Desabafos

8 Capítulo 8 - Estrada


Notas iniciais
Perdoem-me se alguém esperava realmente um próximo capítulo, mas meus pensamentos estão como as palavras de um dicionário: pode até tentar formulá-las em uma frase, mas não fará muito sentido.

Aqui, deitada, esperando o mundo cair

Esperando algo acabar, algo acontecer,

Qualquer coisa acontecer, pois sem você,

Que graça teria viver aqui, nesse lugar pacato e doentio que nós, seres humanos, chamamos de lar, de Terra?

Às vezes me imagino em um universo alternativo onde não estou sozinha.

Um lugar onde tudo pode acontecer, sem regras, sem dor ou sofrimento.

Mas então me obrigo a voltar à realidade, pois não adianta viver sonhando, na mais pura ilusão, e se esquecer de viver. Por mais pacata e doentia que seja a realidade, nós devemos aproveitar o melhor dela.

Devemos ser fortes, aproveitar o que a vida nos presenteia e suportar a dor do que nos é tirado.

Por que a vida é como uma estrada, e as pessoas são como os carros que as percorrem: alguns vão, alguns vem, poucos param mas ninguém realmente fica.

E eu não quero que você vá...

Por que ultimamente você tem estado tão longe de mim? Porque parece que nos falamos apenas por educação? Sinto como se fôssemos dois estranhos, daqueles que se encontram no supermercado, dizem "Bom dia" e vão embora.

Por quê? Porque você me ignora? Será que você... descobriu?

Você aí, sentado na minha frente, o vento sopra, jogando uma cascata negra em minha direção.

Eu sinto seu perfume, ó doce aroma, doce e inebriante

É provocante, apaixonante, me sinto caindo de um penhasco.

Mas eu não terei medo, se você estiver ao meu lado. Se estiver segurando minha mão, me protegendo...

Não tenho medo de cair se for com você.

Você me faz sentir imortal.