Desafios
18 Campo
Notas iniciais
Ainda de mão dada com o namorado, Isabella fita encantada a tal “casa” de campo dos Cullen. Sendo, o oposto do que se espera de uma casa no campo, a residência é moderna, e tem no luxo sua principal identidade.
Com a breve apresentação de Edward, pudera reconhecer a ousadia e criatividade da sogra no projeto. Não há portas ou janelas, apenas painéis de madeira similares à persianas. Quando fechados, conferem privacidade incrível aos ambientes.
Outro destaque da casa, é sem dúvida a piscina com borda infinita e a incrível sensação de amplitude que ela transmite, além do fato da mansão ser circundada por uma exuberante vegetação das montanhas.
Tudo isso, se unindo ao fato de estarem em plena primavera, o que torna tudo ainda mais belo e agradável.
Desvia sua atenção da vista de tirar o fôlego, da sala de estar, se voltando para o namorado que permanece meio desligado.
—Aqui é lindo... – diz baixo passando a mão livre pelo cabelo. —Como conseguiram encontrar um lugar assim em Nova York? –
Vendo o sorriso torto se abrir no rosto de Edward, permanece com os olhos fixos nele.
—Pertencia a uns amigos do meu pai, e quando minha mãe veio visitar ela se encantou com as montanhas e tal, daí Carlisle comprou para ela. – explica, abraçando a namorada pelos ombros.
Pela visão periférica, Isabella observa duas senhoras uniformizadas colocarem a mesa no deck para o café da manhã.
—É fantástico... A paisagem, a casa... – enchendo os pulmões de ar, a jovem sente-se embriagada pelo perfume do ruivo.
—O filho do dono. – completa a fazendo rir descontraída.
—Humilde... – solta passando os braços pelo pescoço de Edward que sorri torto, todo charmoso.
—Obrigado. – agradece a fazendo girar os olhos.
—Bom dia! – as vozes se misturam na sala espaçosa, chamando a atenção do casal que se afasta alguns centímetros.
Elevando o rosto, Isabella fita o casal de meia idade terminando de descer as escadas.
Reconhece o patrão de imediato, que assim como no hospital, exibe um sorriso simpático e carismático, de mão dada com a ruiva, que em um belo vestido Victória Beckham e sapatos Channel, tem os olhos feitos esmeraldas vivas. Assim como os de Edward.
Pigarreando a jovem aperta seus dedos na mão forte do namorado, sentindo seu estômago gelar.
—Hey meu príncipe! – pegando o filho em um abraço carinhoso, a mulher profere amorosamente. —Fizeram uma boa viajem? –
—Tudo tranquilo, mãe. – deixando um beijo na testa da mãe, ele assevera. —Devo dizer que a cada vez que eu te vejo, mais linda a senhora está. – elogia arrancando sorrisos. —Papai que se cuide. – piscando para a mulher, ouve o loiro protestar.
—O que é isso? Eu também não estou nada mal. – brinca arrumando as mangas longas da camisa branca.
—Claro amor, você é um verdadeiro galã. – o timbre da senhora é envolvente e sensual. É incrível como até as vozes deles são bonitas.
Os risos dos três se misturam por breves segundos, até que a atenção se volta para a morena.
Mordendo os lábios a jovem respira profundamente.
—Amor, meu pai Carlisle você já conhece. – abraçando a cintura da Swan, o ruivo aponta para Carlisle.
—Olá, Isabella! – acena para a fisioterapeuta, que sorri. —É um prazer te rever. –
—O prazer é meu Dou... – chacoalha a cabeça, engolindo a palavra. —Carlisle. – devolve o aceno, corando levemente.
—Bom, e essa é a minha mãe, Esme! – rindo ele volta a apresentar. —Mãe, minha namorada. – sorri para a ruiva, que dá uns passos na direção da moça.
—Olá querida, como vai? – afagando o ombro de Isabella, a mulher deposita um breve beijo em sua bochecha.
—Vou bem e a senhora? – sua voz sai totalmente tremula.
