Depois Que Te Conheci

7 Epílogo - Seiya x Shun


Notas iniciais
Como prometido, o primeiro dos dois epílogos que eu mencionei está aqui, ele fala do casal "Seiya x Shun", e é narrado em primeira pessoa pelo próprio Shun. Esse Capítulo foi o maior que já fiz em toda a minha vida, e funciona como "Spin-Off" dessa fanfic... Lembrando que a história mesmo já acabou no Capítulo 6. A postagem desse Epílogo é mera formalidade minha; formalidade essa que me deu um trabalhão e demorou 6 dias para ser feito, de qualquer forma... É a primeira coisa minha que saí em 2014. Boa Leitura!

Nunca me lembrei ao certo como aconteceu, ou como pude me deixar envolver por aqueles olhos escuros e aquele sorriso de menino; mas geralmente são sabemos como explicar essas coisas, e tudo o que sei foi que aconteceu.

Eu estava no último período da faculdade naquele ano, apenas tendo que assistir as palestras e acompanhar os debates para poder construir o meu TCC¹; me lembro que era um dia de outono, e a sala estava meio fazia devido a grave do metrô, pois muitos haviam faltado. A Minha sorte é que o apartamento do meu irmão ficava próximo de onde eu estudava, e com isso, apenas pegando um ônibus eu poderia chegar lá.

Estava sentado em minha cadeira à observar os slides com gráficos sobre empreendedorismo e alcance de público. Assim como meu irmão, eu estava cursando Publicidade e Propaganda na Universidade de Nova York. Ele, por ser mais velho e ter entrado primeiro, já havia terminado o curso, e a cerca de dois anos estava trabalhando numa agência de um amigo nosso, uma tal de "Phoenix", e eu me sentia feliz com isso, pois também queria ingressar em alguma agência ou empresa do setor e fazer meu nome, como ele estava fazendo.

Lembro-me que naquele dia eu estava meio sonolento; a pesquisa que eu fazia como trabalho final não necessitava de nenhuma dessas informações; mas achei importante assistir aquela aula, pois alguma coisa relevante poderia sair dali.

Bocejei um pouco alto devido ao cansaço que pesava, e quando virei meu rosto involuntariamente para a esquerda; foi naquela hora que eu o vi.
Meus olhos se encontraram direto com ele; sentado ao longe, na outra bancada de cadeiras, sem muitas pessoas por perto.

Aparentemente era apenas um cara comum, mas nem mesmo eu sabia ao certo o porquê, mas naquele momento, ele me chamou a atenção.

O Cabelo castanho meio bagunçado; o semblante jovial, ainda meio de menino; os olhos castanhos claros, que observavam as explicações dadas pelo palestrante com grande concentração.

A Roupa simples, porém comportada, denunciava um rapaz dedicado ao que fazia, e isso era visível no brilho de seu olhar, que mirava intensamente a tela à sua frente, como se nada pudesse abala-lo ou tirar-lhe o foco.

Me senti estranho naquele momento; meu rosto queimou um pouco ao perceber que eu o estava observando demais. Virei-me novamente para a tela e poies-me a pensar em meus estudos. Afinal, o que tinha demais? Era apenas um cara comum e normal como qualquer outro; eu é que estava criando caso por qualquer coisa.

Fiquei ali, observando os slides e a cada minuto que se passava o sono pesava mais e mais em mim. Sentia que minha boca se abria mais que o normal à cada bocejo novo que eu entoava; não era algo típico de mim tal comportamento, entretanto, aquela aula não me servia de nada, e talvez por isso eu estivesse assim. Por isso e pelas longas horas dedicadas às madrugadas na tentativa de construir meu trabalho.

O Sinal de fim da aula veio como um alívio para mim; estava realmente precisando descansar. Iria para o apartamento de meu irmão e dormiria um pouco, para depois retomar meus afazeres acadêmicos.

Eu ainda morava com meu irmão nessa época, e somente vim a ter casa própria quando comecei a trabalhar, entretanto, naquele tempo, isso não me era uma preocupação, já que Ikki tão prontamente se dispunha a me dar tudo o que eu precisava; logo, eu vivia bem e feliz.

Caminhei para a saída da sala, e mais uma vez, sem entender bem o porquê daquilo, voltei meu olhar para aquele rapaz. Vi ele ao longe terminando de anotar alguma coisa em seu caderno e fechando o notebook.

Vi ele pacientemente guardar algumas coisas, enquanto que outras ele apenas jogou dentro da mochila de qualquer jeito. Sorri de leve com tal comportamento. Havia estudado matérias de psicologia nos semestres anteriores, e ao meu ver era o tipo de reação de quem era muito impulsivo e aos poucos tentava ganhar controle.

Vi então ele se levantar e vir na minha direção; nossos olhares se encontraram naquele momento; e devo dizer, a intensidade do dele era quase sufocante. Era um tom castanho muito claro, quase dourado, que me encarava com certa perplexidade, e aquilo realmente me inquietou.

Percebi então o quão ridículo eu estava sendo; havia ficado parado no meio da sala, com todo mundo saindo dela, apenas para observar alguém que eu havia visto naquele mesmo dia; e isso não era algo que eu faria normalmente.

Me dirige as pressas à saída, mas aí já era um pouco tarde. Vi ele passar do meu lado e mais uma vez nossos olhares se cruzaram. Nos encaramos sem cessarmos o andar por alguns segundos; e nesse pouco tempo, vi ele esboçar um sorriso simples e simpático para mim; algo debochado, meio de lado. E de idiota que sou, me encantei tanto com aquele gesto que um suspiro profundo escapou de meus lábios, enquanto senti meu rosto corar.

Vi o sorriso dele se alargar mais naquele momento, mas não dei mais nenhuma brecha; desviei o olhar e poies-me a andar mais rapidamente, tomando certa distância dele que ficara para trás.

Mas o que diabos foi aquilo? Porque eu dei tanta "bola" pra aquele cara?! Não, só podia ser o cansaço acumulado que estava me fazendo fazer essas coisas estranhas e agir tão fora do meu normal.

Pensei em ir direto para a parada do ônibus e ir pra casa, mas no caminho encontrei meus amigos Misty e Afrodite, e eles me convidaram para ir tomar um Café numa lanchonete ali perto; e eu, sem pensar muito prontamente aceitei. Café, sim, isso me deixaria mais desperto.

–--- X ----

– Então você deu bola pro cara? — Misty perguntou enquanto tomávamos um capuccino.

– Não exatamente, eu só olhei pra ele, e ele pra mim, e meio que... Sei lá, ele sorriu. — eu comentei meio desinteressado. Conhecia bem aqueles dois para saber o que iriam pensar e dizer sobre aquilo.

– Ai minha nossa, Shun, ele ta tão na sua. — Afrodite comentou gargalhando e Misty o seguiu. Eu apenas assenti negativamente com a cabeça. Era realmente ridículo que aqueles dois pensassem que um cara estaria a fim de você só porque sorriu pra você.

Tomei mais um gole do meu café e fiquei a observar o ir e vir de pessoas na Rua. Eu sabia que já deveria ter ido pra casa para continuar a escrever o meu TCC, mas por alguma razão eu não estava com a mínima vontade de ficar horas e mais horas digitando em meu notebook.

