Der Alptraum

1 Meine Liebe,meine Krankheitmeu amor,minha doença


Notas iniciais
Olá novamente! Galerinha, queria alertar a vocês que a linha do tempo como sempre é bagunçada. E para não confundir vocês quero dizer que haverá narração em primeira e terceira pessoa o.k? E quero dizer também que quando a escrita for de forma Itálica ( um pouco curvada para a direita) quer dizer que o personagem esta lembrando de algo. São tipo flashbacks o.k?Se tiverem alguma dúvida ou não entenderam algo pode deixar o comentário e eu explicarei. Boa leitura.P.s : leiam quando tiver um tempo livre. é bem longo =z desculpem.

– Não mamãe por favor! Não! Eu não quero esses sedativos! Por favor não! Eu prometo ser uma boa menina! – Uma menininha com lindos cabelos longos repicados e platinados com seus olhos azuis acinzentados chorava em apelo para sua mãe que se encontrava com uma seringa na mão e confortando a menina em seus braços.

A porta do quarto se encontrava entre aberta e dois pares de olhos azuis acinzentados observavam tristemente aquela cena angustiante.

– Querida por favor não veja a sua irmã assim! Saia imediatamente! – A mãe bronqueou com sua outra filha.

– — — -

( 10 anos depois )

Transtorno limítrofe, também conhecido por “ transtorno de personalidade emocionalmente instável” . Esse transtorno é bem conhecido por ter características como a alta impulsividade e instabilidade de afetos, relacionamentos interpessoais e autoimagem. Ocorre em uma variedade de situações e contextos. Outros sintomas comumente incluem um intenso medo de abandono e intensa raiva e irritabilidade que outros têm dificuldade em compreender a razão. Minha irmã sofria com esse transtorno à muito tempo. Chegou a ser internada em uma clínica com pessoas com diversos níveis e variedades de transtornos. Uns já estavam completamente loucos. Eu nunca pude saber em qual hospital ela havia sido internada. Quando era mais nova perguntava aos meus pais

Ah... a sua irmã esta no Hospital de Yomikita ”

“ sua irmã¿ onde ela se encontra¿ ... em Yomiyama...”

Eles nunca diziam de fato onde ela estava, até que um dia eu parei de perguntar. Eles morreram em um trágico acidente de voo. Eu estava com a minha avó e ela nunca me contou os detalhes. Fazia cerca de dez anos que eu não via a minha irmã... Eu estou agora com 25 anos e ela deve esta com a mesma idade agora. Eu sou Miyuki Minamoto, Mas meu verdadeiro nome é, Hikari Sakuragi.

Eu sou uma autora e mangaka de animes. Mas nos dias de hoje, mesmo que eu tenha um monte de estórias de diversos gêneros. Esta difícil satisfazer os leitores e até mesmo os telespectadores. A cada mangá ou anime temos que executar um verdadeiro show! Daqueles que façam os expectadores rirem simultaneamente, chorarem compulsivamente ou até mesmo... se arrependerem de assistir devido a tanto pavor! Então decidi escrever sobre a minha irmã... à minha querida irmã e o nosso passado.

–---

Minha mãe Reiko, era a enfermeira chefe de um hospital o qual não recordo o nome. Meu pai Tomoe Sakuragi... Um ex psicólogo, cuja carreira foi jogada na sarjeta desde que atestou um de seus pacientes com esquizofrenia. Desde então vivia em uma amarga depressão.

Durante essa crise toda, minha mãe engravidou, e de gêmeos. Logo de cara uma felicidade imensa tomou conta de toda a família. O parto foi feito normal e enfim, Eu, Hikari Sakuragi nasci e dois minutos atrás minha irmã... Chikaru nasceu. Os médicos disseram que estávamos saudáveis e cresceríamos fortes. Não era preciso se preocupar. Será que eles estavam certos¿

Seis anos mais tarde eu estava indo para a nova escola, Chikaru e eu ficamos em turmas diferentes, eu fiquei na turma 3-A e ela na 3-B. Meu primeiro dia foi ótimo, fiz alguns amigos logo de cara. E no intervalo pude ver a minha irmã sentada em baixo de uma arvore lendo um livro. Ela sempre foi quieta ao contrário de mim, apesar de sermos idênticas por fora éramos um tanto diferentes por dentro.

– Chikaru... por que esta aqui fora sozinha e não fazendo amigos¿ — Eu sentei ao seu lado e ela simplesmente fitava o livro enquanto dizia:

– Hm¿ eu¿ fazendo amigos¿ não seja tola Hikari-nechan... não suporto essas pessoas. Prefiro ficar sozinha... ou... com você – ela disse a ultima frase me olhando nos olhos agora. Era como se eu me visse no espelho. Aqueles olhos azuis puxando para um cinza tão enigmático e hipnotizante. O sinal tocou e tivemos que ir para nossas respectivas salas.

Estudamos naquela escolha por muito tempo e finalmente quanto tínhamos cerca de 12 anos ficamos numa mesma turma. Não mais separadas por uma sala.

– Oi Hikari-chan, será que você não iria querer sair comigo esta tarde¿ — Koichi havia me perguntado, ele tinha 1,65 de altura, cabelos curtos pretos. Olhos da mesma cor que seu cabelo.

