Desabrochar do Romance - CIP
1 Capítulo Único - Desabrochar do Romance
Notas iniciais
Boa leitura e espero que gostem :)
As mãos se apertaram como para garantir, além dos papéis assinados, o contrato feito por ambos os líderes da mesma nação, porém de segmentos diferentes.
Quando o som de saquê abrindo e as vozes tão costumeiras baixas começaram se elevar, Tsunade pode retirar-se para seu escritório. A primeira coisa que fez ao fechar a porta atrás de si foi tirar a beca, naquela época do ano o calor de Konohagakure era insuportável e usar aquela parte do vestuário, mesmo que raramente, era algo desconfortável e muito indesejado pela presença feminina.
Tsunade podia sentir o suor embolar seus cabelos embaixo daquele chapéu. Foi por isto que não tardou a passar as mãos em seus fios loiros e cair exausta em sua costumeira cadeira.
— Velhos babacas – sussurrou ao jogar a beca longe
As reuniões com os anciões e o Daimyo do fogo eram uns dos piores eventos na agenda de Tsunade. Além de aguentar ser sempre questionada pela sua idade e seu modo de gerir a vila, era obrigada a discutir questões burocráticas na qual sempre seriam rejeitadas ou passadas para um time especializado, que posteriormente seriam rejeitadas por ordem deles. Então suas reuniões com os anciões e o grande nome eram regadas a palavras negativas e recusas de um avanço para Konoha.
Era frustrante, mas era com o que Tsunade tinha que lidar. A Guerra tinha acabado há poucos meses e com a economia de todas as nações instáveis poderia dizer que a reunião foi gerida por uma situação leve e teve o primeiro final feliz em meses, comparada com a reunião de redistribuição de renda e suporte econômico.
Uma batida na porta e a cabeça de Shizune podem ser vista. Ao adentrar a sala, sua assistente fez a reverência formal e aproximou deixando alguns papéis no único espaço disponível da mesa.
— Já disse, Shizune. Não precisa fazer referência toda vez que entrar aqui.
— São costumes, Tsunade-sama...
— E não precisa de tanta formalidade, não sou tão velha assim.
Ela era muito mais velha que Shizune, mas a mulher sabia que discutir a idade da sua mentora não era algo agradável, nunca.
— O comitê de órfãos e refugiados quer falar contigo mais uma vez. Parece que há um problema com alguns trametes...
— Esse não é assunto de Kiriramo?
— O comitê enviou um pergaminho para você, pelo o que li Kabuto e Urusui solicitaram preferencialmente sua presença e de Itamai-sama em uma reunião hoje à tarde.
— Ajuda econômica?
Shizune concordou com aceno mais por achismo, pois Kabuto não tinha especificado no pergaminho qual seria o tópico da reunião, mas Tsunade sabia que ao chamar um dos coordenadores da economia de Konoha, Kabuto poderia pedir uma ajuda de custo, porém a presença dela que era uma incógnita.
— Aceite a reunião.
— Então devo cancelar a reunião com os ? — Shizune perguntou já prevendo a resposta quando a mulher loira sorriu de forma sapeca para ela.
— Por favor, faça isso e não te peço mais nada.
Com o início da noite, Tsunade si viu em frente a fachada de madeira velha do orfanato de Konoha. A espera dela estava uma irmã com roupas longas e um hábito cobrindo totalmente os cabelos. A mulher com um semblante simpático a guiou por dentro da casa.
O orfanato parecia o mesmo desde quando foi construído. Era a mesma estrutura de fazenda cumprida e com a maioria dos cômodos em espaço aberto, porém a parte em que Tsunade se alocou parecia ter sido construída recentemente, além de um andar a mais ter sido feito. Os ambientes eram vazios, com pouca decoração e a maioria de utensílios velhos, e pelo barulho de passos no andar de cima, Tsunade imaginou que fosse o dormitório de todas as crianças. A cozinha podia ser vista logo que entrava, depois de passar pelo gekan e subir o degrau da entrada principal no qual era uma sala vazia com apenas um pequeno altar para buda e algumas caixas de brinquedos; ao olhar para o lado esquerdo poderia ver uma porta e um vislumbre de cozinha pequena e bem limpa. Tsunade sabia que ali trabalhava duas freiras para cozinhar para no mínimo vinte crianças.
Ao ir andando poderia encontrar algumas portas, porém fechadas, e outras salas que pareciam ser feitas para as crianças, além da sala de TV e a enfermaria que era um local até que espaçoso. Tsunade também sabia que do lado de fora tinha um casebre que ajudava na pequena renda interna do orfanato ao prestar serviços de saúde para os ninjas de Konoha.
