Depois De Tudo
8 Capítulo 8 - noite de folga
Notas iniciais
estou de volta, essa é a única fic que eu vou postar esse fim de semana então aproveitem bem
#DepoisDeTudoSweenett
valeu falou
Nellie estava na loja de Mrs. Vianna, apoiada na mesa como sempre fazia. Seus pensamentos estavam todos ligados á Sweeney. Ela sorria levemente enquanto lembrava da dança com ele. Ela gostou de ter os olhos dele completamente cravados nos dela, gostou da sensação de tê-lo apenas para ela mesmo que por alguns segundos.
A cozinheira mordeu o lábio levemente e voltou ao trabalho, já que Mrs. Vianna não parava de mandá-la ir trabalhar.
...
Sweeney ficou na janela do quarto, observando quem ia e quem vinha. O barbeiro esperava que Nellie aparecesse ali, apenas para poder olhá-la sem ser percebido. Ele estava cada vez mais fascinado pela cozinheira e já não conseguia esconder.
Mary subiu as escadas e encontrou o barbeiro olhando para um ponto distante.
— Mr. Todd?
— Hm — resmungou ele
— Por que foi embora mais cedo do baile?
O homem engasgou. Não queria que ninguém tivesse percebido.
— Não é da sua conta — ele respondeu seco
Mary arqueou a sobrancelha.
— Muito bem, mas devo lhe dizer que fui a única que senti sua falta.
O barbeiro se virou para ela.
— O que quer dizer com isso?
A senhora sorriu.
— Nellie nem notou sua saída. Ela acabou dançando com um outro homem e nem sequer lembou do senhor. — Mary esperava que a mentira convencesse o barbeiro, mas sua feição não se alterou.
— Não estou interessado em saber com que ela dança ou deixa de dançar.
Mary se aproximou dele.
— Escute aqui seu barbeirozinho bastardo, não pense que pode brincar com ela desse jeito. Nellie é uma grande amiga minha e eu a considero uma filha. Se pensa que pode fazê-la sofrer está muito enganado.
Sweeney semi-cerrou os olhos para ela e tirou uma das navalhas do bolso e disse:
— Não levante a voz para mim. Você não sabe com quem está mexendo.
Mary riu.
— Não pense que eu não sei quem vocês são. Você tinha um salão na Fleet Street em Londres e matava gente para Nellie fazer tortas com a carne delas. Sim, eu sei de tudo isso. E já ajudei muitos tipos de criminosos que me devem favores até hoje. Não pense que eu tenho remorso em pedir para um deles matar você, se for necessário.
O barbeiro guardou a navalha novamente e encarou Mary.
— O que quer?
— Que você daqui para frente seja sincero com ela. Ela te ama e não merece ser tratada dessa forma.
— Não pode mandar no que eu sinto, Mrs. Borgard.
A senhora ficou irritada.
— Eu sei o que você fez na noite do baile. Eu sei o que está tramando. Não vou contar à ninguém, mas se feri-la você pode começar a pensar em se esconder.
E se retirou do quarto.
Todd ficou parado por um instante e depois saiu da casa. Precisava dar andamento para com seu plano.
...
Nellie estava servindo duas tortas para um senhor quando um garotinho loiro e todo sujo entrou na loja e foi em direção à ela.
— Margory Cantelli?
Ela acenou que sim. O garoto trazia um buquê de flores e entregou à ela.
Mrs. Lovett sorriu e viu que dentro do buquê havia um bilhete. Ela colocou as flores sobre o balcão e leu o bilhete.
"Cara Margory Cantelli,
Sinto dizer que não esquecerei de você tão depressa assim. Gostaria de encontrá-la novamente, dessa vez sem máscaras. Na margem do lago amanhã seria um ótimo dia.
Envio estas flores na esperança de que você sorria e esqueça o que quer que seja que lhe fez triste no baile.
Carinhosamente,
William Clark."
Nellie estava sem reação quanto àquilo. Ela olhou do bilhete para o menino, que estava de olho nas tortas da casa. Ela lhe entregou duas tortas e continuou a olhar para o bilhete.
Mrs. Vianna saiu da cozinha e entrou na loja e ficou espantada com a cena que viu. Nellie sentada com os olhos fixos em um bilhete e um menino de rua com duas tortas num prato.
— Mas o que significa isso? — perguntou ela
Mrs. Lovett tentou falar mas nada saiu.
A dona da loja suspirou.
— Acho que você não está muito bem hoje, Margory. Vá para casa e descanse e só volte aqui quando estiver concentrada no seu trabalho. Ah, e tire esse menino daqui.
Nellie pegou o buquê e saiu da loja, com o menino em seus calcanhares. Os dois seguiram até a casa de Mary e entraram.
— Deu tempo de você comer as tortas? — ela perguntou
— Só a metade de uma — o menino respondeu
Nellie deixou as flores em cima da mesa e serviu o menino com a comida que sobrara do dia anterior.
— Qual é o seu nome, meu querido?
— Lionel — ele respondeu antes de enfiar mais comida na garganta
A porta da frente se abriu e Sweeney Todd se pôs a frente dos dois. Seus olhos correram do buquê para Nellie e depois para o menino. Lionel arregalou os olhos para o homem e olhou desesperadamente para o buquê.
