Depois Da Guerra.

8 Capítulo 8 - A Chegada de uma Beifong


Alguns anos depois.......

- Mãaaaae ! O Bumi puxou meu cabelo!

- Mas foi porque ela me molhou com aquela dominação de água estúpida !

- Manhêê......

Katara colocou as mãos na cabeça com uma expressão cansada.

- Aang – ela disse um pouco irritada – você poderia resolver isso?

Isso com certeza foi uma pergunta retórica, Aang não tinha outra opção se não ir resolver o que quer que estivesse acontecendo.

Uma garotinha de oito anos correu até Aang assim que o viu. Ela usava um vestido azul marinho, tinha a pele morena, seu cabelo estava preso em uma espécie de coque, e algumas mechas na frente ficaram para fora, mas eram amarradas com fitas. Ela era igual a Katara, mas ao invés de olhos Azul cobalto, ela tinha olhos cinzas, assim como os de Aang.

- Papai, papai! — dizia a garotinha – o Bumi puxou meu cabelo!

- É mentira! – exclamou um garotinho, que devia ter cerca de seis anos. – Ta, é verdade! Mas eu só fiz isso porque ela dominou água na minha cara! Estou todo molhado!

Aang se sentou e colocou as duas crianças no colo, uma em cada perna. Os dois olhavam para baixo, como se estivessem envergonhados do que fizeram. O menino tinha pele morena assim como a irmã. Seu cabelo era castanho claro e curto. E seus olhos eram azul cobalto assim como os de Katara.

- Bumi, quero que você peça desculpas para Kaya – disse Aang, olhando nos olhos do menino.

- Mas pai ! – ele exclamou

- Nada de mas, peça desculpas a sua irmã

Bumi olhou para Kya.

- Me desculpe Kya.

- Agora Kya – disse Aang – eu quero que você peça desculpas para Bumi.

Desta vez, ninguém contestou.

- Me desculpe Bumi.

- Filha, entre e vá ajudar sua mãe, eu e seu irmão precisamos conversar.

Kaya saiu correndo para dentro da casa e Bumi olhou para Aang com os olhos tristes.

- Você tem alguma coisa para me dizer não é garotão?

- Sim – respondeu Bumi em voz baixa. – Mas eu não quero falar aqui, a Kya pode ouvir.

- Então vamos andar.

Eles andaram até o centro de treinamento do tempo, de onde se tinha uma vista perfeita do mar aberto.

- Acho que estamos longe o suficiente. Disse Aang.

- Bom pai, é que, a Kya é uma dominadora de água, a mamãe é uma dominadora de água, e você é um dominador de ar, e o Avatar. E eu, bem, eu não sei fazer nada.

- Bumi, você sabe que o tio Sokka não é dominador certo?

Bumi concordou com a cabeça.

- Ele não domina nenhum elemento, mas é excelente com espada, e ele ajudou o papai a salvar o mundo muitos anos atrás.

- Uau !- exclamou Bumi – Um não dominador te ajudou a salvar o mundo?

- Não só um! Na nossa antiga equipe, tínhamos a mamãe, uma dominadora de água, eu, um dominador de ar, Zuko, um dominador de fogo, Toph, uma dominadora de terra, e dois não dominadores. Suki e Sokka. Sokka, com já disse, ela excelente com espada, alem de ser muito inteligente e bom com planos. Suki, era uma guerreira Kyoshi, ela lutava com leques!

- Papai, posso aprender a lutar com espadas? — Dizia o garoto animado

- Você ainda é muito novo, mas assim que tiver idade o suficiente, poderá aprender com tio Sokka.

- Viva! — Exclamou Bumi – Eu serei o melhor espadachim da terra!

- Garanto que vai.

Bumi pegou um graveto e começou a usa-lo de espada. Ele saiu correndo, atacando todas as arvores que via pela frente.

Aang voltou com Bumi para a casa, e Katara preparava o jantar.

- Katara, deixe-me de ajudar!

- Mesmo depois de dois filhos você ainda não aprendeu não é mesmo Aang! – Katara dizia rindo – Eu posso me virar, não sou uma invalida.

