Dentro dos seus olhos.
10 Edge.
Já faziam quase dez horas que Penelope estava em coma. A parada cardíaca durante a cirurgia e a pouco tempo atrás fizeram Luke sentir náuseas. Luke foi mandado embora da UTI e uma enfermeira ficou ao seu lado durante o resto do tempo.
— Ele disse que ela ter que ficar acordada depois do efeito do anestésico passar. – Luke falou. – Então porque mudar de tática e coloca-la em coma?
— Talvez Penelope tenha piorado durante a cirurgia. – Falou Hotch. – Ou a gente ouviu errado.
Luke levantou nervoso. Ele parou na máquina de água. Hotchner foi ao seu encontro.
— Eu me sinto desse jeito, Luke. – Falou Hotch. – Não sei o que eu vou fazer.
— Me conte sobre Kevin. – Pediu Luke. – Você disse que eles namoraram.
— Começou depois que ela foi baleada. – Começou Hotchner. – Ele foi chamado de emergência e bem, quando a caçada ao assassino acabou eles se conheceram. Kevin era um completo idiota com ela. Daí Rossi foi ao apartamento dela uma noite por causa de um caso antigo dele e os encontrou junto. Uma coisa levou a outra e Kevin se sentia no direito de ter ciúmes da relação dela com Morgan.
Luke ficou quieto. Talvez se aprendesse mais sobre sua deusa ele saberia como agir.
— Uma noite fomos para um caso no Alaska e ela acabou testemunhando um crime. E isso foi depois de Kevin ter outra crise de ciúmes por ela dividir um quarto com Morgan. Quando Penelope voltou de mãos dadas com Derek, Kevin esperou ela estar sozinha e deu uma prensa no banheiro feminino. – Hotchner lembrava de tudo o que ele viu Kevin fazer com ela. – Emily e JJ entraram no minuto que ele a jogou contra o espelho do banheiro. Emily deteve Kevin jogando ele no chão e JJ ajudou Penelope a recobrar a consciência depois de bater contra o espelho e ele obviamente se quebrar fazendo ela bater na parede.
— Esse cara era louco assim? – Perguntou Luke. – Porque ela ficou com ele ainda depois?
— Ele a deixou com uma auto-estima tão baixa que nem eu e Rossi conseguíamos faze-la ver que ele para tóxico para ela. – Respondeu Hotch. – Então veio um caso novo e uma noite de cinema com Derek onde ela achou que tinha passado dos limites.
— E eles passaram? – Perguntou Luke. Ele estava com seu segundo copo de café.
— Não. – Respondeu Hotchner. – Eles fizeram as pazes, mas ela e Kevin nunca mais foram o mesmo casal feliz. Então veio o pedido de casamento. – Hotchner parou com a lembrança daquele dia. – Ela recusou porque na época não estava feliz. Então ele terminou com ela. No outro dia começaram a aparecer comentários desagradáveis de como ele a descrevia em um bate papo fechado.
Hotch foi interrompido pela figura do médico.
— Onde está a equipe? – Perguntou o Médico.
— Em casa. – Respondeu Hotch. – Eu e Alvez podemos ficar aqui.
— As enfermeiras me disseram que queriam conversar comigo. – Ele se sentou.
— Você disse que iria deixar ela acordada depois do efeito da anestesia passasse. – Falou Luke.
— Eu sei que vocês entendem o que eu vou dizer agora. – Começou o médico. – Mas sua amiga não tem uma saúde tão boa quanto pensamos de início.
— Desculpa? – Falou Hotchner. – Do que você está falando?
— Os pulmões dela entraram em colapso e afetaram o coração. – Falou o médico. – E o peso disso tudo está afetando algumas funções essenciais.
— Diga que ela vai ficar bem. – Gritou Luke num ataque de medo. – Diga por favor.
— É muito cedo agente. – Falou o médico. – Vamos mantê-la no ventilador mais algumas horas. Mas já devem ficar preparados.
— Obrigado doutor. – Hotch empurrou Luke de volta para a sala de espera.
— Hotch. – Disse Luke. – Eu preciso estar com ela.
— Nesse momento você fica aqui. – Falou Hotch. – Eu vou ver ela.
— Porque você? Gritou Luke. – Porque não eu?
— Luke você precisa se acalmar. – Falou Hotch. – De nada vai adiantar você gritar aqui.
— Eu preciso dela, Aaron. – Falou Luke. – Mais do que tudo, ais do que todos.
— Luke. Você precisa de um banho, de algo sólido para comer, de uma cama quente. – Falou Hotchner. – Eu vou ficar aqui com ela. O tempo que for possível.
— Me liga se ela piorar? – Perguntou Luke.