— Fora — disse Sweeney
O menino não se moveu.
— FORA! — ele gritou e o menino saiu correndo para a rua sem sequer voltar o olhar para Nellie.
— Mr. Todd, o que foi isso? — perguntou a mulher se levantando e caminhando até o barbeiro.
— Você e essa sua mania irritante de abrigar garotos de rua — ele disse olhando para o buquê
Nellie abriu a boca para responder mas ele foi mais rápido.
— De quem são essas flores?
— São minhas — ela respondeu, chegando mais perto dele
— E quem lhe mandou?
Nellie soltou um sorriso diabólico.
— Por que quer saber?
Só então o barbeiro percebeu que seus corpos quase se tocavam tamanha era a proximidade entre eles. Ele passou os olhos do buquê para os lábios de Nellie e sussurrou:
— Só para ter certeza se foi o mesmo homem com quem dançou no baile depois que fui embora.
Eles se encararam por um tempo, até que Nellie não conseguiu segurar a língua.
— Como sabe que eu dancei com outra pessoa?
Sweeney a enlaçou pela cintura, enquanto aproximava o rosto do dela.
— Eu sabia que você não ficaria sozinha naquela baile. Além disso, Mary me contou.
Nellie perdeu o fôlego quando ele deslizou as mãos pelo corpo dela.
Ela se deixou levar pelo sentimento e fechou os olhos. Os narizes brincando um com o outro, sentindo a proximidade entre eles sem tocar os lábios um do outro. Mrs. Lovett passou as mãos pelo pescoço dele até chegar a sua nuca, onde entrelaçou os dedos em seus cabelos levemente bagunçados.
Sweeney, não querendo mais resistir à tentação de beijar Nellie, uniu seus lábios aos dela. Ele ergueu a cozinheira pela cintura e aprofundou mais o beijo, explorando toda a extensão da boca dela com a língua.
Ele deixou-a sentada na mesa e ficou no meio de suas pernas. Enquanto uma das mãos rígidas dele estava em sua nuca, a outra estava em sua coxa, fazendo pequenos círculos e de vez em quando apertando levemente.
Ela agarrou as vestes dele e o puxou para mais perto, sentindo o corpo dele se chocar contra o seu.
Sweeney aprofundo o beijo e Nellie gemeu contra seus lábios. O barbeiro passou a beijar o pescoço pálido dela, enquanto passou as mãos pelo espartilho, com a intenção de retirá-lo.
Nellie puxou o rosto dele novamente para si e beijou-o demoradamente.
— Mrs. Lovett, você está ai? — era a voz de Mary
Nellie abriu os olhos e saltou da mesa para longe se Sweeney, virando o rosto para a parede. O barbeiro não entendeu a reação dela e ficou com uma expressão confusa em seu rosto.
Logo, Mary apareceu e tudo fez sentido para ele.
A senhora passou os olhos de um para outro e arqueou a sobrancelha.
— Mrs. Lovett, eu fui até a loja e me disseram que você tinha voltado para casa.
— Sim — ela murmurou. Seu coração ainda batia depressa e ela parecia não ter controle sobre si mesma.
O barbeiro se retirou do recinto.
Nellie soltou o fôlego. Ela sabia que ele iria torturá-la com beijos e carinhos para depois ignorá-la por dias.
— Nellie, me desculpe. Eu não sabia que vocês...
— Não, não se desculpe.
A senhora viu a flores e arregalou os olhos.
— Nellie quem lhe mandou estas flores?
A cozinheira sorriu.
— Foi o cavalheiro com quem dancei no baile, depois que Mr. Todd foi embora.
Mary revirou os olhos.
— O que foi? — a cozinheira perguntou
— Nada — disse Mary, baixando o olhar — Nada. Me ajuda com as compras?
E as duas seguiram para o mercado.
...
Sweeney estava sentado na cama. Estava parado ali horas à fio, já que o barbeiro local tinha dado o dia de folga para ele.
Ele pensava em Nellie. O que ele sentia por ela não era apenas amor e também não chegava a ser apenas atração física. Era um pouco de tudo. Ele gostava de seu corpo mas também gostava de seu jeito. Ele achava irritante no começo o fato de ela começar e não parar de falar, mas agora achava até bom. Era como uma balança. Ele quase não falava, ela não parava de falar. Ele quase não demonstrava sentimentos, ela pelo contrário não conseguia escondê-los.
Ele estava sentado ali sem se importar com nada, até que Nellie entrou no quarto.
— Mr. Todd, não está na barbearia?
— Mr. Galbraith me deu a noite de folga — ele respondeu, ainda sentado olhando para um poto distante
Ela murmurou alguma coisa e se virou para descer para a sala.
— Nellie, espere. — ele disse, se levantando
Ela se virou novamente e sorriu.
— Sim, querido?
Sweeney avançou para a porta, trancou-a e prensou Nellie contra a parede.
— Fique comigo esta noite.
E a beijou.
Notas finais
agora o nome dos meus leitores é laipettes ♥
laipettes são o poder
bja1
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