Depois de você, os outros são os outros
2 Se você pular, eu pulo
Notas iniciais
Uma leitora sóó! Vou continuar mesmo assiiim :)))
— Podemos começar de novo. Harry. — ele disse estendendo a mão. — Ana. — Posso te pagar um drink? — ele perguntou sedutor. — Se você for capaz de escolher um. — Dois 23. — ele disse ao barman. — O que tem no número 23? — perguntei sem conseguir ler o painel. — A gente vai descobrir. Sorri. — Você fica bem mais bonita sorrindo. Revirei os olhos. — Aqui está. — o barman disse colocando os drinks no balcão. — Você primeiro. — disse olhando pra ele. — Ah espertinha, se estiver ruim eu sou o único a tomar. Eu ri. — Ok, no 3. — 1, 2... Ele deu um gole. — Você é surdo, eu estava no 2! — disse rindo. — Eu não ia deixar você tomar se fosse ruim! — E é ruim? Ele riu. — Não, é de morango. — Só porque é de morango é bom? — Tudo de morango é bom. — ele disse fazendo uma cara engraçada. — Claro que não! — Me diz uma coisa ruim feita de morango? — Não sei, assim, sob pressão, eu não lembro! — disse pausadamente. — Tá bom, agora prova. Puxei o canudinho e bebi um pouco. — É gostoso. — Eu disse. Bebi mais um pouco. — O que está indo fazer em Los Angeles? — ele perguntou virando pra mim. — Vou morar lá. — Da onde você está vindo? — Rio de Janeiro, Brasil. Ele sorriu. — Eu sabia que você não era americana. — Por quê? — perguntei franzindo a testa. — Cor da pele, corpo, sei lá. — Você conhece o Brasil? — Sim. — ele disse. — O que você vai fazer em Los Angeles? — perguntei. — Um show. Engasguei com a bebida. — Oi? Ele riu. — Eu faço parte de uma banda. — Sério? Ele concordou com a cabeça. — Que banda? — perguntei curiosa. — One Direction. — Desculpa, eu nunca ouvi falar. — Você mora em algum lugar fora da Terra? — ele perguntou rindo. — Ha-ha. — debochei. — Vamos fazer um show e voltar pra Londres. — Quantos anos você tem? — 20. — Então é aquele tipo de boyband pra seduzir menininhas? — Não. É o tipo de banda que faz muito sucesso. Eu ri. — E o que faz nesse navio? — Relaxando. Aproveitando o pouco tempo livre. Bebi mais um pouco. — E você? — Eu o quê? — Quantos anos? — 24. — E o que faz aqui? — Presente do chefe. — Chefe? — ele disse com carinha maliciosa. — Sim. Ele me ofereceu um cargo de vice-presidente em Los Angeles e me deu a viagem de presente. — Você deve ser muito competente. O encarei. — E eu sou mesmo. E mereço respeito. — Desculpa, eu não quis dizer nesse sentido. — Quis sim, eu sei exatamente o que você quis dizer. E sei exatamente o que você pensava que iria conseguir vindo aqui e me oferecendo um drink, senhor "eu faço parte de uma banda famosa". — disse fazendo aspas com as mãos e me levantei. — Espera. — ele gritou. Passei pela porta e caminhei até minha cabine. — Ei. — ele disse puxando meu braço. — Eu não quis dizer isso, eu juro. Eu nunca te ofenderia. Ficamos parados um em frente ao outro. — Tá bom. Eu vou pra minha cabine. — Fica mais um pouco. — ele disse. — Não. — O que eu tenho que fazer pra me redimir? Eu tentei não sorrir. — Esquece. Eu acredito em você. — Vem comigo. — ele disse me puxando. — Calma. — disse e tirei meus sapatos. — Pra onde você está me levando? — Vem. Começamos a correr. — O que a gente está fazendo aqui? Era a ponta do navio. As ondas batiam no casco e o vento era forte. — Você confia em mim? — ele perguntou me puxando pela cintura. — Sim. Não. Não sei! — disse confusa. — Você já assistiu Titanic? — Lógico né. — Então. Vem. Olhei pra ele e não tinha como resistir. Aqueles olhos, aquele sorriso. Ele pegou minha mão e eu subi em uma grade. Ele segurava levemente meus braços. O vento batia no meu rosto e era impossível não sorrir. — Se você pular, eu pulo. — ele disse no meu ouvido. Eu ri. — Não ria de mim, Rose, eu falo sério. Sorri. — Me perdoe Jack, estou com um pouco de frio. — disse entrando no jogo dele. Ele segurou minha mão e me desceu. — Não seja por isso. — ele disse fingindo tirar o paletó e colocar nos meus ombros. — Bem melhor agora. — disse rindo. — Mas preciso voltar pra minha cabine, minha mãe não pode nos ver.
Ele riu. — Eu entendo, mas posso passar lá amanhã de manhã? — Não seria uma boa ideia, tenho 2 criadas dormindo comigo. — Não vai ser problema. Passo lá antes delas acordarem. — Nos vemos amanhã. — disse e caminhei até uma das portas. Cheguei na minha cabine e as meninas não tinham voltado. Coloquei minha camisola, tirei a maquiagem e os brincos, e deitei na minha cama. "Eu preciso saber quem é ele" pensei. Peguei o notebook e pesquisei "One Direction". "One Direction faz show beneficente, One Direction lota pela terceira vez o Madison Square Garden..." — eu lia rápido. — Não é que eles fazem sucesso mesmo? Já tive meu momento com o astro teen, chega. — disse e fechei tudo.
Notas finais
Awwwww, gostaram??
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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