Caminhei com o olhar pelo ambiente externo; até que o vi. Sim, era ele, e estava do outro lado da rua, próximo a parada do ônibus. Ele conversava animadamente com alguns caras, e eu não conseguia para de olhar para ele.

Aqueles olhos e cabelos acastanhados; aquele sorriso debochado de garoto. Por que? Porque que isso me atraia? Era realmente uma questão a se pensar. Mas evidentemente eu não era do tipo que acreditava em "Amor" a primeira vista ou qualquer coisa do tipo; tão logo tudo isso não passava de uma série de coincidências.

Passei quatro anos estudando naquela universidade; quatro anos me dedicando ao meu curso, e em todo esse tempo, eu conheci todo mundo que cursava publicidade. Desde as turmas dos veteranos até as do mesmo ano que o meu. Entretanto, em todo esse tempo eu jamais o havia visto; e eu me lembraria de alguém como ele se o tivesse visto; mas não vi. E agora, ele me aparece do nada, no último semestre, e com apenas um simples olhar acompanhado de um meio sorriso ele me deixa assim? Encucado. Não, não mesmo.

– É ele? — a voz de Afrodite me tirou dos meus pensamentos. Eu o encarei confuso sem entender ao certo o que ele havia perguntado.

– Ele? — questionei com um aceno de cabeça.

– O Moreno de olhos castanhos? — Afrodite perguntou sem me encarar. Mantinha-se atento a todos os presentes na parada.

– Como? O Seiya? — Misty se pronunciou ao encara-lo e logo depois se voltar para mim. — É ele? — o sorriso no rosto dele era suspeito naquele momento.

– Não sei o nome dele, mas é o Moreno de olhos castanhos. — disse meio incomodado com aquilo.

– Ah, o gostoso do Seiya. Ele já comeu o Misty. — Afrodite comentou com extrema naturalidade; fato que deixou boquiaberto.

– Ai, cala a boca Afrodite, faz muito tempo. — Misty rebateu meio inconformado, mas aparentemente calmo.

Não sabia o que pensar naquele momento. As palavras de Afrodite e Misty de certa forma despertaram a minha curiosidade; entretanto, era apenas isso, curiosidade. Não havia mais nada ali e eu mesmo não permitiria que houvesse; não quando tenho mais com o que me preocupar na vida.

– Lá está o Argol, o Shiryu e o Souma. Os amigos dele. — Misty comentou enquanto ainda os observava.

– Você não transou com aquele Argol também? — A voz de Afrodite se fez presente, e aquela pergunta era sem dúvida algo extremamente constrangedor ao meu ver.

– Sim, também já me comeu. Mas o que é que tem? — Mais uma vez a total falta de vergonha e a maneira direta com que Misty abordava aquele assunto me assustou. Eu mantinha-me calado, apenas como ouvinte de todos aqueles disparates.

– Nada, só estou comentando. — Afrodite disse, dando por encerrado aquele assunto tão tenso.

Continuamos então a conversar amenidades, quando vi o tal "Seiya" e os amigos subirem num ônibus que passava. Sim, aquela era a minha deixa para poder finalmente ir para casa.

Me despedi de Misty e Afrodite e fui para o ponto. Pouco depois um ônibus veio e eu então pude ir para o apartamento do meu irmão.

Cheguei lá era já bem tarde; quase umas 18h. Eu sabia que Ikki chegaria apenas lá pelas 21h, então teria tempo de me preparar e estudar um pouco.

Fui para o meu quarto e tomei um banho demorado; coisa que eu sabia que me prejudicaria, pois com um trabalho de último semestre para entregar, tais perdas de tempo eram intoleráveis, e eu sabia bem disso. Cada segundo contava.

Troquei de roupa rápido e fui para cozinha; comi qualquer coisa mais "light" que tinha na geladeira e voltei ao meu quarto.

Agora, com a noite de Nova York já presente, liguei meu notebook e pude finalmente começar a digitar meu trabalho.

Consegui até ser produtivo naquele dia; escrevi umas cinco páginas com informações vitais para a minha pesquisa. Todavia, ao me lembrar de algumas coisa da aula de hoje, minha mente automaticamente se focou nas lembranças que eu tinha daquele cara: O Seiya.

Tentava me concentrar no que o professor havia dito, forçando assim uma lembrança específica; mas a imagem daquele homem, daqueles cabelos rebeldes e meio ondulados, daqueles olhos castanhos tão claros. Ah, não, isso não poderia estar acontecendo; ele era apenas um cara que eu havia visto numa das últimas aulas do curso; ele não poderia estar mexendo comigo daquela maneira.

Respirei fundo e resolvi fazer uma pausa. Já era quase 20h30, e apesar de saber que eu deveria tentar me concentrar em meus afazeres, aquelas lembranças do Seiya não me deixavam em paz. Preferi então dar uma leve pausa e me deitar alguns poucos instantes; meu irmão estava perto de chegar, e quando ele entrasse por aquela porta, iríamos jantar e eu retomaria a digitação.

Caí na cama abraçado ao meu travesseiro, e pouco a pouco sentia minha visão se escurecer enquanto as inúmeras e coloridas luzes que vinham do lado de fora do meu apartamento começavam a se desfocar, até tornarem-se escuridão total.

–--- X ----

Senti uma mão me tocar; e aquela voz tão conhecida e reconfortante chamar por meu nome. Abri os olhos lentamente e pude vê-lo ali, do meu lado, me encarando com um sorriso terno e carinho; um dos poucos que ele costumava dar e que até onde eu sabia, eram reservados unicamente à mim.

– Bom Dia, Shun, dormiu bem? — a voz dele era calma e compreensiva; mas aquele questionamento me causou certa estranheza.

– Bom Dia, Ikki. — rebate o cumprimento dele sem ao certo saber o porquê. — Que horas são? — perguntei ainda meio sonolento enquanto esfrega os olhos. E foi nesse momento que ao encarar a mesma janela que olhei antes de cair no sono, é que eu pude ver a enorme claridade solar que por ela entrava.

Me assustei ao ver aquilo. Como Assim? Já havia amanhecido? Fiquei perplexo com a possibilidade de ter dormido a noite inteira até de manhã.

– Já é de manhã, Shun, você dormiu a noite inteira. Quando eu cheguei ontem você já estava em seu décimo sono; então preferi não acorda-lo para o jantar; afinal, eu sei como é cansativo esses trabalhos finais, pois a dois anos atrás, era eu que estava em seu lugar. — ele explicou levantando-se e saindo do quarto logo em seguida.

Eu permaneci quieto e perplexo; não podia acreditar que havia dormido tanto assim... Eu havia planejado um cronograma de digitação, e agora eu estava no mínimo umas 20 folhas atrasado com o TCC. Agora sem dúvidas eu teria que virar a noite para conseguir colocar meu ritmo em dia, caso contrário atrasaria o trabalho.

Levantei-me e fui correndo para o banheiro; tomei um bom banho e logo em seguida fui a cozinha. Ikki já havia saído, pois ele pegava cedo na agência em que trabalhava.