Ao prestar mais atenção na sala que foi alocada, percebeu o tatame muito macio e um cheiro de alfazema. O lugar era decorado com um quadro enorme, de frente para a porta, de todos os funcionários junto com as crianças do orfanato, além de alguns certificados e escritos que rondavam do lado do quadro. Ao centro da sala encontrava-se a típica mesa de tamanho baixo japonesa, rodeada de almofadas para sentar. Sob a mesa tinha uma garrafa de saquê junto de pequenos copos; e como para não ignorar o “presente”, Tsunade serviu-se de uma boa quantidade do líquido transparente.
Tomou aos goles até Itamai chegar e depois quando a garrafa já estava vazia, Urusui entrou na sala ao lado de Kabuto.
— Desculpa por fazer vocês esperarem, mas espero que tenham apreciado o saquê. Pedi para irmã Umei trazer o melhor para vocês – Urusui entrou no campo de visão dos dois e sentou-se em uma das almofadas ao redor da mesa de maneira que ficasse de frente para os dois convidados. – Tsunade-sama. Itamai-sama.
Curvou-se e os dois convidados fizeram o mesmo em respeito.
— Bom, eu tenho uma breve noção do por que Itamai-sama está aqui, porém nenhuma do porque eu estar aqui. Considere honra e curiosidade eu estar aqui, Urusui-san. Eu poderia ter pedido para Shizune assumir esta reunião.
— Tudo no seu tempo, Tsunade. Eu tenho uma proposta para os dois e espero que aceitem, mas antes... desejam mais um saquê?
— Ao julgar por Tsunade estar aqui, creio que está reunião será longa.
— Ela será longa se vocês a tornarem longa, mas eu vou entender isto como um aceite a mais uma dose de saquê, pedirei aperitivos também. — Kabuto falou pela primeira vez e seguiu para um pequeno armário embutido do lado da porta de correr.
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— Impossível!
O barulho de uma mesa quebrando junto de copos e talheres chamou a atenção de pessoas que circulavam por aquele corredor, porém ninguém ousou entrar por aquela porta.
— Eu peço que considere antes de exibir as emoções, Tsunade-sama – Kabuto disse sem mexer um músculo e nem um pouco incomodado pela mesa e talheres quebrados. Usurui já parecia estar com uma postura amedrontada diante da mulher.
— Eu não sei o porquê disso agora, Kabuto-san. Acabamos de sair de uma guerra, isso não ajudará em nada. – Itamai-san disse tentando esconder seu choque com os utensílios quebrados.
— Você mais do que eu, entende isto, Itamai-sama. Com o fim da Anbu parte da economia que está destinada a eles são passadas para reconstrução da vila e projetos que ajudariam ainda mais no fortalecimento da aliança. O seu setor, entre o nosso, será o mais benéfico com este acordo.
— A Anbu é essencial para a manutenção e bem estar da vila.
— Logo você Itamai, pensei que era mais esperto, não?! Acho que estava completamente errado.
— É muita coragem dizer isso, Kabuto-san e Urusui-san. Eu respeitava bastante vocês por pensar que estavam com os mesmos ideais que os meus para vila, mas vi que estava completamente errada — Tsunade disse eufórica.
— Com o fim da Ambu vocês podem fazer uma aliança shinobi com ninjas de elite, além de economicamente não ser tão mais caro que manter uma Anbu unificada. Isso também fortalecerá demais a aliança, e a economia conseguirá se estabilizar com ajuda de todas as vilas.
— Hm...
— Sua proposta é bem tentadora para o setor financeiro, porém não vejo o benéfico para mim e a vila. Você como ex-membro sabe o essencial de ter um esquadrão especializado que nem a Anbu. A questão é por que você quer tanto isto, Kabuto?
— As crianças desse orfanato são as mais afetadas pela Anbu, o recrutamento começa a partir dos 5 anos e elas não passam dos 25. Sendo insustentável recrutar e treinar jovens repetidamente a cada dois anos, economicamente e sistematicamente. A guerra já acabou; o selo amaldiçoado já foi desfeito e Kakashi não propôs nenhuma restruturação que diminuísse os gastos, ao contrário os cofres da vila não suportam mais o arrombamento.
— Para quem é apenas um dos caseiros daqui você está sabendo mais do que deveria sobre a circulação de dinheiro da Anbu.
— Quando é uma de suas crianças, isto é, o mínimo, Tsunade-sama. Eu acho que equivale a mesma coisa para quem tenta proteger a vila.
— Você está sendo desrespeitoso – Tsunade disse e pode sentir os nódulos dos seus dedos doerem de raiva.
Kabuto estendeu dois envelopes para os presentes e esperou cada um pegar o seu.
— Eu sei que é muito difícil, mas peço para considerarem. As crianças desse orfanato já passaram por muito, o sistema Anbu não é algo que quero que elas passem também.
Tsunade e Itamai pegaram os papéis desconfortáveis, Tsunade sentiu seu chakra borbulhar, e a crescente vontade de beber estar presente e latente.
