Depois Da Vida
2 Capítulo 2 - O treino
Notas iniciais
Nunca vou me esquecer do meu treinamento com Baal, acho que no início é conveniente que eu use os mesmos métodos, até que eu pense nos meus próprios. Eu andava por uma das trilhas que levava a uma caverna com um lago subterrâneo eu andava em silêncio com o olhar fixo a frente, mas estava com o pensameno longe, me perguntava por ela tinha sido destinada a mim, eu dificilmente ficava muito tempo ali, sempre estava em serviço, isso certamente prejudicaria meu rendimento. Lisa caminhava cerca de dois metros atrás de mim, de um modo timido e mudo, ainda nao tinha ouvido a voz dela, e como era a primeira vez trabalhando tão perto de outro humano (ou quase isso), me lembrei de quando cheguei, e do que me motivava, tinha curiosidade em saber o motivo pelo qual ela fez o acordo.
Ela me tirou dos longos e confusos devaneios perguntando:
– Co-com lincença, a quanto tempo o senhor trabalha aqui?
– 110 anos.
Ela tinha uma voz incrivelmente doce, não me preocupei em me virar pra responder, pensei em perguntar o motivo do acordo, mas não sei bem o razão disso, não queria dar espaço para ela ganhar intimidade. Talvez quisesse continuar sozinho, a final minha última expêrincia com pessoas não tinha sido das melhores. Enfim já tinhamos chegado ao lugar do ínico do treino, nos entramos na caverna que era iluminada por tochas, havia um lago que começava bem raso e a medida que entravamos ficava muito fundo. Eu me aproximei da água, e começei a andar por cima dela, expliquei que ali iamos treinar a concentração dela para que pudesse controlar a matéria como quisesse. Expliquei que havia vários modos de andar sobre a água, e o que eu usava era fazer um fluxo que vinha do fundo em direção a sola dos meus pés forte o bastante para me sustentar, mas fraco para me levantar. Expliquei que ela teria que ver através das moléculas de água e controlar o seu movimento e intensidade, e que só iriamos embora quando ela conseguisse. Ela tentou a primeira vez e escorregou na terra em baixo da água caindo de bunda, inevitalvemente tive que me segurar para não rir. Me aproximei e pedi pra me entrega-se o sobretudo, e avise que ela ficaria bastante molhada.
– Ma-mas eu não sei nadar.- Disse ela.
– Isso é ótimo, te da uma razão pra não falhar, ja que quando fizermos em águas profundas, se errar, vai morrer.
Ela me olhou com espanto e voltou a tentar, deixei o sobretudo sobre uma rocha ali perto, junto ao meu. Preprarei uma fogueira ali, sabia que a água era extremamente gelada, e uma hora ou outra ela ir ter que se esquentar. Fiquei observando, apesar de achar ela fraca pra isso, me impressionei com a determinação e o interesse dela. Após 40 minutos ela já tentava com águas de um metro de profundidade, conseguia subir cerca de 20 centimêtros, mas caia sempre. Estava tremendo de frio, pedi então que saisse um pouco e ficasse perto da fogueira pra se aquecer, a roupa dela estava completamente molhada, disse que seria bom se tirasse, iria se aquecer , ela ficou vermelha na hora, falei que se fizesse isso podia colocar meu sobretudo por cima, ia ajudar a se aquecer.
– E-eu tenho vergonha, o senhor pode se virar?-
Ela disse isso mais vermelha que um tomate já. Eu dei as costas e sai da caverna, mas percebi q tinha esquecido minha arma no sobretudo, uma Desert Eagle de 9mm com balas de ponta oca explosiva enriquecidas com mercúrio, uma obra prima feita por um amigo. Então voltei para buscar, Lisa já o estava usando, porém tinha tirado toda a roupa, estava só com ele, não imaginei que ela tiraria tudo. Parei em frente a ela, o casaco estava entre aberto, deixando poucas coisas a mostra. Para minha sorte ou azar a arma estava no bolso de dentro.
– Desculpe, esqueci da minha arma, está no bolso de dentro.-
De forma estranha estava um pouco envergonhado com a situação, afinal de contas ela era realmente atraente.