– Não! Ela não pode! – Chikaru havia tomado a palavra e no caso respondido por mim naquele exato momento. Eu apenas fiquei calada. Não queria discutir com a minha irmã. Ele saiu dali e quando deu o sinal. Fomos embora para casa

– Porque respondeu o Koichi daquele jeito¿ ele agiu de modo educado. Você não devia ter tratado ele daquele jeito. – Ela parou de andar e me olhou

– E como eu deveria ter tratado ele¿ Me diz! – ela arqueava a sobrancelha me fitando seria.

– Eu... eu só não queria que você tivesse sido rude apenas. – Eu a respondi

– Não gosto quando um garoto te chama para sair! Eles são desprezíveis! – Senti um certo ódio em sua voz. Apenas suspirei.

Ela se aproximou de mim e me abraçou, envolvi meus braços em sua cintura e abracei forte. Ela logo sussurrou em meu ouvido

– Desculpe, se isso a chateou. Não pretendia chatea-la. – ela se afastou e olhou em meus olhos de forma doce. Como eu gostava daquele olhar doce para mim. Dei um selinho em seus lábios em gesto de que tudo estava bem. Sim... Eu confesso a vocês. Minha irmã e eu nutríamos um amor pela outra. Um amor desde pequenas e mantínhamos aquela relação escondida aos olhos de nossos pais por um longo tempo. Éramos inseparáveis até aquele dia.

– NÃO! POR FAVOR MÃE! EU TE IMPLORO! NÃO!... NÃO APLIQUE ESSE SEDATIVO EM MIM! POR FAVOR! NÃAAAAO!

–---
Eu havia adormecido enquanto escrevia os primeiros capítulos da minha “nova” história. Estava atrasada para ir para o escritório. Tomei um banho rápido, me vesti de forma simples uma saia lisa marrom com uma blusa regata e pus um moletom branco e sapatilhas. Amarrei meu cabelo em um rabo de cavalo e sai correndo para o escritório de manga. Fiquei rabiscando o rosto da minha irmã em meu caderno diversas vezes, me baseando em meu rosto como esta agora e pensando no dela. Quando enfim cheguei fui logo para a minha mesinha. E comecei a trabalhar.

– Ora, ora se não é a Miyuki! Como está indo o trabalho¿ — meu chefe perguntou

– Esta em planejamento. Estou fazendo agora os personagens.

– Que bom! – Ele se aproximou para ver meus rabiscos e eu ruborizei – essa personagem não se parece com você¿

– Que nada! É impressão sua senhor Morinaga.

– hm... está bem! Então bom trabalho!

– — — -

( 10 anos atrás )

Eu estava sendo arrastada por dois enfermeiros que me carregavam em direção a uma sala. Via as pessoas ao meu redor e elas simplesmente se debatiam contra as paredes, falavam sozinhas. Estavam descabeladas. Em que mundo eu havia me metido agora¿

– Me soltem!!! Eu não devia esta aqui!!! – Eu dizia com aqueles homens que me seguravam ainda mais forte cada vez que eu tentava me soltar de seus braços nojentos.

– Calma, Chikaru é para o seu bem!

– Vai pro inferno! Vocês são loucos! Onde esta a minha mãe! Onde esta a Hikari! – Eu perguntava angustiada

– Sua mãe e seu pai a internou aqui. O senhor Sakuragi vem observando seu comportamento e ele acha que você esta perigosa demais para esta perto da sua irmã. Essa sua obsessão por ela. Os segredos tudo isso ira melhorar, após nosso tratamento. – ele falava isso enquanto preparava uma seringa com algum medicamento desconhecido por mim. Seus enfermeiros me colocavam em uma maca e me amarravam. Eu me debatia naquela maca e então ele injetou aquela agulha em minha derme. Senti aquele liquido adentrar a minha corrente sanguínea. O local começou a formigar durante um tempo e meus olhos estavam começando a ficar pesados demais para permanecerem abertos. Senti colocarem alguns adesivos na lateral de minha testa. E logo um zumbido invadiu minha cabeça e uma corrente elétrica passava pelo meu corpo. Sim... o tratamento deles era a base de choques. Tão humano! Nossa senti até prazer com isso! Malditos médicos com suas síndromes de perfeição! E acharem que sabem de tudo! Estão enganados com suas próprias teses.

Todos os dias eu era eletrocutada, tomava um coquetel de remédios. E agora para o meu novo coquetel, uns antidepressivos para a minha coleção. O Dr. Nobunaga acompanhava o meu caso e ficávamos conversando para ver se eu possuía alguma “melhora”

– então Chikaru, como esta se sentindo hoje¿ — ele falava me analisando. Seus cabelos grisalhos, ele tinha várias rugas, usava óculos e sempre com aquela cara de “sabichão” achava-o deprimente.

–Entediada! – Eu falava fitando o meu braço enquanto o arranhava-o. Minha aparência era decadente! Minha pele estava mais pálida do que o normal. Meus olhos fundos, meus lábios rachados e pálidos com aquela camisola hospitalar branca com bolinhas pretas.

– e qual o motivo do seu tédio¿ — ele questionava-me

– Você! HAHAHAHAHAHAHA – comecei a rir como uma completa psicopata. Talvez fosse isso que eu havia me tornado. Uma psicopata!

