Depois do sim
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Desde pequena, eu sempre sonhei com o dia do meu casamento. Mesmo sendo um sonho secundário, estava lá. Acho que a felicidade que meus pais passavam da união deles, foi o principal motivo para que eu sonhasse com o contrato de matrimônio. Tudo bem que naquela época, eu sonhava em casar com o Darth Vader, de Star Wars. Qual é, não me juguem, eu sempre fui nerd em primeiro lugar. Assim como o meu pai, eu dedicava todo o meu tempo aos eletrônicos e séries de ficção, o que deixava minha mãe louca, não que ela não gostasse de ter uma filha super inteligente, mas seu maior talento era com roupas e maquiagem.
Mas meus sonhos foram destruídos, no dia em que meu pai saiu de casa, ele nos deixou sem dizer nada. Depois desse dia, mamãe e eu nunca mais fomos as mesmas.
Até eu conhecer o Oliver.
Agora estávamos no jato particular da prefeitura, indo para a nossa lua de mel em Bali.
—Felicity?! Acorda, amor. -Sinto sua mão em minha coxa espalhando calor por todo o meu corpo antes mesmo que eu pudesse ouvir suas doces palavras.
Sempre foi assim entre a gente, bastava apenas um toque para que todo o meu corpo queimasse como o inferno.
Me remexo na poltrona abrindo lentamente as pálpebras, dando de cara com o azul cristalino e repleto de amor dos olhos do meu marido.
—Hã?! Onde estamos? -Nem percebi que estava tão cansada ao ponto de dormir sentada, até ser acordada por Oliver.
—Já estamos quase chegando, Sra. Queen -Seus olhos brilham ao usar meu novo sobrenome.
—Smoak-Queen, querido. -O corrijo dando um sorrisinho de lado.
—Ok ok, você venceu Sra. Smoak-Queen -Levanta as mãos em rendição arrancando risadas minhas. -Agora a minha linda esposa precisa se levantar, lavar o rosto e esticar as pernas, enquanto eu pego alguma para você comer. -E em concordância, meu estômago ronca bem na hora.
Levanto e vou em direção ao banheiro pegando minha necessaire no processo. Entro na pequena cabine e a primeira coisa que faço ao me olhar no espelho, é levar um susto.
Eu estava horrível!
Faço minha higiene matinal e me arrumo da melhor maneira possível, já sentindo o cansaço e uma leve tontura me atingir, me fazendo respirar fundo algumas vezes. Precisava comer logo.
Depois de pronta e recuperada, volto para o meu marido que me esperava com um banquete digno de rainha. Comemos e conversamos um pouco, até o piloto avisar que aterrissaríamos.
E assim começava nossa curta, mas muito esperada lua de mel
(...)
Azul. Verde. Branco.
Era tudo o que eu via quando descemos do táxi em frente à nossa cabana. Eu estava encantada com aquele paraíso de ilha.
Oliver paga o taxista, pega nossas malas e vem em minha direção, as joga no Hall de entrada da cabana e depois me abraça por trás, encaixando seu queixo na curva do meu pescoço.
—Isso é tudo nosso por dois dias inteiros. -Ele me diz com a voz baixa e rouca bem no meu ouvido, fazendo com que pequenos choques percorressem por todo meu corpo.
—Aqui é lindo, Oliver. Mal posso esperar pra aproveitar cada segundo desse lugar com você. -Me viro ainda dentro do seu abraço, lhe dando um selinho.
Quando eu achei que o beijo iria evoluir, Oliver o interrompe me pegando no colo me fazendo soltar um gritinho de surpresa e nos leva para dentro. Ele me deposita cuidadosamente na cama deixando um pequeno beijo na minha testa e sai em direção a uma porta que eu acredito ser o banheiro.
—Amor, tira a roupa que eu vou preparar um banho pra gente. -Ele grita do outro cômodo e logo em seguida ouço o barulho da torneira.
—Mal chegamos e você já está tentando me seduzir, Oliver? -Sua risada explode por todo o recinto quando o mesmo se escora no batente da porta, me fazendo erguer um sobrancelha em desafio.
—É só um banho, amor, mas prometo te recompensar mais tarde. -A mistura de suas palavras com o seu tronco nu, me fazem soltar um gemido de frustração.
Devido alguns imprevistos na cave que requeriam a minha atenção completa, não conseguimos ter a nossa noite de núpcias e isso estava me deixando completamente irritada.
