Notas iniciais
"Não há saída para esse Labirinto de Sofrimento. [...] Mas vá em busca do seu Grande Talvez."

Dentre tantos "ous".

Eu não sei se falo ou se me calo,
Se eu arranco com os dentes as algemas,
Ou se guardo lágrimas para o silêncio das noites tormentas.
Permito-me, quem sabe, transbordar,
Ou
Permito-me, quem sabe, enganar.

Não sei se me esclareço,
Ou se me esqueço.
Se eu grito?
Se eu minto?
Será que eu me conto?
Ou se conto somente a metade,
E que a outra torne-se a verdade;
Mas silenciada?
Sim. Talvez. Não. Simplesmente ignorada.

Não sei se finjo,

Ou se fujo.
Ou será que atuo?
Mesmo que má atriz?
— A gente costura um sorriso feliz.
Conto-me então sem medo?
— A gente interpreta como um pesadelo.
Ou será que me contenho e me enterro?
Encho os lábios de terra fina,
Para afinar esse sangue?
Ou
Para afiar esse desmanche?

Eu não sei o que eu faço,
Ou se enfim me desfaço.
Eu não sei o que estou fazendo,
Ou se enfim apenas entretendo.
Não sei se continuo o poema,
Ou se encerro o dilema.

Será que me sufoco de pontos finais,
Ou deixo as interrogações me afogarem cada vez mais?
Aliás, que desnecessário,
— É só um sentimento temporário.
De qualquer forma, o mundo sabe que não importa,
Ou se importa,
Ninguém aparenta entender,
— Entender qual é a dúvida?
A de continuar desejando viver.

Notas finais
❤
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!