– hm... – ele fazia algumas anotações e eu continuava a fitar meu braço continuando arranhando-o até feri-lo.

– Porque se automutila¿ achei que tinha parado com isso. – ele dizia

– .... – eu fiquei calada enquanto via em minha mente alguns flashbacks da minha infância com a Hikari.

– Não quer falar a respeito¿ — Ele insistiu

– Não! – disse por fim.

( dez anos depois )

Estava arrumando a minha mala, não havia muitas coisas para serem arrumadas. Apenas algumas mudas de roupas nada mais e nada menos. Meu cabelo estava enorme preso em um rabo de cavalo. Estava usando uma calça legue preta com sapatilhas pretas e uma blusa preta com jaqueta preta.

– Oi Chikaru! Esta pronta para sair não é¿ — um enfermeiro falou comigo e depois me deu um tubinho contendo uns remédios. Apenas consenti e os peguei. Olhei as pessoas ao meu redor, enquanto uns se debatiam ou corriam loucos por ai, eu apenas andava calmamente de forma impassível e serena. Soube que meus pais haviam deixado uma conta bancaria para mim com algum dinheiro. Isso era bom, assim poderia me sustentar. Agora eu estava partindo daquele “ hospício” literalmente.

– — — — —

– EI MIYUKI SERÁ QUE SUAS PERSONAGENS VÃO SAIR HOJE AINDA¿ eu adoraria vê-las! Saber se são gostosas! – Jun perguntava isso para mim, ele era outro mangaka, mas trabalhava com o gênero Ecchi. Só garotas peitudas e ultra mega sexys!

Are! Fique quieto e me deixe desenhar! Com seus berros eu não consigo me concentrar! Nem os meus pensamentos posso ouvir!

tsc... Tudo bem, tudo bem! – ele disse desistindo no final de contas. Ele tinha um cabelo de pigmentação castanha e olhos puxando para um mel bastante claro.

Não demorou muito e a noite finalmente chegou. Queria logo chegar em casa e começar a escrever alguns capítulos da minha nova história. Quando cheguei na porta da entrada da minha casa vejo uma figura sentada com a cabeça baixa. Ao seu lado havia uma mala, suas vestes eram pretas e seu cabelo em um rabo de cavalo como o meu. Aqueles fios platinados... Será¿ não podia ser!

Me aproximei e ajoelhei perto daquela pessoa ali sentada com a cabeça abaixada. Cutuquei de leve seu braço e ela não se moveu. Bom real ela era. Não era um fruto da minha mente bastante cansada.

– Oi¿ — eu disse. E ninguém respondeu – Chi... – eu ia passar a mão na cabeça dela quando ela levantou o rosto e seus olhos azuis acinzentados foram de encontro ao meu. Seu semblante era sereno e indecifrável. Meu coração estava descompassado quase saindo da sua origem. Por um momento eu fiquei tonta, deve ter sido porque eu esqueci de preencher meus pulmões com oxigênio. Não consegui parar de olha-la e ela também não dizia nada. Sempre séria e quieta.

– eu... Eu não esperava que você iria aparecer aqui! Como me achou¿ E MEU DEUS VOCÊ ESTA AQUI! – eu disse falando tudo de uma só vez. Eu não sabia como agir ou o que dizer. Nossos pais nos afastaram durante tanto tempo. E agora ela estava ali na minha frente.

– Recebi alta do hospital psiquiátrico hoje de manhã. Não havia muitas opções para eu ficar. Então eles localizaram a minha única parente viva e me deram seu endereço. Será por algum tempo até a conta corrente que nossos pais deixaram para mim seja liberada e eu encontrar um lugar para ficar. Você se incomoda se eu passar uns dias aqui¿ — ela disse sem demonstrar nenhuma emoção. O que aconteceu com a minha irmã¿ eu sei que ela era quieta tinha pavor de conversar com outras pessoas, mas comigo ela era cuidadosa, amável e agora¿ agora ela é um ser de mármore que anda sem emoção¿

– C-claro. Não há problemas. Vamos entrar. – Eu ia pegar sua mala mais ela logo pegou. Abri a porta e mostrei o quarto que ela poderia ficar. Ela simplesmente fechou a porta e ficou quieta La dentro.

– Ual! Isso vai ser bem estranho de agora em diante. – eu preparei o jantar mais ela não veio comer comigo. Estava trancada no quarto desde que chegou e nada dizia. Comi tudo sozinha. Tomei meu banho e voltei para meu quarto para terminar alguns desenhos. Mas estava tão cansada e apaguei em um súbito sono.

– O que¿ Você esta louco¿ Claro que a nossa filha não esta doente! Você deve esta enganado. Ela é totalmente saudável! Você deve esta enganado

– EU sou um psicólogo Reiko! E ela apresenta todos os sintomas de alguém com transtornos de personalidade! Não vê¿ ela até machucou uma pessoa por ter encostado em nossa filha! Ela poderia tê-lo matado! E os pais do garoto nos processado! Ela é um perigo Reiko! Temos que tomar alguma medida! Essa obsessão dela... não é normal!