— Dentro desta papelada está todos os pontos levantados desta reunião e um planejamento da economia e segurança de Konoha há prazo de vinte anos. — Ele abriu um sorriso e os dois presentes na sala pode identificar aquilo como algo acolhedor vindo de Kabuto — Os anciões de todas as vilas, os kages e os senhores feudais também receberam; também tive o respeito de enviar para Hatake Kakashi. Neste momento cada um deve estar lendo a papelada.
E como para confirmar a porta foi aberta com delicadeza e um Anbu apareceu, ajoelhando-se diante de Tsunade, fazendo com que seu rosto ficasse totalmente virado para o chão, porém os presentes dentro da sala podem ver os detalhes de pintura impresso na máscara.
— Os conselheiros Homura Mitokado e Koharu Utatane pedem a presença de Tsunade-sama neste momento ao prédio central.
Tsunade pode sentir cada portal de seu chakra encher de raiva. A conversa com os anciões não seria fácil, ainda mais depois da conquista de mais cedo, além de os pontos vitais do seu chakra estar a ponto de explodir. Como método para acalmar a ligação chakra e corpo, respirou fundo e deu uma última olhada para os presentes na sala deixando claro que tinham questões a ser debatidas ainda.
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— Tsunade-sama
Os dois disseram sem se moverem do lugar com os olhos de aparência baixa e calma. A Hokage sabia que estavam apenas revisando as melhores palavras para serem ditas naquele momento.
Era o escritório de interrogatório, todo de cor cinza em com sofás ao redor de uma mesa cinza também. Tsunade riu por achar bastante irônico estar ali, naquela sala sendo que tinha tantas outras no prédio que eram melhores e mais confortáveis.
— Homura; Koharu – curvou-se em sinal de respeito, mesmo sabendo que aquilo não era de muito para eles.
— Você pode nos explicar o que é isto? — Homura jocou alguns papéis encima da mesa
— Eu li por cima, Kabuto entregou para mim e para vocês, além das outras vilas. Tudo o que eu sei é o que vocês sabem.
— Não seja tola. Shizune-san nos contou sobre a reunião de mais cedo com Kabuto e Itamai-sama. — Koharu soou ríspida.
— Digo e repito: tudo o que eu sei é o que vocês sabem. As pautas escritas aí foram às mesmas pautas que ele citou na reunião; a não ser que vocês queiram detalhes da mesa que eu quebrei.
— Aich – Homura levantou-se e bateu na mesa com os punhos fechados, o barulho foi um soco no ar e na mesma hora Tsunade sentiu a atmosfera baixar a temperatura.
— Controle-se Homura, somos os conselheiros e o seu chakra está perturbando a temperatura da sala. Se não ficar nulo, Anbus invadirão essa sala em dois segundos.
Ao final da fala de Koharu, Tsunade pode sentir a temperatura estabilizar, como também sentiu um pouco de alívio. A pressão da temperatura fez o seu chakra desenvolver em sentido contrário.
— Tsunade, te apoiamos em todas decisões. Até na qual envolvia Uzumaki Naruto, agora não estamos em pé de guerra, sei que fomos críticos em sua posse, porém peço que agora conversemos e juntos chegamos em uma conclusão que beneficie ambos.
— Certo – Tsunade pode abrir um sorriso, mesmo que sarcástico — eu acho que todos concordam que esse pedido de Kabuto-san é uma loucura para estabilidade e segurança de Konoha, que não está muito boa neste momento.
— Desde a morte de Danzo e a dispersão do esquadrão, Konoha sofre diversos ataques internos e externos. Com o fim da guerra parece que acalmou, mas você soube dos ex-pupilos de Orochumaru?
— Sim, Koharu-san — suspirou cansada e o seus ombros desceram como se sentisse o peso das palavras — Konohagakure está muito frágil agora, não dá para dispensarmos o que sobrou da Anbu.
Koharu e Mitokado entreolharam-se e Tsunade percebeu que coisa boa não viria.
— Com esta sua informação, eu temo e te aconselho apenas uma decisão: mate Kabuto-san.
Tsunade ficou perplexa e controlou-se para não expandir seu chakra. O clima, metaforicamente, gelou na sala e por si só isso não era algo muito bom para a Hokage.
— Ninguém suspeitará de sua morte já que ele foi um dos importantes influenciadores da quarta guerra.
— E o orfanato?
— Será fechado e as crianças serão redistribuídas para trabalhos na vila. Com as baixas na guerra, o setor de emprego precisa muito...
— Elas são crianças que acabaram de perder seus pais – Tsunade sentiu que não poderia mais controlar seu chakra
— E serão de muito valor para vila, assim como foram seus pais.
— Eu sei que os sentimentos estão falando mais alto agora, Tsunade-san. Com sua idade e sem filhos e com histórico de querer ser um símbolo de matriarca para crianças órfãs, isso vai ser difícil mesmo. Mas lembre-se que você é Hokage de uma vila e que essas crianças precisão dessa vila; e se a Anbu acabar elas não terão essa vila.
