Notas iniciais
Olá turminha! Preparados para mais um capítulo de Depois da Aula?
Notaram q a capa da fic mudou?
A leitora meio fantasma, com aparições breves e sigilosas ( mistério) de nick : tenten_f ( TakaShiro) me deixou uma MP review dizendo q ta gostando muito da fic e dando uma capa de presente para ela! Essa novinha fofinha aí! Gostaram?
Mini-san também aceita capas de presente gente, junto com review e o que quiserem me dar! *-*
Aliás dia 17 de fevereiro é meu aniversário... presentes? =]
Vamo logo ao cap!

Capítulo 3 – O Reita

The beautiful devil on the bed

Tempt me by masturbation...


Meu celular despertou mais cedo do que o de costume e eu o desliguei rapidamente. Resmunguei por ter que levantar minutos antes do que era acostumado, mas decidi ir logo tomar um banho... sim eu estava excitado... sim eu sonhei com ELE de novo ... e sim, com certeza vou me masturbar no banho.


Optei por uma ducha, queria ganhar tempo e não correr o risco de não conseguir deixar tudo preparado, a banheira demoraria encher.Deixei a água lavar meu cabelo, estava calor, não seria ruim sair com ele molhado.


Como toda pessoa comum decidi gastar o tempo de banho pensando na vida e nos mistérios do universo ao invés de apenas me banhar de uma vez, a diferença é que eu me masturbava lentamente enquanto isso... sim, essa coisa toda ta piorando minha puberdade estendida, só pode...


Tudo bem... eu sou gay... gozo mais pensando nele e me esfregando nele, ou fazendo qualquer coisa com ele do que quando usava filmes e revistas de mulheres para isso... mas isso pode ser sinal de bissexualidade também... o fato é: EU ESTOU NAMORANDO UM GAROTO.


Sim, é a força e tals, se eu me negar a qualquer coisa ele pode muito bem me matar, matar toda a minha família – não que eu fosse me importar realmente – e exterminar toda a minha vida, que é uma merda, mas é a MINHA querida vida de merda!


Tenho que ser sincero também, estou gostando até demais desse “relacionamento”, principalmente das partes mais físicas e ... apesar de me dar medo... ele é um cara até legal.


Qual é Takanori, ele te fez de saco de boladas, te ameaçou, estuprou sua boca, o obrigou a namorá-lo, te dar ordens toda hora e nunca aceita um “não” como resposta... como assim “ele é um cara legal”?


Como? Bem... ele me dá medo, mas... às vezes... mesmo do jeito sério e assustador dele... ele parece meio... doce.


OK! Estou louco, só pode, só pode.


Pronto Takanori, além de bicha, e bicha comprometida, é bicha masoquista e apaixonada agora? O que é? Quer ser vadia de mafioso? Deixar ele te comer, te usar e depois sair como se não tivesse nada? Cadê seu orgulho, anão? Cadê?


–Droga! – fechei meus olhos e agilizei a carícia em meu membro que nem de longe chegava a ser tão grande quanto o dele... mas ele parecia gostar já que ontem... – ah! – dexei o gemido baixo escapar quando o sêmen jorrou da glande só em lembrar do que tínhamos feito ontem.


Tinha três dias que estávamos... naquilo. Ele “me pediu” em namoro na terça, eu “aceitei” e desde então passamos todos os intervalos juntos, almoçando, nos esfregando e às vezes conversávamos algo, muito pouco mesmo. Eram apenas três dias de qualquer modo, quatro com hoje, eu não sabia muito mais sobre ele do que sabia todos esses anos. Além de que ele é herdeiro de um império no submundo, que é perigoso, sério, sem muitas palavras e arrogante, agora eu confirmava que ele era mimado, não aceitava qualquer tipo de negação e... era estranhamente educado em umas coisas e totalmente grosso em outras.


Ele sempre pedia quando queria experimentar da minha comida, e sempre elogiava, mas nunca perguntava se que queria ou não comer com ele, apenas aparecia na porta da minha sala e ai de mim que tentasse fugir, “Tente escapar e você morre!” era o que ele dizia. E Reita nunca pedia permissão também para me tocar, simplesmente colocava suas mãos em mim, me puxava, me agarrava, me beijava, e pronto, o resto tudo quem decidia era ELE, não que eu não apreciasse... eu me divertia, confesso... mas era estranho, sei lá, não parecíamos íntimos, não era como pensei que seria meu primeiro namoro, e nem como pensei que um namoro seria... geralmente as pessoas namoram por que gostam uma da outra não? Não por que uma te obriga a chupá-lo e diz simplesmente “Você é meu namorado”...


