Depois Da Guerra.

12 Capítulo 11 - A Morte de Iroh.


Aang acordou de manha e Katara ainda dormia do seu lado. Ela estava, assim como ele, cobertos só pelo lençol branco. Por um momento Aang ficou admirando-a. Sua pele morena dava um lindo contraste com o lençol que delicadamente cobria seu corpo. Seus longos cabelos ondulados estavam soltos e seu rosto estava relaxado. Algumas rugas começavam a aparecer em seu delicado rosto, mas Aang não se importava com isso. Ele a achava cada vez mais bonita, e era assim que ele havia imaginado tudo. Envelhecer ao seu lado, com muitas crianças correndo pela casa.

Aang se levantou de vagar para não acorda-la e foi para o banheiro. Tomou um banho e colocou sua habitual roupa de dominador de ar saiu.

O ar ainda estava gelado lá fora. três crianças, filhos dos monges que La viviam, brincavam.

- Avatar Aang! – gritou uma menininha assim que avistou Aang.

Ela usava roupa de monge, assim como todos lá. Tinha olhos negros e pele bem branca. Seus cabelos eram negros e curtos na altura do pescoço.

Outro garotinho veio correndo em direção de Aang. Ele se parecia muito com a garotinha, so que mais novo.

- Mostre algum truque para nós!

Aang lançou as crianças no ar, e essas riam sem parar, sempre pedindo por mais. Em pouco tempo, Bumi e Kya se juntaram a farra.

- Minha vez papai, minha vez! – exclamava Bumi.

Kya dominou água e com a ajuda de Aang e todas as crianças batiam palmas sorridentes.

Katara acordou com os risos vindos do lado de fora. Ela percebeu que Aang já não estava mais lá, então ela colocou uma roupa, e foi até o quarto das crianças.

Kya e Bumi não estavam mais na cama, mas Tenzin estava sentado em seu berço, calmo e sorridente.

- Quem me dera Kya e Bumi fossem tão quietos como você – disse Katara tirando-o do berço.

Ela andou até a janela com o bebe que ainda usava pijamas e de lá viu Aang se divertindo com as crianças. “ Ele é um ótimo pai “ – pensou Katara. As crianças o rodeavam e pediam mais. E incansavelmente Aang as jogava para cima. Quando ele se sentou no chão, todas elas pularam em cima dele. Aang ria. Ele foi enterrado por crianças sorridentes.

- Chega, chega – ele disse com um sorriso no rosto – Vocês venceram. Eu me rendo, vocês venceram.

- Ganhamos do Avatar ! – exclamou um menininho moreno de olhos muito verdes.

- Yaaaaay – todas as crianças exclamaram juntas e saíram correndo de volta para o templo.

Com dominação de ar, Aang agarrou Kya e Bumi, e os trouxe para perto de si.

- Vocês dois ficam aqui. – vamos entrar, temos que tomar café.

Katara sorriu e entrou na cozinha. Colocou Tenzin na cadeirinha e começou a preparar o café.

- Chegamos! – disse Aang, ele carregava cada um de seus dois filhos mais velhos de baixo de cada braço. – Querida, trouxe dois porcos-vacas para cozinharmos no almoço!

As crianças riam.

Aang as colocou sentadas em cima de mesa, e cada uma escorregou para sua cadeira.

- Bom dia meu pequeno dominador de ar – disse Aang para Tenzin, que sorriu e lançou uma pequena rajada de vento no rosto de seu pai.

Os olhos de Aang brilhavam de orgulho.

Sokka apareceu a porta.

- Tio Sokka ! — Exclamou Bumi.

- Olá crianças. Aang, Katara, posso dar uma palavrinha com vocês por um momentinho?

Aang e Katara se entreolharam.

- Claro – disse Katara – Kya, fica de olho nos seus irmãos.

- Ouviu Bumi, Tenzin – disse Kya subindo na cadeira. – Estou no comando.

Sokka conduziu Aang e Katara até fora da casa. Quando ele parou e os encarou, ele não parecia nada bem.

- O que houve Sokka? Aconteceu alguma coisa com Toph ou com Lin? – perguntou Katara.

- Não, elas estão ótimas. É que eu acabei de receber um telegrama vindo de Zuko. – Sokka então entregou um papel a eles. Onde se lia.

“ Prezado Sokka.

Mando este telegrama Para você, mas peço que também comunique Katara e Aang.

Peço que venham para a nação do fogo o mais rápido possível. Meu Tio acaba de falecer, e gostaria que vocês estivessem presentes para seu funeral.

Zuko e família. “

Katara cobria a boca com as mãos, seu olhar era de tristeza.

- Sokka – disse Aang – Traga Toph, Lin e suas coisas para cá o mais rápido possível. Voaremos para lá assim que chegarem.

Sokka assentiu.

- Vou arrumar nossas coisas – disse Katara.

Em pouco tempo, Tudo já estava arrumado. Um bisão estava com toda a bagagem, o outro era Appa, que levaria a todos eles.

- Prontos? – perguntou Aang.

Todos subiram em Appa. E então eles partiram. Deixando o templo em cuidado dos monges enquanto estavam fora.

Bumi chegou por traz de Kya e puxou um de seus cachinhos. Rapidamente ela tirou um pouco de água que, como sua mãe, ela sempre carregava, e jogou na cara de Bumi. Ela começou a rir e ele irritado pulou em cima dela.

- Você me paga – disse Bumi.

- Mamãe, mamãe. O Bumi está me machucando!

- Chega crianças – gritou Aang. – Agora não é hora nem lugar para brigarem. Kya, porque você não senta aqui comigo e fica longe do seu irmão por um tempo?

- Ótima ideia – disse Katara – Bumi venha cá comigo. Assim vocês não se matam durante a viajem.