– Tu-tudo bem.
Ela virou de lado e abriu um pouco o casaco, procurando o tal bolso, e não achava, não era surpresa já que o bolso ficava na parte de trás do casaco, ela estava muito concentrada para perceber que deixava o corpo um pouco a mostra, olhei para o rosto dela, era incrívelmente meigo, ela colou a língua para fora de canto enquanto procurava, ela olhou pra mim e percebeu e eu olhava fixamente pra ela, imediatamente ficou vermelha,
– Des-desculpa, não to achando, hehe.- abaixando a cabeça.
– Não se preocupa, eu pego.
Me aproximei, e coloquei a mao por dentro do casaco, como o bolso ficava na parte das costas acabei passando a mao pela cintura dela. Não sei se ela esqueceu que estava sem nada por baixo, mas pareceu que se distraiu e levantou os braços, deixando o corpo a mostra, ela olhava para o lado, me peguei com o coração acelerado e não achava o bolso, coloquei a outra mão na cintura dela e me aproximei mais pra alcançar, finalmente tinha achado quando peguei a arma em um movimento involuntário ela me abraçou dizendo:
– Ta tão frio, você é tão quentinho.
– Is-isso é forma de falar com alguém muito mais velho que você.
Estava assustado e com o coração disparado. Em pensamento "droga, por que diabos eu gaguejei.".
– Você tem a mesmo aparência de 17 anos, então tecnicamente sou mais velha que você.-
Disse isso me soltando, ela estava mais relaxada com minha presença.Eu fuzilei ela com o olhar, ela havia fechado o sobretudo. Por cima de tudo ainda me mostrou a língua.
– Parece que se esqueceu que ainda sou teu mestre, conversaremos sobre essa atitude mais tarde.- Eu disse virando as costas e saindo da caverna.
– Ram.- Disse ela se sentando perto da fogueira com cara de emburrada.
Sai da caverna pensando "Ela Fica ainda mais bonita quando está emburrada... O que? O que eu to dizendo, droga, se concentra". Continuei caminhando até chegar a um rochedo onde eu costumava ficar olhando o céu e as luas, já que naquele lugar era sempre noite.
*Achei que seria interessante trocar o narrador para Lisa de vez enquanto, assim da para entender o que ela pensa, etc.. Sempre que for ela a narradora eu colocarei *Lisa* antes de cada parágrafo*
*Lisa* Quando vi ele, a pressão que ele exercia sobre o meu corpo era esmagadora, a presença dele era tão assustadora quanto a da morte, eu tremia pelo corpo inteiro, ainda mais depois das histórias que Lilith havia me contado sobre ele, parêcia que depois de algum tempo ela começou a gostar dele. Ela me contou sobre os demônios que ele caçou em um tempo de guerra, e que na casa dele havia a armadura que ele usou, ele lidereou um exército de pessoas como nós aniquilando centenas de demônios. Era estranho que depois de alguns minutos aquele energia massiva que vinha dele me deixava com uma sensação boa, de segunrança e conforto, que eu nunca tinha sentido de nínguem em vida. É dificil pensar isso de alguém com aparencia tão jovem, até que ele é bonitinho, e fica fofo quando ta envergonhado, ele desvia o olhar e incha as bochechas. Parece que consegui provocar ele, apesar de não ser uma boa idéia foi engraçado. Já estou aquecida, vou colocar minhas roupas aqui perto para secarem, deserto como é esse lugar acho que vou continuar treinando sem roupa, quero deixar de ser aprendiz logo e provar todo meu pontêncial, afinal eu passei a vida toda procurando por algo assim. Assim tirei o casaco dele, tinha o cheiro dele, e fui até o lago, tinha que cuidar caso ele voltasse pra colocar a roupa de novo.
Enquanto isso eu continuava nas pedras, olhando para cima e fumando, eu nunca tinha fumado antes, mas Baal deixou um maço de cigarros dele comigo, eu já estava morto mesmo, não iria me fazer mal, no fim das contas foi bom para me acalmar, imaginava quanto tempo já tinha se passado, talvez que tenha me perdido em lembranças de novo. resolvi procurar Walter, um velho conhecido que era o responsável pela fabricação das nossas armas, minha encomenda de munição devia estar pronta.
