Depois do amanhecer

3 Hóspedes não tão desejados


Notas iniciais
https://youtu.be/9tNhnWNJVyA-Jane vai salvar a Ness.

P.O.V. Aro.

Bem, temos que manter os nossos amigos perto e nossos inimigos mais perto ainda. Então, não temos escolha se não receber a híbrida e seu bebê em nossa casa.

—Bem vinda, ao nosso humilde lar.

—Eu realmente não sei o que está tramando, mas se encostar um dedo no meu filho, vou te fazer sofrer de maneiras que nem a sua mente perversa pode imaginar.

—Isso soa como uma ameaça.

—Ótimo. A ideia era essa.

—Oh, mas ela tem uma língua afiada.

—Não é a única coisa afiada que eu tenho. Marcus. Então vamos colocar as cartas na mesa. Eu não gosto de vocês, vocês não gostam de mim, então vamos parar de fingir que estão me trazendo para cá por outro motivo se não... manter o olho em mim. Já liguei para o meu avô no caminho. Minha família sabe onde estou. E se acontecer alguma coisa comigo... minha família vai acabar com vocês. Como deveriam ter feito sete anos atrás.

Pedi para que Jane a escoltasse até os seus aposentos.

—Ela é geniosa para uma Cullen.

—É uma criança tola, irmão.

P.O.V. Ness.

Ela estava me tratando bem o que era esquisito.

—Aqui.

—Uau!

O quarto era absolutamente gigantesco. Com uma cama enorme, o banheiro tinha piso e uma banheira de louça com hidromassagem, um box com chuveiro, pia de mármore branco, as torneiras douradas. O enorme espelho.

Me sentei numa poltrona.

—Confortável?

—Vou sobreviver.

Ela me estendeu uma cesta cheia de maçãs.

—Escolha uma. Os pomares estão explodindo com elas.

—Como eu sei que não é veneno?

—Muito engraçado Cullen. Já está começando a aparecer. E que eu saiba só está grávida a um dia.

—Algumas semanas, na verdade. Fiquei um bom tempo refém das bruxas. Nunca pensei que um Volturi viria me salvar.

—Para alguma coisa servimos eu suponho.

P.O.V. Jane.

Ela virou a mão que segurava a maçã.

—Sabe, quando conheci você pela primeira vez, te achei uma verdadeira vadia.

—E o que te fez mudar de ideia?

—Oh, eu não mudei de ideia. Só, aprendi a gostar disso em você.

—Bem, é a coisa mais doce que alguém fora da guarda já disse pra mim.

—Não imagino o porque.

Eu ri.

—Porque está sendo legal comigo? O que você quer?

Desnecessariamente respirei fundo.

—Desde de que o meu irmão quebrou a maldição que o impedia de ser um híbrido, ele tem estado mais sanguinário.

Ela olhou para mim com cara de... sério?

—Está se voltando contra aqueles que o amam, massacrou vários de nossos amigos, membros da guarda. E temo que sua humanidade esteja morrendo.

—E você só percebeu isso agora? Quantos anos você tem, mil?

—Mais. Sou velha, mas não senil. Pode parecer difícil de acreditar, mas o meu irmão era um homem bom. Fazíamos o que tínhamos que fazer, o que nos era comandado. E para melhor ou pior, éramos felizes. Mas depois que Aro forçou a bruxa a trancar o lado lobisomem do meu irmão isso o feriu profundamente. Já que Aro lhe negou qualquer conexão com seu verdadeiro eu, com nossa família biológica. E desde então ele procurou meios para quebrar a maldição usando os pontos cegos no dom de Aro. E conseguiu. Desta vez quando o Mestre tentou suprimir seu lado lobisomem ele revidou. Mordeu vários membros da guarda e deixou-os para morrer uma morte lenta e terrível. Desafiou Aro diretamente, disse que se ele tentasse fazer aquilo novamente seria ele a morrer.

—Não posso dizer que sinto muito. Nada dura para sempre, todos os Impérios caem eventualmente. Por isso acha que o meu filho vai ser um meio do seu irmão não perder a humanidade?

—Sim.

—Honestamente, não consigo imaginar Alec Volturi sendo pai de alguém. Ai!

—O que?

Eu senti cheiro de sangue. E com certeza era o dela.

—Senti como se alguém tivesse me esfaqueado. Tenho certeza de que é algo relacionado á Sophie. Temos que quebrar essa ligação estúpida.

Na manhã seguinte ela começou a passar mal.

—O que foi?

—Nada, deve ser só um enjoo matinal estranho.

Ela tava quase desmaiando e coloquei a mão na testa dela e...

—Na verdade, você está queimando de febre.

—Febre? Acho que precisamos do vovô.

Vovô? É claro! O Cullen. Ele é médico.

