Depois De Tudo
5 Capítulo 5 - me prove
Notas iniciais
desculpem-me
o cap está curto
mil perdões
tweetem #DepoisDeTudoSweenett
obg
adeus
Nellie se jogou na cama. Estava cansada depois de um dia intenso na loja, e ao final levando as encomendas para algumas casas. Ela ouviu alguns passos na escada e pensou ser Mary, mas não era.
— Mrs. Lovett? — a voz chamou
Ela se levantou e foi na direção de Sweeney.
— Sim?
— Quem era o homem que lhe ajudou mais cedo a entregar as tortas?
Era a última coisa que ela esperava que ele perguntaria.
— Ah, era um senhor muito gentil que me ofereceu ajuda. — ela respondeu, olhando para o chão — Nós nem conversamos direito.
Todd a olhou com desprezo.
— Hm, certo.
Nellie não aguentava mais o desprezo dele. Amava Sweeney Todd mais que tudo porém ele nunca ligou. Nunca ligou e nunca ligaria, se ela não tivesse a audácia que teve nesse dia.
— Mr. Todd me responda uma coisa — disse ela
Ele a olhou.
— Você sentiu ciúmes quando me viu com ele?
Sweeney a fuzilou com o olhar. Tinha vontade de matá-la naquele instante, mas percebeu que suas navalhas não estavam ali. E ele tinha que dar-lhe uma resposta.
— Ciúme? Faça-me o favor, Mrs. Lovett.
Ela sorriu maliciosamente.
— Sim, você está com ciúmes.
Ele explodiu de raiva por dentro e puxou a cozinheira pela cintura sem delicadeza alguma.
— Diga-me, Mrs. Lovett, porque eu teria ciúmes de alguma coisa que eu sei que é minha?
Nellie estava começando a entrar no jogo dele. E estava gostando muito disso.
— E como exatamente você sabe que eu sou sua?
— Eu não preciso nem pedir que você vem rastejando para mim — sussurrou ele ao seu ouvido
Ela riu.
— Talvez você esteja errado, querido.
Ele apertou mais a cintura dela. Não esperava por aquilo. Então ele permaneceu em silêncio.
— Como você tem certeza de que eu sou sua, Mr. Todd? — sussurrou ela, com a voz rouca
— Eu sei o que sente por mim, Nellie — sussurrou de volta
Ela suspirou. Agora era a hora.
— Venha, Sweeney. E tente provar que eu sou sua.
A raiva e a luxúria consumiam Todd por dentro. E Nellie estava dando uma razão para ele por tudo isso para fora. Ele pôs a mão na nuca da mulher e a puxou para um beijo ardente, que foi rapidamente correspondido. Nellie abraçou os ombros de Todd enquanto ele explorava o corpo dela com as mãos.
Ela não conseguia acreditar no que estava acontecendo, mas era tudo real. Aos poucos, Sweeney foi subindo as mãos por suas pernas, levantando o vestido, até que chegou na altura das coxas. Ele apertou-as sem pudor algum e Nellie sentiu seu coração martelando no peito.
Ele beijou o pescoço pálido da mulher e ela gemeu alto. Sweeney voltou a beijar-lhe os lábios e deslizar as mãos frias por todo o corpo dela.
"Lembre-se, Nellie. Prove que você não é dele" sussurrava a mente da cozinheira.
Mrs. Lovett mordeu o lábio inferior dele e se livrou de seus braços. Piscou um olho diabolicamente e desceu as escadas tentando parecer calma, completamente oposta a sensação que mantinha dentro de si.
...
Todd permaneceu parado no quarto, passando os dedos nos lábios, sentindo o gosto doce de Nellie Lovett. O cheiro dela ficaria na roupa dele o resto da noite de trabalho e a imagem deliciosa e completamente insana dela ficaria gravada em sua mente por muito tempo, fazendo-o sonhar acordado por horas a fio.
Quando saiu da barbearia, já tarde da noite, ele ficou imaginando como seria encarar Mrs. Lovett novamente. Por sorte, quando ele chegou ela já dormia, então apenas restou observá-la dormindo. O pequeno sorriso em seus lábios fez com que o barbeiro tivesse vontade de tomá-los novamente.
E nesse momento, Sweeney percebeu que Nellie não era bonita de vez em quando, e sim sempre. Ele teve certeza de que Nellie sempre fora linda e que ele nunca havia percebido isso.
Com o pensamento em Nellie Lovett, Todd adormeceu, com o mesmo sorriso que ela estampava.
...
No dia seguinte, Mrs. Lovett acordou mais cedo e saiu antes que Sweeney pudesse lhe dirigir a palavra. Evitaria ao máximo o contato com ele, não suportaria ouvi-lo falar que ainda amava Lucy e aquele blá blá blá que ela estava acostumada a ouvir. Foi quando um homem entrou na loja e se dirigiu a ela.
— Margory Cantelli?
— Sim, sou eu — disse ela, sorrindo
O homem lhe entregou um envelope branco e disse:
— Era isso. Obrigado.
Ela abriu o envelope e, enquanto seus olhos percorriam as palavras, um sorriso se formava em seu rosto. Era tudo o que precisava nesse momento.
Notas finais
até o próximo
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