A equipe estava bem enrolada com o sequestro de Penelope. Eles tinham o motivo, tinham a pessoa, mas não tinham nem Penelope nem o homem que havia levado.

Luke só queria uma prova que ela estava viva. Ele só queria ver ela outra vez. Ele só queria ela ao seu lado.

Ele acordou sozinho na cama. A casa silenciosa. Roxie ainda estava com a babá Pet. Ele não tinha cabeça para nada. Ele precisava focar em Penelope.

Quando o celular vibrou. Ele não queria atender.

— Ele vai ligar depois. – Ele pensou antes de virar para o outro lado.

O telefone tocou de novo. Luke pulou assustado da cama. Essa pessoa tentava falar desesperadamente com ele. Não era Hotchner nem um número conhecido.

— Penelope. – Luke pensou antes de atender ao telefone. – Penelope! – Luke gritou quando atendeu ao telefone.

— Mais uma chance Agente Alvez. – Richard disse. – Mais uma chance.

— Quem é você? Onde está Penelope? – Luke gritou com o homem no telefone.

— Ela está em um lugar melhor agora. – Richard falou.

— Seu filho da mãe. – Luke pensou antes de xingar o homem. – Se tocou em um fio dourado do cabelo dela eu juro que vou te matar.

— Se me matar nunca vai saber onde ela está. – Falo Richard. – Te mandei uma foto. Se quiser mostrar aos seus amigos, fique à vontade. Nunca vão me pegar. – Richard desligou o telefone.

— Espere por favor. – Luke gritou ao ouvir o som de discagem.

O celular vibrou coma chegada de uma mensagem. Luke hesitou por alguns momentos. Ele clicou e uma foto foi carregada.

— Pen... – Luke começou a chorar ao ver a foto. – Porque com você?

Luke ligou para Hotchner e informou sobre a foto e a ligação. Ele chegou ao FBI.

— Ei. – Disse Hotch. – A gente vai acha-la.

— Ele disse que ela estava em um lugar melhor. – Luke falou com tristeza.

— Ele falou isso para te aborrecer. – Reid falou. – Então ele deve saber o quando você gosta dela.

— Ele quer se vingar dela eu sei, mas porque me torturar? – Perguntou Luke. – Mandar fotos dela desse jeito.

— Ele sabe que você a ama o suficiente para cometer uma loucura. – Respondeu Hotch. – E vai ficar pior.

Luke assentiu coma cabeça. Penelope estava tão frágil naquela foto.

Penelope acordou em o que parecia ser uma cela de prisão. Ao contrário de uma, essa era um pouco meio estreita. Não que ela conhecesse uma cela de prisão, mas ela tinha uma certa noção do tempo que foi fazer um trabalho com a equipe no começo. No tempo de Gideon.

Penelope se levantou e percebeu que suas costas ardiam como se tivessem sido queimadas. Era a consequência das chicotadas. Ela tentou abrir as grades, mas não conseguiu. No momento em que colocou a mão, ela sentiu como se tivesse pegando fogo e logo soltou.

Ela deu um passo para trás e bateu na parede de tijolos. Ela olhou em volta para ver se reconhecia algo.

— Que lugar é esse? – Ela perguntou alto para si mesma.

— É sua casa nova. – Richard falou.

— Estava aqui o tempo todo? – Ela perguntou.

— Talvez. – Ele falou. – Vejo que já explorou seu espaço.

— Esse quadrado minúsculo? – Ela ironizou. – Talvez eu deva por um banquinho no meio para sentar.

— Algo de errado com a cama? – Ele perguntou.

— Provavelmente. – Ela respondeu.

— A próxima sessão vai começar em quarenta minutos. – Ele respondeu.

— Minha equipe vai te encontrar. – Ela falou.

— Espero que sim. – Ele respondeu. – Do contrário, você morrerá aqui.

— Eu realmente sinto muito que tenha vivido aquele inferno, mas eu não tenho culpa. – Ela se afastou um pouco quando ele se aproximou.

— Se não tivesse saído àquela hora talvez seus pais estivessem vivos. – Ele bateu na grade.

Ela a puxou para perto da grade e a fez engolir uma pílula.

— O que é isso? – Ela perguntou assustada.

— Vai te fazer relaxar por algumas horas. – Ele respondeu ameaçando.

Ela começou a se sentir tonta. Ela se sentou na cama com as tonturas aumentando gradativamente.

— Volto em alguns minutos. – Ele falou.

Ela começou a adormecer rapidamente.

— Luke. – Ela deitou na cama sabendo o que aconteceria a seguir. – Salve-me por favor.

Ela fechou os olhos e dormiu. Richard voltou e a viu dormindo. Ele deu um sorriso assustador para Penelope.

— Levem-na. – Ele falou para dois homens. – E a coloquem no lugar que providenciamos.

Eles a pegaram e a levaram para uma van. Eles a levaram Levenworth. Ela iria passar um tempo lá para aprender e ver de perto o que ele havia passado.

A equipe não fazia idéia do que ela estava passando. Luke estava agoniado com o sumiço de Penelope. Ele não podia lembrar quantas vezes foi até a sala de Penelope e se sentou lá alguns minutos.

Ele sentia tanta falta dela que ele não suportou a idéia de fechar a sala dela com cena de crime.

— Não é uma cena de crime! – Ele gritou com um dos homens que investigaram o lugar atrás de provas. – Não é um crime! Ela está viva.

— Luke. – Hotch falou vindo atrás dele. – Não fique tão nervoso. Nós vamos encontra-la e você vai poder dizer.

— E se for tarde? – Ele perguntou. – E se eu tiver que dizer a um corpo sem vida na mesa do legista? E se for igual ao Rossi quando disse adeus a Strauss?

— Deixe de pessimismo, Agente Alvez. – Falou uma voz.

— Derek. – Reid falou quando viu Morgan saindo do elevador.

— Porque não me disseram que Penelope foi levada? – Ele perguntou.

— Não podíamos te envolver nisso. – Respondeu Hotch. – Você é civil agora.

— Eu ainda posso ajudar. – Morgan falou. – Eu realmente posso ajudar.

Luke ficou Puto da vida.

— Agente Derek Morgan. – Ele pensou. – O único homem que consegue um sorriso sincero de Penelope sem raiva.

Luke respirou fundo.

— Agente Luke Alvez. – Ele falou estendendo a mão.

— Muito prazer. – Respondeu Morgan. – Derek Morgan ou pode me chamar de Trovão de chocolate.

— Já ouvi a história a seu respeito. – Luke falou com certo ciúme dele.

— Então sabe que entre eu e Penelope é só amizade. – Morgan falou.

— É. – Luke falou. – Eu sei.

— Vamos ao trabalho. – Falou Hotch interrompendo os agentes.