Derrapagem Controlada Paulistana

2 Primeira Etapa: Condado Portucalense



No dia seguinte, após o pedido de demissão do posto de gasolina Esso onde Itsuki e Takumi ainda trabalhavam, o dono do Trueno AE86 ligou para Ryosuke Takahashi.

— Vou levar o Project D para a América do Sul.



— Na Argentina eu não sei, mas no Brasil o mercado de tuning está em crescimento e os brasileiros gostam muito de carros preparados. Tanto é que o Velozes e Furiosos 5 foi rodado lá.



— No Brasil tem corridas de drift?

— Oficialmente, só eventos que não são reconhecidos pela Confederação Brasileira de Automobilismo.


— Tem ao menos corridas de montanha?

— Desde os anos 60, não, pelo que apurei.

— Tem corridas do tipo “Força Livre” ao menos?

— Todo estado, que equivale a nossas províncias, enfim, onde há autódromo reconhecido pela FIA e pela CBA, tem corridas do tipo “Força Livre”.

— Em relação às peças do Hachi-roku (Nota do editor: oitenta e seis, alusivo ao AE86), elas podem ser compradas lá?

— Podem sim, inclusive nas concessionárias Toyota. Mas sai mais barato você adaptar com peças nacionais, que podem ser encontradas em qualquer lugar. O mercado brasileiro de autopeças é forte, exportando até para cá.

— E o meu Trueno?

— Pode ser exportado para lá, pagando uma taxa alta de importação de carros de corrida.


Resumindo o restante da conversa, Takumi soube de todos os trâmites e documentos necessários para se obter o visto de trabalho no Brasil.
Nos dias seguintes, Takumi vendeu as dependências da loja de tofu e o equipamento de corrida. Mogi foi na casa de câmbio e trocou os ienes de suas economias dos tempos de acompanhante por reais. Itsuki procurou escolas de línguas para que eles pudessem aprender o básico da língua portuguesa. E os três entraram em contato com o escritório da
província de Gunma, para facilitar a entrada no país lusófono.

Notas finais
No próximo capítulo, os primeiros contatos com a nova terra. Adaptação ao idioma, culinária e ao automobilismo local.