As coisas pioram no presidio. Uma das detentas colocou fogo em um aglomerado de papel higiênico. A confusão tomou conta e uma rebelião começou.

Cath e suas companheiras tomaram a cabine das guardas e as amarram.

— Aqui quem fala é Cath Adams. – Ela falou no autofalante. – Parece que temos uma agente do FBI por aqui. Ela se chama Penelope Garcia. É loira, tem corpo volumoso e no momento está se escondendo. Há uma bolsa de dinheiro para quem a encontrar e levar para mim com vida.

— Agora ferrou. – Penelope pensou escondida em uma das cabines do banheiro. – Tenho que me virar sozinha.

Ela tomou coragem e saiu da cabine sempre tomando cuidado para não ser notada. Uma borrachinha de dinheiro em seu pulso foi suficiente para ela amarrar seus cabelos em um coque discreto.

— Sorte encontrar isso. – Ela falou para si mesa. Ela se esgueirou pelas beiradas e paredes em silêncio total.

Quando ela foi abrir uma porta duas detentas a reconheceram e partiram para cima dela que caiu no chão desacordada.

Elas pegaram Penelope e levaram até Cath. Uma das garotas interveio quando Cath começou a estapear Penelope descontroladamente.

— Chama o FBI e troca a vida dela pela nossa liberdade. –Ela falou.

— Eu quero faze-la pagar. – Falou Cath esfaqueando Penelope na barriga.

Penelope soltou um gemido e logo perdeu as forças.

— Quando isso começou? – Falou Hotch ao telefone enquanto acelerou o SUV do FBI. – Precisamos resgata-la.

— O que está havendo? – Perguntou Luke.

— Rebelião em Levenworth. – Respondeu Reid. – Parece que há uma refém.

— Penelope. – Luke falou.

— Nós vamos salva-la. – Falou Rossi.

Morgan estava com JJ no outro SUV apenas olhando a paisagem cinzenta.

— Eu nunca teria saído. – Falou Morgan.

— Do que está falando? – Perguntou JJ.

— Eu nunca teria saído se eu soubesse que isso iria acontecer. – Falou Morgan.

— Você não poderia prever isso. – Respondeu JJ. – Ela não iria querer você envolvido nos assuntos dela.

— Eu sei o que o "novato" sente por ela. – Falou Morgan. – Talvez ele seja o que ela precisa.

— Ela precisa de todos nesse momento. – Falou JJ.

— Ela nem sabe que eu estou aqui. – Falou Derek. – O que eu sinto por ela é amor de amigos, irmão ou o que ficar melhor na frase. Luke a ama e ele a merece.

— Porque diz isso? – Perguntou JJ.

— Ele sempre fica no escritório dela, sentado na frente do computador dela e tal. – Falou Morgan. – Eu tento me manter em boa mentalidade, mas quando estou no banheiro eu sempre choro.

— Você e ela tem uma relação diferente. – Falou JJ. – Penelope sente algo por Luke.

Penelope recobrou a consciência alguns minutos depois de levar a facada. Ela não sentia seu corpo e notou uma poça de sangue ao seu lado.

— Meu sangue. – Ela falou, mas estava fraca para levantar.

Hotch e a equipe chegaram a Levenworth, mas não foram autorizados a entrar.

— Tenho uma idéia. – Luke correu para onde um helicóptero estava parado.

Um homem se aproximou do helicóptero.

— Precisa de ajuda? – Perguntou o homem. Ele recuou quando Luke puxou a arma.

— Preciso da sua ajuda. – Luke falou. – Eu e minha equipe temos que entrar no presídio.

— Não estou autorizado. – Ele respondeu.

— Somos do FBI. – Hotch falou. – Eu tenho poder de autorizar.

— E se eu for demitido? – Perguntou o piloto.

— Deixa eu fazer uma pergunta melhor: E se a minha agente morrer? – Hotch estava nervoso.

— Bom argumento. – Disse o piloto. – Vamos lá.

A equipe subiu no helicóptero e foi para o resgate.

Por fora parecia totalmente calmo, mas dentro estava uma praça de guerra.

Penelope continuou no chão enquanto Cath a agredia. Ela queria fechar os olhos, mas o medo de não conseguir abri-los outra vez tomou conta dela. Ela fechou por alguns segundos antes de ouvir um helicóptero voando sobre a cadeia.

Cath parou de chuta-la.

— Parece que vamos começar a brincar. – Cath falou irônica.