- Eu sei meu bem, mas é que o bebe já esta para nascer e você não deve fazer esforços !

- Carregar tomates de um lado para o outro na cozinha não é fazer esforço.

Katara se aproximou de Aang e beijou-lhe.

- Eu já tive dois filhos. Posso dizer que sou uma especialista no assunto. Não fique tão preocupado meu bem.

Katara pegou uma travessa na mão.

- Me ajude a por a mesa Aang.

Com dominação de ar, Aang lançou talheres, pratos, comida, porta copos, guardanapos e tudo mais que é necessário. Katara se virou para Aang, ainda com a travessa nas mãos.

- Não desse jeito Aang ! – disse ela irritada – Você poderia ter me acertado, ou pior, alguma das crianças!

Aang sussurrou no ouvido das crianças enquanto Katara voltava para a cozinha.

- Hormônios de gravidez. Nunca provoquem sua mãe quando ela estiver desse jeito. Em um segundo ela é uma brisa suave, em outra é um furacão !

As crianças assentiram com os olhos arregalados.

- Eu ouvi Aang – disse Katara voltando da cozinha.

- Ouviu o que? Nós não falamos nada! – respondeu Aang

Katara o olhou com aquela famosa cara de “ conversamos mais tarde “ e Aang ficou vermelho.

Aang e Katara colocaram as crianças na cama.

- Mamãe, Papai, conte-nos alguma de suas historias antes de dormirmos!

Aang e Katara se entreolharam.

- Sua vez. – declarou Katara.

- Mas meu bem –exclamou Aang – eu contei da ultima vez! Eu trabalhei o dia todo e...

- Quem é a mulher grávida por aqui?

- Você Katara, mas...

- Nada de mas. Eu preciso descansar.

Katara de aproximou das crianças e lhes deu beijos de boa noite. E depois saiu do quarto.

- Hormônios de gravidez? — perguntou Bumi.

- Na mosca. – sussurrou Aang.

Aang começou a contar as historias. As crianças se aninharam em seu colo. No começo da historia, eles pareciam muito concentrados, mas em poucos minutos, seus olhou começavam a se fechar, eles tentavam se manterem acordados, mas em poucos minutos, ambos já dormiam profundamente. Aang suspirou e ficou acariciando a cabeça dos filhos, até ele próprio cair no sono.

Ele acordou na manha seguinte com a imagem de Katara sorrindo pra ele. Ela estava linda. Cabelos soltos, usava um vestido azul e sua imensa barriga a deixava mais bonita ainda. Ele sorriu, delicadamente colocou as crianças para o lado e se levantou.

Assim que eles saíram do quarto Katara o beijou.

- Muito bonito me deixar sozinha à noite! – ela disse rindo.

- Me desculpe, eu cai no sono. – explicou Aang.

- Não precisa se desculpar, eu e o bebe adoramos ter a cama de casal só para nós.

Eles estavam sentados jogando uma partida de Pai-Sho quando Toph e Sokka apareceram na porta. A barriga de Toph estava tão grande como a de Katara. Ela usava um vestido verde ao invés do uniforme de sempre, porque depois de muita insistência Sokka havia a convencido que ela devia parar de trabalhar até o bebe nascer.

- Que bom ver vocês ! – exclamou Katara.

Eles se abraçaram, menos Toph e Katara, que não se alcançaram pelo tamanho das barrigas.

Todos eles se sentaram em uma mesa no jardim e ficaram conversando por um bom tempo. Até que Bumi e Kya vieram correndo.

- Tio Sokka, tio Sokka – Bumi dizia – me ensine a lutar com espadas! Quero ser bom assim como você!

- Quando você for um pouco maior, prometo que irei te ensinar.

- Viva! — ele disse, e saiu correndo com um graveto na mão.

- Mamãe! – disse Kya – Olha o que eu consigo fazer !

Então Kya pegou um filete e água e transformou em gelo.

- Meus parabéns minha filha! – exclamou Katara orgulhosa. – Assim que o bebe nascer, eu voltarei com suas aulas de dominação.