Tsunade sentiu finalmente o portão de seus chakras abrirem e mesmo consciente não excitou em quebrar a parede que estava do seu lado esquerdo. O barulho provocado alertou os Anbus que faziam segurança daquele prédio e dos presentes dentro daquele lugar, então menos de um segundo a sala estava cheia de Anbus estrategicamente posicionados para atacar os dois anciões. Proteger o Hokage era essencial.
Era até irônico pensar na extinção dos Anbus, sabendo que eles fizeram e fariam muito pela paz de Konohagakure, ainda mais observando eles ali, não sabendo o que estava sendo discutido minutos antes.
— Não ouse me subestimar como mulher, ou colocarem meu estado civil em prova como se ele dissesse como eu governo. Eu sou uma mulher, mas também sou Hokage desta vila, prestem bem atenção como forem falar comigo agora, eu fui bastante complacente com vocês. Mas não vou suportar mais alguma palavra que desrespeite a mim e a minha integridade.
Tsunade virou de costas pronta para sair dquela sala sendo acompanhada por alguns Anbu´s.
— Pense no que te falamos, Tsunade-san. Ser um kage não significa só fazer o bem, mas sim usar todas as artimanhas para fazer tudo pela vila, não importe o que custe ou quem custe. Bem e mal são palavras muito mais complexas quando temos um cargo alto e vida de pessoas estão em nossas mãos a qualquer sentido. As questões da vila são maiores do que nossos ideais.
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A temperatura de verão não fazia bem para Tsunade. O seu corpo suava, tinha alergia e o pior de tudo: a energia de seu chakra. Ela tinha que diminuir o fluxo do chakra que corria pelo seu corpo e preservar a concentração de seu chakra no selo da fora de uma centena ao mesmo tempo em que tinha que suprir uma parte dele para não consumir o resto que restava para seu corpo sobreviver.
Por isto caminhar para um dos distritos mais longes de Konoha era bastante trabalhoso para ela. O cansaço vinha mais rápido, o suor não tinha como ser impedido e de bônus a Senju ficava mais impaciente.
Quando chegou ao apartamento que desejava não apressou de restaurar o fluxo normal de seu chakra, pela temperatura do ambiente estar controlada com ar condicionado. Essas modernidades era o que mais agradava a Hokage em questão de tecnologia.
Por isto não teve muito tempo de avaliar o inquilino e quando virou para Kakashi Hatake o encontrou com apenas uma sobrancelha erguida enquanto estava encostado na porta de braços cruzados. Ela não pode detectar nada na sua expressão; Hatake com sua habitual máscara que cobria o nariz e a boca e a indiferença que posava pela postura, era difícil decifrar suas emoções.
— Gomen nasai, Hatake-san – a mulher curvou-se em sinal de desculpas — Mas precisamos conversar.
— Eu estava te esperando – E como para comprovar seguiu os olhos dele que focaram em uma garrafa de saquê em cima da mesa da cozinha.
Um aliviou atingiu Tsunade e ela soube que procurou a pessoa certa.
Sentada em uma das almofadas da sala de Hatake Kakashi, Tsunade pode parar para analisar o apartamento do ninja. Não era muito grande. Logo na entrada, depois do genkan, podia-se deslumbrar um conceito aberto no qual localizava a sala e a cozinha, a separação dos dois cômodos era marcada por um balcão de cozinha, que servia como uma mesa funcionar.
A cozinha era pequena, e a não ser pelo frigobar, o fogão de quatro bocas e a pia que Tsunade deduziu não ter o tamanho de dois palmos, era até que organizada e ficou surpresa por encontrar um jarro de flores do lado da pia. Eram girassóis grandes e com o amarelado bem vívido e esplendido. Tsunade chutou que tenha sido colhido um dia antes.
A sala já era bem espaçosa e com os móveis pequenos que ali continham, parecia maior ainda. A tradicional mesa com almofadas ao redor ficava no centro, com um sofá em formado de L a sua volta e uma estante de madeira do lado da janela que dava pra ver boa parte do distrito e da vila.
Apesar de ter encontrado um livro aqui e acolá jogado pelo local ela não pode não descrever aquele ambiente como organizado também. Ela sentia até vergonha de sua sala desorganizada e cheia de sujeira no prédio principala da vila, ou seja, o seu escritório.
Entre a cozinha e a sala tinha o corredor, que a Senju imaginou dar para o quarto de Kakashi e seu banheiro.
O único item pessoal, que ela sabia que significava algo para o jovem ali, foi o quadro do time da academia ninja de Konoha. Minato no fundo, como se quisesse deixar aquele momento para os seus pupilos; Rin na esquerda esbanjando timidez e certo desconforto; Kakashi na direita com o tom sério e egóico que exibia muito na infância e Obito no meio, transmitindo o mais puro alegre sorriso e a postura mais extrovertida da foto.