– Walter, está ai?- perguntei entrando em um quarto que havia nos fundos da casa dele
– Shun! Resolveu aparecêr então rapaz, sua encomenda já estava empoeirando ali.
Falou com ar brincalhão de sempre, ele tinha a aparência de um senhor de 60 anos, morreu em guerra, fez o acordo com a morte por pura paixão pela fabricação de armas. Com 300 anos de serviços nunca gostou de outra coisa.
– Desculpa pela demora, andei ocupado.- Falei de forma distraída.
– Muitas missões filho? Me parece cansado e distraido, essa foi muito difícil?- Disse preocupado.
– Pode se dizer que sim, essa aparenta ser a mais problemática de todas. A próposito tenho uma nova encomenda.
– Sente-se então, vamos beber algo enquanto preparo sua munição para levar, e já conversamos sobre essa encomenda.
Me sentei enquanto ele arrumava uma mala com minha munição, nós nunca conversamos sobre detalhes das missões, não me preocupei em dizer o que se passava, como já frequêntava constantemente a casa dele, eu mesmo servi algo para bebermos. Após cerca de trinta minutos, sai levando levando a minha munição ele ficou muito animado com a encomenda e já tinha começado os projetos, andei em direção a minha casa, que era um pouco afastada das outras ficava em meio a algumas árvores, com a mesma aparência do lugar em geral, completamente horripilante, era esperado já que era onde vivia a morte. No caminho encontrei Lilith, últimamente ela sempre sorria quando me via, achei isso estranho, então parou na minha frente e falou:
– Bom dia general, trouxe um recado da mestra.-
Falou isso com o ar sério de sempre, mas parecia ter um sorriso ali, e sim, general, eu era líder de um batalhão de extermínio, mas já fazia tempo que não eramos solícitados. Eu só fazia missões sozinho nos últimos anos, assim como o resto do meu batalhão.
– Já falei que não precisa se dirigir a mim dessa forma, você me conheçe des de que cheguei aqui.- Olhei com cara de desaprovação.
– Desculpa Sr. Armstrong.- Olhei com sorriso sarcástico.
– Tudo bem, tudo bem, Shun, tenho um recado... A mestra deseja que Lisa Lockhearth fique na sua casa, até que seja feita uma para ela.
– Porquê ela não pode ficar no alojamento até isso acontecer?- Disse fúrioso.
– Não sei Shun, foi uma ordem direta.
– Ótimo, já bastava aguenta ela durante o treino, agora terei que conviver com ela, obrigado Lilith.-
Disse resmungando enquanto ia em direção de casa. Lilith parecia querer dizer alguma coisa, mas não dei importância tava com raiva de mais para isso. Assim que entrei em casa guardei a mala com a munição em um armário especial e olhei em volta, minha casa não era grande, tinha a cozinha, a sala e meu quarto, além de um quarto nos fundos onde eu guardava meu material de guerra. Sai de casa para ir ver como estava o treino resmungando:
– Ela vai dormir na sala. Ou do lado de fora de preferência. Assim que possível vou falar com a Morte para entender o motivo disso. Por que diabos ela não pode ficar no alojamento?
Chegando na caverna ela estava sentada sobre a água já vestida, andei até a fogueira pegando meu sobretudo, que estava no chão:
– Podia ao menos ter deixado em cima da pedra.- Disse limpando e colocando o casaco.
– Você demorou, onde tava?- Disse com ar superior.
Fiz um movimento com a mão criando um uma agitação na água, ela levantou e começou a dar estrelhinhas desviando das ondas, ela já conseguia se apoiar com as mão não vou negar que estava surpreso. Fiz outro movimento criando um redemoinho em baixo dela, ela não teve nem tempo de pensar já havia sido sugada para a parte mais profunda do lago, fiz com que a correntesa trouxesse ela para a margem, ela estava completamente molhada:
– Você enlouqueceu?!?!?! Quer me matar?!- Me olhava com muita raiva.
