Demônio protetor

1 Demônio protetor


Já se passava das onze horas e Rose era a única dos funcionários que ainda estava na delegacia. Seus dedos estavam roxos de tanto preencher papéis. Já estava acostumada com a situação. Bastava uma mínima coisa irritar Claire, sua chefe, e ela descontava nas outras pessoas. A morena era seu alvo constantemente e nem sequer constatava que o real motivo para tamanho desprezo era na verdade inveja. Bastava um sorriso da Tanatologista e todos os homens ficavam abobalhados e ela nem tinha consciência disso apesar de não ser só a chefe que lhe lançava olhares tortos. Outras mulheres também nem sequer a encaravam. Não podia dizer que não tinha amigos por que era muito querida por algumas pessoas.

Depois de apagar todas as luzes e fechar as portas Rose partiu rumo as ruas frias da grande cidade que aquela noite estavam especialmente escuras e assustadoras. Mesmo com o grosso casaco que vestia a moça tremeu fortemente quando o frio lhe atingiu como um tapa na cara. Estava caminhando normalmente quando um som lhe fez parar. Passos vindo em sua direção. A única coisa coerente que pensou na hora foi correr.

– Merda, era só o que me faltava -Pensou com medo e raiva ao mesmo tempo.

Os passos estavam cada vez mais rápidos e ela sabia que quem quer que fosse estava perto. Tudo que precisava agora era ser assaltada, ou ainda pior, ser sequestrada. Inúmeras coisas se passavam por sua cabeça quando sem perceber ela entrou em um beco. Estava se virando quando uma voz grossa e debochada soou atrás de si.
– Ora, ora. O que faz há essa hora da noite na rua? não sabe que nesse horário a cidade está cheia de ladrões e estupradores? — Ela se virou devagar e todos os músculos de seu corpo congelaram. Não era um cara e sim cinco.
–Muito bem Rose. Agora sim você está ferrada– Esse seria o seu fim afinal?

Todos os homens eram grandes e barbudos. Um deles sorriu mostrando os dentes podres e passou a língua pelos lábios. Rose engoliu a repulsa ao ver tal cena.

– O que vocês querem? — Foi a única coisa que saiu da boca de Rose e os brutamontes riram

– O que queremos? — Falou o líder — Nós queremos um pouco disso aqui — Ele apertou as coxas de Rose fazendo a mesma se sobressaltar disferindo, sem querer, um chute nas partes mais sensíveis do homem que urrou de dor.

– Sua vagabunda! acabem com ela! — Os homens foram para cima de Rose e como eram muito maiores que a morena ela não teve nem sequer chances de se defender. Foi arremessada na parede e sua vista ficou embaçada. Não conseguia ver o que se passava. Os brutamontes avançaram e ela teve a certeza de que seria o seu fim quando eles pararam assustados.

Sangue começou a escorrer da boca de um deles e ele caiu. Mesmo quase inconsciente Rose sorriu. Ele estava lá para lhe salvar, como sempre.

You're so beautiful(Você é tão lindo)
But that's not why I love you(Mas não é por isso que eu te amo)
I'm not sure you know(E eu não tenho certeza se você sabe)
That the reason I love you is you( Que a razão que eu te amo)
Being you( É você)

Just You( Só você)

Yeah the reason I love you is all that we've been through( Sim, o motivo pelo qual te amo é tudo isso pelo que passamos )
And that's why I love you( E é por isso que eu te amo)

Ali estava ele, seu anjo protetor. Bem, anjo não era o termo exato pois anjos não cometiam crimes. Estava mais para um demônio. Ele era seu demônio protetor, e como ela amava aquele demônio.
Com golpes rápidos ele matou todos um por um com sua faca manchando seu rosto de sangue e por fim estendeu a mão para que a morena a pegasse e com muita facilidade Aleksey a puxou com força a batendo contra seu peito. Rose olhou naqueles olhos verdes que tanto amava. O azul no verde em um silêncio confortável. Por fim, ele resolveu falar.

– Você está bem? — A voz grossa e sexy fez com que os pelos do corpo de Rose se arrepiassem.

– Ah claro. Eu fui atacada por um bando de caras que queriam me espancar e me estuprar e mais sei lá o que. Sim, melhor impossível — Ele rolou os olhos

– Doce como um limão. Agora vem cá — Alexksey a puxou para um beijo nada inocente e calmo ao mesmo tempo. Não dava para negar. Ele lhe completava mesmo com todos os defeitos e falhas.

Hey

Do you feel, do you feel me?( Você sente, você me sente? )

Do you feel what I feel, too?( Você sente o que sinto, também?)

Do you need, do you need me?( Você precisa, precisa de mim? )

Do you need me?( Você precisa de mim? )

Depois de se separarem por falta de ar ele passou a mão por seu rosto delicadamente.

– Eu te amo Rose Cooley

– Eu também te amo Aleksey Petrov. Você pode ser um psicopata, mas é meu psicopata — Ele deu um riso baixo e a beijou novamente.

Lá estavam eles, se beijando em uma noite fria com caras mutilados e ensanguentados em volta. Que cena romântica não? Um psicopata conhecido no mundo inteiro e uma Tanatologista que investiga crimes. Os dois tinham certeza de uma coisa. Quando as pessoas dizem que os opostos se atraem, elas estão certas. Aquele casal era a prova disso.

Notas finais
Fiz essa one e se alguém quiser eu posso fazer uma continuação.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!