A sensação saudosa e de constrangimento a atingiu. Analisar aquele item pessoal de Kakashi não era o que queria, ademais porque aquela foto dizia muito sobre o mundo shinobi, as crianças shinobis e a vila Konohagakure. As três crianças impressas, ali naquele quadro, representavam as melhores e piores fases da vila; ao mesmo tempo em que representava futuro, também representava o passado,
— Aqui – Kakashi estendeu um shot de saquê e Tsunade virou em uma golada
— Obrigada
Kakashi sentou em uma almofada a sua frente e os dois se olharam desconfortáveis.
Apesar de Tsunade ser bem mais velha que o shinobi ali, ela sabia que o Hatake entendia como gerir uma vila igual e aquém dela. Afinal, na invasão de Pain no qual ocasionou seu coma, ele que foi sugerido para comandar a vila.
O desconfortável naquela situação era que ambos não eram próximos nem íntimos. Tsunade apenas via Kakashi para distribuir missões no qual era requisitado ou em algumas reuniões da Anbu, já que o departamento foi passado para ele. Porém a Anbu era muita mais para Sikamaru, o novo estrategista de Segurança e Tratado de Guerra II, do que para si, então não via muito sua presença a não ser quando Shikamaru pedia a presença da Hokage em algum tópico importante.
O tópico estava claro entre eles, por que não tinha a razão da Hokage está ali no apartamento do Hatake naquele horário.
— Eu estive pensando em algumas ideias para o esquadrão especial de Konoha não acabar, porém quero saber se estamos pensando na mesma ideia...
— Restruturação — Tsunade disse, já sabendo por onde o raciocínio do ninja tinha ido, pois o dela tinha ido para o mesmo local.
E os olhos de Kakashi fecharam complacentes. Aquilo podia significar um sorriso ou muitas coisas, porém o homem mantinha o tom preguiçoso e indiferente em sua postura, então Tsunade decidiu encarar aquilo como um sinal bom.
— Fico feliz que pensamos juntos, mas precisamos estruturar. A papelada de Urusui e Kabuto está muito bem detalhada e trabalhada, eu diria que Urusui estava preparando isto desde que Kabuto foi levado ainda criança pela Anbu. Além de que o nosso projeto tem que ser no mesmo valor ou inferior do projeto deles.
A Senju concordou com um aceno de cabeça e serviu de outra dose de saquê.
— Sim – disse ao sentir o liquido descer quente pela sua garganta — O poder militar está reduzido por conta da última guerra, perdemos muitos jovens. A Anbu, apesar dos poucos membros restantes, é uma das únicas organizações que está mantendo a vila de pé. O alto preço pelos serviços deles está gerando uma renda mínima para os cofres públicos.
— Eu sei.
Kakashi era chefe administrativo da Anbu era normal saber de alguns detalhes, mesmo que a vila mantivesse uma forma de comando no quais muitos sabiam pouco e poucos sabiam muito.
A Anbu também estava sofrendo economicamente, com a pequena reestrutura pós-morte de Danzo, a vila e o senhor do fogo passaram a ter total controle econômico do esquadrão. Com isto o dinheiro que a Anbu arrecadava em missões externas era em uma média de 51% revertido para a vila e o resto para a manutenção do esquadrão, com este poder econômico e político muito dos que eram fiéis à ideologia de Danzo saíram ou para trabalharem em um segmento mais obscuro, ou desertaram da vila.
Também desta forma o cofre público de Konoha não conseguia suportar, manter uma equipe de alto escalão que fazia as missões mais perigosas pedia muito dinheiro que era insustentável naquele tempo pós-guerra, em quais todas as vilas passavam por uma crise econômica. Apesar de a aliança shinobi aliviar o peso das negociações e do dinheiro, não significava muito quando Tsunade andava pelas ruas e ainda via feridos de guerra sem o tratamento adequado, ou a população aumentar pelos refugiados de pequenas nações atingidos pela pobreza não suportarem passar fome em sua terra, comer o mínimo em Konoha para sobreviver. A falta de dinheiro era muito significativa para Tsunade, além também da promessa feita para Dan.
Ela precisava mudar o segmento do sistema ninja.
— Certo! Então temos muito trabalho a fazer.
Kakashi juntou e esfregou as mãos até aparecer uma onda eléctrica que dissipava pelos seus dedos e formava pequenos raios, esperou a onda tomar formas menos difusas e a cor se azular, para colocar sua mão sobre o tatami.
Tsunade viu as ondas elétricas percorrerem o tatami, subir pelas paredes e dissipar no teto. Não demorou mais do que dez segundos, mas a Senju pode sentir os choques elétricos arrepiarem seus pelos e seu chakra agitar. Ao terminar entendeu que o Hatake colocou um jutsu de proteção em sua casa para ninguém souber de sua presença ali ou ouvir a conversa que estavam tendo.
— Agora podemos começar, já sabemos que irá demorar.