– Isso é por falar comigo dessa maneira.- Disse sorrindo
– Agora anda, tenho que levar em um lugar.
– Idiota! Você vai ver só.- Disse emburrada.
– Quer repetir a dose?- Disse sorrindo vitorioso.
– Ram, onde tem que me levar?
– Para minha casa...- Disse ainda um pouco irritado com a ídeia.
Ela não falou nada apenas me seguiu, seria um caminho bem silêncioso se não fosse pelo barulho dos dentes dela batendo, ela provavelmente estava congelando, eu sorria, estava me divertindo com isso. Ao chegarmos ela olhava tudo em volta, era bastante simples mostrei os cômodos pra ela:
– Você pode tomar um banho, o banheiro fica no meu quarto, tem uma banheira e água é bem quente, as toalhas ficam no balcão ao lado.
– Obrigado.- Disse ela tremendo.
*Lisa* Ótimo, provavelmente pegarei um resfriado, aquele idiota tinha que me molhar.. denovo, fiquei cerca de 40 minutos no banho, estava incrívelmente bom, então peguei a toalha e me sequei, aquilo parêcia muito cotidiano, me fez lembrar da vida humana, e do motivo pelo qual fiz o pacto. Nunca consegui me interessar por ninguém, tinha medo de nunca me apaixonar, fiz o acordo procurando um amor de verdade, mas a Morte disse que não tinha controle sobre isso, pedi que pudesse servir a ela então. Esperava que assim esquecesse a falta que ter alguém me faz, de uma forma estranha me sentia mais viva agora, durante o banho tentei entender o que me deixava assim, lembrei do abraço que havia dado em Shun, eu nunca tinha feito nada assim, provávelmente o frio tinha me afetado, mas, também me senti muito carente aquela hora, principalmente depois que ele tocou minha cintura, foi uma sensação estranha, ninguém nunca tinha me tocado enquanto estava sem roupa, foi muito bom aquele abraço. Mas que droga, to me sentindo carente de novo. Depois de ter me secado percebi que não podia usar aquelas roupas de novo, além de esterem molhadas fediam. Então abri a porta lentamente, eu estava de toalha não queria dar de cara com Shun. Percebi que ele não estava ali, e tinham roupas em cima da cama. Era um vestido bem simples e uma mala ao lado, com roupas femininas, após me vestir procurei Shun, ele estava sentado do lado de fora.
– Obrigada pelo banho, e essas roupas, são pra mim?
– Sim, Lilith deixou ai a alguns minutos, parece que você vai ficar aqui ate ter uma casa só pra você, não precisa se preocupa não vai durar muito tempo.- Disse ele sem nem ao menos olhar pra mim
– Gostei da casa, é bem aconchegante.
– De fato, apesar de passar pouco tempo nela, gosto daqui, se me da lincença, preciso tomar um banho, fique a vontade.
*Lisa* Ele passou por mim sem nem ao menos me olhar, será que estava muito chatiado pela forma como agi com ele, eu mesma estava surpresa, mal o conhecia é me sentia completamente a vontade perto dele, começei a olhar em volta, a casa era familiar, a cozinha era idêntica a uma humana, me perguntei o porque, já que não precisavamos comer. Procurei um lugar onde iria dormir, não encontrei nenhuma outra cama além da dele, era de casal então me surgiu a ídeia de que dormiriamos juntos, fiquei vermelha na hora, estava muito cansada, e ele parêcia que ia demorar, então me deitei na cama, a ídeia de dormir com ele não saia da cabeça, fechei os olhos acabei imaginando como seria, talvez pudesse abraça-lo de novo. Me parêcia mutio bom, mas seria provável que ele me coloca-se porta a fora. acabei pegando no sono.
Ao sair do banho dei de cara com ela deitada na minha cama, o vestido que ela usava era de alça ia ate o joelho, mas por estar deitada tinha subido ate a parte de cima da coxa, só haviam roupas assim naquela mala que Lilith trouxe, o que ela tava pensando. Me vesti mas de forma estranha não parava de olhar pra ela, imagino que seja o cansaço, fui até a cozinha peguei um copo de água e joguei nela que acordou na hora.