Eu rapidamente comi algo que me pudesse forrar o estômago e logo em seguida parti para o computador.

Digitei meu trabalho e corrigi outras coisas a manhã toda; até mais ou menos a hora deu ir para a faculdade. Nesse último período eu não tinha muitas aulas, apenas as aulas de orientação com informações para a construção do TCC.

Tomei outro banho; troquei de roupa, peguei algum dinheiro que meu irmão havia me deixado para o almoço e parti.

–---- X -----

Cheguei na faculdade era mais ou menos 13h. A Essa altura eu já havia almoçado em um restaurante ali perto; e estava andando rápido para chegar no horário correto da aula.

Caminhava um pouco apressado, mas ainda sim de forma tranquila, quando ao longe avistei Misty e Afrodite conversando. E quão grande foi a minha surpresa ao ver que eles conversavam com aquele cara; o moreno do dia anterior.

Me aproximei deles de forma receosa; conhecendo aqueles dois eu sabia que boa coisa não poderia sair dali, e principalmente por eu ter falado daquele garoto pra eles ontem.

Será possível isso? Eu não podia não ao menos falar de um cara com esses meus amigos que eles já me colocavam dentro dessas "tretas".

Cheguei e cumprimentei a todos de maneira imparcial; afinal, mesmo não conhecendo aquele cara, ele era amigo de Misty, ou ex, não sei, e de certo modo seria bom me regrar de educação em tal circunstância.

– Boa Tarde, Shun, querido, tudo bom? — Afrodite se manifestou em um cumprimento mais estendido, e eu prontamente o rebati.

– Tudo sim. — fui direito e simples em minha resposta.

– Shun, querido, creio que ainda não o apresentei; este é o Seiya. — Misty me apresentou dando uma leve piscada de olho pra mim.

Eu corei levemente; aquela era a confirmação de que meus temores estavam certos; eles estavam fazendo "panelinha" pra mim ficar com aquele cara; mas era muita falta de vergonha na cara daqueles dois; entretanto, eu não iria destratar o rapaz que eu nem ao menos conhecia, e preferi entrar naquele jogo, pelo menos por enquanto.

– Olá, tudo bom? É um prazer conhecê-lo Seiya. — Fui extremamente educado. Não poderia e nem queria passar uma expressão de desconforto.
– Tudo bem, é um prazer. — A voz dele saiu e foi como se algo intenso se chocasse dentro de mim. Era uma voz jovial, de menino, mesclada a tons mais graves e másculos; um misto de eloquência que me deixou desnorteado por alguns poucos segundos.

Sorri de leve e corei novamente; ah, mas que droga, porque isso? E porque comigo?!

Misty e Afrodite se olhavam naquele momento; e os sorrisos devassos presentes em seus rostos me deixavam desconcertado e desconfiado.

Seiya então se pronunciou novamente, e começou a conversar com Misty a respeito de algumas coisas. Festas, viagens, pessoas e coisas que aparentemente eles tinham em comum e que haviam vivido no tempo em que "estavam juntos".

Misty sorria e aparentemente lembrava das ditas situações, enquanto eu e Afrodite permanecíamos calados à observar.

Pouco depois, recebi uma cotovelada dele, que me chamou para conversar algo em um lugar mais reservado. Eu prontamente fui.

– E então, o que achou? Gostoso, né? — Ele não poupou as palavras. Pois foi isso mesmo que Afrodite me perguntou naquele momento, enquanto estávamos mais afastados.

– Eu não sei, mas me diga, que circo foi esse? — perguntei ligeiramente aborrecido.

– Circo, querido? Do que está falando? — A perplexidade se formou no rosto dele.

– Só porque eu falei dele ontem, não quer dizer que você e o Misty tinham o direito de fazê-lo vir me conhecer, mas o que é isso? — perguntei visivelmente chateado com aquela situação.

– Shun, meu amor, presta atenção. Foi coincidência ele estar passando por aqui e o Misty o chamar para conversar. Nós não bolamos nada, e tão pouco estávamos jogando o carinha pra você. E pensa só, ele é um dos antigos ficantes do Misty, você acha legal isso? — A pergunta de Afrodite soou como algo instigante e ao mesmo tempo desmotivante. Não que eu realmente esperasse ter algo com aquele cara, não, longe de mim. Eu apenas o havia achado atraente de certo modo, mas sendo ex do meu amigo, seria melhor realmente ficar de fora.

– Não estou dizendo isso Afrodite, acontece que foi o que pareceu. — comentei tentando me justificar. Não que eu de certo modo precisasse.

– Eu sei, querido, mas relaxe, não precisa ficar tão tenso. Apesar de que é evidente que ele mexeu com você. — ele comentou dando um daqueles sorrisinhos perigosos que ele tinha.

Eu suspirei e preferi não aparentar mais desconforto do que eu já estava aparentando. Caminhamos de volta aonde Seiya e Misty estavam, e logo os olhares de ambos caíram sobre nós.

Senti o tal Seiya me encarar com intensidade; um brilho forte e diferente emanava de seu olhar. Era como algo desafiador, que me instigava mais e mais à alguma coisa, eu só ainda não sabia o que era.

Aquele sorriso dele, meio de lado, com um ar de deboche era outra coisa que me intrigava. Tudo nele era realmente atrativo e misterioso. E por alguma razão esse misto me atraia e muito.

– Bem, eu e o Dite temos que ir pra aula Shun, nos vemos depois. Tchau querido, e a você também Seiya. — disse Misty se despedindo; me dando um abraço e saindo com Afrodite logo em seguida.

Ficamos então apenas e o Seiya. Eu estava nervoso, mantinha-me cabisbaixo; não queria olhar pra ele e ter o risco de corar por qualquer motivo que fosse.

Mas não teve jeito, encarei-o por poucos segundos; sorri levemente e disse que também iria para a aula.

Ele confirmou que também tinha aula e disse que estávamos na mesma sala, logo, iríamos para o mesmo local.

Aquela maneira que ele me falou sem dúvida me deixou sem chão; não é que eu não apreciasse a companhia dele, mas algo dentro de mim me alertava para aquilo.

Começamos então a caminhar em silêncio em direção a nossa sala.
Pensamentos então começavam a povoar a minha mente de diversas maneiras; eu me sentia estranho ao estar perto dele; afinal, foram anos que eu estudei nessa faculdade e nunca o havia visto, e agora, ele aparecia e entrava na minha vida — com um pouco de ajuda de Misty e Afrodite. — me deixando ainda mais confuso e intrigado.

Olhei para ele de rabo de olho e a sua expressão me era bastante interessante.

Ele mantinha uma ligeira seriedade no rosto, mas com um sorriso bem leve, quase imperceptível estampado nos lábios. Era fascinante; ele me parecia tão "moleque" na sua maneira de se comportar, e ao mesmo tempo passava uma maturidade que pouco se encontrava em garotos da nossa idade. E aquilo também me chamou a atenção.

Comecei a encará-lo mais diretamente enquanto caminhávamos; até que ele notou e virou o rosto pra mim.