– Eu irei tratar dela! Irei conseguir alguns medicamentos no hospital até La não vamos fazer nada além disso! “

Acordei assustada e ofegante. Minha respiração estava totalmente desconforme. Passei a mão no meu rosto para espantar o sono e clarear as ideias. Que sonho foi esse que eu tive¿ Flashbacks do passado¿ Olhei ao redor e notei que meus papeis estavam em locais diferentes do que eu havia deixados, me levantei e observei aqueles papeis.

– Será que ela leu a minha história¿ — levei a minha mão até o queixo e pensei. – não acho que não... Ou há¿ — estava totalmente confusa naquele momento.

–---

Não demorou muito para amanhecer o dia, eu resolvi fazer o meu café e o da Chikaru. Ela comendo ou não estava aí para ela. Sai para resolver os meus problemas e quando cheguei no escritório, me deparo com Chikaru saindo daquele mesmo prédio.

– O que esta fazendo¿ — perguntei.

– Conhecendo a cidade.

– Hm.... Entendi. Eu deixei o seu café da manhã você comeu¿

– Eu sai antes de você acordar... Então não comi.

– ah... Esta bem então. Nos veremos em casa. – ela apenas assentiu e saiu. Eu fiquei observando e logo veio a Himiko falar comigo.

– ela é sua irmã¿ não sabia que você tinha uma irmã gêmea – ela disse observando a minha irmã ir embora – ela esta solteira¿

–hã¿ como é¿ Olha, seja lá o que estiver pensando é melhor esquecer. – Eu disse olhando para a Himiko.

– E porque¿ — ela olhou para mim com seus olhos cor de safira me fitando

– ah... Porque a Chikaru, ela é... Ela tem problemas com a personalidade. Ela pode ser bastante perigosa às vezes. Ela recebeu alta da clinica psiquiatra ontem. Então não quero que você se magoe nem se machuque, apenas Himiko. – eu disse saindo em direção para a minha mesinha. Ela logo veio atrás de mim

– Não senti perigo ao vê-la – ela me olhava – Mas enfim... Os desenhos estão prontos¿ Morinaga esta perguntando.

– Duas personagens já estão prontas. Olha só – eu mostrei para ela.

– Ual! Estão perfeitos. Mas... Parecem com você e a sua irmã. É uma coincidência Hikari¿ — Himiko dizia

Afê!... Himiko, eu já disse para não me chamar pelo meu verdadeiro nome. Sabe que Miyuki é meu nome artístico e é assim que deve me chamar

– Ta, ta, ta MI-YU-KI – ela falou só para me provocar.

Himiko levou os meus projetos do novo mangá para o senhor Morinaga. A Himiko parecia com um personagem de anime Ecchi que o Jun costumava fazer. Peituda com longos cabelos negros abaixo da bunda, sempre bem arrumados e com um olhar de parar o trânsito! E para melhorar a situação parecia que o seu novo desafio seria a minha irmã! Quando enfim terminou o expediente fui para casa e para a minha surpresa o comer estava pronto. Mas apenas um prato. A Chikaru fez o meu jantar mais não comeu comigo. Eu me sentia feliz de ter minha irmã de volta. Mas... Eu a queria comigo, queria a nossa sintonia de volta.

– — — -

Não consegui ser mais a mesma desde que vi a minha irmã se debatendo nos braços da minha mãe. Implorando para que ela não aplicasse aquele liquido nela. Ela não era mais a mesma comigo. Vivia grogue a maior parte do tempo. Não tínhamos mais as mesmas conversas. Eu vi que aos poucos eu estava perdendo a sua verdadeira essência.

Todas as noites eram gritos e mais gritos. Ela esmurrava forte a parede de seu quarto. Nossa mãe me tirou do nosso quarto, deixando cada uma dormindo separadamente. Ela até parou de frequentar a escola, E passou a ter aulas particulares em casa. Ela estava mofando, definhando aos poucos.

– AHHHHH, NÃO! AFASTE ISSO DE MIM! EU NÃO AGUENTO MAIS! – eu escutava seus gritos do meu quarto. Ela estava tendo mais um pesadelo. Eu me levantei o mais rápido que pude e entrei em seu quarto. Quando eu vi o seu estado catatônico fiquei aos prantos. Ela estava sentada encolhida na cama com as mãos na cabeça, apertando forte. Como se ouvisse vozes naquele exato momento. – NÃO!! EU NÃO QUERO... MANDE ELE PARAR POR FAVOR! – ela começou a se arranhar.

– Por favor pare! – eu a abracei forte, a apartei em meus braços e quis proteger ela de tudo e de todos.

– Ele vai me pegar... Ele quer me internar! Ele vai conseguir! Esta chegando perto... Eu não quero ir, não deixe que ele me machuque não deixe! Eu vou ser uma boa menina! Eu não vou fazer coisas erradas eu juro! Não me dê mais aquele sedativo mamãe, não me de mais! – Eu observava seus olhos e não possuía mais aquele brilho, estava totalmente apagado e tremulo. Seu olhar estava sem vida. E estava me confundindo com a mamãe. Ela não sabia que eu era a sua irmã. Vê-la daquele jeito me magoava muito. Eu tinha que fazer alguma coisa!