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— Concordo com vocês, irei falar com os anciões e o senhor feudal.
— Estamos juntos com o Gaara-sama. A vila da água concorda.
E um a um ia concordando com a decisão de Tsunade Senju.
A Anbu individual de cada vila não podia acabar, mas juntos decidiram criar um esquadrão que pudesse solucionar problemas que atingissem todas as vilas ao mesmo tempo e fosse a poder destrutivo para o mundo shinobi. Um esquadrão estilo Anbu, porém que funcionasse para todas as vilas, mas sem tirar um esquadrão de valor individual de cada vila.
— Fico agradecida, nos vemos.
Tsunade disse e encerrou a chamada passando a mão pelo o desenho de sangue e chakra misturado no tatami, o que fiz que o mesmo ficasse borrado.
Ao terminar a tontura costumeira junto chakra difuso foi sentido pelo corpo da Senju que cambaleou para trás e pode sentir uma sustentação ao encostar-se a algo macio e espesso ao mesmo tempo. Não pode abrir os olhos para identificar, estava concentrando toda sua energia para recuperar o chakra pós-ligação com todos Kages.
Aquele tipo de jutsu era pesado e exigia muito do chakra de todos envolvidos, além do sangue que era uma forma do jutsu identificar as pessoas e o fazerem uma ligação conjunto estilo Yamanaka para quem não era do clã através da mente.
Era um dos jutsus proibidos dos Yamanakas por poder ser utilizado por qualquer um e de quem utilizasse ser alvo fácil de ataque, pelo chakra ser concentrado em manter toda ligação em funcionamento, além de quem não tivesse o controle pudesse ficar preso em um breu pela própria mente e ter ataques psicóticos. Foi um jutsu bastante utilizado na segunda guerra e proibido logo depois de seu término por muitos teres ficados presos no breu e terem ataques psicóticos que ocasionaram em suicídios ou homicídios.
O uso era restrito ao Kages caso tivessem alguém do clã Yamanaka por perto com pelo menos um dos participantes da ligação, fora isto era total perigo.
Tsunade fez o favor de chamar Yamanaka Ino e a fez prometer sigilo, pois sabia que como boa ninja ela manteria segredo.
— Estou indo, ela sentirá vertigens e talvez possa vomitar. Informei isso aos outros Kages também. Então caso ela sinta, é melhor a deixa-la deitada, ela não pode utilizar o chakra em 24h, eles estão inibidos e caso ela force o uso sentirá muita dor até a exaustão que levará ao desmaio. Faça-a beber bastante água também.
Kakashi concordou com a cabeça. Levou Ino até a porta e a agradeceu por ter os ajudado.
— Tudo por Konoha, sim?! — piscou e saiu andando pelas ruas da vila.
Kakashi fechou a porta apenas quando viu Ino sumir de suas vistas. Adentrou a casa e foi para o lado de Tsunade, que parecia suar e ter algum sonho conturbado por seus olhos apertarem e seus lábios espremerem, como alguns sons inaudíveis e de dor saírem entre eles também.
Decidiu pegar uma bacia de água gelada e um pano. Molhou o pano na água e depositou na testa da mulher, antes retirou alguns fios do cabelo loiro de sua testa. No minuto seguinte que depositou o pano na sua testa pode ver as rugas e o semblante de dor da mulher sumir, ficou um pouco mais aliviado, pois apesar de Kakashi ter aprendido sobre primeiros socorros na Escola Shinobi, ele não era tão bom quanto gostaria.
— Consegui?
A voz fraca e rouca chamou atenção do Hatake, que estava distraído lendo o seu livro Icha Icha ao lado da mulher, abaixou o livro e olhou para Tsunade que estava com os olhos semicerrados e a boca entreaberta.
— Sim.
— Conseguimos, Dan.
Ela disse ao passar uma das mãos pelo cabelo de Kakashi em um movimento lento e meio dolorido para seu corpo. O ninja sentiu seus pelos da nuca arrepiarem, aquele toque intima era estanho para ele, ainda mais por ser um delírio, no qual Ino os avisou antes de iniciar o procedimento do jutsu.
Pelo que Kakashi sabia Dan era o ex-namorado de Tsunade que morreu em um conflito na Terceira Grande Guerra Ninja.
Ao olhar Tsunade pode ouvir o ressonar baixo de sua respiração e acompanhou o sobe e desce de seu peito, ela tinha caído no sono e Kakashi ficou aliviado, com ela acordada e em delírios o seu chakra desregulava e poderia causar danos para seu corpo, apesar de o jutsu ter requerido muito dela, Kakashi pode ver o quão magnifico Tsunade podia aguentar. A aparência dela não foi para o estado igual à idade biológica, no qual ela escondia com um jutsu, e o seu ponto da testa permaneceu intacto durante todo o processo.