– O que foi? — ele perguntou deixando que um brilho diferente aparecesse em seu olhar; o mesmo de antes. E também, aquele sorriso de lado, tão típico dele que me encantava.

Corei levemente ao perceber que havia sido flagrado, e agora teria que inventar algo.

– Não, não é nada. — comentei simplesmente; me desviando de qualquer outro possível questionamento que ele fizesse.

– Então porque estava me olhando? — ele perguntou deixando aquele sorriso se abrir mais.

– Não, é que... — meu coração começou a bater mais rápido. Pausei meu comentário naquele momento no intuito de não criar uma situação ainda mais desconfortável, mas realmente eu não sabia o que dizer. — Eu sempre estudei publicidade aqui, e conheço todas as turmas, mas eu nunca te vi. — comentei tentando me manter sóbrio; fora que também estava interessado nessa questão.

– Ah, sim... — ele rebateu desviando a atenção de mim e fitando o ambiente a frente. — Eu estudava no turno da noite; por isso que você não me conhecia. Entretanto, com meu novo estágio, eu tive que mudar nesse último semestre para o turno da tarde. — explicou ele.

– Humm, entendo. — disse somente.

– Sorte minha que o Misty estudava aqui nesse turno, assim como outros amigos meus. — ele comentou sorrindo mais debochadamente.

– E você conhece o Misty de onde? — A pergunta saiu quase que automática da minha boca. Eu mesmo não acreditava que tinha perguntado aquilo. Eu sabia que ele e o Misty haviam tido algo no passado, mas até então eu estava convencido que era algo que não me interessava, que não era da minha conta; pelo menos até fazer aquela pergunta.

Encarei ele bastante ruborizado e tenho certeza que ele percebeu; a seriedade no rosto dele tomou uma forma mais visível; e eu me perguntava se o havia ofendido com aquilo.

Ele sorriu meio de lado e balançou a cabeça negativamente, como se procurasse mentalmente a resposta para me dar, mas descartasse a que lhe tinha vindo a mente naquele instante.

– Misty e eu nos conhecemos de muito tempo. Ele e eu vivemos muita coisa juntos. — Ele disse somente. Obviamente, por saber da própria boca do Misty que eles já tinham ficado, eu imaginava o que seriam essas "muitas coisas".

Entretanto eu preferi me aquietar. Não era da minha conta, e ele também não deu prosseguimento a resposta. Todavia, aquilo me incomodou; não que eu quisesse saber de tudo o que havia rolado, mas algo dentro de mim me incomodava bastante, como uma ânsia de saber mais sobre ele.

Chegamos a sala de aula e eu fui para meu canto em silêncio; já havia passado vergonha demais para um dia só e eu jamais me perdoaria se eu continuasse a ser tão inconveniente com alguém.

Sentei na minha carteira habitual e para a minha surpresa ele sentou na do lado.

Eu o encarei totalmente vermelho e curioso; enquanto o via retirar os cadernos e o notebook da mochila. Ele me olhou de lado e deu um sorriso leve com um ligeiro aceno de cabeça, e tão logo voltou à atenção para a grande tela à frente.

O Professor chegou em seguida e deu início a aula.

–---- X -----

O Tempo passava e a aula continuava. E mais uma vez, nenhuma das informações passadas era útil para o tema que eu havia escolhido pro meu TCC.

Seiya por outro lado, parecia interessado em quase tudo que o professor dizia, pois sempre fazia qualquer anotação em seu caderno e pesquisava coisas na internet. Aparentemente, o TCC dele deveria ter haver com aquilo, e muito provavelmente aquelas aulas eram mais que interessantes para ele.

Mas de fato, algo que me chamou atenção naquele momento foi a maneira como ele era dedicado aquilo; pois cada movimento dele, cada coisa que escrevia, cada olhar que ele lançava para a tela de Slides mostrava o quanto ele era um aluno empenhado, e essa era uma qualidade admirável ao meu ver.

Continuei a observá-lo de forma discreta, mas ele infelizmente percebeu e se voltou para mim.

– Que foi? — Ele perguntou de forma debochada, como aparentemente era tão comum dele. Eu apenas encabulei mais ainda e sorri de leve; negando com a cabeça que não era nada.

O Resto da aula aconteceu de forma normal. O professor explicava as coisas e nós tentávamos encaixa-las em nossos TCCs. Infelizmente, para mim nada daquilo era importante; todavia em determinada parte da explicação, uma menção interessante à determinada técnica de marketing foi falada; menção essa que tinha e muito haver com meu trabalho.

Seiya ao meu lado também se interessou e muito; fato que me chamou a atenção. Será que ele estava desenvolvendo algo semelhante ao meu para sua apresentação final?! Tais pensamentos povoaram minha mente, mas preferi me concentrar neles em outro momento.

Recebemos as explicações e logo mais a aula estava encerrada. Todos começavam a sair da sala, e foi nesse momento que eu me virei para ele tomando coragem de perguntar.

– Sobre o empreendedorismo dentro da Publicidade, eu vi que você se interessou; é algo referente ao seu TCC? — a pergunta foi bem técnica; na verdade eu não queria passar uma impressão de que queria me meter no trabalho dele, ou elevar aquela nossa "relação" para algo mais próximo, pois até onde eu sabia, eramos apenas colegas de turma e nada mais.

– Sim, eu estou tentando implementar as diferentes técnicas de empreendedorismo publicitário em parte do meu trabalho; não é algo muito fundamental, mas é importante. — a resposta dele também foi bem técnica; e apesar deu esperar por isso, eu senti falta do ar descontraído que ele sempre aparentava ter.

Vi ele guardar as coisas e se levantar para ir embora. Eu mesmo não me importei muito; ele deveria ter muitas coisas para fazer e assim como eu, um trabalho enorme para digitar. Entretanto, algo dentro de mim não gostou daquele final "por isso mesmo" que se instalou. Eu não queria, mas era mais forte que eu; era uma necessidade de estreitar aquela "relação", se é que eu poderia chamar aquele coleguismo repentino disso.

– Bem, meu TCC é sobre Aplicações de Empreendedorismo em Agências de Publicidade, e como isso afeta no desempenho e na dinâmica de produtividade da agência. Eu poderia te passar algumas informações se quisesse. — comentei já bastante envergonhado. Ele já havia se afastado algumas cadeiras e já caminhava para ir embora. Vi ele me olhar por sobre o ombro e sorrir levemente; e nesse momento, seu olhar transmitia aquela mesma intensidade de antes.

– Claro, será muito bom e me ajudaria muito. — ele falou de forma simpática; e eu apenas assenti.

Saímos da sala e caminhamos pelos corredores da Universidade. Descemos as escadas e fomos em direção ao grande saguão do térreo.

– E então, você vai para algum lugar agora? Pois seria ótimo fazermos uma troca de informações. — ele comentou interessado.

– Bem, eu iria para casa continuar meu TCC, mas posso... — tentei falar algo, mas fui cortado.

– Beleza então, vamos para a sua casa. — ele disse com um sorriso encantador estampado nos lábios.

Eu fiquei vermelho novamente; não que eu pudesse ver isso, mas eu sentia o meu rosto queimar, e sinceramente; detestava isso.

