Demons in our Hearts

2 Capítulo 1: Alice no país das maravilhas


Notas iniciais
Alice era uma jovem inglesa de família nobre que sofria com a violência doméstica de seu pai, em um dia, véspera de um grande baile, Alice escutou um som de relógio, um som que mudaria sua vida

Era um maravilhoso dia na Inglaterra do século XIX, com média de 28º de temperatura, o dia perfeito para um grande baile. Alice estava se arrumando para o grande baile planejado por seu pai, seu pai era um homem alto, cabelos escuros curtos e olhos azuis, ele parecia ser uma boa pessoa, parecia, Alice sofria com a violência dele, mas quem realmente sofria era sua mãe, uma linda dama, Alice tinha puxado a ela, ela possuía lindos cabelos loiros e olhos azuis que chegavam a hipnotizar as pessoas, ela tentava manter a aparência, usava longas luvas e longas meias para esconder os hematomas. Sua mãe tinha lhe preparado um lindo vestido azul com detalhes brancos, afinal, aquela não era uma noite qualquer, a Alice teria sua mão pedida em casamento, um casamento arranjado é claro, Alice tinha apenas catorze anos, ela não tinha nem mesmo ideia do que iria fazer da sua vida, ela só queria poder vive-la em paz, mas não poderia não se dependesse do seu pai.

Alice estava em seu quarto, desnuda, encarando o seu vestido, seus cabelos loiros caiam sobre sua pele rosada, ela pensava no que iria acontecer e o porquê daquilo acontecer, ela estava com medo do que seria feito a ela se aceitasse se casar e o que seria feito se ela recusasse, só de pensar nisso ela tremia.

– Senhorita Alice – disse a empregada entrando no quarto de Alice, ao perceber que ela estava nua ela virou seu rosto envergonhada e disse – Perdão senhorita!

– Não tem problema – falou Alice em resposta – o que foi?

– Sua mãe mandou avisar a você para arrumar-se logo – explicou a empregada ainda envergonhada.

– Tudo bem – Alice falava com um tom triste, ela se pôs a vestir seu vestido. Após ter colocar a longa luva branca em seu braço esquerdo ela sentiu ter ouvido algo nos arbustos próximos a janela de seu quarto, mas quando olhou para verificar não tinha nada – Não foi nada – falou tentando afastar o pensamento, mas quando se virou escutou algo novamente, mas desta vez era um som de relógio, ela olhou para trás, sem entender, mas quis acreditar que o som vinha do relógio em seu quarto.

Já vestida Alice foi ao encontro de sua mãe na carruagem, seu pai tinha ido antes para fazer os preparativos, isso deixava ela e sua mãe aliviada – Você está muito linda minha filha – disse sua mãe sorrindo.

– Obrigada – respondeu sorrindo – a senhora também está mamãe – Alice apreciava cada momento que tinha com sua mãe a sós, ela a amava, tinha pena dela pelo que sofria com seu pai. Como ela torcia para aquilo acabar, ela esperava que algum dia iria embora daquela casa e levaria sua mãe junto, para que elas nunca mais sofressem com a opressão daquele homem.

A carruagem parou e as portas se abriram, dando passagem para um palácio lindo e enorme.

– Vamos, Alice? – perguntou sua mãe, Alice engoliu seco e então saiu da carruagem. Ela adentrou ao salão do baile, que parecia o mais lindo que Alice já vira, com sua mão ela seguiu ao encontro de seu pai, que estava vestido com um belo terno de grife, conversando com alguns de seus parceiros de negócios, ao ver sua mulher e sua filha e falou fingindo que éramos uma família perfeita.

– Querida, filha, que bom que vocês chegaram – o seu sorriso falso e modo de como sua mentira era convincente assustava Alice – Querida, este é o senhor Vernon e o seu filho, Edward – apresentou ele.

– Prazer senhora – falou o Sr. Vernon, ele era um homem de estatura média, cabelos já grisalhos com costeletas, vestida um belo traje branco.

– Prazer senhorita – o filho dele, Edward, beijou a mão de Alice se curvando em forma de respeito, ele tinha cabelos castanhos e olhos azuis, seu traje era excepcional, Alice o achou bonito, mas tinha vergonha de estar perto de garotos bonitos.

– O prazer é todo meu, Sr. Vernon – falou a mãe de Alice fazendo um gesto de respeito, Alice imitou sua mãe.

Ela permaneceu ao lado de sua mãe, ela não se entrosava muito em bailes, observa seu pai conversando com seus parceiros e sua mãe ao seu lado, mantendo aquele falso sorriso, Alice não conseguia permanecer ali, vendo sua mãe fingir, ela resolveu dar uma volta pela mansão. Ela andava pelos largos corredores observando e admirando as pinturas e esculturas, enquanto andava ela pensou ter escutado novamente o som de relógio, mas dessa vez não tinha nenhum relógio por perto, Alice não entendia de onde vinha esse som e conforme ia andando o som ficava mais alto, sem perceber ela estava seguindo o som, até que foi interrompida por seu pai.

– Então você está ai? — ela voltou seu olhar para ele, o olhar de seu pai era furioso – Vamos, Edward está te esperando – ela o olhou sem entender.

– Por que ele estaria me esperando? – perguntou ela inocentemente.

– Porque ele irá pedir sua mão em casamento – disse seu pai sem esconder nada.

– O que!? – ela questionou, não entendia o que ele queria dizer – Casamento?

– Sim! – respondeu seu pai – Você irá se casar com Edward, assim irei fechar uma parceria com o pai dele e iremos unir nossas empresas – ele explicava aquilo sem nem ao menos em hesitar.

– E-Eu não quero me casar – ela dava um passo para trás, ela tremia.

– O que você quer não importa o que importa é a parceria – falou o pai na cara dela – Então se você não quiser aparecer com um olho roxo no dia do casamento é melhor ir por bem.

Alice estava paralisada, o medo a tomava, ela não queria se casar, não com alguém que tinha acabado de conhecer, então ela ouviu mais uma vez o som de relógio, ela olhou para janela buscando o som. Seu pai perdia a paciência.

– Se você não vai por bem, irá por mal – ele a agarrou em seu braço esquerdo com força e começou a puxa-la.

– Não! Me larga! Está me machucando! Por favor, não! – ela gritava e chorava, seu pai a ignorava, faria o que fosse preciso pela parceria, ela se debatia, mas não conseguia se soltar, o som do relógio estava mais frequente, ela tinha que se soltar. Na pressão do momento ela pegou uma estátua próxima – Me larga! – ela gritou e então deu um golpe com a estátua na cabeça de seu pai, a estátua se quebrou e seu pai caiu. Alice estava assustada, com as mãos na boca ela olhou para o corpo de seu pai, o som de relógio não tinha parado, ela decidiu seguir o som, correu pelos corredores da mansão atrás do som, ela saiu pelos fundos para o lado de fora, seguiu até o inicio de uma floresta, o som estava mais forte.

Ela continuou correndo até se deparar com um buraco de coelho, ela conseguia saber que era dali que vinha o sonho, ela olhou para os lados para ver se não tinha ninguém a observando então, como uma última forma de desespero ela entrou no buraco querendo fugir daquilo tudo. Ela foi, mas o buraco não era uma simples toca de coelho.

Notas finais
Obrigado por terem lido, deem like se gostaram do capítulo e cliquem em "acompanhar" para continuarem lendo o Demons in our Hearts. Não se esqueçam de ver as minhas outras fictions: Nova Era, Arco I: Os 10 reencarnados; Devil Hunters, Arco I: Time Hades; Revolução Gloriosa, Arco I: Coragem e Revolta; e Demonic High School