Desabafo de uma Docete traída
1 Desabado de uma Docete traída
Notas iniciais

"University Life" chegou e sangrou meu coração,
Eu reagi, pois com o amor não se brinca;
Não se tira a outra metade do nosso coração como num arrebatamento
Que vem e faz o outro sumir sem nem percebermos.
Mas minha reação gerou incomodo e isso me feriu mais,
Pois o que sinto não tem importância, só o que posso dar em Reais.
Agora não adianta pedir para eu ficar e dizer que vou gostar,
Que o novo é interessante e vale a pena tentar.
O encanto foi quebrado,
E pela própria fada que me encantou.
E meu coração já tem morador e não cabe outro,
Não deste universo que por anos me doei.
Eu vivi emoções que você parece não entender,
Fantasiei situações que você desconhece,
Contei histórias que você nunca ouviu,
Escrevi memórias que você nunca leu.
Mas que compartilhei com aqueles que como eu,
Inseriram Amor Doce em suas vidas
E trataram cada personagem com carinho.
Eu dei vida, através da minha imaginação,
A sua Docete, tornando-a minha.
E eu, através desta... amei... com intensidade um dos seus "filhos".
Mas você o tirou de mim da forma mais cruel,
Pois nem deu a chance de eu me despedir.
E ainda me fez saber o que aconteceu com ele sem mim.
E vou te dizer, não fiquei feliz.
Você não me deixou namorá-lo pra valer na escola.
Não me deixou sentar ao lado dele na aula de História.
Não me deixou beijá-lo escondidinha no fundo da sala,
Achando que o professor não veria.
Tudo bem se eu levasse uma bronca e tivesse que sentar sozinha e na carteira da frente;
Teria valido a pena.
Você não o deixou me levar ao cinema, a praia, ao parque,
Não me permitiu contar a ele os meus sonhos, meus medos e segredos,
Não o deixou contar os dele a mim.
Nós não vimos filmes de terror na sala, sentados no sofá
E comendo pipoca melada com calda de sorvete só porque eu gosto.
Eu nunca deu um soquinho no ombro dele por ter olhado para a garota do lado,
Nem ele se desfez do meu artista favorito por ciúme.
Não trocamos bilhetinhos, tampouco presentes.
Eu nunca desenhei corações na capa do caderno dele,
Nem mesmo tatuei o nome dele no meu braço com canetinha.
Se em algum momento nos magoamos e por isso ficamos distantes na sala de aula,
Um em cada canto, com cara de velório,
Você nunca me permitiu saber,
Tirando-me inclusive a emoção de poder fazer as pazes.
Ele nunca disse que me amava e nunca ouviu o mesmo de mim.
Até isso você me tirou.
E eu nunca reclamei, nunca cobrei.
E o pouco que me dava eu aceitava.
Mas uma coisa especial você me deu,
Uma primeira noite de amor,
Regada a todos os "vazios" que antecederam esse momento,
Tão mágico,
E que eu sabia, seria o único
E eu teria que me despedir.
Mas não fiquei triste, pois eu sabia,
Algo novo viria e me daria a chance de viver o romance que me foi prometido
Mesmo que por um breve instante.
Até que os problemas viriam e me separariam daquele que amo.
Mas eu entenderia.
Nem todo amor é para sempre.
Então eu teria a escolha de ficar e viver um novo amor
Ou partir e viver das minhas lembranças.
Mas nada disso aconteceu.
Você apenas o tirou de mim da forma mais cruel,
Sem nem me permitir dizer adeus.
E ainda me fez saber o que aconteceu com ele sem mim.
E por isso eu parto agora, triste,
Pois apesar de ter tido um namorado que amei muito,
Na verdade, você nunca o permitiu me dar o que eu queria
E nem eu a ele:
Romance.
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