Esse garoto estava conseguindo me deixar vermelho de forma muito fácil; era como se o simples jeito normal dele agir me deixasse vermelho e totalmente desconcertado.

Eu mesmo já havia perdido a conta de quantas vezes ele havia me deixado envergonhado naquele dia, e de certa forma, sem nem se esforçar ou perceber.

Não tive defesas naquele momento; eu mesmo havia me disposto a ajudá-lo com aquilo, e negar agora seria uma ofensa muito grande. Tão logo, aceitei a sugestão dele e fomos para o apartamento que eu dividia com meu irmão.

–--- X ----

Chegamos ao apartamento cerca de uma hora depois que saímos da faculdade. Geralmente eu costumava chegar mais cedo, mas o ônibus havia se atrasado.

Entramos e eu lhe mostrei o local. Estava um pouco bagunçado, já que eu não dispunha de tanto tempo para arrumá-lo, e Ikki não fazia questão também.

Por todos os lados eram roupas, cuecas, pastas, desenhos e esboços de campanhas.

Olhei para ele meio nervoso, e tentei explicar aquela bagunça, mas ele me disse que estava tudo bem; que as pessoas criativas são assim mesmo; e que nada pode ser criado sem que haja um pouco de caos nesse processo; e eu particularmente sabia disso, afinal, minha faculdade era de publicidade, e essa citação eu aprendi no primeiro semestre.

Expliquei para ele que morava com meu irmão mais velho, e ele era empregado numa agência chamada "Phoenix".

Ele, devido ao ramo em que estávamos, se interessou bastante, até porque a Phoenix estava em evidência no mercado.

Fomos então para meu quarto, e lá eu liguei o notebook e peguei alguns livros de publicidade e empreendedorismo que eu tinha. Disse para ele ficar a vontade; colocar a mochila na cama, tirar os sapatos e coisas assim... Ele evidentemente não se fez de regrado e seguiu minhas orientações.

Foi nesse momento então que eu comecei a prestar mais atenção nele. Na pele bronzeada, nos cabelos castanhos escuros, nos olhos também castanhos e no porte físico atlético que ele parecia ter por baixo daquela roupa. Não que eu fosse me ater a esses detalhes, mas, era algo chamativo sim.

Logo, ele se voltou para mim e sorriu novamente; só que dessa vez, de uma forma mais terna e carinhosa; algo que novamente me deixou encabulado e sem chão.

Respirei fundo e resolvi me concentrar no que era realmente importante: o nosso trabalho de TCC.

Busquei na internet algumas informações enquanto repassava para ele alguns pontos que eu julgava interessante em minha pesquisa. Ele rapidamente pegou seu caderno e notebook e começou a tecer comentários e anotações a respeito do que eu dizia.

Toda a conversa se deu de forma coerente e técnica, e apesar de ser isso que eu buscava, algo dentro de mim se inquietava com tanta formalidade. Claro, como eramos estudantes do ramo, era natural que tantos termos universitários fossem usados, mas mesmo assim tudo isso era algo que me deixava ansioso; ansioso por algo que nem mesmo eu sabia o que era.

Ele me ajudou também em minha pesquisa, pois após explicar o tema que eu escolhi pra ele, ele prontamente me passou alguns dados que eu achei bastante relevantes, e os considerei para meu trabalho.

Após uma boa tarde de pesquisas, já vi que o relógio marcava 16h35; uma hora já bem adiantada, e resolvi lhe oferecer um lance. Ele me confessou que estava realmente com alguma fome, e fomos para a cozinha, onde servi alguns biscoitos com suco pra nós.

Aquele ambiente agora pedia uma certa descontração, que evidentemente não se fez presente devido a falta de interação "pessoal" entre nós. Eu não achava que seria tão difícil conversar sobre algo mais natural com ele, afinal, ele estava na minha casa, e estávamos nos ajudando na criação dos nossos TCCs, então, num nível tão avançado, porque era tão difícil para mim conversar "amenidades" com ele.

– E então, você faz estágio aonde? — perguntei apenas para quebrar o silêncio.

– Eu trabalho como assistente de produção televisiva numa grande rede de TV aqui em Nova York. — ele respondeu sorridente. — E você? Onde faz estágio? — ele perguntou interessado.

– Bem... — fiz uma breve pausa e baixei levemente o rosto. — Eu ainda não consegui o estágio obrigatório desse fim de curso, então para mim as coisas serão mais difíceis. — comentei tentando descontrair o assunto. Era realmente vital que eu conseguisse o estágio, pois a Universidade obrigava os alunos; entretanto, todos os bons cargos disponíveis já haviam sido ocupados e restavam poucas vagas, eu tinha que me apressar nessa questão.

– É melhor começar logo, será bem melhor, pelo menos você estagia em um trabalho que goste. — Ele falou como se tentasse me reconfortar.

Eu apenas sorri; e logo terminamos o lanche e voltamos para o quarto.
As luzes de Nova York começavam a se acender; a noite na grande "Selva de Concreto" começava a cair, e o relógio já marcava 17h02.

Voltamos a estudar e eu percebia nesse momento que ele me encarava de uma forma estranha; mais direta, mais analítica.

Aquilo era outra coisa que me incomodava de certo modo, apesar de que aquele estranho interesse dele naquele momento me deixava curioso.
Continuei a explicar alguma coisa ou outra até que recebi um comentário um tanto informal da parte dele.

– Seus olhos... — ele fez uma pausa e me olhou intensamente, coisa que me fez corar e encara-lo. — Eles são de um verde muito intenso. — as palavras saíram em um tom quase hipnotizante da boca dele; e é claro que aquilo não poderia deixar de me constranger. Sorri de lado e baixei a cabeça, voltando a explicar qualquer coisa sobre o meu trabalho.

– Na verdade, olhando bem, você é muito lindo... — ele lançou mais esse comentário direto, o que me fez encara-lo com certa curiosidade e rubor. Meu coração então começou a bater mais fortemente; meu rosto a corar violentamente e minhas mãos a tremerem levemente.

Engoli a seco e o encarei; o sorriso estampado no rosto dele, e aquele mesmo olhar de antes, carregado de um brilho luxurioso tornavam aquela visão dele um convite para o "infinito e além". Convite esse que eu lutava com todas as forças dentro de mim para aceitar ou não.

– O-O-Obri..gado. — consegui dizer quase gaguejando um agradecimento imparcial sobre os elogios, mas foi ai que algum tipo de gatilho foi disparado.

Ele se aproximou de mim, e sua expressão era totalmente enigmática naquele momento. Aproximou-se até nossos rostos estarem bem próximos, e a ponto deu poder sentir a sua respiração mais densa.

Logo ele tocou suavemente meu rosto, e fixou seu olhar no meu; era uma sensação muito estranha e ao mesmo tempo reconfortante. Foi então que aconteceu... Seus lábios tomaram os meus sem nenhum tipo de permissão ou suavidade. Ele me beijava de uma forma quente e intensa. Uma voracidade tão grande se fez presente que qualquer lapso de raciocínio que eu poderia ter naquele momento se foi de imediato; dando lugar apenas as sensações que meu corpo tanto ansiava sentir.