Com o objetivo de seduzir Oliver, me levanto da cama indo em sua direção, tirando peça por peça lentamente. Os olhos do meu marido eram puro fogo e ele se afasta do batente olhando diretamente pra mim enquanto paro em frente ao seu corpo ereto, com o meu já completamente despido. Lentamente levo minhas mãos até o botão do seu jeans, o abrindo e deslizando a peça junto com a boxe preta por suas pernas, sem nunca quebrar o contato. Quando finalmente estamos os dois nus, fico na ponta dos pés e colo nossas bocas, no início é apenas um roçar de lábios, mas logo o beijo evolui para algo mais carnal. Sua mãos estão por todo o meu corpo e as minhas não estão diferentes, subindo pelos seus braços fortes, passando pelo pescoço, até chegar nos curtos fios loiros, aonde eu dou um leve puxão, fazendo Oliver rosnar. Seus lábios descem para a minha clavícula, colo, e quando estão quase chegando nos meus seios, Oliver para abruptamente quebrando os meus gemidos e me fazendo olhar pra ele de forma indignada.
—Como voc... -Ele me interrompe
—Banho, Felicity, nós vamos só tomar um banho agora. -Me solta indo fechar a banheira, que já estava cheia.
Depois de jogar alguns sais de banho, pétalas de rosas e ligar algumas velas que estavam espalhadas pelo banheiro, Oliver me puxa para si, nos fazendo entrar na água. Entre carícias, massagens, juras de amor e por fim o banho, sinto meu corpo relaxar novamente e meus olhos começam a ficar mais pesados. Oliver parece perceber e sugere que descansemos até a hora do almoço.
(...)
Sinto uma trilha de eletricidade e fogo percorrerem o caminho do meu rosto até a base da minha coluna, me fazendo despertar daquela névoa de sono. Abro os meus olhos, dando de cara com o azul. Azul que outra hora fora como o céu em dia de tempestade, mas agora mais parecia um lindo dia de verão. Seus olhos demonstram tanto amor e admiração, que fazem o meus lacrimejarem.
—Hey, o que foi Felicity? Por que você está chorando, amor? -Rio de sua preocupação, ao mesmo tempo em que uma única lágrima rola pela minha bochecha.
—Não é nada. Só estou feliz por estar aqui com você e por te amar tanto.
—Eu também te amo, esposa. -seca minha lágrima com um beijo. -Agora vamos levantar, que o almoço já está pronto.
Olho para o relógio digital ao lado da cama e percebo que já se passam das 14:00hrs da tarde. Como que pra provar que eu dormi demais meu estômago ronca bem alto, fazendo com que Oliver solte uma gargalhada e eu fique vermelha de vergonha.
Como o maravilhoso chef que é, meu querido marido fez uma deliciosa salada de folhas verdes com tomate, queijo de cabra e frutas da região de entrada. No prato principal, comemos um peixe grelhado com molho de camarão acompanhado de alguns grãos que eu não sabia o nome, mas estava uma delícia. E doce de coco para sobremesa.
Após o almoço, resolvemos passear pela ilha e fazer algumas atividades turísticas ao longo do dia. No cair da noite, voltamos pra cabana, só parado num mercadinho para comprarmos algumas guloseimas, vinho e coisas para o café da manhã.
Assim que chegamos em "casa", vou direto para o banheiro encher a banheira e acabo colocando todo o meu almoço pra fora.
Depois de me recuperar, escovo os dentes e retiro minhas roupas, entrando na banheira cheia de espuma. Alguns minutos depois, um Oliver completamente despido entra no banheiro indo direto pro box, do lado oposto ao meu. O vidro transparente me dando uma visão privilegiada do seu peitoral molhado. Seu olhar era intenso sob mim, assim como o meu sob ele. Oliver quebra nosso contato, somente para desligar o chuveiro, enrolar a toalha na cintura e caminhar até mim, se abaixando ao meu lado. Suas mãos frias pela água, tocam os meus seios, me fazendo arfar pela diferença de temperatura. Ele começa a massagear meus mamilos já endurecidos, me fazendo jogar a cabeça pra trás e soltar pequenos gemidos.
Deus, como eu queria esse homem!
Meu corpo pedia por mais, minha pele queimava por mais contato e sem que eu pudesse prever, Oliver desce uma mão até a minha intimidade, massageando meu clitóris e penetrando um dedo seguindo de outro, sem me dar tempo de parar pra pensar. Depois de algum tempo meu corpo reage instintivamente as suas investidas, me fazendo explodir.
Nossas respirações estão aceleradas, nossos corpos molhados e um sorriso de satisfação se forma em meu rosto, espelhando-se no de Oliver.
—Isso foi só a entrada. Hoje ainda teremos o prato principal e a sobremesa. -Sua voz rouca em meu ouvido quase me leva a loucura e eu preciso me segurar para não gemer alto!
—Mal posso esperar pra completar essa refeição. -Dou um selinho nele, que logo se levanta indo para porta.
— Vou terminar de arrumar tudo. Relaxe, daqui a pouco eu venho te chamar. -Dito isso, ele sai me deixando sozinha com os meus pensamentos.
