Dentro dos seus olhos.
1 Dentro dos seus olhos.
Notas iniciais
Luke sentiu-se como um intruso quando sentiu a rejeição de Penelope Garcia logo que ele entrou na UAC. Ela dava pequenas brechas quando a equipe estava reunida, mas não ficava sozinha com ele por muito tempo. Então veio o caso em que ela precisou se juntar a ele caçando um assassino. E a prisão de Reid.
Ela dava pequenas brechas a ele durante esse tempo, mas ela voltou a se fechar logo que descobriu que Cath Adams, a mulher que a caçou e que Reid colocou na cadeia estava por trás de tudo. Ele conhecia a história por cima, mas ficou disposto a quebrar a parede erguida entre eles.
Ele levou o jantar para ela quando ela não queria deixar a UAC uma noite. Ela parecia assustada sem nenhum motivo. Mr. Scratch já estava morto, Reid fora da cadeia então o que poderia estar tirando o sono dela?
— Trouxe algo para você comer. – Luke entregou uma salada para Penelope.
— Obrigado. – Ela disse se virando para sua mesa outra vez.
— Quer me dizer qual o problema? – Luke virou a cadeira dela, a forçando a olhar para ele. – Já faz uma semana que você está assim.
— Alguns problemas. – Ela falou. – Nada que seja da sua conta.
— Se alguém está te perseguindo é da minha conta sim. – Luke segurou a cadeira de Penelope antes que ela pudesse virar outra vez.
— Eu recebi algumas cartas há algumas semanas. – Ela pegou alguns envelopes da bolsa. – Eu não sabia para quem contar. Elas basicamente fazem algumas ameaças.
— Porque não conta a Hotch agora que ele está de volta? – Luke perguntou.
— Ele acabou de voltar para o emprego. – Ela falou. – E o que eu falaria? "Olha senhor eu recebo cartas a quase duas semanas me ameaçando de morte e eu simplesmente omiti de você." — Ela disse num tom irônico. – Eu posso lidar sozinha.
— Eu vou te ajudar. – Falou Luke pegando as cartas da mão de Penelope. – Eu mesmo vou falar com Hotch e Rossi.
— Que tal se meter na sua vida, hein novato? – Ela tentou falar de um jeito bravo, mas soou fofo para Luke.
— Você faz arte da minha vida, Penelope. – Luke limpou uma lagrima dos olhos dela. – Eu realmente vou te ajudar.
— Eu não quero incomodar ninguém. – Penelope tentou pegar as cartas de volta.
— Acha que você incomoda? – Luke levantou e foi em direção a porta. – Se alguém te disse isso ele é um completo otário.
Luke saiu do escritório. Penelope pegou sua bolsa e saiu sem ele ver. Ela sabia a bronca que viria de Hotch e Rossi sobre aquelas cartas. Ela foi ao seu carro, mas o cano de uma arma foi pressionado nas costas dela.
— Gostou dos presentes? – Perguntou um homem.
— Hum. Sim. – Ela respondeu falsamente.
— E porque ainda não ouvi um obrigado da sua parte? – Ele pressionou ainda mais a arma.
— Obrigada. – Ela respondeu. – Se isso é tudo eu gostaria de ir até o meu carro.
— Que tal vir no meu? – Ele colocou a cabeça no pescoço dela e soprou.
— Não acho educado. – Ela respondeu.
Ela queria fugir, mas ela congelou. Só havia ficado perto de uma arma quando foi baleada e quando teve que atirar no falso enfermeiro que tentou matar Reid.
— Essa arma tem um silenciador. – Ele falou. – Um movimento em falso e eu atiro no seu fígado e você morre aqui mesmo.
— Estamos no FBI. – Ela respondeu. – Acho que não vai longe.
— Vamos caminhando. – Ele empurrou a arma o quanto pode nas costas dela. – Andamos até aquele beco e você não dê uma palavra. Você vai entrar no carro caladinha e eu vou te levar para o lugar onde você vai ficar.
— Eu deveria ter ouvido Luke. – Ela falou alto.
— O agente Alvez está tentando uma aproximação com você. – Ele falou. – Acho que quando ele notar que você sumiu será um pouco tarde. Agora ande.
Ela andou até onde o homem queria. Uma van branca e enferrujada a esperava.
— Entre. E nem pense em gritar. – Ele ordenou.
Ela entrou e algo a acertou. Ela apagou na mesma hora. A van acelerou e deixou Washington em questão de minutos.
Luke chamou Hotch e Rossi para uma conversa sobre as cartas que Penelope estava recebendo.
— Ela disse que começaram a chegar a duas semanas. – Luke falou. – Ela disse que não queria dar trabalho.
— Isso é preocupante. – Rossi falou. – Alguém a está perseguindo e ela simplesmente não fala nada?
— Ela sempre foi assim. – Falou Hotch. – Essa carta tem uma foto dela perto da casa dela.
— Ele a estava seguindo? – Luke perguntou assustado.