Emburrados as duas crianças foram cada uma para um lado.

Já era noite quando Aang avistou a nação do fogo. Katara dormia com Tenzin nos braços, Bumi estava com a cabeça em seu colo. Kya estava aconchegada no colo de Aang. Sokka dormia com Lin, e Toph, como sempre, estava com a cabeça para fora da cela, vomitando e reclamando como era péssimo voar.

Aang aterrissou no palácio.Assim que Appa tocou o chão, Katara e Sokka despertaram.

Zuko e Mai estavam na entrada, esperando-os. Eles forçaram um sorriso feliz, mas podia-se ver em seus olhos a tristeza pela morte de Iroh.

- Sejam bem vindos – disse Zuko, abraçando Aang.

- Meus pêsames – disse Aang.

Zuko assentiu.

- Venham – disse Mai – vou lhes mostrar onde as crianças ficaram, e depois mostrarei seus quartos.

Depois que as crianças foram colocadas na cama, Zuko, Aang e Sokka foram descarregar as bagagens. Eles não trocaram nenhuma palavra. Podiam sentir do ar o clima de luto que atingira aquele palácio.

Depois cada um volto para seu quarto, em silencio. Murmuram alguns “ Boa noite “ e entraram.

Quando Aang entrou no quarto, Katara dormia com o bebe no meio da cama. Ele se deitou ao seu lado e logo adormeceu.

Zuko estava sentado no terraço. Ele não conseguia dormir. Seu tio fora como um pai para ele, ele havia-o ensinado tudo que ele sabia. Ele o ajudava e o aconselhava sobre como ser um bom senhor do fogo. E agora tudo parecia mais difícil sem ele.

Ele começou a lembrar quando seu tio se ofereceu para ir com ele na busca pelo Avatar, mesmo sabendo que seria quase impossível. E dos milhões de conselhos que ele havia lhe dado. Mesmo quando ele havia o abandonado em Ba Sing Se, ele sempre havia o perdoado. Iroh foi para ele o Pai que ele nunca teve.

Lágrimas escorriam dos olhos de Zuko. Ele enterrou a cabeça entre os joelhos e chorou. Ele soluçava. Ele sentiu uma leve mão nas suas costas, mas não se assustou, ele já conhecia aquele toque. Mai sentou-se do lado dele e o abraçou. Ela ficou com ele até o sol raiar, quando os primeiros raios de luz encostaram neles, Mai se levantou em silencio e entrou no palácio. Zuko ficou mais um tempo admirando o nascer do sol, depois limpou o rosto, respirou fundo, e entrou no palácio.

Ele se banhou e colocou uma roupa branca com dourado. A típica roupa usada em funerais da nação do fogo. Logo a cerimônia começaria. Aang e o resto de seus amigos, juntos de Mai e as crianças, deviam estar tomando café, mas Zuko não tinha fome.

Ele caminhou até os jardins, onde o caixão de Iroh esperava até começar a cerimônia.

Mai e Katara vestiam as crianças.

- Mas eu não quero ser vestido por vocês – reclamava Bumi – eu já estou grande demais para isto!

- Então peça para o teu pai te vestir, mas não se atrase! – disse Katara.

Bumi então pegou as roupas brancas e correu para o quarto de seus pais.

Katara e Mai já estavam com as roupas brancas. Mai trançava o cabelo de Kya, e Katara prendia o de Honora.

- Pronto meninas – disse Mai – Vamos.

As garotas se entreolharam e deram as mãos, então lentamente caminharam até a sala com as mães. Toph estava sentada com Sokka, e ela segurava Lin, que puxava seu cabelo. Toph sorria.

Logo atrás delas vinha Aang com Tenzin e Bumi.

Eles firam para o jardim e lá encontraram Zuko. Alguns homens vestidos com roupas cerimônias vermelhas levantaram o caixão e o levaram. Zuko se juntou a Mai e aos outros.Eles lentamente caminharam até uma colina, onde só se encontrava uma arvore e um buraco.

O caixão foi colocado do lado do lado do buraco. E um dos homens vestido de vermelho começou a falar.

- Geral Iroh. Você foi aquele que travou varias batalhas, aquele que reconquistou Ba Sing Se. Você foi pai de Luten – já falecido. Filho de Azulon – Já falecido. Filho de Lila – já falecida. Tio de Zuko. Tio avo de Honora. Nos agora o enterramos do lado de seu amado filho, como foi pedido no seu leito de morte.

O caixão foi colocado no buraco e Zuko jogou um pouco de terra.

- Finalmente você verá seu filho outra vez – disse Zuko – Descanse em paz tio. Nós nos veremos novamente, para tomar uma xícara de chá.

Todos choravam. Kya e Bumi estavam pela primeira vez quietos, agarrados na barra do vestido de Katara. Mai colocou as mãos nas costas de Zuko. Honora se aproximou do buraco.

- Eu sentirei sua falta – disse a princesa entre lágrimas. – Se algum dia eu tiver um filho, ele levará o seu nome. Você foi a melhor pessoa que eu já conheci.

Ela correu e abraçou o pai, que a pegou no colo.

- Deixem-me fazer as Honras – disse Toph, então com dominação de terra ela cobriu o buraco.

Todos eles voltaram caminhando para o palácio. Agora varias outras pessoas estavam com eles, como Ty-Lee e seu filinho de cinco anos, as outras guerreiras Kioshy e muitos dos amigos de Iroh.

Aang, Katara, Sokka e Toph passaram mais dois dias na nação do fogo. Depois decidiram voltar para Republic City.

- Espero você lá algum dia desses – disse Aang para Zuko.

- Com certeza irei – ele respondeu.

Aang subiu em Appa.

- Appa Yep Yep.

Então eles partiram de volta para casa.

Notas finais
sad, sad, sadddd