Depois de Dois Anos...

1 Encontrando-se na Ponte


Notas iniciais
Oi leitores! Isso é só uma pequena fanfic.

Seu cabelo roxo chamava muita atenção na nova cafeteria. Já que a outra tinha sido destruída pelo fogo. Lembrou-se que correu o possível para chegar e apagar as chamas mas não conseguiu.

Espreguiçou-se e colocou uma grande placa na frente do prédio que dizia: Aberto. Estava muito alegre para começar seu novo trabalho com Renji e Hinami. Os únicos que tinha contato depois de dois anos da guerra.

Kaneki. Lembrou do menino que mais amava e que nunca o esqueceu. Ele tinha transformado-se numa fera, parecia que não existia mais nada além dele mesmo. O olho vermelho era o que mais assustava junto com aquela máscara preta. Mas Touka não tinha medo.

- Vamos começar? — Perguntou o homem descendo as escadas da cafeteria.

- Sim Renji. — Respondeu com um sorriso meio forçado, era difícil não ver mais seus velhos amigos.

Entrou e sentiu saudade de ver Nishiki, Yoshimura e os outros dois.

- Hinami foi para a escola. — Renji já foi preparando um café. — Melhor apressar-se, os clientes já já chegam.

O dia foi cheio. Várias pessoas estavam alegres com a grande volta do melhor café da cidade. A única que não estava feliz com isso era Touka. Via gente entrando e saindo e ainda tinha esperanças que ele entrasse lá, pela porta marrom claro.

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O garoto de cabelos brancos escondia-se pelas sombras das árvores. Tinha medo de ser encontrado por qualquer pessoa que conhecia.

Olhou para o céu e viu que o sol já estava se pondo, uma vista linda para os namorados que estava na ponte. Ainda olhando para cima, relembrou dos tempos bons e difíceis. O tempo em que conheceu eles, seus amigos. Abaixou a cabeça e andou para a ponte.

Subiu, tirou uma das mãos do casaco e passou pelo corri-mão. Tinha poucos carros passando por baixo. Até que um táxi amarelo chamou sua atenção. O automóvel parou e deixou uma garota de cabelo mel descer. Viu que ela estava com uma roupa de escola.

A menina correu mas acabou esbarrando em alguém. Uma mulher mais alta que tinha cabelo curto roxo. Ele conhecia as duas, Hinami era a menor e Touka era a maior.

Assustou-se quando elas o olharam.

- Onii-chan! — Gritou.

- Hinami, vá para casa. — Pediu a outra abaixando e segurando os ombros da menor.

- Mas é o Kane...

- Não importa, vá! — E assim ela foi, andando olhando para trás.

A mais alta subiu a ponte e viu aquele olho de novo, o olho vermelho.

Ficaram ali sem falar uma palavra, até ele ir andando ao encontro dela. Chegou bem perto e sussurrou no ouvido:

- É bom te ver de novo. — A garota não aguentou e o abraçou forte.

- Por que você apareceu só agora? — A primeira lágrima rolou pelo rosto macio.

- Desculpe. Fui um covarde ao descobrir meus sentimentos por você só agora.

- Como assim? — Arriscou em levantar o rosto e o encarar. Ele estava com os olhos fixos no pôr do sol.

Sorriu levemente e soltou um suspiro: — Eu te amo Touka.

Aquilo foi tudo para ela chorar ainda mais e ele a olhar.

- Não chore! — Pediu limpando as lágrimas mas foi inútil.

- Não tem como, eu também te amo Kaneki. — Escondeu o rosto envergonhado com um abraço.

Kaneki a afastou e olhou para aqueles olhos azulados que tanto amava. Foi aproximando-se devagar e finalmente pôde sentir os lábios macios tocando nos seus. O que os dois queriam desde que se conheceram. Mexeu um pouco a cabeça e percebeu que aquilo era bom. Ficou querendo mais e mais.

Quando separaram-se por falta de ar, olharam-se envergonhados.

- Vai voltar? — Perguntou ainda um pouco surpresa pelo beijo.

- Depois disso, óbvio. — Pegou na mão dela e correu.

Correram — como loucos mas sorrindo — para a cafeteria. Quando chegaram, assustaram os clientes e Renji.

- Ele não é o Kaneki? Aqueles olhos não me enganam. — Touka percebendo os comentários baixos das pessoas não aguentou e subiu em uma cadeira.

- Olha, quem está achando ruim Kaneki aqui, é só ir embora que nós devolvemos o dinheiro. — Desceu e viu que ele estava surpreso.

- Não acredito que teve coragem para isso.

- Se for por você eu tenho coragem para tudo. — E o beijou novamente.

Notas finais
Mereço comentários?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!