– Idiota!!!! me molhando pra varia, o que você quer?!?!- Disse ela só um pouquinho estressada.
– Se me da lincença, essa é minha cama, e eu quero dormir.- Disse calma e tranquilhamente.
– E eu? onde vou dormir? essa é a única cama da casa.
– Você vai dormir no sofá, é obvio, a menos que queira dormir lá fora, o que acha?
*Lisa* Realmente o sofá não tinha me passado pela cabeça, apenas concordei e fui até la, ele não disse sequer boa noite. apesar fechou a porta quando eu sai. Cheguei no sofá, e me deitei, percebi que não tinha traviseiro ou cobertor, como ele é gentil não?, vi o sobretudo dele perto dali, peguei para me tapar, tinha o cheiro dele, não vo negar que era bom. Apaguei depois, estava realmente cansada.
Quando me deitei me deparei com o cheiro dela na minha cama, aquilo já tava me encomodando, mas estava cansado de mais para ter discussões mentais.
*Lisa* Acordei no meio na noite, estava tremendo de frio, o sobretudo não era suficiente, resolvi procurar um cobertor no quarto dele, tentei fazer o minimo de barulho pra não acorda-lo, mas não achei, quando virei pra ele, estava muito bem tapado, pensei em me vingar jogando água, mas acho que dormiria no fundo daquele rio se fizesse isso. Não tinha escolha se não acorda-lo:
– Shun.. Shun acorda.. SHUN!!
– O que diabos você quer mulher? — Ele me perguntou com uma cara nada agradável.
– Estou com frio, pode me dar um cobertor?*
Lisa* Ele apenas me olhou, acendeu a luz, e se levantou, estava sem camisa só com uma bermuda, não pude evitar olhar para o corpo dele, era muito bonito. Ele foi ate o armário e pegou um cobertor.
– Isso deve servir, boa noite.
– Disse ele se deitando novamente.
*Lisa* Eu acabei ficando um tempo ali olhando para ele, nunca estive no quarto de um homem antes, nunca estive dormindo na casa de um homem antes, que bela hora para um subito ataque de carência, fiquei ali cerca de dez minutos, começei a tremer então fui me deitar de novo. O sofá não era o lugar mais confortável, eu devia ter pedido um traviseiro também, mas se voltasse lá, provavelmente pularia na cama dele. No dia seguinte me levantei e percebi que ele já estava de pé, estava na cozinha, fui até la e me sentei na mesa:
– Então a dorminhoca resolveu acorda.- Disse ele enquanto lidava no fogão.
– Bom dia pra você tambem, o que está fazendo ai?.
– O café da manha, apesar de não precisar, muitos de nós mantem habitos humanos. Eu faço café da manha, você quer?
– É estranho não sentir fome, mas vou aceitar.
*Lisa* Tenho que adimitir que ele cozinha muito bem, comi bastante, ele me disse que eu podia comer o quanto quisesse, a final meu corpo não mudaria.
– Eu vou trocar de roupa, vamos começar o treino cedo hoje.- Se levantou e saiu.
*Lisa* Fui até o quarto dele, a final minhas roupas estavam lá, entrei sem bater, ele ainda estava trocando de roupa, fechei a porta e fiquei imediatamente vermelha.
– Pode entrar, estou apenas sem camisa, nada que você não tenha visto ontem.
*Lisa* Entrei e fiquei procurando roupas apropriadas. Ele terminou pegou as armas dele e saiu, além da pistola ele carregava uma katana nas costas. Terminei de me vestir e fiquei esperando ele na frente de casa.