—Sem “senhora” – fazendo aspas com os dedos, Esme brinca. —Apenas Esme, tudo bem? – afirma com a cabeça a pergunta da sogra. —E eu estou bem, obrigada. – sorri a morena exibindo belos dentes retos. —É um prazer finalmente lhe conhecer, ouvi tanto sobre você nas últimas semanas... – profere se postando ao lado do marido novamente.
Com um sorriso nos lábios, Carlisle abraça a mulher carinhosamente.
—O prazer é todo meu, Edward também fala muito de você. –
Trocando um breve olhar com o namorado, os dois sorriem.
—Fiquei muito contente quando Edward me disse que vocês estavam juntos. – Carlisle diz a olhando. —Eu desconfiei até, naquele dia em que nos encontramos no Centro, percebi algo a mais entre vocês. –
—Bella me conquistou na primeira consulta. – ouve as palavras de Edward, sentindo-o beijar sua têmpora. Sorri acariciando a mão grande dele. —E claro, ela também não resistiu ao meu charme. –
—Ai Edward! – a mãe exclama rolando os olhos. —Já deve ter percebido o senso de humor inabalável dele, não é? –
—É meio que a característica mais forte do seu filho. – afirma vendo a sogra rir junto do marido.
—Com certeza. –
—Sei que vocês me amam. – afirma, fazendo as mulheres rirem.
—Vamos continuar conversando enquanto tomamos café? Não sei vocês, mas eu estou faminto! – arqueando as mãos, Carlisle os convida.
Sorrindo a moça retira a franja dos olhos, seguindo com Edward para o Deck, onde a mesa redonda já está devidamente posta.
Morde os lábios, suspirando profundamente, sentindo-se mais relaxada.
[...]
Adentrando no quarto claro, Bella não deixa de sorrir ao ver os traços adolescentes espalhados pelo cômodo.
Pondo o cabelo atrás da orelha observa cada detalhe do ambiente que mesmo elegante, não deixa de ser jovial e alegre.
—Como esperado, minha mãe nem tocou nesse quarto. – olha por sobre o ombro, Edward fechar a persiana de madeira. —Ainda está do jeitinho que eu deixei... – murmura pensativo, se pondo ao lado da namorada.
—Faz tempo que não vem aqui? –
Com um suspiro, ele dá uns passos com um brilho saudoso nos orbes.
—Vim aqui mês passado. – sibila lubrificando os lábios com a ponta da língua. —Mas aqui no quarto, tem pouco mais de um ano... –
—E essas coisas de adolescente? – parando ao lado de um skate o olha de soslaio. —Vai me dizer que anda de skate? –
—Não. – nega passando as mãos pelos fios ruivos. —Mas eu andava, há uns oito anos atrás. – rindo a morena se abaixa, vendo as estampas no objeto. —Por isso que eu disse: Minha mãe nem tocou no quarto, apostilas de escola jogadas, esses pôsteres ridículos na parede... Tudo exatamente como eu deixei, há anos atrás. – sorri se sentando na cama larga.
—E você também, nunca quis mudar nada? – pegando um dos livros de cima da cômoda escura a jovem o folheia.
—Não... Tinha até me esquecido daqui. – reponta se acomodando entre os vários travesseiros macios. Os olhos verdes presos na namorada, que após colocar o livro em seu lugar de origem, dirige-se até ele, calmamente.
—É um lugar lindo, afastado da correria da cidade, mas relativamente perto, para poder voltar... – analisa se acomodando no colchão. —Deve ter custado milhões. –
Rindo, Edward puxa a namorada pela cintura, deitando-a ao seu lado.
—É, meu pai investiu uma boa grana aqui. – solta baixo, embrenhando os dedos longos no cabelo macio de Isabella.
—O que o amor não faz, não é? – brinca rindo levemente, aproveitando do cafuné em sua cabeça.
—É verdade... Meu pai não mede esforços para agradar a minha mãe, sempre dando um jeitinho para fazê-la sorrir. – a voz mansa se cala por alguns segundos, enquanto o ruivo deposita um breve beijo na testa da Swan. —Mas amar é assim, a sua felicidade é fazer a outra pessoa feliz. –
Apoiando a cabeça na mão, Bella o olha atentamente.
—Você... – abaixa os olhos, ficando por instantes, pensativa. —Você amava a Tanya? –
—Por que está perguntando isso agora? – surpreso, o Cullen a questiona.