Lembro-me perfeitamente de cada momento que passei ao lado de Oliver, mesmo quando nem eu sabia da magnitude dos meus sentimentos por ele.
"Felicity Smoak? Oi, eu sou Oliver Queen!"
"Se você não vai, eu também não vou."
"Você sempre será minha garota, Felicity."
"Ele pegou a mulher errada, Felicity. Eu te amo!"
"Não me peça pra dizer que eu não te amo."
Todos esses momentos nos trouxeram até aqui e eu sou grata por cada um deles.
Mesmo os mais sombrios.
Eles moldaram a mulher que eu sou hoje e percebo que me tornei uma pessoa melhor graças ao amor de Oliver. Ele mostrou que a vida era mais do que abandonar e ser abandonado assim como havia acontecido com os meus pais.
Meus pensamentos são interrompidos pelo deus grego vestido em uma bermuda grafite e uma blusa social azul clara, dobrada até os cotovelos. Seus cabelos ainda estão um pouco úmidos e arrepiados, e nos pés um chinelo de tiras grossas, mas o que mais me chama atenção é seu sorriso de menino, que com o tempo eu aprendi que era direcionado somente à mim.
—O jantar já está servido senhora Smoak-Queen. -Ele deposita na bancada do banheiro um vestido acinturado branco com flores vermelhas na saia rodada que vai até o meio da coxa. Em suas mãos também há uma rasteirinha e minha necessaire.
Levanto da banheira e sinto uma leve vertigem me atingir, fazendo com que Oliver deixe o resto das coisas no balcão e venha ao meu socorro, pegando meu roupão no processo.
—Calminha aí, tudo bem? -Enlaça um de seus braços na minha cintura sustentando meu corpo.
Concordo com um balançar de cabeça que só piora a situação. Tomo uma respirada profunda, antes de me estabilizar.
—Está sim, amor, levantei rápido demais. Foi só uma pequena tontura. -Acaricio seu rosto e pego o roupão de sua mão. -Agora saia, preciso me arrumar para um tal jantar com um político bonitão.
—Ele é um cara de sorte. -Seu sorriso cafajeste se faz presente. -Mas eu também sou, tenho um encontro com uma loira muito linda. -Ele me dá um selinho e sai do banheiro.
—Me parece que somos pessoas de sorte. -Grito em resposta com um sorriso largo em meu lábios.
Me arrumo rapidamente colocando o vestido que Oliver trouxera. Faço uma maquiagem leve, deixo os cabelos soltos em cascatas e calço a rasteirinha. Eu estava pronta para o meu marido.
Oliver me esperava do lado de fora do banheiro, e assim que me vê seu olhos brilham de orgulho, admiração, amor e desejo.
Havia muito fogo e desejo em seus olhos.
Me aproximo dele, que nos guia para o deque.
Toda aquela paisagem era de tirar o fôlego. Os últimos raios de sol presentes deixam o céu em tons de rosa e laranja, o mar cristalino e a areia branca, uma mesa posta pra dois, com louça de porcelana e um buquê de rosas brancas no centro. No chão ao redor, várias velas e na parede, uma cortina de pisca-pisca que mais parecia a continuação das poucas estrelas que já se faziam presentes no céu.
—Oliver, isso tudo é inacreditavelmente perfeito!
—Fico feliz que tenha gostado, amor.
E para facilitar, Oliver deixou todo o nossa comida num carrinho com uma espécie de chapa quente ao lado de nossa mesa.
Ele puxa a cadeira para que eu me sente, sentando na minha frente em seguida.
(...)
O jantar transcorreu perfeitamente bem. Entre pequenas provocações, declarações de amor e um cardápio divino, terminamos nossas entradas e o prato principal e agora eu esperava ansiosamente pela sobremesa.
Meu marido se levanta da mesa e estende a mão pra mim e mesmo não entendendo o que está acontecendo, a pego sem exitar.
—Vamos. -Declara com a voz exalando urgência.
—Mas Oliver, não comemos a sobremesa. Eu quero comê-la. -Faço birra.
—E nós vamos, mas não aqui. -Diz com o seu sorriso safado e uma sobrancelha erguida.
—Oh! Okay, vamos. -Excitação percorre por minhas veias.
Oliver cobre meus olhos com sua mão e nos guia novamente para dentro da cabana. Alguns passos depois, paramos e ele tira a mão. Assim como lá fora, o quarto também tinha uma decoração impecável, com velas espalhadas pelo chão e pétalas de rosas sobre a cama king-size.
—Agora sim, vamos comer a sobremesa. -Sua voz grossa causa um rebuliço dentro do meu corpo já desorientado.
