Depois Daquele Amanhecer...
6 Disposição Para Casar
Cap. 06 – Disposição Para Casar
A leitura de jornais e inúmeras cartas sempre fora algo quase como que obrigatório para Darcy, afinal para os negócios que mantinha era preciso se manter atualizado dos acontecimentos mais recentes, porem desde a vinda de Elizabeth para Pemberley essa se tornara uma tarefa difícil, não conseguia se concentrar nas palavras e seus olhos teimavam em desviar das páginas para segui – lá aonde quer que ela estivesse, mesmo que fosse sentada a seu lado, vê – lá as voltas pela ampla sala de estar então fazia pouco pela sua concentração e fitar o semblante preocupado dela só servia para deixa – lo mais inquieto. Afinal onde haviam se metido Bingley e os Bennet’s?
Elizabeth estivera andando de um lado para o outro desde que escurecera, imaginando os piores cenários possíveis e tencionando inclusive ir a pé até a propriedade que sua família fora visitar, detendo – se apenas quando Darcy lhe lembrara de que sua febre ainda não havia sido de toda vencida e que o caminho seria muito desafiador para alguém que não o conhecia ainda mais no escuro daquela noite sem lua.
- Um dos empregados foi encontra – los. – Lhe lembrou pela terceira vez. – Deve retornar em breve.
- Tem razão. – Ela disse e tentando se controlar voltou a se sentar ao lado dele.
- Como se sente? – Perguntou largando o jornal e tocando a sua testa. – Ainda está um pouco quente.
- Estou bem, só nervosa com esse atraso. – Esclareceu e apesar de hesitar por um segundo pegou o copo com o tônico que ele lhe estendia, o liquido viscoso ali contido não prometia nada de bom. – É mesmo necessário?
- Sim. – Disse a observando sério. – Esse tonico a esta ajudando recuperar – se mais rápido.
- Mas é tão intragável... – Elizabeth murmurou com uma clara expressão de nojo na face, expressão essa que fez Georgiana que estava sentada a sua frente desviar o olhar de seu desenho.
- Os remédios de gosto duvidoso são os melhores para a saúde. – Filosofou a jovem Darcy soltando uma risada diante da careta da outra. – Meu conselho é tomar tudo de uma vez, o sofrimento será atenuado.
Elizabeth levou o copo aos lábios e franziu o nariz ao sentir aquele cheiro, mas corajosamente seguiu o conselho da futura cunhada, o liquido rançoso e espesso desceu por sua garganta com rapidez, mas o gosto horrível ainda sim agrediu todo o paladar e seu estômago protestou por alguns segundos antes de voltar a se acalmar, decidida colocou o copo na mesinha de centro.
– Não houve atenuamento, só sofrimento mesmo. – Constatou fazendo os dois irmãos rirem.
Um empregado parou a porta segurando o chapéu nas mãos esperando que notassem sua presença. A atenção de Elizabeth voltou – se de imediato para ele e não pode se impedir de se levantar ao vê – lo segurando um envelope nas mãos.
- Isso é... – Começou temerosa sobre o que podia estar escrito ali.
- O Sr. Bingley lhe mandou essa carta, Srta. Bennet. – Informou o empregado entregando a correspondência para ela.
- Obrigada. – Agradeceu se adiantando para o sofá ansiosa por explicações.
- Eu agradeço Sr. Rokes. – Darcy murmurou dispensando o empregado que depois de uma mesura se retirou. – Quais são as notícias?
- Hum... – Elisabeth fez enquanto mordia o lábio inferior, correndo os olhos pelas linhas, mas aos poucos se acalmando conforme chegava ao final do papel. – Eles foram convidados para jantar por um dos vizinhos, retornaram tarde aparentemente.
Fitzwilliam suspirou aliviado. Apesar de ter ficado tentando acalma – lá, também estivera preocupado com os seus convidados, Derbyshire sempre fora muito segura, porem isso não excluía por certo, acidentes de percurso, por mais bem cuidadas que se mantivessem as estradas.
- Ele mencionou o nome dos vizinhos? – Perguntou para se situar com quem seu amigo e a família de sua noiva estavam.
- Hum... Pembroke. Os conhece?
- Sim. São uma boa família. A propriedade deles fica próxima a que Bingley está querendo comprar.
- Se os convidaram para jantar devem ser pessoas agradáveis. – Elisabeth constatou enfim relaxando. – Pena que minha mãe ficou tão animada com o convite que nem se lembrou de me avisar...
Georgiana sorriu para a futura cunhada que bufava exausta pelas excentricidades de sua progenitora. Darcy a consolou lhe direcionando um sorriso de canto já mais habituado as confusões que a sua futura sogra adorava empreender.