–----

Me espreguicei toda. Estava exausta e um pouco perturbada por lembrar do meu passado com Chikaru. Até que eu escutei um barulho alto vindo do quarto ao lado. Sai correndo e abri a porta. Deparei-me com Chikaru no chão com vários livros ao seu redor. Corri até ela e a abracei sem pensar duas vezes.

– O que estava tentando fazer¿ — Eu perguntei e senti o corpo quente dela. O perfume que exalava, fazia tanto tempo que não a tinha em meus braços, como senti falta disso. Meu corpo todo se arrepiou, meu coração estava acelerado, e eu espero que ela não tenha percebido nada disso.

– Eu estava tentando pegar um livro no alto dessa prateleira e... me desequilibrei. – ela não relutou e nem se esforçou para sair de meus braços, apenas começou a me fitar. Eu não resisti e comecei a rir do que ela falou. E rapidamente ela fez uma carinha de birra. Como éramos pequenas, foi um momento tão nostálgico. – Do que esta rindo¿

– De você! Ainda com o mesmo amor pelos livros – eu ri e vi que um singelo sorriso se formara em seus lábios pela primeira vez desde que ela havia chegado. – senti sua falta Chih..- eu disse olhando em seus olhos.

– E-eu também senti Hikari-nechan – ouvi-la me chamar daquele jeito me deu um aperto no coração, mas algo bom, claro. Será que eu estava tendo a minha irmãzinha de volta¿ Abracei ela ainda mais forte. E depois separei meu rosto do dela olhei em seus olhos e depois para sua boca, não sei o que deu em mim, eu não consegui resistir, não consegui ficar mais longe. Eu a beijei. Pedi passagem com a minha língua e ela concedeu, apertei o seu corpo no meu ainda mais, não podia mais perdê-la. Não queria que mais ninguém tirasse a Chikaru de mim! Mas logo ela se afastou

– Não Hikari... Não sei se estou pronta. Não quero que passemos por tudo novamente. Não posso deixar ninguém fazer nada com você. Não suportaria de novo! Por favor... Deixe-me sozinha. – eu saí do quarto dela e fechei a porta. Por um momento achei que tudo tinha voltado ao normal, mas me enganei.

Tive um longo dia de trabalho como se era de esperar.

– Hikari, ops quer dizer Miyuki-chan. Eu queria chamar a sua irmã para sair! Será que poderia avisar a ela que iríamos sair hoje¿ — Sim, era a Himiko e como sempre ousada! Ela achava que poderia mandar em todos ao seu redor só porque era a diretora substituta do senhor Morinaga. E claro... Não aceitaria um “NÃO” como resposta. Então tive que entrar no jogo dela.

– ah... Sabe o que é... Himiko-chan – Eu tentei ser o mais convincente possível. Mas ela me interrompeu

– Ótimo, às 19 Horas eu irei busca-la. Iremos jantar. Diga que vá bem atraente. Ah... E não espere sua irmãzinha hoje – Ela sorria maliciosamente. Não acredito que ela estava tendo pensamentos pútridos e pervertidos com a minha pequena. Cerrei meus punhos e apenas consenti que sim. Sai dali e passei um tempo desenhando e depois fui até a sala de senhor Morinaga.

– Senhor... Posso ir para casa¿ não estou me sentindo muito bem nesse exato momento. Eu já adiantei um dos capítulos e aqui esta. – Dei a ele. Voltei para casa.

– — — — -

– Que bom que você pode vir ao jantar senhorita Chikaru-san – Himiko falava com a uma das gêmeas naquele exato momento.

– hm... A minha irmã falou que você queria sair comigo. Ela não contou a você que eu sou totalmente instável¿ — Ela dizia fitando com um semblante sereno para a moça de longos cabelos negros e olhos cor de safira.

– Sim... Ela me disse. E me pareceu que ela não queria que saíssemos.

– ... E eu a entendo perfeitamente – A menina de cabelos longos platinados e soltos agora. Dizia tomando um pouco de água e parecia impaciente.

O jantar não demorou muito e logo Himiko deixou Chikaru em casa e a mesma voltou para seu quarto.

– — — — -

Não demorou muito para que meu pai convencesse minha mãe a internar a minha irmã. Eu fiquei de coração partido, não... Partido não! Era mais do que isso! Eu tinha acabado de perder a minha outra metade. A minha irmã era tudo que eu tinha. Além de ser minha irmã ela era o meu único e verdadeiro amor. Se era errado¿ Talvez em olhos ignorantes poderia até ser errado sim. Mas para mim¿ Eu apenas estava vivendo um amor adolescente. E que mal poderia ter¿ Será que ninguém nunca se apaixonou por algo proibido assim¿

Eu queria fugir com ela queria sair dali com a minha irmã! Eu cuidaria dela, Era só enrolar nossos pais por mais um tempo. E poderíamos fugir, poderíamos viver felizes como eu sempre quis.

– Você não tem que ter medo! Sabe que eu estarei ao seu lado! – eu dizia tentando acalma-la

– Mas... Mas será perigoso! O papai! Ele vai nos separar! Ele vai encontrar a gente! Ele vai, eu sei que vai!! Ele vai convencer a mamãe e ela vai me aplicar mais remédios! E eu não aguento mais! Eu não suporto mais! – ela dizia chorando e eu tomei aqueles lábios para mim. A beijei com todo o meu amor! Queria transmitir por aquele ato o meu total sentimento por ela. E com toda certeza funcionou, porque logo ela parou de chorar e se acalmou em meus braços. Naquele mesmo dia eu consegui ludibriar nossos pais e fugi do meu quarto para dormir com ela.