Eu fui ao quarto dos fundos buscar duas espadas de madeira para treinar ela, os fundos da minha casa seria apropriado pra treinar por enquanto, havia espaço suficiente, então chamei ela até la, e começados. Ela era completamente descordenada, então não podia perder uma oportunidade pra sacanear ela, a cada cinco minutos conseguia derruba-la, ela ficava furíosa. Era a primeira vez que ria daquela forma, era engraçado ter ela por perto, estava me sentindo bem com aquilo.Foi um dia um muito quente, em pouco tempo eu já estava sem camisa e ela com um top, após cerca de três horas, disse que ela podia descansar, ela simplesmente se atirou no chão, era merecido, ela estava se esforçando. Mas ainda acho que ela não nasceu para lutar com espadas. Então pensei que seria bom treinar com ela o combate corpo a corpo, ensinei a teoria ela aprendeu rápido, e fazia certo, conseguiu me derrubar uma vez, tentei fingir que não tinha deixado, ela sorria vítoriosa e não pode deixar de jogar na minha cara que tinha ganhado.
– Haha, derrubei você, já sou muito melhor.- Disse ela me mostrando a língua.
– Claro, claro que é.- Disse passando uma rasteira nela.
– Aieee, porque fez isso?- Disse emburrada pra variar.
– Não é você que é melhor que eu? Porque não desviou?-
Acho que mostrei a língua pra ela, eu estava realmente estranho.Ela caiu na gargalhada, acabei fazendo o mesmo, tinha que aceitar que ela tava se esforçando, então chegou Lilith.
– General, desculpa o encomodo. Oi Lisa, como vai o treino?
– Ahh já consigo ganhar do meu mestre, acho que posso ser promovida.- Disse rindo.
Me levantei, questionando o que ela fazia ali.
– Aconteceu alguma coisa Lilith?
– Sim, parece que pessoas estão sendo assassinadas de modo brutal por algo não humano. A mestra quer que você escolha três integrantes do seu batalhão e vão até la ver o que é.
Lisa me olhou confusa, achei estranho, só podia ser um demônio pra a Morte chamar meu batalhão.
– Vocês terão o dia de hoje para se preparar, amanha o barqueiro vai mostrar o caminho.
– Obrigado Lilith, a propósito, quem vai treinar Lisa?
– Eu ficarei encarregada do treino dela enquanto você estiver fora.
– Muito bem, obrigado.
Lilith despediu-se e saiu, fiquei pensando no que estaria causando aquelas mortes, já sabia quem chamar para ir comigo.
– Lisa, vou passar na casa de alguns companheiros pra avisa-los, quer ir comigo.
– Claro.
Coloquei minha camisa e ela também, prendi a espada na cintura já que estava sem o colete usado pra prende-la. Caminhamos ate a casa de Seph, um dos meus mais fiéis companheiros. No caminho lisa passava um ar de preocupada, mas não falou nada.
– Você está muito quieta, foi tão cansativo assim o treino?
– Não, não, só estou um pouco pensativa.
– Entendo, procure não pensar de mais, nunca chegamos as conclusões que desejamos.
– Obrigada.
Chegando lá, bati na porta, Seth nos atendeu.
– General! Que surpresa, quanto tempo, vamos entre.- Disse ele animado.- Como vai Seph? Faz tempo mesmo.
Disse entrando na casa dela, Lisa entrou logo atrás de mim. Seph era incrivelmente grande, mais lembrava um gorila, era muito forte ele foi meu parceiro na epoca de missões de rastreamente como aprendizes. Nunca perdemos contato, ele olhou para Lisa, só faltava babar, olhou pra mim com uma cara de pervertido
– Então shun, não me apresentar sua amiga?
– Está é Lisa, minha aprendiz.
– Oi.- Disse ela com o ar alegre de sempre
– Não sabia que tinha que se apresentado como professor, cansou das missões de campo?
– Foi uma ordem direta.
– Uma ordem direta, pra ter você como professor? O que a Morte pretende dessa vez?
–Ainda tento entender isso, mas vamos ao motivo da minha visita. Temos uma missão de grupo.
– Ahh, já estava na hora de algo empolgante, faziam quantos anos que não tinhamos nada assim. Do que se trata?
– O de sempre, alguma coisa anda assassinando humanos brutalmente, para nos chamar deve se tratar de um demônio.
– Mas que ótimo, vamos brincar um pouco.- Disse ele tirando o machado que usava da parede, aquilo devia pesar 50 kg.
– Pode chamar John e Kafy também, vamo em um grupo de quatro pessoas.