–Aff! – suspirei em contrariedade, por que tudo isso tinha que acontecer comigo? Minha merda de vida estava muito bem antes de mais um desastre acontecer nela.


Decidi me ensaboar logo antes que fosse o culpado por adiantar a falta de água no mundo, e foi ao passar a bucha em minha bunda que um estremecer me invadiu... não soube definir bem de quê.


Eu não gostava do avanço ultra sonicamente rápido que nosso “namoro” estava dando no quesito físico... era bom, um tesão e tanto, mas... essa partezinha aqui de trás... sei que uma hora ou outra ele vai querer e... EU NÃO QUERO UM PAU GIGANTE NO MEU RABO!


Vai me arrombar todo, ta doido? Eu não sou resistente a dor e... porra! Só tinha três dias e ontem ele...


–Droga! – praguejei.


Nesse três dias ele chegava mais cedo na escola e me esperava na minha sala, como se para lembrar que estava ali e que eu já tinha destino certo no intervalo. Passávamos a uma hora de intervalo juntos e sempre tinha toda aquela esfregação e masturbação no meu ex-cantinho da solidão. Assim que terminávamos íamos pro banheiro mais próximo, que era misteriosamente esvaziado assim que ele se aproximava, e nos limpávamos. Depois ele sempre me dava um beijo e dizia “Até amanhã!”. Não nos víamos depois disso porque eu não ia do lado dele do prédio e na saída os “empregados” do pai dele viam buscá-lo em um carro todo preto, então eu nem sonhava em me aproximar. Mas ontem... depois que terminamos de comer ele levantou e ditou “Você vai trazer comida para mim amanhã! Gosto mais da sua do que a do pessoal lá de casa!” , era apenas pra me manter informado sabe, não era uma pergunta nem se eu colocasse um ponto de interrogação no final. E é esse o motivo de eu ter levantado mais cedo, para dar tempo de preparar algo decente para dois... vai que ele decide que não ta bom e me bate?


Não que ele tenha me batido alguma vez...


Bem, o negócio é que apesar de saber que deveria ficar animado por ele apenas falar aquilo e não me agarrar como tinha feito nos outros dois dias, eu fiquei meio... sem saber o que fazer. Sei lá, ele não queria mais? Mas quando me virei para voltar pra minha sala ele simplesmente pegou no meu pulso e me levou até o banheiro, que se esvaziou em três segundos, trancou a porta e me arrastou para um box, assim como a primeira vez que...


“Sinto falta da sua boca!” – ele falou, se encostando em uma parede lateral, e eu vergonhosamente nem resisti quando ele começou a abrir o cinto... eu meio que... estava sedento por fazer aquilo de novo, então me pus de joelhos e como tinha feito da última vez lhe ofereci sexo oral... ta, legal, confesso... eu meio que gosto mesmo de ter um pau na minha boca e já que eu tinha que namorá-lo mesmo, querendo ou não, por que não tentar me divertir também?


O diferente veio quando antes de gozar ele puxou meu cabelo e me levantou, me virando e colando minha cara na parede lateral oposta. Foi até legal quando ele enfiou a mão na minha calça e tocou o meu membro pela primeira vez com os dedos e tals, mas... sentir aquele pinto duro na minha bunda, ainda que eu estivesse de roupa foi... assustador, sei lá, vai que ele se empolgava e metia em mim ali mesmo? Eu ia morrer, não cabe, aquele negócio não ia caber mesmo!

Mas para o meu alívio ele apenas ficou se esfregando entre minhas nádegas por cima do tecido da calça enquanto me masturbava e nós dois gozamos sem mais danos para mim, apenas um trabalhinho extra em ter que lavar parte da minha calça e ficar com ela meio molhada, mas ninguém olhava muito para mim mesmo, e quando olhavam era só pra minha cabeça loira e pros piercings nas orelhas para dizer “Delinqüente!” e virar a cara.


Respirei fundo e decidi testar algo, mais cedo ou mais tarde, e eu sabia que estava mais para o mais cedo, ele ia sim me virar de costas, abrir meu traseiro e meter em mim, ainda que eu não quisesse... aquele “namoro” não era uma democracia, era algo entre ditadura e monarquia radical chefiada por Suzuki Akira.


