Dentro dela Há Uma Esperança
7 Capítulo 7
Durante o caminho para casa, seus pensamentos estavam um turbilhão. “Ele não sabia que ela iria lá, pode acreditar. Quando chegamos lá, ficamos conversando. Percebi que ele estava feliz, só não disse o por quê. Assim que a Lidia chegou, o rosto dele ficou pálido. Ele a puxou para dentro, e depois você chegou.” Essas palavras não saiam de sua cabeça. “E se o Tom estiver certo e se o Dougie não soubesse que ela iria para lá… mas eles estavam se beijando…” lágrimas começaram a escorrer de seu rosto. Era muita informação para tanta confusão.
Olhou no relógio de seu celular e já era quase seis da tarde, estiveram caminhando um pouco pelo quarteirão, quando se despedira de Tom, mas precisava ir para casa.
_Filha, seu pai resolveu nos levar para jantar fora, vamos sair as oito. – sua mãe disse ao perceber que Larissa havia chagado.
_Mãe não quero ir, vou aproveitar para pegar a matéria de hoje com alguém da escola. – mentiu, não queria ir, sabia que seus pais a forçariam a comer, e essa era ultima coisa que queria, apesar de ter comido algo assim que acordou.
_ Então vou dizer a seu pai que não vamos. – sua mãe pareceu decepcionada, isso magoou ainda mais a garota.
_Não mãe, podem ir, vou fazer algo para comer, podem ficar tranqüilos.
_Você vai comer mesmo? Tem que parar com essa mania de emagrecer, você já esta muito magra.
_ Prometo mãe. – disse indo rumo ao seu quarto.
Em seu quarto, Lah resolveu tomar um banho. Enquanto a água quente descia calmamente pelo seu corpo, a garota respirava fundo tentando fazer seus pensamentos se conciliarem, mas foi em vão. Olhou para seus pulsos com uma longa e profunda cicatriz, preenchida por pontos. Percebeu que o chão de seu banheiro não estava mais sujo. “Minha mãe deve ter limpado”, pensou.
Após o banho leu um pouco o diário antigo e resolveu deitar na cama. Seu celular começou a tocar. Como estava de olhos fechados tentando relaxar, atendeu sem olhar o nome de quem ligava.
_Alô. – disse com uma voz sonolenta.
_ Lah, por favor, não desliga… Preciso falar com você, estou aqui fora de sua casa, por favor, sai aqui fora. – seu coração quase parou ao ouvir aquela voz. Era ele, Dougie. Isso a fez lembrar-se de um acontecimento que acabará de ler.
“Querido diário.
Após conversar durante um tempo com o Tom, fui dar uma volta pela escola, não queria atrapalhar os garotos, já que eles tinham uma turma juntos. Nem acredito que conheci os garotos do Mcfly. Todos eram como eu imaginava simplesmente lindos e fofos. Mas o único problema era o Dougie, ele nem fala comigo, não sei o que eu fiz. Pensei que apesar de termos namorado pela internet, ele quisesse ser pelo menos meu amigo. Isso dói.
(3 HORAS DEPOIS)
Aih diário, meu mundo desabou. Não sei, dói, não deveria doer, porque eu já devia ter imaginado, mas dói. Agora entendo porque o Dougie não quer falar comigo.
Enquanto eu dava uma volta pela escola, encontrei uma pequena floresta no final dela, resolvi entrar, já que estava muito quente o sol. Foi a pior coisa que fiz. Lá estava o Dougie e uma ruiva, se beijando. Sim, ele esta namorando, por isso não quer falar comigo já que ele deve amar a garota. Isso dói diário. Dói.
Meu pai está reclamando de mim, como sempre faz, tudo o que eu falo esta errado. Não posso ficar na sala por causa dele, só posso ficar trancada no quarto. Meu pulso esta sangrando, me cortei diário. Isso relaxa, mas agora me sinto culpada. Não quero mais falar sobre isso.”
_ Lah, você esta ai, por favor, me responde. Não, melhor, sai ai fora, por favor, Lah. Tudo foi um mal entendido. Lah… – Dougie não parava de gritar, fazendo a garota acordar de seu pensamento.
_ Vai embora. – foi tudo o que conseguiu dizer, as lagrimas não deixava ela falar, nem pensar direito. Só de lembrar que seu primeiro corte foi por causa dele, e depois foi seguindo seus problemas de infância, seu relacionamento com os pais, e cada vez mais se cortava. Nunca ninguém suspeitou, até ir parar no hospital.
_ Não Lah, por favor, sai ai fora, eu lhe imploro. Por favor.
Ainda com o celular no ouvido, escutando o Dougie implorar. Viu que seus pais estavam se arrumando para o jantar, resolveu ir até o portão, onde se encontrava um Dougie muito preocupado. Sem dar nenhum passo a mais, ficou uma distancia mais ou menos de 3 metros dele. Com o portão os dividindo.
Ele a olhou, os olhos dela estavam inçados, seu rosto pálido, fazendo com que ele sentisse ódio de si mesmo por a garota estar daquele modo por sua causa.
_ Eu… – não sabia o que dizer, afinal achou que ela não sairia para recebê-lo. _ Lah, a Lidia, se enganou, achou que nós iríamos voltar…
_ A é? Então vocês estavam apenas se despedindo com um beijo? – O desprezo na voz dela o fez se sentir ainda pior.
_ Claro que não, ela me pegou de surpresa, ela me jogou no sofá e me beijou, na hora que você chegou, ela havia acabado de me beijar.
_ Claro, e você em momento algum se esquivou, já que ela é mais forte do que você. Poupe-me Dougie, você não tem que me dar explicações, não somos nada e nem nunca seremos. Afinal, tenho uma coisa para lhe entregar, espere um minuto.
Correu até seu quarto e procurou dentro de seu diário atual a musica que ele fez a ela e sua resposta.
Aproximando do portão, Dougie a olhava implorando seu perdão. Mas a única coisa que ela fez foi joga-lhe a musica em sua cara e rasgar a resposta em sua frente.
_ Ta ai minha resposta a sua musica. Agora leve a musica para a Lidia ou sei la como ela se chama. – Dizendo isso voltou-se para dentro da casa, correndo até seu quarto caiu na cama e chorou.
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