— Ele ainda está seguindo ela. – Hotch falou. Ele saiu do escritório e olhou direto para JJ, Reid, Tara e Simmons. – Sala de reuniões agora!
Os agentes subiram e se sentaram. Hotch colocou as cartas sobre a mesa.
— Garcia está sendo seguida por alguém. – Hotch falou. – Não temos idéia de quem seja ou o que ele quer.
— Essa foto é recente. – Reid falou pegando a carta com a foto. – Ela usou essa roupa na sexta feira.
— O que ela disse sobre isso? – Perguntou JJ.
— Ela disse que não queria dar trabalho. – Falou Luke.
— Acho melhor você ir chama-la, Luke. – Hotch falou.
— Estou indo. – Falou Luke.
Ele sentiu um arrepiou subindo pela espinha enquanto se dirigia a sala dela. Algo estava errado. Luke bateu na porta da sala de Penelope, mas ela não atendeu. Então ele entrou e encontrou a sala vazia.
— Deus. – Ele saiu correndo pelo corredor. – Não deixe isso ser verdade. Por favor, não.
Luke pegou o elevador e desceu para a garagem torcendo para que ela estivesse no estacionamento com um copo de café no carro. Ele perdeu as contas de quantas vezes pediu a Deus para que ela estivesse la.
Ele saiu do elevador e parou quando ouviu o barulho de chaves nos pés. Ele olhou para o chão e viu as chaves com um chaveiro de gatinho que ele havia dado para ela de presente. A bolsa no chão era um aviso que algo mais havia acontecido.
Luke examinou seu redor com um sangue nos olhos. Ninguém havia visto Penelope nos últimos trinta minutos. Uma das faxineiras disse a ele que um homem a abordou na porta do elevador.
Luke sentiu sua força acabar e seus joelhos caírem no chão. Ele teve que se recuperar e voltar a sala de reuniões.
— Agente Alvez. – Hotch falou quando o viu. – Onde está Garcia? E porque essa demora?
Alvez olhou para Hotchner assustado.
— Agente Alvez. – Hotch perguntou. – Qual o problema?
— Eu fui a sala de Garcia para chama-la como você me pediu. Ela não estava lá, então achei que ela estivesse no estacionamento dando um tempo. – Alvez deu um suspiro. – Eu desci até lá e achei suas chaves e sua bolsa no chão.
— Onde ela está, Luke? – Perguntou Rossi.
— Uma senhora que faz faxina disse ter visto um homem a abordar na saída do elevador. – Luke parou. – Ela disse que ela o seguiu calmamente.
— Talvez uma arma. – Reid falou. – Ela o seguiria para qualquer lugar com uma arma. Talvez sobre o casaco ou bem junto da roupa dela.
— E porque ela estava saindo? – Luke perguntou.
— Medo de levar uma bronca talvez. – JJ falou.
— Eu nunca iria dar uma bronca nela. – Falou Hotch.
— Nem eu. – Respondeu Rossi.
— A quanto tempo ela disse que vem recebendo as cartas? – Perguntou Simmons.
— Duas semanas. – Luke respondeu. – Ela tem ficado várias noites aqui. Porque?
— Essa carta é de três semanas atrás. – Disse Simmons. – "Quando bati olho em você soube que era amor. Eu quero sentir o seu cheiro em minha pele. Você parecia à vontade com aquele cara outro dia. Apenas quero te mostrar o céu. Essas flores são parte do meu amor." – Simmons leu o bilhete.
— Ela não disse nada sobre flores. – Luke respondeu.
— Essa daqui mostra que a coisa piorou. – Reid pegou a carta. – "Achei seu silêncio um pouco estranho. Está tentando me evitar? Bem. Esses chocolates vão fazer sua vida ficar doce."
— Ele enviava coisa para ela? – Perguntou Alvez.
— Essa aqui já é o estágio 3 de loucura. – Rossi pegou a terceira carta na mesa. – " Acho que tivemos um começo estranho. Você nem entrou em contato comigo. Esse ursinho deve fazer você ver que eu não sou um perigo para você. Eu apenas preciso de você em todos os momentos, todas as horas."
Luke se sentiu com vontade de vomitar.
— Porque ela não contou? – Luke perguntou.
— Ela devia estar com medo de entrar em proteção outra vez. – Falou Reid. – Ela quase surtou da última vez.
— Última vez? – Luke Perguntou.
— Ela ficou sob proteção quando estava sendo caçada pelos assassinos. – Rossi falou. – Ela ficou realmente mal. Quase surtou. Hotch se ofereceu para jantar com ela e a gente tentou faze-la se sentir bem.
— Temos que achar ela. – Falou Luke. – Apenas temos que encontrá-la.
— E nós vamos. – Falou Hotchner. – Prentiss chega hoje à noite. Ela vai voltar para a unidade e pode nos ajudar.
Ninguém queria admitir o quanto estava difícil para eles com Penelope desaparecida. Luke nem conseguia mais esconder que estava apaixonado por ela.
— Eu vou te encontrar, Pen. – Luke falou. – Onde quer que você esteja
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