Pego um morango da bandeja ao lado cama que além da fruta, contém chocolate derretido, chantilly e uma champanhe.
Oliver me olha atentamente, enquanto passo o morango no chantilly e o levo a boca, isso funciona como um tipo de permissão e ele ataca meus lábios ferozmente me impulsionando contra a parede. Nossas línguas disputam uma guerra por prazer e espaço, nossos corpos se friccionam um contra o outro me fazendo enlouquecer e em segundos nossas roupas já estão no chão. Oliver me leva rapidamente até a cama e me deposita com cuidado na mesma, se posicionando em cima de mim logo em seguida!
Suas mãos, seus beijos, seu cheiro, seu gosto... Tudo nele me excitava.
—Eu vou te amar pra sempre, Felicity. -E com essas palavras, Oliver me penetra olhando em meus olhos.
Encontramos nosso próprio ritmo, uma hora rápido e duro, outra hora lento e amoroso, e assim, nos tornamos um só até chegarmos ao ápice do prazer!
Oliver cai pro lado da cama me puxando para junto de si e ficamos abraçados até nossas respirações voltarem ao normal.
—Eu também vou te amar pra sempre, Oliver. -E dito isso, voltamos a nos amar pelo resto da noite.
(...)
Acordo com o cheiro de café embrulhando meu estômago e corro em direção ao banheiro como se a minha vida dependesse disso, não aguentava mais sentir esses enjoos.
Depois de quase expelir meu pâncreas, me sento no chão do banheiro para recuperar minhas forças. Minutos se passam, até que eu me levanto, escovo os dentes e tomo um banho.
Saio do banheiro dando de cara com Oliver. Seu corpo bronzeado pelo clima tropical vestido somente com uma bermuda me dá água na boca, mas assim que percebo que ele carrega um saco cheio de camarões e trutas sinto o enjoo me assolar novamente e volto correndo para o banheiro.
Oliver vem até mim e segura os meus cabelos enquanto acaricia minhas costas com a mão livre.
—Amor, o que aconteceu? -Sua preocupação é nítida.
—Eu estou bem, Oliver. -Digo já indo escovar os dentes. -Deve ser alguma coisa que eu comi. -Dou uma desculpa qualquer.
—Vamos ficar aqui pelo quarto então, até você melhorar. -Sua voz soa suave, mesmo que com um pouco de autoridade e como eu estava realmente cansada e indisposta para qualquer atividade pela manhã, acabo concordando com seu pedido/ordem.
—Okay, você venceu! -Declaro por fim.
Passamos a manhã toda na cama entre carinhos, cochilos e rodadas de sexo.
O resto do dia passou como um flash e logo estava na hora de dizer adeus para o paraíso em que estávamos. Eu arrumava as malas, enquanto Oliver preparava nossa última refeição e depois de tudo pronto, nos sentamos na varanda da cabana para comermos nossos sanduíches.
—Poderia ficar aqui pra sempre! Eu amei esse lugar.
—Podemos voltar ano que vem. -Oliver diz erguendo uma sobrancelha.
—Acho que não será possível. -Afirmo terminado minha comida.
Seu olhar confuso me faz sorrir e ter a certeza que esse é o momento certo para contar a surpresa.
—Por que não poderíamos voltar? — Suas sobrancelhas se franzem em dúvida.
—Porque temos muitas responsabilidades em casa amor, não podemos ficar viajando sempre. E fora que somos uma família com crianças. -O nervosismo só aumenta conforme eu revelo a novidade.
—Mas o William já é grande, Felicity, ele pode ficar com a Thea. -Ele diz, ainda não entendendo onde eu quero chegar.
Nesse momento nosso táxi chega e eu me levanto rapidamente para pegar nossas coisas dentro da cabana, sendo acompanhada por Oliver, que termina de colocar tudo dentro do carro. Nos despedimos dos funcionários do resort e antes de entrarmos no táxi, paro me virando para Oliver enquanto tomo uma respiração profunda devido ao nervosismo.
—Meu amor, saímos de Star, sendo uma família de três... -Olho bem dentro dos seus olhos profundamente azuis, com os meus transmitindo todas as emoções que dominam o meu corpo nesse exato momento. -E agora vamos voltar pra casa sendo uma família de quatro. -Pego uma de suas mãos e coloco em meu ventre
—Você... Isso é sério? -Seus olhos transbordam toda emoção do momento, assim como os meus.
—Sim Oliver, nós vamos ter um bebê. -Digo com o maior sorriso do mundo.
Oliver me puxa para um abraço apertado e me tira do chão enquanto distribui beijos apaixonados por todo o meu rosto.
—Eu te amo, Felicity Megan Smoak-Queen. Você é o meu para sempre!
—Eu te amo, Oliver Jonas Queen. Você é o meu para sempre!
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