Encostei meu rosto na parede e empinei minha bunda, parecido com ontem, e deixei a mão que não estava com a bucha alisar meu traseirinho modesto... não sei o que ele gosta aqui, mas em fim... Fechei os olhos e levei meu indicador até AQUELE lugar.... não acredito que to fazendo isso. Mas... será que dói muito?


Rodeei um pouco, encontrando meu buraquinho realmente pequeno... aquela merda de pinto gigante não vai entrar aqui nem com reza... comecei a enfiar o dedo um pouquinho... au... incomoda ... e é difícil, que horrível, cara... isso é ruim demais, eu não quero nada aí não. Tirei logo o dígito e balancei a cabeça... eu tinha que arranjar um jeito, meter na minha boca sim, eu até gosto, mas ali não...


–Aqui não! – ditei para mim mesmo, o difícil seria dizer isso para ele, mas duvido que ELE tentaria fazer algo na escola ... eu acho. Reita não seria mau de me deixar sem ter como voltar pra casa, seria? Ele é todo mau, assustador, perigoso, ditador, mas... ele até que é doce comigo, quando não me ameaça... sempre perguntando se eu quero mais comida da marmita dele, comprando bebidas pra gente, me beijando e chupando meu pescoço...


Desliguei o chuveiro e saí logo dali, tinha que fazer a comida do dito cujo ainda, queria fazer algo bom e gostoso... não por querer que ele elogie, ele sempre elogia, mas eu não quero que ele reclame...


Fui pro quarto, vesti minha roupa, passei um pouco de base no meu pescoço pra esconder os chupões e decidi usar de uma vez o delineador que havia comprado ontem depois da escola, como pensei... ficou realmente legal, pareço até um daqueles pessoal de Visual Kei... e é o que eu queria parecer mesmo.


Cozinhei tudo meticulosamente em dobro, pegando duas vasilhas e tentando montar de um jeito bonito, eu era um artista em desenvolvimento afinal, modéstia a parte ficou bonito, espero que esteja gostoso também.


–Está feliz hoje, meu filho? – Fukoto-san perguntou e eu me admirei, fazia tanto tempo que ela não falava que achei que além de surda e cega ela tinha se tornado muda também.


–Hã? ... ah... é sexta-feira, é o dia mais feliz da semana! – respondi em uma voz mais elevada para que minha babá idosa escutasse – estou indo, Fukoto-san! – anunciei quando terminei de embalar tudo e colocar em minha pasta, saindo da cozinha e passando para o jardim enorme em direção ao portão.


Como esperado ele estava dentro da minha sala vazia quando cheguei, e eu confesso que gostei do olhar dele levemente surpreso e atento ao meu rosto... realmente, delineador chama atenção.


–B-bom dia! – cumprimentei , não é por que a gente se esfrega e come junto que eu tinha perdido meu receio e medo em relação a ele, vai que ele dá a doida! Dizem que Yakuza funciona à base de humor, e eu não quero vê-lo de mau-humor.


Ele se levantou antes que eu chegasse à minha carteira, mas eu fingi não ver e deixei minha pasta sobre o tampo de madeira antes de sentir suas mãos apertando minha cintura. Então ele me sentou muito rápido em cima da mesa, se colocando entre minhas pernas e me beijando... merda... ele realmente beija muito bem!


Aquilo era novo, nesses três dias ele apenas me cumprimentava e falava que nos veríamos no intervalo.


–Ficou bonito! – falou de um jeito sério ao afastar sua boca da minha e eu, idiota e inerte, fiquei processando o que significava aquilo enquanto olhava para os olhos escuros atrás dos fios loiros.


–Ah... obrigado! – agradeci depois de um tempo longo demais... merda, tenho certeza que to vermelho... ele sorriu, pronto! To mesmo vermelho! Que vergonha, Takanori! Que merda você se tornou meu filho!... não liguem, eu gosto de conversar comigo mesmo... não tinha mais ninguém mesmo pra conversar.


–Trouxe minha comida? – perguntou em sua voz rude e mandona... eu voltei a realidade!


–Trouxe... não sei se ta bom, mas trouxe! – respondi rapidamente, meio assustado com a voz dele e me virei para pegar minha pasta, abrindo-a e pegando a vasilha que havia separado para ele, estendo-lhe.


–Eu venho aqui no intervalo e nós vamos juntos como sempre, você guarda até lá! – avisou... ele tinha mesmo que dizer tudo como se estivesse ameaçando alguém?