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Tendo confirmado o bem estar de seus convidados ele enfim conseguiu convencer as duas a jantarem, já que devido a angustia da incerteza ambas pareceram ter perdido o apetite. As acompanhou até a sala onde faziam as refeições e sorriu ao vê – lás sentarem – se de maneira quase que automática de frente uma para outra, bem ao seu lado na cabeceira da mesa.
Os criados se apressaram em trazer as travessas com as mais variadas especiarias, Algo bem diferente do que vinha sendo servido desde a chegada dos Bennet’s a Pemberley. Elisabeth arqueou a sobrancelha descrente para muitas delas não parecendo inclinada a se arriscar daquela forma. Georgiana porem lhe indicou os pratos que mais lhe agradavam e confiando no bom gosto da futura cunhada se serviu de algumas porções, provando aos poucos e vindo a concordar com a jovem.
Fitzwilliam acompanhava aquela interação divertida entre as duas com grande interesse, era bom vê – las tão ligadas uma a outra rindo com tanta naturalidade, quem visse de fora poderia supor que se conheciam a muito mais tempo do que miseras semanas. O que mais lhe impressionava era que sua irmã que sempre fora tão retraída e tímida ficara a vontade com Elizabeth desde o primeiro contato.
Suspirou para si mesmo ao se lembrar daquela ocasião, Georgiana havia ficado apreensiva ao saber que teriam convidados especiais, mas depois que descobrira através dele que uma das pessoas que viria era Elizabeth Bennet de quem tanto soubera através de suas cartas e de quem ele saíra tão determinadamente atrás no dia anterior a jovem Darcy não cabia em si de animação e ansiedade para conhece – lá o que por certo não ajudara em nada a acalmar os nervos do próprio irmão. No dia seguinte quando as apresentou ficou surpreso pela iniciativa de sua irmã em conversar espontaneamente deixando claro o quanto gostara de Elizabeth e como a agradaria te – lá como cunhada. A segunda filha dos Bennet’s por outro lado passada a surpresa por tamanha cordialidade não demorou a retribuir – lhe o afeto e de forma natural pareceu acolhe – lá como uma de suas irmãs.
Os pensamentos de Darcy vagaram para o futuro, para como seria quando Pemberley finalmente voltasse a ter a sua senhora e como seria agradável adormecer e acordar todos os dias ao lado daquela que conquistara o seu coração. Mal podia esperar.
O silencio se sobreveio no aposento o tirando de imediato de suas reflexões o fazendo perceber que seu ‘tempo fora’ havia chamado a atenção, tanto Georgiana quanto Elizabeth o fitavam surpresas.
- Há algo errado? – Questionou sem entender a expressão pensativa de sua amada.
- Não, de forma alguma. – Ela respondeu provando mais um pouco do pernil em seu prato.
- Nos impressionamos com o seu sorriso. – Revelou a jovem Darcy com os olhos claros brilhando de alegria. – Foi tão de repente... Em que estava pensando?
- Bem... – Fitzwilliam começou tentando voltar a sua expressão séria, sem muito sucesso. – Apenas divagava em como será tudo depois do casamento.
Diante das palavras dele sua irmã sorriu de forma ainda mais ampla enquanto voltava os olhos para Elizabeth no momento parecendo muito ocupada em tomar um gole generoso de seu refresco.
- E já que levantei esse tópico... – Ele começou devagar enquanto tentava organizar as palavras. -... permita – me retornar a algo que sua mãe falou na manhã de ontem.
- A que se refere, Sr. Darcy? – Ela perguntou divertida parecendo recuperada do embaraço e mais do que disposta a troçar dele. – Como bem sabe minha mãe disse muitas coisas ontem.
- Sim, mas gostaria de me ater principalmente ao questionamento feito por ela que não foi satisfatoriamente respondido. Quando será o casamento? – Questionou por fim, lhe sorrindo com carinho, muito satisfeito pelo rubor da febre ter sumido e estar sendo substituído por aquele carmin natural em que suas bochechas adquiriam sempre que a olhava daquela forma. – Bingley e sua irmã parecem em êxtase em relação a uma cerimonia dupla, já lhe disse que não me oponho e você esta de acordo também agora só nos resta decidir a data.
Georgiana estava tão concentrada naquela conversa que parara de comer, ansiosa como o irmão ela passou a fita – los cheia de expectativa, os olhos claros corriam entre os dois ainda impressionada com a energia que parecia fluir entre eles. Aquele tipo de conexão era ainda mais intensa do que as descritas nos livros de romance que lera e testemunhar alguém tão fechado quanto Fitzwilliam Darcy agindo daquele modo a intrigava tanto quanto as reações de Elizabeth.
- Jane e eu pensamos em 12 de outubro. – Ela revelou depois de alguns segundos de hesitação.
