Notas iniciais
Espero que gostem ♥

cheguei em casa e fui recebido pelo silêncio, um grande contraste

com minutos atras, quando acompanhei James até em casa para pegar a blusa que havia esquecido ali dias antes. Quando chegamos ele gritou para

Rose, e em menos de um segundo ouvíamos os barulhos de três pés pequenos batendo no chão, enquanto as crianças corriam para o receber, os

cumprimentos eram repletos de risos e muito barulho, enquanto Rose

olhava a confusão alegre com um sorriso afetado...

Ali não, na minha casa não, o silêncio era tamanho, que eu conseguia

ouvir a televisão ligada no apartamento em frente. Nem Hermes, o meu

gato, estava ali para me saldar, já estava à duas noites fora, mas

apesar disso, troquei sua comida e água na esperança de que ele

aparecesse e depois fui tomar banho...

Liguei o chuveiro e deixei a água escaldante cair em minhas costas,

levando em bora todo o suor e a tenção adquiridas nas 48 horas do meu

plantão. Eu havia perdido uma criança naquele dia, Anahy Gonçalves, ela

tinha contraído varíola de dragão, mas seus pais procuraram o tratamento

tarde de mais... Me lembrei dos seus grandes e inocentes olhos azuis e

me permiti chorar por um instante, apenas um instante...

Ali, onde ninguém presenciava minhas lagrimas eu podia chorar, podia

jogar para fora a tristeza que carregava comigo, dia apos dia, a

tristeza que a dez anos morava em mim, "com o tempo vai melhorar." minha

mãe me disse na época, mas não melhorou, se mais ela apenas se alimentou dos meus pensamentos do que podia ter sido, das lembranças de

beijos roubados e noites de muito amor...

Agora, dez anos depois aquelas lembranças pareciam não ser minhas,

pareciam momentos que eu havia encontrado nas lembranças de alguém,

alguém que tinha seu amor correspondido, que amava alguém cujo o amor

não era proibido e amaldiçoado...

Sai do banho e jantei sozinho, sentei em frente a lareira também

sozinho. Imaginei James na sua casa, eles também estariam em frente a

lareira, deitados no sofá, ela entre suas pernas com as costas

encostadas no seu peito, estariam compartilhando coisas do seu dia, ele

contaria a ela sobre Anahy, ela diria a ele uma palavra de conforto e

minutos depois estariam rindo de alguma peripecia das crianças, que

naquele momento já estariam na cama... Aquela era a vida dele, e a minha

estava ali, e como em todas as outras noites, naquela eu fui dormir sozinho, e enquanto olhava para o teto do meu quarto, na maciez

dos lençóis gelados lamentei minha solidão, a solidão que eu havia

imposto a mim mesmo.

— Maldito seja você Alvo Potter, maldito seja esse amor...

Notas finais
comentem ok? Três comentário e posto na próxima semana! bjs
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.