O peso do corpo dele caiu por sobre o meu, enquanto nós dois deitávamos sobre a cama. Sentia o beijo dele cada vez mais intenso e caloroso; e meus gemidos entre aquela briga que nossas línguas travavam era como o combustível que alimentava o fogo que estava sendo gerado entre nós.

Senti ele encaixar o corpo dele no meu, enquanto afastava delicadamente as minhas pernas. As mãos dele passeavam com suavidade e desejo por meu corpo, subindo levemente a minha camiseta, expondo meu abdômen.

Ele mordeu meu lábio inferior e o puxou levemente, me fazendo arfar com aquela carícia. Nossos corpos começaram uma involuntária fricção devido aos movimentos luxuriosos e a proximidade de ambos: estávamos colados um no outro.

O roçar de nossos corpos eram caloroso e intenso; sentia meu corpo começar a esquentar e meu membro começar a despertar a cada nova fricção que fazia nossas roupas rasparem uma na outra.

O Volume no meio das pernas dele já era algo bastante notável; eu poderia sentir o membro ereto dele pulsar a cada segundo dentro do jeans, como se quisesse rasgá-lo a qualquer momento e se libertar. A Boca dele explorava com voracidade e desejo a minha, e seus toques estavam me enlouquecendo.

Meu membro despertou por completo então, roçando no dele ainda dentro das roupas, e virado para a direita. Sim, eu podia sentir isso com precisão; Seiya não era do tipo que decepcionava. Os seus toques mostravam a sua experiência, e seu membro altivo declarava seu potencial. Era inebriante.

Já fora de mim, eu levei minhas mãos a suas nádegas, apertando-as, fazendo-o gemer entre nosso beijo.

Ele retirou minha camiseta poucos instantes depois, revelando meu peitoral e abdômen. Iniciou-se então uma nova e deliciosa sensação em mim; ao sentir que a língua dele, tão quente e úmida, começou a percorrer meu pescoço e foi descendo por meu corpo.

Eu gemia e arfava naquele momento; minha respiração já estava descompassada e minha mente totalmente desfocada. Mordidas, sucções, lambidas e toques ousados podiam ser sentidos por todo o meu corpo, e eu não me lembrava de quando alguém em minha vida havia me feito sentir algo tão intenso e tão prazeroso.

Logo, pude senti-lo abocanhar meus mamilos e dar a eles um tratamento de prazer descomunal. Eu gritei nesse momento ao sentir o dentes dele em contado com minha pele tão sensível.

Depois, vi ele descer por minha barriga até chegar ao cós do meu cinto. Em seguida, ele retirou meu sinto e desabotoou o zíper da minha calça de forma lenta, enquanto me encarava com aquele sorriso lascivo de cafajeste que ele tinha. Sorriso esse que me deixava louco de tesão.

Minha calça foi retirada juntamente com minha cueca, revelando meu membro ativo, já necessitado de alívio. Ele o tocou com firmeza e iniciou um movimento rítmico que me deixou alucinado. Eu mesmo não poderia crer no que estava havendo... Minutos atrás eu e ele estávamos apenas conversando normalmente, e agora ele me masturbava com maestria e ferocidade; era muito excitante tudo isso.

Ele parou e disse que não queria que eu gozasse logo, pois queria me ver gritar e gemer ao gozar junto com ele. A maneira como ele falou isso foi sem dúvida muito vulgar, mas me deu ainda mais tesão e vontade de continuar aquela nossa "diversão".

Ele me puxou naquele momento me dando mais um beijo, me enlaçando pela cintura e tomando meus lábios com vontade. Sentia meu corpo nu roçar no dele ainda com roupas, e aquilo, apesar de excitante era desconfortante.

Levei minha mãos a sua calça e retirei seu sinto, desabotoando o botão dela e descendo o zíper. Lá, a boxer preta dele se fez presente e também o enorme volume do pênis apontado para a direita.

Comecei então a esfregar seu membro por cima da cueca, e nossa, que sensação maravilhosa. Era tão quente e pulsante. Ter um pedaço de carne tão suculento e maciço como esse ao meu dispor me deixava ainda mais ansioso e entusiasmado. Seiya sem dúvida despertava meu lado mais "quente".

Ele gemia e erguia a cabeça para o alto enquanto eu continuava a esfregar seu membro por sobre o tecido. Tomei coragem e então adentrei com a mão dentro da cueca para poder senti-lo a carne viva.

Toquei levemente a cabeça e melei meus dedos com algo; e ao retirar a mão vi que ela estava lambuzada de líquido pré-gozo. Ele realmente estava excitado.

Ergui meu semblante em puro rubor até encontrar seus olhos. Eles refletiam desejo e prazer, e para mim, aquilo era como um pedido mudo para que eu continuasse; e foi exatamente o que fiz.

Enlacei sua cintura e comecei a subir a camiseta dele; até tira-la por completo por cima da cabeça; e foi nesse instante que eu pude contemplar todo aquele maravilhoso corpo dele.

Os músculos dos braços, bícepes, ombros, peitoral e abdômen eram muito mais definidos do que eu imaginava, e isso só me deixou ainda mais excitado.

Levei minhas mãos à percorrer e sentir o calor que emanava daquela pele tão bronzeada; daquele corpo tão másculo; e sentia o olhar dele sobre mim, acompanhando cada movimento.

Logo, num ímpeto de desejo, o virei para o outro lado e o empurrei com força por sobre a cama; o beijando vorazmente e intensamente naquele momento; tomando seus lábios com a mesma luxúria com o qual ele tomou os meus.

Desci com minha língua arrancando gemidos dele, até os fortes peitorais. E lá, dei o mesmo tratamento que ele deu nos meus, deixando-os vermelhos das fortes sucções que eu realizava.

Seiya gemia e arfava com meus toques e isso me deixava orgulhoso; eu o estava satisfazendo, assim como ele a mim.

Continuei a descer até chegar em sua calça. Lá, o volume apontava com vigor e isso só me fazia querer ainda mais aquele homem. Eu já havia perdido todo o meu discernimento naquele momento, e agora eu pouco ligava para o que viria depois. Aproveitar o momento era a única coisa que eu tinha em mente, e com um homem desses comigo, como não aproveitaria, não é mesmo?!

Segurei seu membro com força por sobre a cueca, fazendo-o gemer e me encarar com uma expressão sofrega.

– Anda logo. — ele disse com impaciência, e isso me fez sorrir.

Desci então a calça jeans à retirando por completo; restando apenas a cueca boxer preta entre mim e o pulsante membro dele. Vi que na direção em que o pênis dele apontava a cueca estava melada de uma macha escura. Um tom mais escuro que o preto da própria cueca, e isso evidenciava a excitação prolongada dele.

O membro pulsava e latejava, suspendendo a veste como uma tenda, ansioso por ser aliviado, e aquela cena me deixava quase entorpecido ao imaginar o que estava por vir.

Levei minhas mãos aquela cueca e a abaixei, a retirando dele e finalmente revelando aquele membro moreno a minha frente.

Vigoroso, pulsante, com veias que se estendiam por toda a extensão. Uma glande rosada e totalmente encharcada de líquido pré-gozo, com o prepúcio ainda para ser arregaçado.