–Ah! Sim! – assenti, só então me dando conta de que ainda estava sentado no tampo de madeira e ele ainda estava entre minhas pernas... e eu estava ouvindo passos no corredor – etto... – comecei ao ousar empurrá-lo com as mãos lentamente, e por incrível que pareça ele realmente me obedeceu.... PERAÍ... Reita... O REITA, me obedecendo?


Quando a porta voltou a abrir ele já estava a meio caminho da saída, a garota quase tendo um infarto e se encolhendo de medo ao ver quem estava a sua frente, mas ele passou por ela como se ela não estivesse ali.


–O que esse cara estava fazendo aqui? – perguntou para si mesma, os alunos daquela escola simplesmente não falavam comigo – que medo!


Como de costume ele foi até a minha sala e eu fiz questão de já aguardá-lo do lado de fora, tinha ganhado mais olhares do que o normal hoje, provavelmente por causa da maquiagem, mas ao lado dele ninguém ousava nem se aproximar, quanto mais olhar... de repente lembrei de mim... ninguém me olhava porque eu era invisível... já no caso dele, não o olhavam por terem medo... bem, eu também tenho... mas...


–Comida! – ele ditou ao se sentar no lado dele do meu ex-cantinho da solidão e abrir as mãos... devo confessar.... apesar da voz, da ordem e da cara séria.... ele me pareceu fofo daquele jeito.


Não consegui impedir que meus lábios sorrissem e me sentei também antes de abrir a minha pasta e retirar os embrulhos, entregando-lhe o dele.


–Obrigado – ele agradeceu em um rugido baixo... ele realmente era educado, mas não sabia como falar as coisas – itadakimasu! – murmurou ao abrir a vasilha e pegar um dos bolinhos que eu havia feito para acompanhar o arroz e o frango empanada, além de alguns legumes.


Abri a minha e fiquei olhando meticulosamente ele levar os hashis aos lábios... ok, ok... eu confesso... estava sim curioso e ansioso para saber o que ele diria.


Reita mastigou um pouco e sua feição pareceu se enrijecer, seus olhos arregalados e a boca cerrada ... Fodeu! Ele não gostou...


–Delicioso! – pronunciou de um modo baixo, continuando a mastigar e pegar mais rapidamente, parecendo querer comer tudo o mais rápido possível.


Suspirei aliviado e sorri ao abaixar o rosto... eu estava feliz, dá licença! Nunca ninguém elogiou tanto a minha comida antes... bem, nunca ninguém havia comido dela também, além de mim é claro.


– Eu compro bebidas hoje! – ditei em animação – se quiser comer um pouco da minha, acho que coloquei muito! – assenti, não esperando resposta e correndo para trazer logo as bebidas... que sentimento é esse?


– Tio, dois refrigerantes, por favor, uma coca e uma fanta uva! – pedi o que ele sempre tomava e o que eu sempre bebia... aliás, como ele sabia que eu gostava de refrigerante de uva?


O tio me entregou as latinhas me lançando um olhar meio torto, bem,com o cabelo, piercings e agora maquiagem... é, com certeza o tio da lanchonete não deve gostar. Paguei e me virei para voltar pro meu ex-cantinho da solidão quando por estar meio aéreo esbarrei em um cara do terceiro ano que deveria ter quase o dobro do meu tamanho


–Desculpe! – me apressei em dizer, já me bastava confusão com um brutamontes, que por sinal agora era meu “namorado”, não queria mais ameaças de surras.


–Hã? Quem é você esquisitinho? – ele reclamou.


–Ninguém não, to indo! – assenti, me virando para o lado e me adiantando para sair dali quando dei de cara com Reita logo atrás do garoto – o-oi... – falei, meio sem saber o porquê de ele estar ali, pensei que me esperaria.


Reita estava sério e com uma expressão de dar medo em qualquer um, tanto que eu me encolhi quando ele veio em minha direção, mas ele passou direto e eu tive que me virar para ver a cena.


–Não o chame de esquisitinho! – vociferou em um tom rouco e baixo, tendo que olhar para cima para encarar direito o garoto.


–R-Reita... – o garoto gaguejou ao dizer aquilo, dando passos para trás para se afastar – foi sem querer, eu não disse nada não, eu só me assustei, não foi garoto? – perguntou de um modo meio afobado em minha direção.


–Hã? Foi, eu esbarrei nele – expliquei, meio afobado também... ah meu Kami! Eu não quero ver outro garoto inconsciente na minha frente.


Ainda assim Reita deu um soco no rosto do garoto e ele quase que deu um giro antes de cair no chão... acho que quase tinha me esquecido que o Reita era... O REITA.