A Srta. Darcy tentou controlar – se, mas acabou por dar um pulinho de felicidade enquanto seu irmão arqueava as sobrancelhas surpreso, esperava que lhe pedissem um mês ou dois para percorrer com calma todos os proclamas, mas três semanas? Era quase bom demais para ser verdade.
- Há alguma razão em especifico para terem escolhido essa data? – Questionou tentando lembrar o que poderia ter acontecido em outubro e arregalou os olhos ao se dar conta de que sabia a resposta. – Meryton...
- Sim. – Ela confirmou sorrindo – lhe de maneira doce. – O baile em que nos conhecemos.
Já sabendo o que queria e percebendo que aquele era um momento que os dois desfrutariam melhor a sós Georgiana se levantou discretamente, caminhou de maneira lenta até a porta da sala e sorrindo saiu do cômodo.
- Queríamos um dia que significasse algo para os quatro. – Elizabeth se viu compelida a falar diante da mirada fixa dele. – E que dia poderia ser mais especial do que o em que tudo começou?
- Eu... – Fitzwilliam começou, mas se viu obrigado a parar para engolir em seco diante de tantos sentimentos que ameaçavam toma – lo de assalto. -... acho que foi uma escolha esplêndida.
- Fico feliz que tenha gostado. – A forma como aqueles olhos negros lhe fitavam quase o faziam voltar a pedi – lá em casamento, mesmo que o sorriso dela revela – se certo ar de provocação. – Talvez nesse evento eu consiga convence – lo a dançar com a sua parceira perfeitamente tolerável.
- Nunca se esquecera disso, não é? – A questionou observando atentamente sua noiva que parecia em vias de cair na gargalhada diante da cara que ele devia estar fazendo no momento. – Acaso não retifiquei o meu erro no baile de Netherfield?
Elizabeth meneou a cabeça lembrando — se da ocasião quando surpreendentemente se vira quase trombando com o Sr. Darcy que lhe convidara para dançar e ela sem pensar aceitou, dando – se conta do que fizera só depois que ele havia se retirado para espera – la no outro salão.
- Isso de certo rendeu pontos a seu favor. – Concordou ainda imersa na lembrança da ocasião quando os dois mais se alfinetaram do que propriamente dançaram. – Se dançar comigo no nosso casamento posso pensar em não mencionar o assunto por... três meses. O que acha?
- É realmente uma proposta aprazível. – Ele concordou controlando – se ao máximo para não rir daquela conversa e da expressão que ela tentava manter séria. – Se nós dançarmos juntos a festa inteira quanto tempo terei?
- Bem... – Elisabeth começou batendo o dedo indicador no lábio inferior como quem pensa sobre o assunto, sem notar que aquele gesto podia ser interpretado quase como um convite para beija – lá o que Darcy não teria hesitado em fazer se já estivessem casados. – Duvido muito que consigamos tal feito, mas se me dedicar boa parte da noite posso estender para um ano.
Ao término daquela frase algo se alterou nele. Os olhos azuis pareceram ficar mais claros o que a fez titubear tornando – se séria diante daquela mudança radical em sua expressão. A forma como a olhava era arrebatadora e a fez se questionar se era possível conseguir ama – lo mais ainda sem perder completamente a razão em tal processo.
Darcy tocou seu rosto sentindo o calor dela, a maciez de sua pele e o perfume que havia quase o embriagado quando se beijaram embaixo daquele carvalho. Tudo aquilo juntamente com os seus expressivos olhos negros e a sua personalidade impertinente a tornava cada vez mais tentadora para ele que mal podia acreditar que iria tê – lá como esposa em apenas três semanas.
- Vou dedicar o restante dos meus dias a você. – Apontou sorrindo com leveza diante do corado que tomou as bochechas dela. – Espero que esse tipo de atenção me redima diante de seus olhos.
- Estou apenas provocando. – Ela respondeu recostando – se em seu toque. – Já faz tempo que o absolvi.
- Fico feliz em saber disso. – E naquele momento fitando – a com tanta intensidade ele teve certeza de que seu coração pertencera a Elizabeth desde aquele fatídico dia em Meryton. – E mais feliz ainda por saber que logo será a Senhora de Pemberley.
- Sua esposa. – A segunda filha dos Bennet’s apressou – se a dizer com um sorriso cheio de significado. – Antes de tudo, sua esposa.
- Minha esposa. – Darcy repetiu parecendo encantado por tais palavras. – Em três semanas...
- É uma data muito próxima... – Comentou em um tom que entregava que estivera pensando bastante sobre aquilo.
“Seria esse o motivo de sua hesitação?” Questionou – se Fitzwilliam admirando aqueles belos olhos.
– Talvez não seja possível casarmos nesse dia.
- Por quê? Achei uma escolha perfeita.
- Na certa minha mãe vai surtar... – Ela começou visivelmente cansada das intromissões da matriarca. – Já terei que ouvir muito quando anunciar que será um casamento duplo.