O ninja fez questão de trocar a tolha na testa de Tsunade, como também a ajeitar de uma forma confortável, sem deixar de cobri-la; e apagou as luzes, deixando apenas a do corredor acesa. Ele decidiu que dormiria no chão da sala, um pouco afastado de Tsunade, só para garantir caso ela acordasse desnorteada.
Tsunade acordou com cheiro de ovos e bancon. Estranhou o local nos primeiros 15 segundos, mas depois memórias do dia anterio invadiram sua mente, sentiu-se constrangida por dormir na casa de Hatake, mas Ino disse que a exaustão iria a atingir após o jutsu. Foi tola ao imaginar que suportaria voltar para casa no mesmo dia. Em suas lembranças tênues pode recordar de sentir bastante dor, como também suar bastante.
— Ohayo
— Me desculpe por aproveitar de ti e dormir na sua casa.
Tsunade reverenciou, mas fechou a cara ao ouvir uma risada com tom debochado.
— Não se preocupe você não é igual o Lee que ronca.
Riram juntos e Tsunade aproveitou para se sentar na cadeira
— Obrigada pela comida – disseram jutos antes de comerem.
Tsunade foi embora quando notou que o barulho das ruas começou a aumentar, não queria chamar atenção e achou que tinha conseguido até Shizune aparecer, em seu escritório, curiosa dos rumores que corriam pela vila.
Tsunade desmentiu e frisou que “eram apenas rumores”, mas sabia que aquilo não ia adiantar muito, pois ao sair de seu escritório para resolver qualquer questão os olhares eram diretamente focalizados nela. Ficou brava e exausta por ter que lidar aguentar aquilo ao mesmo tempo em que tentava resolver uma iminente crise política e econômica.
Ao sair do seu escritório achou que seria melhor não comparecer à casa de Hatake para não inflar mais rumores, porém tinha deveres maiores do que ligar para meras especulações. Iria lidar com o boato de namoro como lidou com os outros: ignorando e bebendo. Poderia lidar com apostas também, mas Konoha não tinha casa de apostas de jogos impopulares, era proibido pela constituição do país.
Então foi um pouco surpreendente para Kakashi receber Tsunade com doze garrafas de saquê, sabia que a mulher gostava de beber, mas nunca pode provar isto com os próprios olhos.
A mulher bebeu pelo menos oito das doze garrafas sozinha e ficou analisando os papéis em silêncio. Hatake não tentou a incomodar, contudo soube que algo estava errado, pois sua postura estava rígida e parecia estar bravo com algo pelo modo que suas mãos apertavam os papéis que segurava.
— Toma
“Ele é bonito, Tsunade-sama tem sorte” e foi essa frase, de uma das funcionárias do terceiro escalão do prédio principal, que veio a cabeça da Senju ao olhar Kakashi Hatake de cima a baixo.
Os cabelos cinza, com leve tom prateado emoldurava bem seu rosto, com sua máscara habitual que cobria o nariz e boca junto da cicatriz no olho direito o dava um ar charmoso e de mistério.
Era verdade quando diziam que Kakashi era bonito, ainda mais o vendo tão de perto, porém era um pouco demais inventarem o rumor de eles namorarem. Kakashi e ela juntos? Como... Namorados? Era peculiar.
— Fiz para você, acho que está nervosa pelo dia de hoje.
— O que te fez pensar nisso?
— Os papéis estão muito amassados.
E os dois desviaram os olhares para os papeis jogados ao lado de Tsunade. Ela riu envergonhada e aceitou o chá.
— Obrigada.
Kakashi voltou para o seu lugar e Tsunade sentiu-se mais relaxada.
Algo ascendeu nela.
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Ascendeu em Kakashi no dia mais constrangedor para ambos.
Por um problema com o encanamento na casa de Kakashi, juntos decidiram que a reunião e o processo do Kabuto seriam feito no escritório de Tsunade.
Depois de certo horário a ninja tinha privacidade e não precisaria mais exercer questões que envolvessem mais alguém dentro da sala, então os dois concordaram que era um lugar particular e apropriado para resolverem a questão da Anbu.
Mas tiveram que aguentar de hora em hora Shizune entrar no escritório para bisbilhotar, como também a presença de chakras atrás da porta.
A Senju desculpou-se com o ninja, mas o Hatake achou graça daquilo tudo. O que unia mais uma vila do que rumores?
Ao terminarem uma parte do trabalho decidiram sair para comer e Ichiraku foi a melhor solução por ser um local mais reservado e por saberem que o velho do ramem era o que menos se interessava pelas fofocas da vila.
— Eu ouvi os rumores! Fiquei incrédulo quando Ame-kun me contou
Ichiraku disse ao servir pessoalmente os dois. Ele adorava quando a Hokage em pessoa vinha comer em sua tenda, vangloriava para a concorrência sempre que podia sobre esse fato.
— Oto-san, deixe-os em paz — Ame apareceu da cozinha com pressa para tirar seu pai dali.