Mordendo os lábios, retira a franja dos olhos, acomodando os fios atrás da orelha. Suspira uma, duas vezes, na procura das palavras certas a dizer.
—Não sei você... Você falou de um jeito tão sincero agora. Não pude deixar de relembrar do que houve entre vocês. – responde o vendo inalar o ar com força.
—Eu gostava da Tanya sim, não vou mentir para você. – afirma a olhando intensamente. —Mas amar, eu não sei Bella... Ela me fazia bem, era uma boa companhia mas... –
—Mas...? –
—Não sei... Mesmo com ela ao meu lado eu me sentia sozinho, como se alguma coisa estivesse faltando. Quando estávamos separados, eu não tinha aquele anseio, aquela ansiedade para vê-la. E quando estávamos juntos, ficávamos em pleno silencio... Não tínhamos assunto. –
Se arrumando na cama, Bella respira profundamente se sentindo um pouco mais aliviada com a confissão do ruivo.
—Acho que o comodismo e o fato de termos sidos amigos antes de namorarmos, me fizeram ficar com ela durante tanto tempo. –
—Sei... – solta abaixando os olhos rapidamente, ainda curiosa.
—E é isso que me faz perceber que com você é diferente. – virando na cama, Edward se posta sobre a namorada.
Surpresa a morena arregala os olhos o fitando.
—Como assim diferente? – pergunta se hipnotizando pelos lábios rosados.
—Ora, eu simplesmente conto os segundos para poder ver você, pareço até um adolescente apaixonado. Quando está longe de mim eu fico entendido e até mesmo solitário, porque pode acreditar, a sua companhia é única que me interessa. –
Sorrindo, Bella enlaça o pescoço de Edward com os braços.
—Que a sua mãe não escute isso. – a fala da moça arrança risos do Cullen.
—Ela me conhece muito bem, e sabe que agora, a pessoa que mais me importa é uma certa moça que usa jaleco, no entanto, não é medica. – relembrando a fala da namorada, ele sibila.
—Besta! – exclama rolando os olhos.
—Minha Zangadinha, sempre me enchendo de nomes fofos. – brincando, ele deixa um rápido beijinho na ponta do nariz arreitado da fisioterapeuta, que não deixa de se encantar.
—Ainda bem que você gosta. – bagunçando os fios acobreados a Swan murmura.
—Gosto mesmo. Gosto muito, aliás. – responde mais sério, com um brilho intenso passando pelos orbes verdes.
Um arrepio intenso faz a morena suspirar, antes de ter seus lábios cobertos pela boca de Edward.
[...]
Se acomodando na poltrona clara, Bella fita com um sorriso a sogra servir os dois copos com o suco exótico.
Coloca o cabelo sobre o ombro antes de pegar o copo quadrado e refinado entre os dedos.
—Então, Edward e você estão juntos a quanto tempo? – descontraída a sogra a pergunta, sentando como uma perfeita lady, no sofá quadrado.
Ajustando o copo pesado na mão, a jovem o leva até os lábios, tomando um gole do suco gelado.
—Que estamos namorando oficialmente, tem pouco mais de uma semana. – desvia o olhar do rosto da ruiva, lubrificando os lábios com a ponta da língua. —Mas estamos juntos a dois meses. –
Um sorriso grande se abre nos lábios de Esme.
—Ele te olha como se te conhecesse a anos. – a ruiva afirma, cruzando as pernas num gesto rápido. —E o modo como fala de você... Nunca vi meu filho assim. –
—Assim, como? –
—Apaixonado. – respirando fundo, a jovem não deixa de se contentar. —Ele só fala de você, como é linda, especial, forte... E precisa ver, como aqueles olhinhos dele brilham, só ao mencionar seu nome. – mordendo os lábios, a Swan sorri contente.
—Ele é incrível... – a voz da morena sai baixa, contudo a sogra consegue ouvi-la. —Tem horas que eu acredito que ele saiu de um livro de contos de fada. – brinca rindo, juntamente com Esme. —Gosto muito dele. – assume por fim, abaixando o olhar momentaneamente para o suco, tomando mais um pouco do liquido.