– Pode deixar.
– Nós encontramos amanha cedo no barqueiro.-
Até amanha general.
– Até.
John e Kafy eram um casal de companheiros de batalhão, ambos mestres quando se trata de artilharia, nunca falhavam em acertar um alvo. Caminhei em silêncio até minha casa, Lisa continuava naquele silêncio perturbador, porém eu tinha mais coisas pra me preocupar. Chegando em casa perguntei se ela queria ficar ali, e Lilith viria busca-la cedo.
– Então, gostaria de ficar aqui?
– Claro, obrigada.
– Muito bem, acho que posso dizer que você já esta em casa, então fique a vontade, acho que teremos que parar o treino por hoje, eu vou para o quarto dos fundos preparar algumas coisas.
– Tudo bem.
Fui ate o quarto dos fundos, fiquei algumas horas la, preparando o armamento, e a roupa que usavamos em missão.
*Lisa* Por que me sinto assim? Estou preocupada com ele? Não devia, isso é uma missão de rotina certo? Demônios são fortes? Fui tomar banho novamente, quando ele entra-se pediria que me explica-se o que são demônios, coloquei o mesmo vestido e me deitei na cama dele esperando, esperando, esperando... Após várias horas horas ele voltou e deixou uma mala bem grande no canto do quarto, imagino que sejam os equipamentos dele.
– Pelo visto gostou da minha cama, pode dormir nela enquanto estou fora.- Disse ele indo em direção ao banheiro.
– Obrigada, você vai tomar banho?
– Vou sim, por que?
– Por nada, queria fazer algumas perguntas depois.
– Como quiser, não vou demorar.
*Lisa* continuei deitada até ele sair, ele sentou do meu lado na cama
– Essa missão que você vai ir, é de rotina?
– Sim, apesar de fazer tempo que não somos solícitados como grupo de extermínio, é uma missão bem simples. Porque?
*Lisa* Instintivamente abraçei ele, estava realmente preocupada.
– Promete que vai se cuidar?- Disse quase chorando.
– Está preocupada?- Disse ele rindo.
– Não ri.-
– Não precisa se preocupar, não vai ser díficil.
*Lisa* Não falei nada, apenas continuei abraçada nele.
Era estranho ver ela daquele jeito, já que era sempre alegre e animada. Ela estava realmente preocupada comigo? Nunca ninguém se preocupou comigo, era de uma forma estranha uma sensação boa. Levantei um pouco o rosto dela sorrindo para demonstrar que ta tudo bem.
– É a primeira vez que te vejo sorrindo, é bonito.- Disse ela limpando as lágrimas.
Nossos rostos não estavam a mais de 10 cm, queria acalma-la, mas não sabia como, começei a aproximar meu rosto dela, acho que depois de tanto tempo sem ninguém, queria ela pra mim. Encostamos os lábios simplesmente fechamos os olhos e nos entregamos a um beijo como nunca tinha visto antes, paramos um pouco pra recuperar o folêgo, ficamos com os rostos encostados, em silêncio olhando para os olhos um do outro.
– Não precisa se preocupar, não deixaria minha aluna sem terminar o treino.- Disse sorrindo.
– É claro que não.- Ela sorriu.
Ela tem um sorriso lindo, pensei. Então nos beijamos novamente começei a deitar ela na minha cama comigo ao lado. Fui levantando levemente o vestido. Ela percebeu e parou minha mão.
– Eu quero você só pra mim.- Disse ela me encarando.
– Acho que já sou seu des da primeira vez que nos vimos.- Disse sorrindo.
Ela soltou minha mão tirando minha camisa. Ela já sem o vestido, somente de roupa íntima, ficou em cima de mim nós beijamos com uma intensidade muito grande, ela puxou um cobertor que estava aos pés da cama, e deitou ao meu lado. Começou a puxar minhas calças pra baixo, depois de ter tirado foi questão de minutos para estarmos sem nada. Agora o que aconteceu naquela noite deixo por conta da imaginação de vocês. Só posso garantir, que foi a melhor noite das nossas vidas ate aquele momento.
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