Depois do amanhecer
10 A Queda de um Império
P.O.V. Alec.
Depois que ela bebeu o sangue da criança, ficou saudável de novo.
—Ela precisa de um nome, Renesmee.
—Amara? Genevieve? Larissa?
—Não. Nenhum deles me parece digno dela.
—Eu sei.
A híbrida estava segurando o bebê, acalentando-a e chorando.
—Sabe, quando sua mãe pensou que você estava morta e a criança desaparecida... ela disse que havíamos perdido a única esperança da nossa família.
—Hope. Hope Volturi.
—Hope Amara Cullen Volturi.
Me lembro do que ela fez a Giovana, depois que a capturamos. Nós a acorrentamos.
—Porque?
—Os ancestrais não me deram escolha.
—Sempre há uma escolha! E você estava disposta a sacrificar um bebê inocente por mais poder! O meu bebê!
—Não. Não apenas por poder. Foi o decreto dos ancestrais. Foi o decreto dela.
—De quem?
—Realmente não sabe? É irônico considerando que foi você que insistiu em trazer os restos dela pra cá.
—Genevieve?
—Ela foi consagrada no solo de Volterra.
—Então minha mãe quer que aniquilar sua própria carne e sangue. Porque?
—Como deveria saber? Mas, isso não é o fim. Enquanto aquela criança viver as bruxas de Volterra nunca vão parar de vir atrás dela. Genevieve nunca vai parar de vir atrás dela. Foi decretado. Seu bebê será consagrado junto de seus ancestrais, ela não vai viver.
Os olhos da bruxa começaram a sangrar, ela começou a morrer.
—Estão vindo por mim. Falhei com eles. Por favor entendam, eu só queria viver. Eu quero que saibam que eu lamento.
Num movimento rápido, Renesmee enfiou a adaga com a qual havia sido assassinada e com a qual as bruxas pretendiam matar a nossa filha na barriga de Giovana dizendo:
—Eu não.
Flashback Off.
—Porque nossa mãe iria querer sacrificar a própria neta?
—Não sei Jane. Agora ela tem o controle das bruxas. E eu não esperaria que Francisca e os lobos Grego recuem, eu e a criança somos realeza lobisomem. E como tal somos uma ameaça real á reivindicação dela ao poder e para tornar tudo pior somos meio vampiros. Elas jamais estarão seguras. O que foi que você me disse uma vez, Cullen que eu havia feito inimigos a cada dia de minha miserável existência e está certa. E agora trouxe para este mundo uma arma que podem e vão usar contra mim.
Ficamos um tempo debatendo sobre o que fazer. Os Mestres estão realmente mortos todos os três e para melhor ou pior isso criou um vácuo de Poder no mundo vampiro. Muitos de nossos inimigos podem ver isso como uma oportunidade para se vingar ou mesmo para tomar o Poder.
—Então, se ficarmos ou partirmos... a condenemos.
—Ou talvez haja uma terceira opção. Você mesmo disse aquele dia que trouxe uma criança para uma zona de guerra e eu prometi para mim mesma e para o meu bebê que ela não teria uma vida como a sua. Ela teria um lar e uma família, cresceria á salvo e amada e aqui está ela no seu primeiro dia neste mundo com uma vó que quer sacrificá-la, lobisomens sedentos de poder e vampiros que anseiam vingança. Então, a única coisa a se fazer é mandá-la embora enquanto ficamos e limpamos essa bagunça.
—Mas, você ouviu a bruxa. Enquanto Hope viver será caçada.
—Sim, Jane. E vocês pensaram bem, mas pensaram pequeno. E se ninguém, souber que ela está viva? Vamos forjar a morte dela. Convencer a todos que ela está perdida para sempre.
Uau! Ela é um gênio.
—Eu sou aquela que mais a ama.
—E com quem vão deixar a criança?
—Com alguém em quem eu confio.
P.O.V. Renesmee.
Essa é a coisa mais difícil que já tive que fazer. Fiz uma malinha com fraldas, mamadeiras, chupetas e algumas roupinhas e coloquei junto uma carta. A carta que escrevi antes dela nascer.
—Eles estarão nos observando. Nós três saindo juntos vai chamar muita atenção. Vamos levar o nosso luto á publico. Alec vai sozinho. Você vai levá-la, porque eu sei que não terei forças para entregá-la.
P.O.V. Alec.
Quando cheguei ao ponto de encontro, lá estava Rosalie Hale.
—Devia saber que seria você.
—Ela parece com a mãe dela. É uma sortuda.
Disse a loira em tom de piada.
—Mas, ela tem uma coisinha demoníaca no olhar. Isso ela pegou de mim. Arrume uma bruxa em quem confie para fazer um feitiço de ocultação e leve-a para o mais longe que puder de Volterra, mas não seja óbvia. Não se atreva a voltar para Forks.
—Eu sou loira, não burra.
—Ninguém pode encontrá-la. Nunca.
—Eu sei o que fazer Alec. Talvez, eu compre roupinhas novas, isso seria adorável.
Olhei bem nos olhos azuis daquela pequena criaturinha.
—Essa cidade queria te ver morta. Mas, eu vou fazer dela o seu lar. E cada alma que deseje te ferir, vai sofrer uma morte lenta e agonizante. Pode ter certeza, tanto quanto o meu sangue corre nas suas veias que você vai voltar... pra mim. Amarti, Brownie.
—O que isso significa?
—Eu te amo, lobinha.
Tive que entregá-la para Rosalie.
P.O.V. Rosalie.
Nunca tinha visto ou ao menos pensado em Alec Volturi como um pai carinhoso.
—Apesar de nossas rixas no passado e nossas diferenças, quero que saiba que não há ninguém em quem eu confiaria mais com a vida da minha filha.
—Nem mesmo Jane?
—É, Jane ganha de você, porém se ela sumir neste momento saberão que há algo errado.
—Eu sei. E prometo cuidar dela. E também prometo que ela será feliz.
—Seja feliz. Sei o quanto você deseja um filho. Mas, tenha em mente que este filho não é seu e que isso é temporário.
—Eu sei. Eu sei. Mas, ainda assim... é uma alegria. Qual é o nome dela?
—O nome dela é Hope.
P.O.V. Alec.
Tive que assistir enquanto minha filha era levada. E doeu como o inferno.
Enquanto isso do outro lado da cidade...
P.O.V. Desconhecido.
Eles falharam em me dar o que pedi, então presumo que seja hora de lidar com as coisas pessoalmente.
—Que você descanse em paz.
—E qual seria a graça? Além do mais não posso descansar em paz até fazer o que deve ser feito. Venha, há muito a ser feito.
—Sim, minha senhora.
Nós partimos enquanto deixávamos para trás a lápide com meu nome escrito.
Genevieve Levesque.

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