— Só estou dizendo para eles que não acreditei, Ame-kun. Tsunade já teria quebrado Kakashi no meio se fossem namorados.
E saíram, os dois entreolharam envergonhados e desataram a rir. A conversa fluiu normalmente depois do ocorrido.
Quando Kakashi deixou a mulher em frente ao escritório e pode a observar afastar-se lentamente.
Algo o incomodou.
Talvez os cabelos loiros demais, ou os olhos castanhos que a noite parecia escurecer-se mais ainda, ou apenas o jeito dela.
Porém algo ascendeu dentro dele.
Naquele dia, Kakashi Hatake dormiu incomodado.
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Esquentou quando o Hatake ao ser requisitado por uma missão, Tsunade decidiu vê-lo horas antes.
Ao entrar na casa do ninja, sentiu algo estranho no ar. Entre eles especialmente. Ficou envergonhada por pensar naquilo, então por momento ignorou e deixou os pensamentos junto com suas sandálias no genkan.
— Eu trouxe chocolate quente, vai fazer frio hoje à noite.
Tsunade serviu os dois com o líquido escuro e esperou o Hatake dar o primeiro gole para acompanhá-lo.
— Delicioso — Kakashi disse ao terminar — Muito obrigado.
— Só uma lembrança boa antes de ir.
Ela disse e sorriu para ele, Kakashi apertou os olhos e ela entendeu aquilo como um sorriso. A Senju sentiu algo incômodo no estômago, mas ignorou também.
— Como eu que te enviei... Vejo-te na quarta?
Ela disse já perto da porta, pronta para ir.
— Sim, eu vou te esperar na quarta.
E os dois se olharam. Foram segundos, mas Kakashi viu algo nos olhos de Tsunade que refletiu nos seus e que parecerem ter durado minutos.
— Até quarta.
Ambos dormiram incomodados naquele dia.
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Tsunade ouviu detalhadamente cada ponto da missão, fez suas perguntas e deixou para Shizune a questão burocrática de como proceder. Dispensou o time quando todas suas dúvidas já tinham sido sanadas e voltou ao seu trabalho.
Ao dar meia noite decidiu que continuaria o trabalho no outro dia, despediu dos que ainda iriam ficar no prédio e seguiu seu caminho.
Foi surpresa encontrar Kakashi ao lado de fora, a esperando.
Aproximou dele até estarem bem perto um do outro, quase como se seus peitos pudessem se tocar. Olharam um para o outro e sorriram cúmplices.
— Eu te dispensei. – Tsunade quebrou o silêncio
— Eu sei, mas achei que iria querer chocolate quente.
Tsunade concordou com a cabeça e começaram a andar.
— Tenho boas notícias: Daimyo decidiu que irá reduzir o seu comando sobre a Anbu, mas quer ganhar igual. Ele concordou que está velho para comandar algo tão complicado, os anciões estão satisfeitos pelo Daimyo está satisfeito, mas...
— Kabuto ainda é um incômodo — Kakashi completou e Tsunade soltou um som que pode ser definido como uma afirmação.
— Eu estou esperando Shikamaru redigir um contrato, conseguiremos que formalize tudo quando tiver o contrato e aí...
— Tudo terá fim.
— Sim. A Anbu não pegará mais crianças do orfanato e conseguiremos não perder tanto convocando os jovens da escola ninja.
Kakashi colocou as mãos nos bolsos e olhou para o alto, admirado com o céu daquela noite.
— Foi muito bom trabalhar com você — falou depois de um tempo
— Digo o mesmo. Você não é tão preguiçoso quanto achei.
— E você não destruiu minha casa como eu achei.
— Ainda...
Disse despretensiosa, mas Kakashi parou e olhou. Tsunade só percebeu que não estava sendo acompanhada quando não ouviu passos ao seu lado, que em questões cronológica: foram alguns minutos depois. Olhou para trás e encontrou Kakashi a olhando de forma estranha.
— Ainda?
— Bom, eu pensei em te introduzir no mundo das apostas.
Riram, mas Kakashi não moveu de seu lugar.
— Eu acho que tá rolando algo entre nós.
Disse por fim. E ele concordou com um aceno, sentindo algo embrulhar dentro de seu estômago junto de suas bochechas esquentarem.
— Já que todos souberem antes da gente, podíamos formalizar não?
Ela riu e voltou a andar. O ninja ficou uns bons minutos parado até entender que ela não falaria mais nada.
Sorriu, achando um pouco de graça e correu até alcança-la passos à frente.
Tsunade tomou a atitude de enlaçar o braço no de Kakashi.
Kakashi não deixou para trás e puxou a mulher mais para perto, de um modo que o braço dela não pudesse soltar do seu.
Konohagakure já estava calma naquela hora, com poucos cidadãos e comerciantes na rua, porém quem viu aquela cena pode encarar com os próprios olhos o desabrochar lento de um romance.
Ambos dormiram tranquilos naquela noite.
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