– O que faz aqui¿ Se a mamãe pegar você aqui esta perdida! – Ela dizia assustada, mas ao mesmo tempo feliz por me ver.

– Eu sei! Mas eu não aguento ficar longe de você. – ela me abraçou tão forte e pela primeira vez fizemos amor. Caricias leves, toques gentis e cada suspiro mais ofegante que o anterior. Beijos e mais beijos, aquela pele macia. Eu sonhei tanto em poder tocar aquela pele e agora eu estava realizando o meu desejo, a minha doce ânsia pela minha irmã. Aqueles preciosos gemidos que eu estava causando nela logo cessou, Quando enfim ela chegou em seu ápice. Nunca esqueci aquele momento único para mim.

– — — — — —

Quando terminei de escrever mais um capítulo da minha estória, fiquei pensando naquele único momento que tivemos juntas a muitos anos atrás. Sai do meu quarto e fiquei parada de frente a porta do quarto de Chikaru. Pensando se eu deveria ou não bater na porta dela. Até que a mesma se abre e Chikaru estava ali... A minha frente, com uma expressão confusa. Como se buscasse através de meus olhos uma resposta.

– Eu... É.... Como você esta¿ — Eu perguntei.

– Entediada, li todos esses livros e estou sem novos. Você não tem algo diferente¿ Algo que me surpreenda¿ — Ela arqueou a sobrancelha para mim

– Eu estou escrevendo um novo mangá, Mas ele não esta concluído. E falta alguns personagens ainda.

– Li todos que você escreveu. – ela disse encostada na porta olhando para baixo.

– Tenho um pequeno livro que escrevi e que nunca foi publicado, leia enquanto eu termino esse. – fui para o meu quarto peguei o meu velho livro chamado “ Verflucht” e entreguei para ela.

Verflucht¿ - ela falou incrédula com o tema. – E qual é história¿

– Conta sobre uma maldição que assola o colégio Imperium.

– hm... Parece interessante. Vou ler – ela pegou e nossos dedos se tocaram por um breve momento, eu senti uma corrente elétrica passar por todo o meu corpo. Puxei novamente seu corpo para mim e a beijei, ela retribuiu de imediato aquele beijo. Eu não aguentei ficar longe dela e adentrei o quarto com ela, ainda sem me afastar de seus lábios. Sim, após dez anos separadas, dez anos dos nossos corpos distantes um do outro, eu queria tudo para mim novamente. Eu clamava pelo seu toque clamava por seus beijos. Eu enfim tinha a minha doce Chikaru novamente.

– Hikari-nechan... – ela dizia tão doce, minha irmãzinha, a sua essência estava voltando ao que sempre foi. Fizemos amor pela noite toda. Dormi no mesmo quarto que ela e confesso que cheguei atrasada em meu trabalho.

– Bom dia Miyuki- chan! Já terminou o mangá¿ — Jun perguntou para mim

– Quase La.

– Olá, Miyuki. Como esta a Chikaru¿ Quero sair com ela novamente. Sinto que estamos nos entendendo cada vez mais. – Himiko dizia para mim

– Ela não me contou nada a respeito. Creio que não estão se entendendo tanto assim. – Eu disse olhando para ela

– Bobagem! Vou pegá-la no mesmo horário de ontem! Não se esqueça. – ela dizia com aquele tom autoritário.

Parecia que cada vez que a Himiko falava comigo eu sentia uma forte dor incontrolável. Minha cabeça parecia que ia explodir a qualquer momento.

– Senhor Morinaga¿

– Sim eu sei! Esta com dor. – Ele falava me olhando – você não parece mais com aquela pessoa determinada que conheci a anos atrás. Esta saindo cedo. Vive com dor de cabeça e esta mais pálida do que o normal. Seu semblante está péssimo Miyuki!

– eu entendo senhor. Eu vou me cuidar melhor – Eu disse tentando sair logo dali. E logo funcionou, ele me liberou.

– — — — — -

– Ah Chikaru-chan... posso chama-la de Chan não posso¿ — Ela perguntava para a menina de cabelo loiros platinados a sua frente.

– Prefiro que me chame de Chikaru-san como já vinha me chamando. – A menina de cabelos brancos tomou um copo com água novamente.

Elas então jantaram e Himiko em vez de levar a Chikaru para casa como fez na outra vez a levou para a casa dela.

– O que você esta fazendo¿ — A menina de cabelo platinado olhava para a outra que dirigia.

– eu queria te mostrar algumas coisas. E estão La na minha casa. Relaxa, nada ira acontecer – Ela dizia e Chikaru, apenas olhou para frente um tanto incomodada.

