Notas iniciais
Uma leitora sóó! Vou continuar mesmo assiiim :)))
- Prontas? — Alice perguntou com uma mão na maçaneta.

— Sim. — respondemos juntas.

Saímos do quarto e Alice estava com um folheto na mão.

— Pra qual lado? — perguntei.

— Calma. — ela disse mordendo o lábio.

— Esquerdo. — concluiu.

Descemos algumas escadinhas e começamos a ouvir a música. Dois seguranças estavam em uma das portas.

Passei os olhos por todo o salão e caminhei até o bar. Um painel enorme e todo iluminado cobria a parede atrás do barman com 214 nomes de drinks diferentes.

— Qual número você sugere? — o menino dos cachinhos perguntou sentando ao meu lado.

— Algum que você não quebre no meu pé.

Ele riu. Ahhhh como alguém podia ser tão lindo??

— Podemos começar de novo. Harry. — ele disse estendendo a mão.

— Ana.

— Posso te pagar um drink? — ele perguntou sedutor.

— Se você for capaz de escolher um.

— Dois 23. — ele disse ao barman.

— O que tem no número 23? — perguntei sem conseguir ler o painel.

— A gente vai descobrir.

Sorri.

— Você fica bem mais bonita sorrindo.

Revirei os olhos.

— Aqui está. — o barman disse colocando os drinks no balcão.

— Você primeiro. — disse olhando pra ele.

— Ah espertinha, se estiver ruim eu sou o único a tomar.

Eu ri.

— Ok, no 3.

— 1, 2...

Ele deu um gole.

— Você é surdo, eu estava no 2! — disse rindo.

— Eu não ia deixar você tomar se fosse ruim!

— E é ruim?

Ele riu.

— Não, é de morango.

— Só porque é de morango é bom?

— Tudo de morango é bom. — ele disse fazendo uma cara engraçada.

— Claro que não!

— Me diz uma coisa ruim feita de morango?

— Não sei, assim, sob pressão, eu não lembro! — disse pausadamente.

— Tá bom, agora prova.

Puxei o canudinho e bebi um pouco.

— É gostoso.

— Eu disse.

Bebi mais um pouco.

— O que está indo fazer em Los Angeles? — ele perguntou virando pra mim.

— Vou morar lá.

— Da onde você está vindo?

— Rio de Janeiro, Brasil.

Ele sorriu.

— Eu sabia que você não era americana.

— Por quê? — perguntei franzindo a testa.

— Cor da pele, corpo, sei lá.

— Você conhece o Brasil?

— Sim. — ele disse.

— O que você vai fazer em Los Angeles? — perguntei.

— Um show.

Engasguei com a bebida.

— Oi?

Ele riu.

— Eu faço parte de uma banda.

— Sério?

Ele concordou com a cabeça.

— Que banda? — perguntei curiosa.

— One Direction.

— Desculpa, eu nunca ouvi falar.

— Você mora em algum lugar fora da Terra? — ele perguntou rindo.

— Ha-ha. — debochei.

— Vamos fazer um show e voltar pra Londres.

— Quantos anos você tem?

— 20.

— Então é aquele tipo de boyband pra seduzir menininhas?

— Não. É o tipo de banda que faz muito sucesso.

Eu ri.

— E o que faz nesse navio?

— Relaxando. Aproveitando o pouco tempo livre.

Bebi mais um pouco.

— E você?

— Eu o quê?

— Quantos anos?

— 24.

— E o que faz aqui?

— Presente do chefe.

— Chefe? — ele disse com carinha maliciosa.

— Sim. Ele me ofereceu um cargo de vice-presidente em Los Angeles e me deu a viagem de presente.

— Você deve ser muito competente.

O encarei.

— E eu sou mesmo. E mereço respeito.

— Desculpa, eu não quis dizer nesse sentido.

— Quis sim, eu sei exatamente o que você quis dizer. E sei exatamente o que você pensava que iria conseguir vindo aqui e me oferecendo um drink, senhor "eu faço parte de uma banda famosa". — disse fazendo aspas com as mãos e me levantei.

— Espera. — ele gritou.

Passei pela porta e caminhei até minha cabine.

— Ei. — ele disse puxando meu braço. — Eu não quis dizer isso, eu juro. Eu nunca te ofenderia.

Ficamos parados um em frente ao outro.

— Tá bom. Eu vou pra minha cabine.

— Fica mais um pouco. — ele disse.

— Não.

— O que eu tenho que fazer pra me redimir?

Eu tentei não sorrir.

— Esquece. Eu acredito em você.

— Vem comigo. — ele disse me puxando.

— Calma. — disse e tirei meus sapatos. — Pra onde você está me levando?

— Vem.

Começamos a correr.

— O que a gente está fazendo aqui?

Era a ponta do navio. As ondas batiam no casco e o vento era forte.

— Você confia em mim? — ele perguntou me puxando pela cintura.

— Sim. Não. Não sei! — disse confusa.

— Você já assistiu Titanic?

— Lógico né.

— Então. Vem.

Olhei pra ele e não tinha como resistir. Aqueles olhos, aquele sorriso.

Ele pegou minha mão e eu subi em uma grade. Ele segurava levemente meus braços. O vento batia no meu rosto e era impossível não sorrir.

— Se você pular, eu pulo. — ele disse no meu ouvido.

Eu ri.

— Não ria de mim, Rose, eu falo sério.

Sorri.

— Me perdoe Jack, estou com um pouco de frio. — disse entrando no jogo dele.

Ele segurou minha mão e me desceu.

— Não seja por isso. — ele disse fingindo tirar o paletó e colocar nos meus ombros.

— Bem melhor agora. — disse rindo. — Mas preciso voltar pra minha cabine, minha mãe não pode nos ver.

Ele riu.

— Eu entendo, mas posso passar lá amanhã de manhã?

— Não seria uma boa ideia, tenho 2 criadas dormindo comigo.

— Não vai ser problema. Passo lá antes delas acordarem.

— Nos vemos amanhã. — disse e caminhei até uma das portas.

Cheguei na minha cabine e as meninas não tinham voltado. Coloquei minha camisola, tirei a maquiagem e os brincos, e deitei na minha cama.

"Eu preciso saber quem é ele" pensei. Peguei o notebook e pesquisei "One Direction".

"One Direction faz show beneficente, One Direction lota pela terceira vez o Madison Square Garden..." — eu lia rápido.

— Não é que eles fazem sucesso mesmo? Já tive meu momento com o astro teen, chega. — disse e fechei tudo.

Notas finais
Awwwww, gostaram??
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.