Diante de tal suposto impedimento Darcy meneou a cabeça e deu de ombros sem se importar, a Sra. Bennet teria que se conformar com as decisões das filhas e dos futuros genros afinal seriam eles que estariam se casando.
- Se todos os protagonistas da cerimonia estão de acordo não vejo por que não deveríamos seguir com o planejado.
- Mas o que todos pensaram?
- Esse é o problema? Desde quando isso a impediu de fazer qualquer coisa?
- Desde que isso não diz respeito apenas a mim. Se apressarmos a cerimonia boatos podem surgir. Vão dizer que pode ter... uma criança a caminho...
A hesitação dela juntamente com as suas últimas palavras fez uma gargalhada subir a garganta de Darcy antes que ele pudesse evitar. Os empregados que passavam próximos se sobressaltaram diante daquele som raro que preencheu os corredores próximos. Passado o choque inicial porem eles se entreolharam por alguns segundos e sorriram uns para os outros antes de retornarem as suas tarefas.
- De qual das duas? – Perguntou ainda rindo de maneira leve completamente despreocupado.
- Não importara, vão criar um alvoroço em cima disso.
- Deixe que o façam, os boatos serão desmentidos com o tempo e logo ninguém mais lhes dará o mínimo credito.
Ela mordeu o lábio inferior ainda incerta, de fato nunca se importara muito com o que as pessoas achavam dela, obviamente nunca agira de maneira desonrosa ou vulgar, no entanto pouco se vira inclinada a fazer quando suas respostas acidas ou impertinentes moldavam a sua fama afastando as pessoas com quem não tinha vontade de interagir.
Seu noivo como ela já desconfiava não se incomodaria com nada daquilo, como ele próprio demonstrara em Meryton a opinião dos outros lhe era indiferente, portanto mesmo que um casamento mais rápido gerasse burburinho entre as pessoas não se sentiria preocupado de maneira alguma.
Bingley por outro lado era muito gentil e tinha a personalidade tão doce que talvez se visse afetado caso alguma coisa fosse dita contra ele. Já Jane que sempre fora a própria personificação da gentileza e paciência, também poderia se sentir mal caso ouvisse algo do gênero. Mas elas queriam tanto se casar naquela data...
- Escute... – Darcy começou notando a batalha interna que sua noiva travava naquele instante. Os olhos negros o fitaram ainda duvidosos, mas cheios de expectativa sobre o que ele diria. – Independentemente do dia em que nos casarmos, mexericos serão inevitáveis. Portanto não acho que devemos sacrificar qualquer coisa que seja apenas para tentar minimiza – los.
Percebendo a lógica por trás daquelas palavras Elizabeth suspirou e meneou a cabeça concordando com ele que lhe dirigiu um daqueles seus sorrisos maravilhosos que fazia com que o seu coração disparasse. Engolindo em seco diante daquelas emoções acabou por se afastar, Fitzwilliam fechou a mão que estivera em seu rosto em uma tentativa vã de conservar um pouco mais daquele calor entre os dedos.
- Fico feliz que tenhamos conversado sobre isso e enfim entrado em um acordo. – Murmurou voltando os olhos para o prato. – Prove um pouco do filé assado, por favor. É um dos melhores pratos em minha opinião.
Surpresa e um tanto agradecida pela mudança de assunto (já que o clima criado entre eles estava muito intenso para a sua própria sanidade) ela aceitou a sugestão e levou um pequeno pedaço da carne a boca, o sabor que se espalhou por sua língua a impressionou e a muito custo conteve um gemido diante da maciez e das especiarias ali presentes, não era à toa que Darcy o apreciasse.
Como se fosse capaz de ler os seus pensamentos o senhor de Pemberley riu baixinho e manteve a atenção na refeição a sua frente, mais contente do que seria capaz de expressar por enfim ter uma data certa para unir sua vida a de sua amada e por não ter que esperar meses por tal dia.
“O mundo é mesmo um lugar curioso.” Ele se pegou pensando distraidamente, mais ciente dos movimentos de Elizabeth ao seu lado do que seria capaz de admitir. “Nunca pensei em me casar. Embora em algum momento tivesse que faze – lo para gerar um herdeiro. Teria sido tão fácil me submeter as vontades de Lady Catherine e desposar Anne... mas se o tivesse feito...”
Darcy voltou os olhos discretamente para a noiva muito ocupada com a sua refeição, mais nem por isso deixando de lhe sorrir com carinho ao pega – lo olhando –a.
“Se optasse pelo caminho mais fácil... por um casamento por conveniência, jamais iria saber o que é sentir o que estou sentindo nesse instante.” Concluiu completamente arrebatado por aquela mulher que era a única capaz de fazer com que o seu coração acelerasse com apenas a sua presença.
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