Suspirei em profundidade, levando minha mão a ele e arregaçando aquele prepúcio por completo. Ele gemeu nesse momento, e foi ai que eu me abaixei, levando minha língua a provar de leve aquele néctar transparente que dali emergia.

Salgado. Levemente Salgado. Era esse o sabor que meus lábios degustaram. Lambia levemente enquanto o via me encarar com intensidade. Vi ele morder os lábios quando passei a língua em movimento circular pela glande.

A respiração dele já estava exaltada, e eu também não me aguentava mais. Abocanhei o membro dele com vontade o tomando por completo em meus lábios.

– Ah, caralho. — ele gritou enquanto gemia com minha sucção.
Eu chupava com intensidade aquele pênis, ele tinha um sabor viciante que eu estava adorando. Tentava engolir o máximo possível, mas era muito grande para mim, tão logo, conseguia colocar apenas até a metade dentro da boca.

Continuei a chupá-lo com intensidade por vários minutos. Lambia, chupava, mordia levemente e buscava senti-lo cada vez mais com a minha boca. Aquele sabor salgado estava me viciando apenas com essa degustação saborosa.

Logo senti suas mãos mergulharem em meus cabelos, e ele mesmo começar a conduzir o movimento. Era algo selvagem e incontrolável, e apesar deu começar a achar difícil e quase engasgar ao sentir aquele mastro penetrar fundo minha garganta; a sensação de prazer que eu sentia podia compensar todo e qualquer desconforto momentâneo.

Ele continuou a conduzir o momento de forma rítmica e intensa, o que me deixava ainda mais excitado. Entretanto, logo ele parou, me puxou pelos cabelos e me beijou com certa suavidade; o que de fato eu estranhei; já que o comportamento e natureza selvagem que ele tinha não permitia tal atitude; pelo menos não em meio a isso.

Nossos corpos roçavam agora, meu membro ereto e pulsante chocando com o dele enquanto a fricção do meu corpo se chocava com força a lascívia nos músculos dele.

– Eu não quero gozar sozinho. Quero ouvir você gemer e gritar ao gozar junto comigo. — ele sussurrou em meu ouvido; repetindo as mesmas palavras de antes; me deixando totalmente arrepiado com aquele timbre de voz tão grosso e sedutor.

Em seguida, ele se virou, me deixando por baixo e voltou a me beijar. Tão logo, ele se ergueu; levando as minhas pernas a altura de seus ombros, apoiando-as neles. Posicionou-se na minha frente, e com um sorriso devasso, começou a roçar a cabeça molhada de seu membro em minha entrada.

Eu gemi, era uma sensação muito deliciosa sentir aquele líquido sendo passado por sua pele, e principalmente em um ponto tão sensível.

Logo mais ele iniciou a penetração. Forçou uma vez e não entrou. A resistência era grande, e não era que eu não quisesse ou estivesse relaxado, mas como seria minha primeira vez, então era algo complicado.

Ele forçou mais uma vez, com um pouco mais de ímpeto e conseguiu romper minha defesa, penetrando-me com a cabeça lambuzada. Eu gemi de tesão, enquanto sentia meu rosto e meu reto queimarem.

Ele então foi se introduzindo lentamente dentro de mim, e a cada centímetro sofregamente colocado em meu interior, um forte afago podia se ouvir emergir de sua boca.

O Silêncio tomou conta do ambiente, apenas nossas respirações eram ouvidas; e eu não acreditava que estava me entregando pela primeira vez há um cara que eu mal conhecia, e na minha própria casa; era realmente o cúmulo aquilo. Eu havia quebrado todas as barreiras, atravessado todas as fronteiras e passado por todas as linhas; agora era meio tarde para voltar, e tudo que eu podia fazer era deixar Seiya me conduzir por essa imensidão de sensações deliciosas.

Ele então entrou por completo em meu interior, e eu me sentia sendo rasgado por dentro; a sensação era incomoda, e a queimação era muito forte.

Eu respirei fundo enquanto encarei Seiya. Ele estava parado. A franja castanha caindo por sobre os olhos, não dando pra enxergar o que eles diziam em seu silêncio.

Passado alguns instantes ele se moveu, saindo até a metade e se enterrando novamente em mim. Eu gritei, era deliciosamente prazeroso e doloroso; e mesmo assim, ele continuou.

– Você... é... muito... aper...tado... — ele gemia enquanto me possuía com voracidade.

Eu apenas conseguia arfar e gemer, pois nada coerente saia de meus lábios.

Ele com o tempo começou a ir cada vez mais rápido e mais fundo, e em dado momento, agarrou meu membro pulsante e começou a masturbá-lo na mesma velocidade em que se arremetia dentro de mim.

Não demorou e nós dois estávamos entregues ao prazer. A dor já não era mais presente, e a fricção interna dentro de mim só me fazia gritar mais e mais alto a cada nova entocada. Sentia ele me atingir lá no fundo, e a cada vez era um gemido alto que saia de mim.

Logo, me derramei em sua mão, ejaculando fortemente e deixando que os jatos saíssem e imundassem a mão dele, assim como a meu abdômen.
E foi nesse mesmo instante, que senti o pênis dele pulsar com intensidade e inflar dentro de mim. Ele ergueu a cabeça ao teto e com um último urro de tesão, se derramou-se por completo dentro de mim.

Eu quase desmaiei de tesão naquele momento. Sentia-me ser preenchido por um líquido muito quente e espeço. Sentia até a intensidade e quantidade de jatos que me umedeciam por dentro.

Ele caiu por sobre mim naquele momento. E ficamos ofegando alguns instantes; esperando que nossas respirações e batimentos se normalizassem.

Para mim, aquele havia sido um momento incrível, porém, impulsivo. Eu havia me entregado há um completo "desconhecido" por assim dizer, e esse não era o tipo de comportamento que eu esperava de mim.

Minha mente começou então a raciocinar sobre aquela situação, me apresentando todos os possíveis problemas que eu poderia ter com aquilo. Problemas esses que poderia ser bem graves.

Me virei para Seiya para tentar falar algo, mas antes mesmo que as palavras viessem a minha boca, ele a tomou em mais um beijo.

Carinhoso e calmo; agora era assim que ele me beijava, e eu não pude deixar de correspondê-lo; pois de certo modo, eu estava me sentindo amado ali.

– Você é incrível, o melhor que eu já tive. — ele comentou após apartar o beijo; e aquele olhar dele caia sobre mim novamente, dessa vez, com um brilho ainda mais forte que anteriormente.

– Seiya, eu... — tentei dizer algo, mas ele me interrompeu.

– Não diga nada, apenas deixe acontecer e viva o momento. — ele falou sorrindo, e me dando selinhos leves em sequência.

Começamos a conversar então sobre o que tinha acontecido e o que estava por acontecer. Ele me disse que eu era incrível, que estava nas nuvens por ter vivido aquilo comigo, e eu realmente me sentia o homem mais feliz do mundo por isso.