Quando chegaram na casa da Himiko, elas entraram e a garota de cabelos negros serviu um belo vinho para a menina de cabelos platinados longos. Elas sentaram

– Eu achei você magnífica desde que eu a vi saindo da empresa naquele dia. Apesar de ser idêntica com a Hikari, vocês são diferentes por dentro. E essa diferença me chamou atenção! Eu quero você Chikaru! Eu a desejo tanto – Himiko agiu de forma inesperada e agarrou forte a loira a sua frente. A mesma se debatia nos braços da outra

– Me solta Himiko você enlouqueceu! Me solta! – Pareceu que um surto de adrenalina havia invadindo o corpo da Loira e ela empurrou forte Himiko no chão. A mesma bateu sua cabeça na quina do centro e desmaiou.

– Hm... O que é isso¿ EI VOCÊ ENLOUQUECEU ! PORQUE ME AMARROU AQUI¿ CHIKARU! ME SOLTE! – Himiko estava amarrada na sua própria cama. Ela estava nua e presa.

– Eu disse para você não se aproximar dela. Eu falei. E você não me ouviu! – A loira de olhos acinzentados estava com uma faca na mão

– O que ira fazer com essa faca Chikaru! Não vá se arrepender! VOCÊ É LOUCA POR ACASO! RECEBEU ALTA DA CLINICA! NÃO PONHA TUDO A PERDER!

– Eu não irei perder nada! Só não quero você perto dela – A loira subiu em cima da cama e sentou em cima da barriga da morena. Com uma perna de cada lado do seu corpo. Amordaçou a boca da outra e olhou de forma tão assustadora. Com um sorriso macabro estampado em seu rosto. E então ela levantou a mão que continha a faca e começou a esfaquear Himiko. A mesma só podia se debater em vão. Inseriu mais de 190 facadas na outra por diversas partes do corpo. A loira estava com o cabelo todo manchado de sangue, suas mãos ensanguentadas assim como as suas vestes.

– O que eu fiz¿ o que eu fiz! Ele vai voltar! Ele vai querer me internar agora! E ele ira conseguir! Eu não tenho como fugir! Eu não vou conseguir me livrar! Não há ninguém para me salvar! Eu preciso da um jeito – Todo o seu corpo tremia ela largou a faca no chão e começou a limpar todo o local do crime. Pelo menos tentou. Pegou uma roupa da Himiko e queimou as suas enterrando os restos no quintal assim como a faca. Quando ela vai sair da casa da garota morta na cama, ela se depara com aquele par de olhos azuis acinzentados a sua frente.

– O- O que esta fazendo aqui¿ como chegou aqui¿ — Ela falava de forma balbuciada

– eu segui vocês! Seu cabelo! Seu cabelo esta com manchas vermelhas o que você fez¿ — A garota loira a sua frente começou a chorar

– Eu não consegui evitar! Quando eu vi, eu já estava esfaqueando-a – A outra abraçou a que chorava e disse

– Vamos para casa!

– — — — — -

Elas começaram a conversar durante a noite toda e então analisaram o que deveriam fazer a respeito dessa situação toda.

No dia seguinte, Hikari deveria ir trabalhar e a mesma foi. E pra a sua surpresa havia dois policiais na sua mesa

– Posso ajuda-los cavalheiros¿ — ela disse.

– sim... Vizinhos da senhorita Himiko Yamada disseram que ouviram gritos, vozes alteradas e... Identificaram que você estava lá. Será que poderia vir conosco senhorita Hikari Sakuragi.

– — — — — -

– Eu já disse que não sei de nada! Eu estava em casa escrevendo para o meu mais novo mangá! Então não sei de nada!

– Vocês trabalhavam juntas à muitos anos... Eram amigas não¿ Como não sabe de nada¿ — Um oficial perguntava para a Hikari.

– Eu não sou muito amiga dela. Eu passo a maior parte do meu tempo trabalhando. Porque se você não percebeu, esta muito difícil de conquistar o público com seu trabalho. Temos que dar uma história incrível sempre!

– Hm... Entendo.

– Será que eu posso ir embora agora¿

– Sim. Esta liberada.

– — — — — — -

– Eu não entendo porque você fez isso! Parecia que estava tão melhor! Não sei o que ira acontecer agora! Temos que pensar em algo.

– Eu... Eu não queria! Eu não queria mata-la. Mas eu não consegui me controlar eu senti uma raiva! Ao lembrar das palavras delas ousadas! Eu sei que ele vai voltar! E vai me levar embora! Ele vai me separar de você novamente Chikaru! E agora ele vai conseguir me internar – Hikari falava com um semblante totalmente distorcido e psicologicamente alterado.

– Hikari-nechan! Pare! Eu não vou deixar ninguém fazer nada com você! Eu não deixei antes e não vou deixar agora! Você sabe que ele morreu não sabe! Por favor, você esta tão bem! Não tenha uma recaída. Papai e mamãe não estão mais aqui! Ninguém vai te tirar de mim! – Chikaru dizia tentando acalmar a sua irmã que estava chorando desesperadamente.

– Paradas! Vocês duas! Vocês serão interrogadas! – Um oficial entrava no domicilio de Hikari e levou as duas para a policia.

– — — — -

As duas estavam em uma sala de interrogação uma ao lado da outra. Hikari abraçava a sua irmã Chikaru que retribuía o abraço e observava aquele lugar

– O que quer com a Hikari Oficial¿ — Chikaru tomou a palavra

– Sabemos que foi ela que matou a Himiko! Sabemos de tudo agora. Porque não nos explica?

– Você não entende!