Por sorte ficou apenas nisso e ele deu às costas, andando rápido para a saída, eu o segui, meio acanhado pelos olhares discretos para nós, ninguém tinha coragem de fazer mais que isso.


–N-não precisava fazer aquilo ... – ousei comentar assim que voltamos a nos sentar no canto escondido atrás da escola — ... não tinha sido nada mesmo, eu nunca fui muito visível nessa escola e depois que eu mudei de visual algumas pessoas apenas não sabem quem eu sou, então é normal me acharem esquisito... por causa da minha imagem, então...


–Você é bonito, inteligente e talentoso, não é “esquisitinho”, aquele garoto só teve o que mereceu, ainda peguei leve por respeito a você – ele me interrompeu, bebendo um longo gole de sua coca logo após, se virando para mim e pegando um pouco da minha comida, já que havia terminado a sua.


Fiquei boquiaberto durante alguns segundo, mirando sua feição concentrada em comer... como se não tivesse dito os elogios mais lindos que alguém já havia me feito... acho que os únicos também... corei... merda! Que droga Takanori! Sua bicha idiota!... não acredito nisso... meus olhos estão ardendo... não merda! Chorar? Chorar por causa disso? Que merda de biba eu sou?... droga... esse imbecil, monstro, lindo e fofo do caralho...


–Ei... o que foi? – ele perguntou em um rugido que parecia impaciente, mas acho que era só o seu jeito de se mostrar preocupado.


Funguei e levei minha mão aos olhos, soltando a minha vasilha no chão e tentando limpar minhas lágrimas.


–P-posso... te beijar? – perguntei em um soluço estranho, mas sei lá... era sempre ele quem começava a me agarrar, então senti que deveria pedir permissão.


E foi realmente estranho quando eu vi a coloração rósea por detrás da faixa do nariz, e ele coçar a cabeça instantaneamente... não creio... ele tinha ficado sem graça? Reita... O REITA... sem graça?


Akira apenas assentiu, fechando os olhos e virando seu rosto para mim... fofo... realmente fofo... Céus... que garoto é esse?


Me agarrei em seu pescoço e colei logo minha boca na dele, provando da saliva com um pouco de gosto de comida e refrigerante, tocando a língua dele e fechando bem os meus olhos. Senti suas mãos em minha cintura, e ele me erguia com uma facilidade tremenda, me sentando em seu colo, de frente para si, fazendo-me abrir minhas pernas para acomodar seu quadril embaixo do meu. Instantaneamente comecei a me mover em um vai e vem sugestivo... era emoção e tesão demais para segurar... que se danasse se eu era um vadia de mafioso... esse cara é simplesmente inacreditável!


Suas mãos desceram até a minha bunda e a apertaram com força, me fazendo perder o fôlego e cessar o ósculo.


–Akira... – gemi em uma arfada incociente, projetando minha cabeça para trás, sentindo alguns raios de sol que conseguiam passar pela sombra das árvores em meu rosto enquanto uma boca molhada abocanhava minha pele do pescoço... teria que dar um jeito de esconder as marcas depois... não que ninguém olhasse muito para mim, mas... ah! Droga, ele tem uma língua tão boa!


Senti um volume duro contra o meu traseiro, e ao invés de me assustar fiz questão de me mover mais para que o que eu achava que era a cabeça ficar bem de encontro á região da minha entrada, coberta pelas roupas.... que se ferrasse... aquilo era bom.... não me importaria se ele me arrombasse... só pelo o que ele disse...


–Ah! – ele gemeu quando fingi que me penetraria com ele.. . tive que abaixar a cabeça para ver o seu rosto... céus! Ele é lindo! ELE REALMENTE É LINDO!


To nem aí se isso foi gay, bicha, ou o diabo a quatro... eu só quero aproveitar isso antes que acabe e...


–Taka... – ele gemeu o meu nome... O REITA... gemeu o meu nome.... ou apelido, sei lá... mas... porra! Foi tão ... ah!....merda!


Foda-se!


Me apressei em desabotoar minha camiseta o mais rápido possível, fazendo o mesmo com a dele, tocando bem o peito nu e parcialmente definido, mordendo seu pescoço... se ele podia me deixar marcado, eu também podia. Levei minhas mãos ao seu cinto, e fui quase desesperado para desabotoar sua calça e puxar o membro duro da cueca, acariciando com vontade. Abri minha calça com a mão livre e também puxei minha ereção para fora, colocando-as juntas e tendo de usar minhas duas palmas para masturbá-las... pode ter certeza... isso é um tesão da porra!