Perguntei a ele, num ímpeto de curiosidade, sobre a relação dele com Misty, e ele prontamente me disse que as coisas entre ele e Misty aconteceram a muito tempo, na época em que ele ainda estava entrando na faculdade. Disse que namoravam um tempo, e que até rolava Sexo, mas nada comparado ao que tinha sido comigo, e essas palavras me faziam abrir meus melhores sorrisos para ele.

Me levantei e tomei um banho rápido, apenas para me limpar. Confesso que foi difícil sentir a água tocar minha bunda, pois o ardor se fez presente, mas logo passou.

Ele foi depois de mim, e pouco depois estávamos vestidos, e o ambiente, apesar de ainda ter um forte cheiro de Sexo, permanecia o mesmo de antes, apenas com a cama mais bagunçada que o normal.

Olhei para o relógio e vi que eram quase 21h; a hora em que meu irmão Ikki costumava chegar.

E no mesmo instante que tão percepção veio a mim, foi quando Ikki entrou pela porta da Sala me chamando. Fui então a seu encontro e Seiya veio logo atrás de mim.

Ikki me abraçou e encarou Seiya de forma curiosa, como se perguntasse quem era esse que estava em meu apartamento.

– Ikki, esse é o Seiya, um amigo meu. — o apresentei, e vi que meu irmão, ainda meio desconfiado estendeu a mão para ele.

– Prazer Ikki, sou o namorado do Shun. — as palavras saíram da boca dele e eu quase enfartei ao ouvi-las. Como é que era? Namorados?!

Ikki arregalou os dois olhos, e após o termino do cumprimento ele fechou a cara. Olhou de Seiya para mim e de mim para Seiya, mas principalmente para mim. Os olhos dele estavam meio cerrados, e a cara de bravo era visível.

Seiya apenas o encarava de forma debochada, não se intimidando nenhum um pouco com a atitude dele.

– Bem, Shun... — meu irmão se pronunciou sem deixar de encarar Seiya. — Está na hora do jantar, o que quer pra comer? — ele perguntou se referindo a mim, e isso era um pedido mudo para que Seiya fosse embora.
– Boa pergunta cunhado, e então amor, que jantar o quê? Eu posso pedir pizza, eu pago. — ele disse me enlaçando pela cintura e me puxando pra perto dele; deixando nossos corpos muito próximos.

Olhei meio receoso para Ikki e ele estava quase "botando um Ovo" ali.
– Olha rapaz, na minha casa, eu que pago as contas. — meu irmão elevou o tom de voz, chamando a atenção de nós dois. — E pizza tá ótimo. — disse ele ainda sério, indo em direção ao telefone na cozinha.

Olhei para Seiya com total incredulidade.

– Namorados? — perguntei ainda surpreso. Era assim que ele me faria tal pedido, o impondo como se eu tivesse já aceitado. E tudo isso depois de uma transa casual? Ele já queria namorar. Fiquei atônito com isso.

Ele apenas sorriu e me deu um selinho leve na testa. E foi nesse momento que Ikki regressou; infelizmente, não menos emburrado que antes.

Por educação, Ikki convidou Seiya para jantar, e então comemos as pizzas que chegaram juntos.

Em meio a isso, Ikki fez uma série de perguntas a Seiya; perguntas essas que ele respondeu prontamente e sem enrolação. Perguntas que para mim, seriam totalmente constrangedoras. Aonde o Seiya estudava, como tínhamos nos conhecido, em que ele pretendia trabalhar, o que fazia da vida e afins.

Seiya até que conseguiu impressioná-lo ligeiramente, principalmente por estar no mesmo ramo que ele.

Logo que aquele jantar estranho e constrangedor chegou ao fim, Seiya pegou suas coisas e se despediu. Marcando de me encontrar na faculdade no dia seguinte. O que eu achei muito fofo da parte dele. Será que ele estava mesmo disposto a namorar comigo?

E tendo isso em mente meu semblante mudou; e percebendo a minha incerteza, já do lado de fora do apartamento, ele me fez o pedido formal:
– Quer namorar comigo? — perguntou lindamente, o que me fez suspirar de emoção.

– Quero. — disse; indo até ele e o beijando. Nos despedimos então e ficamos de nos ver no dia seguinte na faculdade.

Entrei em casa feliz da vida, e pensando no meu novo "namorado". Nossa, nem acreditava nisso. Mas tão rápido como tudo havia acontecido naquele dia, Ikki veio até mim e me fez uma série de perguntas descabidas sobre o meu "namoro".

Perguntou na minha cara até onde "tínhamos ido"... O que aconteceu entre nós, o que fizemos nesse meio tempo sozinhos aqui e tudo o mais.

Eu tentei desconversar, mas ele foi insistente, e não vendo saída para mim, eu tive que mentir para meu irmão, pois me faltou coragem de revelar tudo o que tinha ocorrido naquela tarde.

Ele, milagrosamente, acreditou e as coisas ficaram por isso mesmo; mas não antes dele me deixar bem claro que estava de olho em nós e que não gostava de Seiya, pois algo nele não o havia convencido.

Eu ri dele nesse momento, e aquele resto de noite então passou.

Muita coisa aconteceu depois disso. Dohko, o namorado de Shion me arrumou um estágio em sua empresa, a NY Event, e eu me saí tão bem que ele me efetivou no trabalho após o termino de minha faculdade.

Infelizmente, ele e Shion brigaram logo em seguida e se separaram. Seiya também foi efetivado na empresa que ele estava trabalhando, e logo nós dois fomos morar juntos; coisa que Ikki não gostou nem um pouco.

Minha vida então se deu ao trabalho, meu namorado e meu irmão por cerca de dois anos que se passaram. Entretanto, após esses anos, algo realmente surpreendente aconteceu. Seiya, Ikki e eu conhecemos um famosos pianista de renome mundial: Mime Demarco. Um de meus ídolos, e após conhecermos ele, muita coisa mudou pra todo mundo.

Dohko e Shion voltaram; meu irmão começou a namorar com ele, e isso foi o mais incrível de tudo; um publicitário de Nova York com uma celebridade famosa; era realmente algo único, e desde então, nossa vida tem sido boa e próspera; eu mesmo não tenho do que reclamar, porque apesar de tudo, eu tive o meu "final feliz". E todos ao meu redor também.

FIM

Notas finais
1 - TCC - Sigla para "Trabalho de Conclusão de Curso". Essa nomeação é usada atualmente nas Universidades em substituição ao antigo termo "Monografia". *Perdoem qualquer falha no texto, de português, acentuação, digitação, coerência e afins, minhas betagens são péssimas, estão já sabem, né?! **Agradecimentos especiais para Suh Domingues que Recomendou a fanfic, muito Obrigado minha querida, foi muita bondade de sua parte ^^. ***Agradecimentos especiais para Virgo no Áries, Mangalove e Kassandra que comentaram a fanfic... Obrigado meninas ^^. ****Como prometido, ai está esse Capítulo Epílogo, o próximo, que me fará fechar a fanfic é o do Shion e do Dohko. Mas esse eu NÃO TENHO PREVISÃO PARA FAZER. A próxima coisa minha que sai é o Capítulo 10 de Escola de Cavaleiros, e então, até mais ver, e boa noite pra vocês. Abraço aê
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.