—Fico feliz por ouvir isso. – ergue os olhos, fitando a ruiva por debaixo dos cílios. —Muito feliz na verdade, por que vejo está sendo sincera. – esticando, Esme deixa o copo sobre a mesa de centro. —E posso te afirmar, meu bem... Edward também gosta muito de você. –
Trocando um sorriso as duas se encaram por alguns segundos, antes de Edward e Carlisle voltarem para sala central.
Caminhando calmamente, Edward se posta ao lado da namorada e sentando no braço da poltrona, se apoia para deixar um beijo no alto da cabeça da jovem.
Suspirando, ela o olha, entrelaçando seus dedos nos dele.
—Do que estavam falando? – curioso o ruivo pergunta, intercalando o olhar entre a mãe e a namorada.
—Assuntos nosso. – Esme responde prontamente, se acomodando no abraço do marido. —Deixe de ser curioso filho. –
—Hmm... – cerrando os olhos, Edward exala o ar pelos lábios entreabertos.
—Porque não leva Bella para dar umas voltas. – Carlisle propõe, olhando diretamente para o casal. –Leve-a ao estábulo, ao lago... -
—Verdade querido, ficar aqui dentro com um dia tão lindo como esse, é um desperdício. –
Os olhos de Edward se voltam para a morena que, permanece em silencio.
—O que acha amor? – acariciando o rosto dela, Edward pergunta.
—Por mim, tudo bem. – murmura, após pensar por alguns segundos.
Fecha os olhos ao sentir, Edward beijar seu rosto carinhosamente, antes de se pôr de pé.
—Vou pedir para prepararem um carro para vocês. – se levantando da poltrona, Bella observa Carlisle sair da sala, após beijar castamente a mulher.
—Aposto que irá se apaixonar pelo lago, Bella. Ele é espetacular! – sentindo Edward enlaçar sua cintura, em um abraço, sorri para a sogra.
—Já me apaixonei pelas montanhas, pela casa... Agora com um lago, não tenho certeza se vou querer ir embora. – brinca com a ruiva, fazendo-a rir.
—Pode ficar o quanto quiser, meu bem. Sinta-se à vontade! – docemente a sogra murmura.
—Bem que eu queria, mas sabe como é... O trabalho nos prende. –
—Amor, como filho do seu chefe eu te libero do serviço, para ficar comigo aqui, por pelo menos uns vinte dias! –
—Com certeza! – rola os olhos ironicamente. —Bobo! – olhando-o por cima do ombro, a moça sorri ao receber um rápido e carinhoso selinho.
—Linda! – deixando mais um beijo no rosto da jovem, Edward responde. A frente do casal, Esme se encanta com a cena.
—É tão lindo ver duas pessoas apaixonadas! – a ruiva sorri, ao ver as bochechas da nora corarem. —Fico muito contente com o namoro de vocês, e saibam que Carlisle e eu damos total apoio, a esse relacionamento. –
Mesmo ainda envergonhada, Bella sorri diante a sinceridade das palavras da sogra.
—Obrigada Esme, eu que fico contente por saber disso. –
—Aii amor agora que já tem a aprovação dos meus pais nós já podemos continuar aquilo lembra? –
Ficando absurdamente corada, a morena acerta com o cotovelo na barriga do Cullen.
—Edward! – exclama entredentes, o fuzilando com o olhar.
—Vindo de Edward eu tenho certeza que é besteira, então não vou nem perguntar ao que ele se refere. – brincando Esme ri. —Acho melhor irem trocar de roupa, colocarem algo mais leve, o sol está forte hoje. – aconselha mudando de assunto. —E não se esqueçam de passar filtro solar. –
—Pode deixar, mamãe. – se afastando da morena, Edward beija carinhosamente a testa de Esme. —Vamos então amor? –
Pegando a mão, estendida de Edward, Isabella afirma com a cabeça e juntos os dois seguem para os quartos.
[...]
O lago grande de agua esverdeada, se mantem praticamente parado, nem se importando com a brisa leve que soa pelo campo.
Ainda escarando o céu, Bella fita o sol que iluminara suas horas de passeio com Edward, ser encoberto por nuvens escuras.