– Chikaru... Não! Conte a ele! Diga a verdade! Eu não aguento mais viver me escondendo! Conte a ele! – Hikari suplicou para a sua irmã e a mesma suspirou e começou a falar.

– Quando éramos pequenas, Hikari sempre me amou e eu sempre a amei, sempre fomos muito ligadas uma com a outra. Mas ao ficarmos mais velhas e claro, pessoas querendo namorar comigo e com ela. A Hikari desenvolveu um transtorno de personalidade e vivia instável. Mamãe queria tratar dela em casa e papai queria interna-la. Eu não podia deixar disso. Então comecei a agir como a Hikari e ensinei ela como poderia esconder essa personalidade dela dos nossos pais. Como conseguiríamos engana-los.

– — — — -

(10 anos atrás)

– Hikari, eu sei que você me ama, eu sei que não me quer com ninguém eu sei! Eu também te amo. Mas se você continuar assim, papai vai tomar medidas drásticas! Precisa se controlar – eu dizia para a minha irmã que chorava em meus braços

– Mas eu não consigo Chikaru! É mais forte do que eu! Eu não consigo

– Você quase matou aquele garoto amor! Papai vai nos separar!

– eu não quero me afastar de você! Ele não pode, ele não pode fazer isso! Eu não quero! – Hikari chorava muito abraçada com a mais nova.

– Hikari, só há uma solução, você tem que ser eu! E eu tenho que ser você! Assim papai não ira te tirar de mim

– Mas e você¿

– Eu dou um jeito!

– Não eu não posso aceitar isso!

– — — — —

– Não mamãe por favor! Não! Eu não quero esses sedativos! Por favor não! Eu prometo ser uma boa menina! – eu estava observando a Hikari pela porta entre aberta e mamãe estava pronta para injetar aquele liquido na veia da minha querida irmã

– Querida por favor não veja a sua irmã assim! Saia imediatamente!- minha mãe me dizia e eu tive que sair. Voltei para o meu quarto e chorei a noite toda. E então eu tomei a decisão! Seria isso. Mesmo que Hikari não quisesse eu seria e agiria como ela! não poderia ver a minha irmã ficando daquele jeito. Então fizemos a troca de papeis. E céus ela foi formidável. Era uma copia exata de mim, claro por fora e por dentro agora.

Mas papai estava começando a suspeitar, Hikari estava dando alguns surtos novamente e ele achou que eu estava ficando louca. Então tivemos que fazer a troca novamente e eu fui internada.

– — — — — — -

Então você se passou pela sua irmã e ela por você e quando seu pai suspeitou vocês trocaram e no final das contas você foi internada, só que ela é que é a instável¿

– Ela não tem culpa disso! Ela conseguiu ficar bem durante 10 anos. Mas com a minha volta... ela ficou instável novamente. Então eu tentei me afastar para que ela não ficasse assim. Mas não posso evitar o que sinto. Eu amo você Hikari – eu disse para ela e a abracei com todo o meu amor

– Mas sabe que sua irmã agora terá de ser internada e fazer o tratamento que você fez e que deveria ser ela. – O oficial disse

– Eu entendo. E eu.. eu vou fazer o tratamento – Hikari finalmente falou

– Mas Hikari! – Eu disse

– Não... Chikaru, ele esta certo. Você me protegeu de tudo e dele... do nosso pai. Não posso mais fugir! Eu tenho um problema e devo trata-lo. – Hikari falava e eu senti um aperto no meu coração a minha irmãzinha!

– Termine o mangá! As pessoas devem saber da nossa história. E você é a pessoa mais indicada. – ela disse quando o oficial algemou ela e a levou. Eu chorei muito naquela sala.

Fiz exatamente o que Hikari queria, terminei nossa história e uma semana depois foi publicado. Levei o manga para ela. Hikari estava internada na mesma clinica que eu estava. Só que diferente de mim, ela tinha visitas todos os dias. Eu a visitava sempre! Às vezes até podia dormir La com ela. Já que fui internada por tanto tempo tinha algumas regalias.

– Chikaru!! Você veio! – ela me abraçou forte

– Sempre irei estar aqui. Trouxe o seu mangá. Terminado e publicado... Vamos ler¿

– Sim... Leia para mim

– Claro – eu comecei a ler. – “ Pessoas com transtornos de Limítrofe sentem emoções com mais facilidade, maior profundidade e por mais tempo que as outras. As emoções podem ressurgir repetidamente e persistir por longos períodos de tempo. Consequentemente, pode demorar mais do que o normal. E para estabilizar essas emoções demoram um certo tempo..... (....) “

– — — — — — — —

– Vamos Hikari, haja como eu! – eu dizia ensinando como era ser eu

– eu estou cansada Chikaru. Porque não fica só comigo¿

– Ta bom. Acho que por hoje chega.

– Chikaru...

– Hm¿

– Você vai sempre me amar¿ — Hikari perguntava para a sua irmã

– Sempre! E vou proteger você acima de qualquer coisa! Você nunca irá passar por alguma situação ruim! Prometo deixar lembranças boas para você. Eu te amo.

Notas finais
E então galerinha? quem foi o guerreiro(a) que leu até o fim essa "pequena" história? Gostaram? Esta muito ruim? Beijos e obrigado!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!