Combinação de você

Eu li você como quem lê um poema

Eu te quis como nunca quis alguém

Eu te esperei como se você fosse voltar

Te amei, te desejei, te esperei

Uma combinação curiosa, não?

O mais curioso, no entanto, é:

Você nunca voltou.

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Deixar ir

Eu não sei o que fazer com as coisas que tu deixaste para trás. Os textos que eu te fiz, os pensamentos que escrevi. Está tudo aqui e não dói mais da forma que doía antes, mas está tudo guardado como se um dia você fosse voltar pra buscar ou como se... como fosse poesia perdida.

Uma poesia perdida é um dos maiores pecados da vida, por isso me dói desistir desse amor, mas é porque me dói que preciso deixar ir. Você também me dói, machuca, mas eu não posso te evitar, não posso porque tu é uma pessoinha completa ou, como eu gostava de falar, um universo único e complexo.

Não posso te machucar. Não vou. Mesmo que você me machuque com sua falta de carinho e consideração, mesmo assim, após toda a dor, eu vou ser apenas eu, a menina que sorri pela manhã, abre a porta pra ti, fala como se tudo tivesse sido apenas um sonho bom e rápido.

Falando em sonhos, eu sonho com você. Agora quase não mais, no entanto eu sonhava. Sonhava muito, praticamente todas as noites. Sonhava que você me beijava, mas sonhava que eu rejeitava. Deve ser culpa dessa mania que temos de quer ser a pessoa que não quer mais, a otária e não a trouxa. Mas sabe o que eu percebi? Eu não ligo de ser a "trouxa" se essa palavra significa amar com intensidade e genuinidade. Então, me desculpe os mals entendidos, mas não pedirei desculpa pelo amor.