Infiltrando os dedos nos cabelos acobreados húmidos, solta um suspiro, abaixando o olhar.
—Vai chover. – comenta, ainda acariciando a cabeça do namorado, que preguiçosamente abre os olhos.
—Vai mesmo. – concorda após alguns segundos, a voz um pouco mais rouca.
—É melhor irmos, antes que comece, então. – ainda o olhando, ela murmura, ajustando no ombro a alça da blusa.
—Aqui está tão bom... – uma careta de desgosto aparece na face bela. —Se você não tivesse dispensado o carro, poderíamos ficar mais um pouco. – se levantando num impulso, Edward deixa um biquinho enfeitar seus lábios.
—Eu queria ver a paisagem, ué. – abraçando os joelhos com os braços, Bella responde, se encantando com a beleza do ruivo.
—Poderia ver da janela do carro amor. – enlaçando a cintura da morena com o braço, Edward a puxa para mais perto.
—Não é a mesma coisa. – responde, o empurrando. —Você ainda está molhado! – deixando a expressão contorcida, ela se afasta ficando de pé.
—Claro que eu estou, minha querida namorada me fez mergulhar no lago sozinho. – a voz mansa do Cullen, sai irônica, provocando uma crise de risos na jovem.
Arrumando a alça da blusa sobre o ombro, Bella não deixa de relembrar como fora divertido ver Edward pular para dentro do lago, achando que ela iria junto.
—Você que é enganado facilmente. – acusa, reforçando a presilha que mentem suas mechas ébanos, presas num rabo de cavalo. —A culpa não é minha. –
Uma breve risada é solta por Edward. Com dois passos lentos, ele se posta na frente da morena, olhando-a com intensidade.
—Não adianta se fazer de vítima, amor. – mantendo os olhos nos dela, ele coloca alguns fios soltos atrás da pequena orelha, deixando os dedos roçarem de propósito, na pele do pescoço alvo.
Um arrepio percorre o corpo da Swan, que se mantém hipnotizada.
—Você sabe que eu vou devolver tudo o que fizer não é? – com os lábios entreabertos, ele deixa um beijo no ombro exposto da fisioterapeuta, que ofega baixinho. —Já temos dois itens na lista... – acariciando o rosto fino, Edward se mantém junto da namorada que mais uma vez se encontra sem saber como pensar, diante dos toques envolventes. —E eu particularmente, gosto mais do primeiro. – se inclinando, o ruivo sussurra no ouvido da Swan que, tomando folego, o empurra.
—Deixe de ser besta. – se abaixa pegando a bolsa no chão. —Não irá devolver nada. – cruza os braços, empinando o queixo ao mesmo tempo em que dois trovões anunciam a chuva próxima. —Vamos embora logo, não quero me molhar. – completa dando as costas para o namorado.
—Não adianta se fazer de difícil amor, eu sei que você também está doidinha para que eu continue o que começou aquele dia. – seguindo-a de perto pela estrada de pedrinhas, Edward a provoca.
Adora ver a morena com raiva. Na verdade, uma das coisas que mais gosta na jovem, é seu gênio forte.
—Claro, estou doidinha para isso! – exclama cínica. —Cala boca, Edward! – manda bufando, andando mais de pressa.
—Eu sei que está... Mas agora que já conheceu meus pais, e viu que eles aprovam nosso namoro, estamos liberados para terminar aquilo. –
—Faça um favor para nós dois, Edward... Cale a boca! – irritada, Bella se vira para ele. As vezes tem vontade de soca-lo.
—Já disse que eu amo quando você fica bravinha? Sério fica tão selvagem e sexy que... –
—Edward eu juro que se você não calar a droga dessa sua boca, eu farei você caminhar em círculos até se perder por aqui! – ameaça se controlando para não chutá-lo.
—Bom Zangadinha, você sabe que não dá para uma pessoa se perder em um lugar aberto não é? Tinha que ter no mínimo mais arvores e... Tudo bem, já calei! – vendo o olhar fulminante da jovem, ele se cala arqueando as mãos em sinal de paz.
Rindo baixo, o ruivo ouve o bufar da fisioterapeuta. Morde os lábios prendendo a gargalhada. Não há nada melhor que provocar sua Zangadinha!
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