— Sim. – Hotchner respondeu. – Eu te ligo sim.
Luke saiu do hospital até a casa dele. Ele parou res vezes na estrada para chorar.
— Ela não pode morrer. – Luke socou o volante. – Ah que merda.
Luke tirou uma foto de Penelope da carteira. Ele havia colocado lá quando eles se encontraram pela primeira vez. E ele nunca contou para ninguém.
— Minha garotinha doce Penelope. – Luke passou o dedo pela foto. – Minha rainha.
O celular de Luke começou a tocar. Ele se irritou quando atendeu.
— Eu já pedi para nunca mais ligar para mim. – Falou Luke.
— Desculpa. Eu não tinha mais ninguém para ligar. – Sabrina falou falsamente.
— Sabrina. – Luke apenas disse. – Vou bloquear seu número do meu telefone.
— Como se sente sabendo que a perdeu para sempre? – Perguntou Sabrina.
— Quem eu perdi? – Perguntou Luke.
— Aquela vaca por quem você está apaixonado. – Falou Sabrina.
— Não ouse tocar em um fio de cabelo dela. – Gritou Luke.
— Eu nem precisei. – Sabrina falou antes de desligar.
Luke ligou o carro e voltou direto para o hospital.
— Luke. – Falou Hotchner impedindo Luke de entrar. – Não pode entrar.
— O que está havendo? – Luke perguntou. – Porque não posso entrar?
— Luke. Vem. – Hotch empurrou Luke para o banheiro masculino.
— Aaron. Diga. – Exigiu Luke.
— Alguém abriu fogo no quarto. – Falou Hotch. – Penelope foi atingida com um tiro.
— Foi a Sabrina. – Falou Luke.
— Ela foi abatida por um dos guardas do hospital. – Hotch falou. – Ouça Luke. Você precisa doar sangue para ela. Precisa doar para Penelope.
— O que estamos esperando? – Luke ergueu a manga da camisa. – Coloque essa seringa aqui.
Hotch levou Luke para a sala de doação.
— Sente Agente Alvez. – Falou uma enfermeira. – Você sabe se é compatível com Penelope?
— Sim. – Luke respondeu. – Sou compatível com ela.
A enfermeira colocou a agulha na veia de Luke. Ele deu um suspiro profundo.
— Nunca curti muito agulhas. – Falou Luke. – Mas por ela, eu faço qualquer coisa.
Luke doou sangue para Penelope assim como Morgan e JJ.
— Essa louca entrou num hospital com uma arma? – Perguntou Morgan.
— Ela tinha um guarda infiltrado aqui. – Respondeu Hotchner.
— Como ele está? – Perguntou Reid.
— Provavelmente desejando estar aqui quando isso aconteceu. – Respondeu Hotchner.
— Ele não vai sair daqui, não é? – Perguntou Rossi.
— Ele quer ficar com ela agora. – Falou Hotch.
Luke olhava para o chão rachado do hospital.
Um ano antes...
Ele era novato na BAU. Eles se encontraram no elevador pela primeira vez.
— Bom dia. – Luke disse para Penelope entrando no elevador.
— Bom dia. – Ela disse enquanto as portas fechavam.
— E como foi o final de semana? – Luke perguntou.
— Eu não costumo comentar minha vida com meus colegas. – Respondeu Penelope se fazendo de difícil.
— Entendo. – Luke respondeu.
— Mas, já que perguntou eu passei com meu namorado bonito e canadense e ele me ajudou com técnicas de dedilhado com meu clarinete e essa conversa está ficando pessoal demais.- Ela estava incomodada. – Com licença.
Penelope pareceu fugir dele.
— Eu fiz lasanha no final de semana. – Luke gritou para ela.
— Eu não estou nem aí. – Penelope gritou de volta.
Ele deu um pequeno sorrisinho e saiu do elevador.
Atualmente...
Luke deu um pequeno sorriso lembrando daquilo.
— O que foi, Luke? – Perguntou Reid.
— Estava lembrando de algumas coisas. – Respondeu Luke.
— Algumas coisas? – Perguntou Reid.
— O meu primeiro encontro com Penelope. – Respondeu Luke.
— Foi tenso. – Reid deu uma pequena risada.
Luke viu o médico vindo para a sala.
— Diga que tem boas notícias. – Falou Luke.
— Ela vai ficar bem, Agente Alvez. – Falou o médico. – Aplicamos uma bolsa com seu sangue. Ela precisava receber mais sangue, mas ela milagrosamente melhorou com o seu.
— Posso vê-la? – Perguntou Luke.
— Você pode ficar com ela por lá. – Falou o médico. – Você faz bem para ela.
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