Notas iniciais
Feito para derramar lágrimaaaaaas, eu quase (QUASE) chorei, mas não (hehe). Espero que gostem E chorem. ~ Não me xinguem kkkk ~ No plágios Boa Leituraaa!

Toc, toc, toc.

Afastei-me de Isaac e ele se afastou de mim também.

– Entra. — falei.

– Olá, Hazel. — cumprimentou a doutora Maria.

– Olá, doutora... — antes de eu perguntar qualquer coisa sobre o meu câncer, minha mãe veio afobada me abraçar.

– Filha, tudo bem? Como está se sentindo? — perguntou.

– Estou bem mãe. — não comentei sobre as dores no pulmão.

– Tem certeza?

– Sim. – respondi — Bom, Dra. Maria, o que aconteceu? — perguntei, estava curiosa.

– Hã... Com licença, acho que é melhor eu sair não? — comentou Isaac.

– Não precisa sair Isaac. — Na verdade eu só queria ser educada mesmo, por que não queria que ele escutasse caso a Dra. Maria dissesse que eu iria morrer.

– Não, não, vou sair, minha mãe já deve estar chegando. Poderia me levar para a porta Sra. Lancaster?

– Claro Isaac. — e o ajudou a sair.

Achei que a doutora Maria esperaria minha mãe para começar a falar do diagnóstico, mas ela começou a falar, só que de outra coisa.

– Seu namorado? — ela perguntou. Achei estranho por que ela sabia que o Augustus tinha morrido há quase dois meses.

– Não. — falei. Mas devo ter me entregado por que senti meu rosto ficar quente e provavelmente vermelho.

– Hmm, é que, eu entrei no quarto sem saber e... — ela parecia meio constrangida, acho que ela viu eu e Isaac nos beijando.

Que merda! Ela deve ter contado para minha mãe. Bosta. De qualquer modo resolvi abrir o jogo.

– Ah, foi você que abriu a porta enquanto nos beijávamos? — perguntei, era melhor falar sobre isso antes de minha mãe voltar.

– Sim, mas sua mãe não viu. Não contei a ela, também, se quer saber, Hazel. Não precisa ficar preocupada.

– Ah, sim. Obrigada, doutora. Na verdade não temos nada, foi apenas... — não sabia dizer o que foi. Apenas ficamos, mas passou tanto pela minha cabeça. — Apenas...

– Não precisa se explicar querida. — falou.

– Obrigada. — terminamos a nossa conversa bem na hora em que minha mãe voltou.

Só agora reparei que seus olhos estavam um pouco inchados.

– Tá, o que aconteceu? – perguntei.

– Bom Hazel...

– Peraí, há quanto tempo estou aqui no hospital? – interrompi.

– Há um dia. Está aqui no hospital há um dia. – respondeu a doutora. – Como eu estava falando, seu câncer está pior, Hazel.

– Mas, e o Falanxifor? – perguntei.

– O Falanxifor não tem nada a ver com isso Hazel. Ele ajuda a combater os seus tumores. Mas o problema não são os tumores, o problema está nos seus pulmões. Eles estão muito fracos. – explicou. Olhei rapidamente para a minha mãe e via que ela mexia os olhos e a boca constantemente.

– Mas... Mas isso foi por causa do meu aniversário?

– Não, não querida, não ache que foi por causa do seu aniversário. Eles já estavam fracos e pioraram um pouco desde a água neles, da última vez.

– Isso quer dizer que eu vou morrer? – perguntei. Lembrei-me da carta de Augustus, eles disse que nós dois iriamos morrer. Não tinha problema, eu aceitei a minha condição. Minha mãe se remexeu novamente.

– Não sabemos. – respondeu a doutora. – Talvez se continuar tomando as medicações.

Eu assenti, eu já fazia isso, mas ela já devia saber. Eu iria morrer, era óbvio que eu ia morrer.

– Bom, vou deixa-la descansando Hazel, se precisar, me chame.

– Tudo bem. – respondi. E ela saiu deixando-me com minha mãe.

– Como se sente filha? – perguntou. Ela sorria como as pessoas caridosas e com pena sorriem.

– Estou bem, mãe. — respondi.

Antes de tudo acontecer, eu considerava a hipótese de morrer. Agora era diferente. Pessoas precisavam de mim. Minha mãe, meu pai, a Kaitlyn, o Sr. e a Sra. Waters e... De qualquer forma, o Isaac.

– Mãe, como você ficaria se eu morresse? – perguntei.

Ela lutava para repreender o choro. – Ah, filha... – ela se levantou e deitou do meu lado. – Eu te amo tanto.

– Eu também te amo, mãe.

– Você sabe que eu seria um Patrick né? – brincou com lágrimas nos olhos.

– Sim, eu sei mãe. Você seria uma ótima Patrick, sabe disso.

– Obrigada. Mas nada seria a mesma coisa sem você, filha.

Aí, eu comecei a chorar.

– Você é feliz, mãe? – perguntei.

– Não sei Hazel. Eu olho pra você todos os dias e agradeço a Deus por deixar você aqui comigo, por não te levar embora. Mas, então eu penso, se você está feliz. Se viver desse jeito é um bom jeito de viver. – Ela não falou com todas as palavras, mas como meu pai dizia, para um bom entendedor, meias palavras bastam. Ela se perguntava se pra mim é bom continuar vivendo, mesmo que seja com câncer. — E você? É feliz Hazel?

– Bom, até antes de conhecer o Gus, eu vivia normalmente dentro dos meus padrões, aproveitando vocês, a minha família e esperando quando eu morreria. Então quando eu o conheci, foi como se realmente houvesse um motivo pra continuar, e depois que ele se foi, não parecia real. Ficou tudo neutro, não havia felicidade ou tristeza. Então, então... – a continuação seria Isaac, mas eu não queria contar. — Então é isso. – falei. – Mas agora parece que eu tenho amigos, mais pessoas que se importam comigo. Mas eu não quero ser uma granada.

Notas finais
Contem-me se vocês choraram, o que acharam e se vocês gostaram. E não, talvez a Hazel não morra. (Apenas sigo meu coração e ele diz pra matar a Haz) P.S.: Alguém poderia fazer para mim uma Montagem/ Fanart/ Qualquer coisa da Hazel e o Isaac pra pôr de capa?