Depois do amanhecer
13 Memórias
P.O.V. Renesmee.
Alec e eu recuperamos a nossa filha e casamos. O dia do meu casamento foi uma bagunça.
Flashback On.
Já faz uma semana desde fomos reunidos com a nossa pequena esperança. Agora estou vestida de noiva, com o vestido e sapatos da minha mãe na verdade. Mas ao invés de usar o cabelo preso, escolhi um semi preso com tranças interligadas e o pente de safiras com algumas flores enfeitando o penteado. Minhas tias me ajudaram, tia Rosie fez meu cabelo, tia Alice a maquiagem e também me ajudou a colocar este vestido que é apertado.
Estava me olhando no espelho. E minha filha estava sentada num tapetinho infantil colorido, cercada de brinquedos. Um sapo de pelúcia grande e gordo e em suas mãos estava um tapawere laranja.
—O que acha? Pareço com a vovó?
Ela só riu. Para todos os efeitos Hope era mais bruxa do que qualquer coisa, os traços do vampirismo nela eram quase nulos.
—Ainda não consigo acreditar que você está aqui.
Me ajoelhei na frente dela. Ela tinha olhos verdes, eles eram azuis porém ficaram verdes. Mudavam de cor.
—A mamãe tem que ir e fazer essa coisa grande. Mas, não se preocupe pois a Cami vai vigiar você.
Hope não estava muito interessada no que eu estava falando, estava mais preocupada em enfiar o macaquinho de pelúcia na boca.
—E depois disso não vou deixar você sair das minhas vistas por um bom tempo.
Então, senti o cheiro. Jacob. Meu padrinho. Ele e eu tínhamos feito ás pazes.
Me levantei.
—Você está perfeita.
—Obrigado. Acho que ter duas tias vampiras obcecadas com a beleza tem suas vantagens.
—Renesmee, eu entendo que esteja magoada comigo ainda, mas você tem que saber o quanto eu...
—Não. Não se atreva. Desde o primeiro dia em que te conheci, desde que era bebê eu senti... tudo, por você. E nesse tempo todo você pensou que eu fosse algo que te foi concedido. Um brinquedo para você brincar. Um bebê para você ninar, uma criança para você cuidar, uma mulher pra você casar. Mas, neste tempo todo você jamais me disse como realmente se sente em relação á mim.
—Sabe como eu me sinto.
—Mas, o Alec disse. E eu perdoo você por ter me traído com a Leah, acho que aquilo aconteceu por um motivo. Foi um alerta. Não quero ser a prometida de alguém. Quero ter opções, não sinto como se o que sentia por você era real, não mais. É bom ter alguém que me ama por mim. E não por causa de algum... feromônio maluco de lobo. Eu gosto do Alec, eu o amo e acho que posso ser feliz com ele. E eu só quero ser feliz, Jacob. Te desejo toda a felicidade do mundo, mas não comigo.
Via as lágrimas silenciosas descendo pelo rosto do belo rapaz indígena e eu chorei com ele.
—Então, o que quer que vá me dizer, por favor não diga. Só me deixe seguir em frente e faça o mesmo.
Ele saiu.
—Acho que o seu padrinho não está bem.
—Pai.
—Não pode me culpar. Vamos?
—Não devíamos esperar a Jane vir pegar a Hope?
—Eu já estou aqui. Vamos lá lobinha.
Não estávamos mais na Itália. Ficamos com medo de Devon voltar e tentar pegar a Hope. Então viemos para a América, numa cidade chamada Magic Falls.
O casamento foi lindo. Os votos, a festa, a valsa.
Mas, a festa...
Todas aquelas cortinas, flores, seda, o bolo de sete andares cheio de confeitos, os salgadinhos, canapés, champanhe, sendo que grande parte dos convidados nem mesmo come. Foi um exagero. Clássico da tia Alice.
E como ela se juntou com a Jane... a coisa tomou proporções inimagináveis. Jane sempre foi responsável por organizar bailes no Castelo. Eu sei. Quem diria?
—Isso é que é uma festa.
—Nem me fale.
—Não está feliz?
—Estou. Mas, se eu tivesse fantasiado com o dia do meu casamento provavelmente se parecia menos... com isso.
—É. Você nunca foi muito... exagerada. É a garota mais básica que eu conheço.
—Te prometeram uma Princesa e você ganhou a Renesmee Cullen, uma garota mimada,confusa, metida e marrenta. Meus parabéns.
—Estou muito feliz com o que ganhei. Pelo menos as músicas são mais a sua cara.
—É. Pink, Offspring, Linkin Park e um pouco de música pop também.
P.O.V. Alec.
Isso me lembra do dia da fogueira. Quando fomos finalmente reunidos com a nossa filha. Eu, Ness, Jane, Dimitre, Félix... estávamos todos lá e ela inventou de tirar uma foto de família. A cara dela.
Fizemos uma grande fogueira.
—Vamos acender.
—Ainda não!
—Jane, se colocarmos mais lenha vamos queimar todo o Estado do Arkansas.
—Precisamos escrever os nossos desejos.
—O que?
—É uma tradição. Todo ano, nós fazemos uma fogueira e escrevemos os nossos desejos num papel ai queimamos para que eles virem realidade.
—O primeiro pedido da fogueira da Hope. Eu adorei! Vamos fazer!
É. Estamos ferrados.
Eu ri voltando ao presente. Para a festa de casamento.
Ainda não acredito que a minha esposa híbrida contratou uma babá humana. Sua vizinha Camila. Que sabia tudo sobre vampiros, lobos, lobisomens e bruxas. E a Hope.
Mas, tenho que admitir que ela conseguiu reunir nesta festa, neste mesmo ambiente, vampiros, lobos quileutes, lobisomens, híbridos e bruxas. Todos os líderes mais influentes de cada facção.
—Eu te amei desde que te conheci, desde aquele dia no cemitério e a cada dia que passo com você, cada coisa que descubro sobre você... só me faz te amar mais.
As ervas dela eram uma coisa estranha.
—Candahar azul.
—É uma espécie de erva da verdade. É usada em um ritual. Chamado de ritual da divulgação. Que é uma parte de um casamento cerimonial, maluco. Ou para interrogatórios.
Era engraçado. Ela era do tipo que usava calça jeans e botas, tinha um humor um tanto ácido, era espontânea, amorosa, atrevida, corajosa, animada.
Gostava de ouvir Rock and Roll e usar roupas floridas com jaquetas de couro.
—Porque você tem tantas ervas?
—Não sou uma bruxa, mas aprendi alguns truques. E saber que nossa filha é bruxa... é bem esmagador. Ela é uma bruxa, é uma vampira, é uma lobisomem e é um bebê. Meu Deus!
Ela gostava de pesquisar, de aprender coisas novas. Era uma boa ouvinte e iluminava a sala.

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