dele evoluíram muito. Muito mais do que esperado. – Tanya completa seriamente. —E por estarem tão grande, eles estão pressionando muito o cérebro dele. –

—E isso quer dizer o que? – nervosa Bella pergunta om um mal pressentimento em seu peito.

—Que a qualquer hora, ele não vai suportar a pressão. – dessa vez é o médico que responde. —E possivelmente entrará em coma. –

—Por Deus... – as palavras de Esme saem chorosas.

—Não há nada que vocês possam fazer? – inconformada Alice olha para os dois.

—Não. – Brady diz simplesmente. —Edward está na fase terminal e não podemos reverter isso? –

—Como assim não podem? Você disse que ele tinha seis meses de vida, depois disse que eles encurtaram para dois... E agora está dizendo que meu filho pode morrer a qualquer momento? – a voz de Carlisle soa como trovoadas na sala.

Derrubando lágrimas silenciosas a morena se encolhe. Nunca vira o sogro se descontrolar assim.

—Naquela época ele só tinha um tumor. As coisas eram diferentes. – Tanya explica, a voz imparcial.

—Não, as coisas não eram diferentes Tanya. – com a voz dura, o loiro sibila. —Sabe porquê? Porque o meu filho continua morrendo, assim como estava naquela época e vocês dois... São uns inúteis. –

—Carlisle! – tentando acalmar o marido, Esme se levanta.

—Não tem o direito de falar isso, nós fizemos o possível... –

—Eu tenho todo o direito, porque sou eu quem paga o salário de vocês. E sou eu que está perdendo o único filho! –

Arfante Carlisle praticamente grita.

—Por favor, vamos manter a calma! – a psicóloga pede arqueando as mãos. —Essa tensão toda não vai fazer bem ao Edward. –

Ainda nervoso Carlisle senta na cadeira, sendo amparado por Esme.

—Vocês tem que pensar que agora, mais do que nunca, ele precisa de vocês. – a mulher continua a falar. —Eu sei que dói, sei que é desesperador, mas é muito pior para ele. É crucial que estejam juntos dele, dando força, amparando... Já conversamos sobre isso. –

Cobrindo o rosto com as mãos, a jovem tenta manter a calma. Isso parece um pesadelo. O mais terrível e doloroso pesadelo.

Notas finais
Galera, desde o capítulo 24, eu venho escrevendo cenas e cenas mais dramáticas, lidando com uma doença que assusta, mas sendo sincera eu nunca fiquei triste em nenhum deles. Mas hoje, escrevendo esse capítulo eu fiquei triste, tipo eu chorei mesmo. Nunca tinha parado pra pensar na dor de quem está do lado de uma pessoa com os dias contados, e o fato de eu nunca ter enfrentado a dor da morte só me deixou ainda mais longe dessa realidade. Todo mundo sabe que as pessoas são finitas, mas a gente age como se elas fossem viver para sempre. E agora que eu estou quase encerrando a fic, eu me coloquei no lugar da Bella e eu fiquei transtornada. Deve ser terrível ver a pessoa que você ama, morrendo aos poucos e você não poder fazer nada. É claro que isso é só uma fanfic, baseada em personagens mas não deixa de ser triste... E eu não tinha percebido que é triste, até agora... E o pior de tudo é que isso pode acontecer. Comigo, com você... Com qualquer um. Estou me sentindo mal e escrever os próximos capítulo vai ser difícil... Tadinho do Edward, da Bella :( Eu sei que o fim da fic, não é mistério, qualquer um pode imaginar o que vai acontecer mas... É complicado! Bom... Estou com um peso enooorme no peito por estar fazendo isso ao meu ruivo e a minha Zangadinha :/ Eu espero que vocês tenham gostado do capítulo, apesar dos pesares.... Comecem a se despedir, porque estamos chegando no fim! Um bom fim de semana a toda vocês :) Nos vemos em Sedução ^^ Beijõõões da Nick :*