Seu rosto foi para a curva do meu pescoço, e mordeu meu ombro com força, me fazendo gemer mais, tentando manter minha voz baixa, não era por que aquela parte da escola era deserta que não havia risco de alguém passar por ali. Suas mãos puxaram minha calça para baixo, desesperado, mas conseguindo apenas deixá-las no meio das minhas coxas, o suficiente para desnudar minhas intimidades.


Seus dedos levantaram meu quadril levemente, me fazendo parar com a masturbação e me puxando mais para si. Seu pênis se encaixando bem entre as minhas nádegas e ainda que eu tenha me assustado, outra mordida em meu pescoço me fez esquecer completamente do medo e apenas sentir toda a excitação e o prazer. Me movi como antes, o membro pulsando, se roçando ali atrás, e quando suas mãos se espalmaram em minha bunda , a abrindo e a levantando mais, senti a glande rapidamente se pressionar contra a minha entrada, mas não entrando... eu estava certo, não entraria ali... simplesmente era impossível.


Doeu um pouco, porém, também me fez tremer em espasmos. E ainda que notavelmente seu falo não fosse me penetrar, ele continuou movendo meu quadril contra mim de modo curto... me fazendo literalmente quicar, sentindo a sua glande se arremeter contra o meu buraquinho... sem jamais entrar, apenas cutucando...


–Ah... Akira... – não controlei minha arfada gemida e me apoiei em seus ombros, ajudando-o no estímulo, tornando as cutucadas mais rápidas enquanto ele levava sua mão à extensão do membro. Apoiei meus joelhos na grama e quiquei mesmo sobre à cabeça molhada de pré-gozo, fechando meus olhos e tentando esconder meu rosto na curva de seu pescoço... era vergonhoso... mas... era tão bom! Ficava meio molhadinho ali atrás e... dava uns choques tão... merda!... era mesmo um tesão... Não suportei mais, saí de mim e rodeei meu quadril em um rebolado involuntário, a glande também se movendo junto comigo e me melando mais... abrindo um mínimo espaço em minhas pregas, mas ainda não penetrando, apenas tendo um contato maior ali. Continuei rebolando, sem me importar com nada, estava bom, estava realmente bom. Levei uma de minhas mãos ao meu membro gotejante, não ia suportar muito mais.


Abri meus olhos e mirei os orbes escuros, tão afogados em prazer quanto eu, apesar de um leve franzir em seu cenho mostrar que estava quase implorando para entrar em mim, se segurando, ainda que com certeza se ele forçasse mesmo conseguiria, ás custas de sangue e dor por minha parte, mas conseguiria...


–Akira... – gemi uma última vez antes de beijá-lo novamente, aumentando o ritmo de minha mão e de minhas reboladas...

E então gozei... como nunca tinha gozado em toda a minha vida... sujando sua barriga e até mesmo parte de seu peito enquanto ele se despejou ali mesmo, contra a minha entrada, um pouco do liquido me invadindo rapidamente pela força da impulsão. Ele me beijou mais forte ainda, apertando mais meu corpo contra o seu, me deixando completamente sem ar e totalmente esgotado.


Tivemos que parar para respirar, e realmente quase desmaiamos em busca de oxigênio, eu ainda em cima dele, nossos corpos ainda melados. Me abracei aos seus ombros e escondi minha cabeça em seu pescoço, corando mais do que um tomate maduro... não acredito que quase fizemos...


–Amanhã... – ele foi o primeiro a falar, abraçando a minha cintura de um modo que eu não achei que ele fosse capaz de tão gentil — ... amanhã é sábado... você vai sair comigo... vamos ao cinema, nos encontramos às duas da tarde em frente à estação de Shibuya – era um aviso... como sempre... mas era o convite para sair mais lindo que alguém já me fizera... na verdade era o único... mas ainda assim era lindo!


“Droga! Eu sou tão gay!... e um gay apaixonado ainda por cima"


Notas finais
Gostaram?
Esses dois são bem safadinhos neh?
Próximo cap é o penultimo, e o cap do lemon completo também... mas esse aí foi quase um lemon, falem, aí, foi, não foi?
Neh! Eu to escrevendo e atualizando as fics Vijukei no Monogatari ( minha) e Tsumi to Batsu ( da Azumi-chan - minha beta), por isso talvez o próximo capitulo demore ums diazihos ok? Mas vou tentar trazer no sábado! *-*
Beijo!!!!!!!!!!!
Reviews?