- Excelente – ela disse, e então saiu correndo atrás do irmão.

Aang, Katara, Sokka e Toph voltaram a conversar. Quando Toph urrou de dor. Sokka, desesperado correu até ela.

- Toph, está tudo bem? – ele perguntou agoniado.

Ela respondeu com outro urro.

- O bebe – ela disse entre dentes – está nascendo.

Sokka ficou chocado e sem reação. Aang olhou para Katara e correu até o templo para chamar algumas parteiras. Katara deu as instruções.

- Sokka, feche a boca e faça alguma coisa de útil! Traga a Toph!

Sokka a pegou no colo e foi atrás de Katara.

- A coloque deitada aqui, e saia do quarto.

- Sair? – perguntou Sokka;

- Sim! Eu já terei que fazer um parto, não preciso cuidar de você também!

- Mas...mas...

- Vai logo Sokka! Você não se lembra da ultima vez que você assistiu um parto?

- Tudo bem – concordou Sokka – mas eu estarei aqui fora, e qualquer coisa que ela precisar é só me chamar.

Sokka saiu do quarto e se sentou no chão. Katara colocou as mãos em Toph.

- Tudo vai ficar bem – disse Katara. – Fique relaxada e faça tudo o que eu disser.

Toph concordou com a cabeça.

- Odiei a ideia, mas tudo bem – ela disse, e então Toph sentiu aquela dor outra vez, e com dominação de terra, arremessou um vaso contra a parede, este quebrou em milhões de pedacinhos.

- Desculpe-me, não foi minha intenção.

- Não se desculpe.

Duas mulheres entraram correndo no quarto onde eles estavam seguidos por Aang.

- Ei Aang! – Sokka exclamou enquanto Aang entrava – Porque você pode ficar ai dentro e eu não?

- Porque eu não desmaio que nem uma garotinha – disse Aang com um sorriso no rosto – Acredite em mim, eu assisti aos dois outros partos de Katara, e não é algo agradável de ver.

Aang então fechou as portas atrás de si.

Toph arremessou outro vaso contra a parede, este quase acertou Aang.

- Cuidado pés pequenos!

- Vamos Toph – disse Katara, agora quero que você empurre ta bem?

Toph pela primeira vez obedecia Katara.

O tempo passava e Sokka continuava sentado na porta do quarto. “Ele ouvia muitos urros vindos de Toph, e Katara gritava coisas como, “empurra” e “ pare de quebrar meus vasos”.

- Está quase – disse Katara um tempo depois.

- É uma garota – Katara exclamou quando pegou no colo uma menininha branca de lindos olhos verdes. Katara a limpou com um pano umedecido com água morna, e então a enrolou em uma manta. O bebe chorou, e Sokka entrou correndo no quarto. Katara entregou a pequenina para Toph, que quando a pegou no colo começou a chorar.

- Minha filha, minha querida filha – ela dizia – você nem imagina o quanto eu esperei por este momento.

Sokka observava de longe.

- Venha cá – disse Toph – venha conhecer sua filha.

Sokka se aproximou, sentou-se na beirada da cama e pegou o bebe no colo. Toph respirou fundo e encostou a cabeça nas almofadas. Ela estava com os cabelos soltos e grudados de suor.

Sokka olhou para ela, e seus olhos brilhavam.

- Como vamos chama-la?

- Lin – Toph respondeu – Ela se chamara Lin.

- É um lindo nome — concordou Sokka. – Você gosta desse nome, pequena?

Sokka devolveu o bebe para o colo de Toph.

- Só hoje eu gostaria de poder enxergar – disse Toph – só para vê-la.

Ela é linda – disse Katara – e esta sorrindo para você.

Mais algumas lágrimas escorreram dos olhos de Toph.

- Ela não é cega como eu não é ?

- Não Toph – disse Aang. – E digo isso porque ela não tira os olhos de você.

Toph apertou a criança conta ela,e a pequena Lin colocava as mãozinhas no rosto de Toph.

Notas finais
espero que tenham gostado *-*