Assisti as outras aulas e na hora da saída nem fui ver o Derek e os outros, me encontrei logo com o Marcos e a mina. Fomos os três para a casa do Marcos. Eles perceberam que eu estava um pouco mal, mas não fizeram perguntas.
Combinamos de assistir um filme, eu e a mina ficamos no sofá enquanto ele fazia a pipoca.
Eu deitei meio encolhida no sofá grande, ela sentou no outro sofá.

—Quer conversar? -Ela disse

—Não...

—Brigou com o Derek ...?

—Ele é um babaca

Ela riu. Eu fiquei meio sem graça com o silêncio, mas era difícil falar com ela.

—Como está você e o Marcos? -Eu disse focando na TV.

Ela pensou um pouco e disse.

—Pra ser sincera eu queria te agradecer, você de alguma forma fez ele jogar as drogas fora..

—Ele realmente estava usando drogas? -Disse um pouco intrigada

—Sim, mas não chegou a ser um viciado... ainda bem. Não sei o que eu faria se o perdesse para as drogas....

—É.... É complicado.

—Espero que eu não te perca também -Ela disse baixo

—Você só perde o que você tem -Eu disse um pouco mais baixo, ela ouviu, deu uma risada sem graça e concordou.

Marcos chamou a Milena na cozinha, e ela foi. Eles estavam demorando e Já estava me dando sono ficar deitada naquele sofá olhando uma TV desligada. Pelo reflexo da TV vi que eles estavam se beijando, e estava ficando intenso a cada segundo. Milena então subiu as escadas e o Marcos veio falar comigo, fechei os olhos e fingi que estava dormindo.

—Bia? -Ele quis confirmar

—hum?

—vai dormir?

—Já estou Derek -Eu disse ainda de olhos fechados, alguns segundos se passaram e eu abri o olho, mas ele já não estava lá.
Eu tinha mesmo chamado o Marcos de Derek ?

Eles subiram para o quarto, me dava calafrios só de começar a imaginar o que aconteceria lá dentro...mas pelo menos eles estavam bem e felizes... isso que importa.
Fui até o quarto de hóspedes onde estavam minhas malas e peguei uma chave em um dos bolsos.
Achei que seria legal dar uma passada naquele club. Me troquei, coloquei um shorts e uma camiseta, nem encostei no meu cabelo, e então sai.

Na rua de trás eu peguei um ônibus, ele estava vazio. Alguns minutos depois ele me deixou em frente a rua sem saída. A rua estava deserta eu até fiquei com um certo medo. Cheguei em frente ao portão de aço, e usei a minha chave para abri-lo.
Eu não sabia exatamente porque eu estava indo até o club, talvez eu só quisesse me distrair conhecer um pouco mais desse mundo.
Desci as escadas e vi que ao contrario do que eu imaginava o lugar estava movimentado. Tinha pessoas brincando de verdade ou desafio na cozinha, gente se pegando no banheiro e outros jogando conversa fora na sala, foi ai que eu vi o Philip. Ele acenou e me chamou para sentar juntos com eles.
Eles estavam usando todo tipo de droga, das ingeridas até as injetáveis.
O perfil de pessoas daquele lugar era quase sempre o mesmo. Pessoas felizes brincando se divertindo, mas por dentro todos eram vazias, podia ver isso nos olhos deles. As conversas nunca eram sobre parentes, muito menos amigos, seria triste se eles não estivessem rindo e brincando tanto.

—Bianca? -um homem me chamou
Olhei para ele e lembrei, era o Richard, o cara intimidante que me deu a chave do club.

—Eu mesma -Eu disse sorrindo

— Que bom que está aqui. Vem vamos conversar -Ele disse estendendo a mão pra mim.

Fomos então até a sala dele, sentamos no sofá e ele me ofereceu um energético. Eu aceitei. Começamos a conversar. Ele me disse que mora ali no club mesmo, e que não tem parentes por perto, e que ele prefere assim. Ele tem 24 anos e...estava dando em cima de mim com certeza.
Eu não bebi, mas usei algumas coisas que estavam me deixando bem animadinha.
Enquanto ele contava coisas engraçadas sobre o que ele já passou no club, ficávamos cada vez mais próximos. Até que percebemos nossa proximidade ele se afastou um pouco.

—Posso te beijar? -Ele disse encarando minha boca.

—Você sempre pede antes? -Eu disse rindo

—Só para as menores de idade.

Eu segurei o rosto dele, trazendo-o mais para perto do meu. E então o beijei.
Eu não via problema nenhum em um beijo...mas então eu comecei a me empolgar, e ele também. Começou a me tocar e eu comecei a desabotoar a camisa dele quase que involuntariamente.

—Você tem certeza -Ele disse entre os nossos beijos.

Eu fiz que sim. Ele já devia saber que eu era virgem.
Ele tirou a blusa e eu só tirei o shorts, deitou no sofá e eu fiquei por cima. Ele segurava na minha cintura e me conduzia. Eu já estava ficando louca como se eu precisasse daquilo mais que tudo e então aconteceu. Não vou descrever detalhe por detalhe, mas foi ótimo, doeu,mas não foi nada que eu não pudesse suportar, mas o prazer que veio depois compensou, e muito.

Pois é. Eu perdi minha virgindade naquele dia, foi tolice? Foi. Afinal foi por isso que eu estava em guerra com o Derek. Mas eu precisava daquilo, eu precisava crescer. Sem falar que ele tinha me passado muita segurança, eu estava me sentindo segura com ele. Mas talvez se eu pudesse voltar no tempo teria escolhido melhor com quem perder minha "inocência"