Notas iniciais
Oi gente! Não me matei, sei que faz tempo que não dou as caras, mas agora voltei para terminar o que começamos! Sim, terminar. Eu sei, é triste. Bom, espero que gostem, ficou curto, eu sei, mas vou postar tudo até o final do mês! Boa leitura!

Já fazia uma semana que eu não conseguia falar com Isaac.

Já fazia um mês que ganhamos na loteria e hoje é o dia do meu transplante. E Isaac não atendia ao telefone. A empregada ficava dando desculpas quaisquer e a mãe dele dizia que não podia falar no momento. Além de estar morrendo de fome por causa das 12 horas de jejum, eu ainda estava muito, muito irritada com Isaac.

– Será que aconteceu alguma coisa com ele? – perguntou minha mãe.

– Não sei. – respondi sem prestar atenção.

– Isso é muito estranho. – ela comentou antes de avisar que iria comer alguma coisa na cafeteria do hospital. – Eu já volto. – disse a mim e ao meu pai antes de sair.

Respirei fundo e apertei o celular, na esperança de que ele retornasse uma de minhas ligações.

– Calma, Hazel. Daqui a pouco ele liga para você. – consolou papai.

– Ele disse que viria falar comigo antes do transplante. Só que ele não atende nenhuma ligação. Ele praticamente não quer ser encontrado.

– Talvez tenha acontecido alguma coisa e ele quer ficar um tempo sozinho.

– Não faz sentido. – reclamei.

– Você tem que se acalmar, querida. É seu grande dia.

Respirei fundo e mandei mais uma última mensagem para Isaac.

“Por favor, venha logo, ainda tenho 1 hora antes da cirurgia. Hazel.”

– Vou pegar um cafezinho ali no corredor, já volto. – disse meu pai.

– Ok. – falei frustrada tentado telefonar mais uma vez.

Depois do terceiro toque ele atendeu.

– Isaac! – gritei no telefone, muito brava.

– Hazel. – ele falou um pouco triste, mas eu o ignorei.

– Já faz absolutamente uma semana que eu estou te ligando e você não atende, você nem sequer me ligou ou respondeu alguma mensagem!

– Me desculpe, Haz. – disse com a voz um pouco chorosa.

– Poxa. Você está bem? Sua voz está...

– Eu estou bem. Er... Eu estou indo aí, só... Espere quinze minutos.

– Ok. – falei e ele desligou o telefone.

Fiquei uns cinco minutos encarando o celular até meu pai entrar no quarto novamente.

– Isaac telefonou?

– Sim. Quer dizer, eu liguei para ele e ele atendeu.

– Ah, que bom. E o que ele disse?

– Que está vindo.

– Ah! Que ótimo! Viu? Eu disse que estava tudo bem.

Mas pela voz de Isaac não estava tudo bem. Ouvi-lo daquele jeito me deixou aflita, tomara que ele chegue logo.

Notas finais
Podem deixar seus cometários me xingando pela demora, eu mereço :') Bjs!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.