Penelope se permitiu fechar os olhos e cair no vazio da escuridão. Ela sabia que eles estavam vindo.

O helicóptero pousou no telhado da prisão. Luke e a equipe saiu em disparada.

Luke não gostava da idéia de atirar em mulheres, mas se precisasse ele faria com prazer. Eles desceram pelas escadas e entraram na parte de cima da cadeia. Fizeram uma busca minuciosa pelas celas da parte superiora, mas não a encontraram.

Luke desceu as escadas certo que ela estava lá. Algumas presas tentaram agarrar Luke, mas ele as jogou no chão.

— Sinto muito garotas. – Ele falou. – Não estou interessado em amor bandido agora.

— O que precisar garoto quente. – Falou uma das garotas. – Eu posso esperar.

Luke correu para a parte de baixo. Ele quase caiu da escada. Ele e Hotchner vasculharam cada pedaço daquele bloco, inclusive cada máquina de roupas sujas.

Cath não queria fugir. Muito pelo contrário. Queria ser pega em flagrante. Ela desejava a morte. Era melhor que a vida na cadeia. Ela estava dando outro chute quando Penelope ofegou e deu um grito alto atraindo a atenção de Hotchner e Luke.

— Alvez! – Gritou Hotch. – Lá embaixo!

— Eu já vi. – Luke saiu correndo para o andar térreo. – Penny! – Luke encontrou forças para gritar o nome dela enquanto corria.

— Luke. – Penelope tentou gritar, mas só conseguiu um fio de voz. – Me ajude.

— Cala boca, cadela! – Gritou Cath.

Hotch chegou por trás dela e a puxou de cima de Penelope.

Penelope por sua vez conseguiu abrir os olhos o suficiente para ver seu chefe gritando o nome de Luke que estava tentando passar por algumas mulheres que bloqueavam sua visão.

— Alvez. Derrube-as! – Gritou Hotch. Ele pegou Penelope no colo. – Penelope. Olhe para mim. – Hotch viu a poça de sangue embaixo dela. – Tem mais sangue que eu consigo controlar.

Alvez derrubou as duas mulheres correndo direto para Penelope.

— Deus. – Luke pressionou as feridas de Penelope. – Penelope.

Ela deu um sorriso quando Alvez segurou a mão dela pela primeira vez em cinco dias.

— Desculpa. – Ela falou antes de desmaiar por completo.

— Não durma. – Luke gritou.

— Precisamos controlar essa rebelião. – Falou Hotchner. – Precisamos tira-la daqui agora.

Luke se levantou soltando a mão de Penelope. Ele pegou a arma e deu quatro tiros para o alto.

— Seguinte. – Luke gritou. – A próxima pessoa que eu ver agredindo outra vai receber um tiro de alerta. Há uma pessoa gravemente ferida aqui e se não pararem com isso todas vão para a solitária por dez meses.

As presas pararam no mesmo minuto. Elas soltaram seus paus e pedaços de cimento e voltaram para suas celas.

— Estou orgulhoso de você, Alvez. – Hotchner falou. – Precisamos de uma maca e de paramédicos aqui agora.

— Qual a situação? – Perguntou Rossi. – Ele e os outros ficaram no telhado.

— A rebelião foi controlada por Alvez. – Respondeu Hotchner. – Mas Penelope perdeu muito sangue e está quase sem vida aqui.

— Estamos descendo. – Falou Rossi. – Aqui é o agente Rossi do FBI. Preciso de atendimento médico de urgência para uma mulher ferida no térreo da cadeia. Situação crítica.

Morgan, Rossi, JJ e Reid chegaram até o térreo.

— Qual a situação? – Perguntou Morgan.

— Nada boa. Se ela não receber ajuda em cinco minutos ela vai morrer por hemorragia. – Falou Luke. – Penelope me escute. Há tantas coisas que eu preciso dizer para você. Eu preciso dizer isso para você.

Os paramédicos vieram correndo e a colocaram na maca.

— Temos um helicóptero no telhado. – Falou Hotch. – Podem usá-lo. O agente Alvez vai junto.

— Obrigado. – Falou um dos paramédicos. – Vai ser mais rápido.

Luke correu juntos com os paramédicos e eles foram de helicóptero até o hospital.

— Leve-a para a cirurgia. – Disse o cirurgião. – Ela vai precisar de bolsas de sangue e equipamento de laparoscopia.

Luke viu suas mãos cheias de sangue. O sangue de Penelope. A mulher que ele amava estava em cirurgia e ele estava ali impotente.