Então, com a permissão dos Mestres eu liguei para o Doutor e em tempo record toda a família Cullen estava na nossa porta.

Me lembro de quando ela me contou que ia ter uma menina.

Flashback On.

A Cullen havia ido para uma Clínica com as bruxas para fazer exames e assegurar a saúde da criança.

P.O.V. Renesmee.

As bruxas fizeram uma ultra-sonografia e pude ouvir o coração do bebê, vê-lo pelo monitor.

—Bem, o batimento cardíaco do seu bebê é perfeito. Um pouco mais rápido do que o de uma criança humana normal, mas com minhas pesquisas recentes descobri que isso é normal.

—Eu sabia. Ela é durona como a mamãe.

Limpei o gel da barriga com um pano e meu celular apitou. Era Jane.

Mandei uma mensagem para ela dizendo que estava na clínica. A bruxa colocou um pêndulo na minha barriga.

—Eu acho que é uma menina. Não, espera...

—Por favor, me diga que não vou ter um mini-Alec.

Ela falou umas coisas numa língua doida e então, a médica quis me dar um tal remédio. Ela disse que minha pressão sanguínea estava alta. Ai tem coisa.

Eu ouvi um uivo de lobo e vi carros vindo de todos os lados.

—Sabe, na verdade eu não gosto muito de pílulas.

—Pois é, nem eu verdade seja dita.

Elas estavam entrando e tinham muitos. A médica pegou uma agulha. Ia me injetar alguma coisa. Mas, eu dei uma cabeçada nela e lhe injetei o que quer que fosse aquilo. Tranquei a porta correndo e com um pouco de esforço abri a janela por onde consegui sair.

Os caras estavam no meu encalço e estavam armados com facões de prata e bestas. Então, me escondi atrás duma árvore e ataquei eles.

Quebrei alguns pescoços, espanquei uns caras, mas haviam muitos deles. E então... Track.

—Tenho que dizer, estou impressionada.

—Como me achou?

—Sua mensagem me trouxe até a metade do caminho, Dimitre fez o resto.

Então, eu o vi.

—Obrigado.

—Quem são eles?

—Bruxas, feiticeiros, tanto faz.

Então, eu ouvi e não fui a única.

—Tem mais vindo ai. Corre!

Com um peso no meu coração deixá-la sozinha eu corri. Mas, ouvi quando uma flecha foi atirada e vi que acertou nela. Atravessou a pele dela. Era prata.

—Jane!

Então, senti uma em mim. Não sei como eu não morri, bem acho que sei.

Quando cheguei o Alec parecia que ia arrancar os próprios cabelos.

P.O.V. Jane.

Ele estava genuinamente preocupado.

—Quem a levou, Jane?

—Eu não sei.

—O que quer dizer com não sabe? E quem matou os atacantes dela?

—Eu não sei ,eu tinha uma flecha no meu coração quando aconteceu. Se não foi a Cullen que os matou então quem...

Ouvimos os uivos de lobo.

—Adorável. Talvez os nossos primos saibam onde ela está.

P.O.V. Alec.

Quando saímos da cabana nos deparamos com aquela figura. Estava suja de terra e parecia fraca e vulnerável. As roupas estavam rasgadas, num estado deplorável.

—Renesmee o que aconteceu? Me diga, o que aconteceu.

—Eu não sei. Não consigo lembrar.

Fiz uma rápida inspeção pelo corpo dela.

—Está completamente curada.Não tem um arranhão em você.

—Uma das vantagens de se ser meio vampira.

—Não. Não tão depressa é só meio vampira e foi ferida por prata.

—Deixa ela em paz.

Jane puxou-a, apoiou-a e a trouxe para os degraus da cabana onde se sentaram.

—É o bebê. Tem sangue de lobisomem, nosso sangue. Seu próprio filho te curou.

—Pensei que lobisomens fossem tão alérgicos a prata quanto vampiros.

—Quando um lobisomem é ferido por prata, cicatriza. Como escapou? Estava em menor número, desarmada e da última vez que eu chequei, inconsciente.

—Acho que foi o lobo. Acho que está tentando me proteger ou proteger o bebê.

—As malditas bruxas deveriam te proteger! Quando eu colocar as minhas mãos em Sophie Fiorentino...

—Não foi a Sophie, foi a Charlotte.

—Sophie, Charlotte... é tudo o mesmo pra mim. Eu massacrarei um monte delas.

—E esse é o problema. Porque acha que todos te desprezam? Porque acha que nosso filho... perdão, filha está em perigo?

—Filha?

—Antes do ataque, eu descobri. Acho que é uma menina. Não tem como ter certeza porque o saco amniótico é muito espesso e duro como a nossa pele. Mas, a bruxa disse que era uma menina.

—Uma menina irmão, eu ganhei.

Flashback Off.

Agora ela está acamada e nem o Doutor sabe o que fazer.