Dente Gelado

15 Trato com o Inimigo


Notas iniciais
Olá pessoal. Faz realmente MUITO tempo que eu não publico, mas isso vocês já sabem. Em defesa própria, tentei escrever esse capítulo milhares de vocês e nunca me contentei. Contudo, eu estava com saudades de escrever essa história e não termina - la seria uma afronta a mim e aos caros leitores. Darei um final feliz ou não a Fada e a Jack. Para não mais enrola - los, publicarei nas terças, quintas e sábados. Reta final dessa aventura. Se vocês puderem (e quiserem) seguir comigo e me dar mais um voto de confiança (por favor?) , eu agradeço muito. Com vocês, mais um capítulo de Dente Gelado.

– Isso faz tanto sentido agora.

Jack comentou sozinho, enquanto andava pelas ruínas das grandes estátuas de pedra. Guardiões podiam morrer sim e um lugar especial estava guardado para eles.

Mas resposta alguma apareceu para eles. Depois de procurarem a tarde inteira, a decepção acertou a todos, os deixando sem rumo e sem pistas para os próximos passos.

Fada apareceu, junto a Coelhão e Sandman.

– Nós vamos indo. Eu vou recolher alguns dentes para me distrair e... Sandman também tem trabalho a fazer. — Jack assentiu.

– Se quiser, posso ficar mais um pouco com você, Jack. Mas eu estava pensando em voltar pra casa do Norte e ver se acho algo. — Disse Coelhão.

Jack olhava agradecido aos amigos. Mas era momento de respirar e refletir sobre o que descobriram até agora.

– Coelhão, obrigado mas acho que você deveria descansar um pouco. Mas caso deseje mesmo ir pra casa de Noel, melhor devolver o gorro. Não temos direito de nos apropriar de um bem tão precioso por tanto tempo.

Coelhão confirmou, sério.

Logo, Jack estava a só. Sentiu a luz da Lua o iluminar e olhou para cima, agora bravo.

– QUAL É O PROBLEMA DE VOCÊ? AÍ NO CÉU, NOS TRATANDO COMO MISERÁVEIS FANTOCHES. — Jack respirou fundo. — Maldito.

– Ora, mas como as pessoas se transformam quando estão em situações extremas. Você deveria se cuidar, Jack. Palavras nunca retornam.

Jack olhou em volta, assustado, procurando quem falava com ele.

– Apareça. — Ele disse, sério.

– Jack, Jack, Jack... Para quê tanta pompa? Estamos entre conhecidos, não é mesmo?

Breu apareceu. Seu rosto estava desgastado e ele parecia cansado.

– Breu.

– Garoto do gelo. Vejo que já é conhecido. Meus parabéns.

Jack revirou os olhos.

– Veio rir de mim? Aposto que já sabe de minha desgraça.

– Do pequeno romance com a senhorita colorida? É, ouvi algo a respeito. Pelo que vejo, isso está tirando seu sono, não é mesmo?

– Ria o quanto quiser. Seu estado não está melhor do que o meu.

Breu começou a andar em volta de Jack, com um sorriso malicioso no rosto.

– O que você quer aqui?

– Conversar, é claro. E oferecer uma... Proposta.

Jack gargalhou na frente dele, com cara de nojo.

– Tudo o que eu quero de você é que suma. Não há proposta alguma vinda de você que me servirá.

– É aí que você se engana, Jack, querido Jack. Sou mais velho que você. Sei de coisas que nem Coelhão e Sandman sabem. Um tipo de conhecimento que você precisa.

Jack respirou fundo. Sabia que havia verdade nas palavras de Breu, Frost só precisava achar as desvantagens do acordo.

– E o que quer em troca do que sabe?

– Nada, caro jovem desconfiado. Considere como um presente. Uma forma de pagamento pelo que fiz. — Ele riu, ironicamente. — Além disso, tenho certo interesse em encontrar com a senhora Noel.

– Não vou deixar você machuca — lá!

Breu chegou bem perto de Jack e sussurrou, com cara de nojo:

– Não acho que é possível fazê — la sofrer mais ainda. Vamos, temos uma reunião a marcar.

– Com quem?

– Você estava falando com ele até agora. Nada menos justo do que dá — lo uma chance de responder não é mesmo?

Breu olhou para Lua.

Jack sentou um calafrio passar pelo corpo, mas seguiu o inimigo.

Notas finais
Pequeno? Sim. Melhor que nada. O que acharam? Beijos :3