Demons Inside

4 Não Devo Contar a Ninguém - Parte II


Notas iniciais
E ae, meu povo, como estão? Demorou o capítulo mas chegou, e é isso o que importa! Primeiramente esse capitulo é dedicado á Dr Death Defying, leitora linda que fez propaganda de Demons Inside na fic dela (aqui o link da primeira temporada da fic dela: http://fanfiction.com.br/historia/426921/Night_of_the_Hunter/ leiam, é muito boa!) Também dedicado a Aleksander Viktorovich, um autor que eu e a Evil Queen admiramos muito e que está lendo essa fic. E também á nova leitora TataSeward. Muito obrigada aos três! Bem, vamos ao capítulo u.u BailarinaDePorcelana

Salt Lake City, Utah

O Impala parou um quarteirão antes da casa onde iriam e de lá desceram Dean e Sam, agora vestidos com batina, e terminaram o caminho a pé. Pararam na varanda da enorme casa amarela onde morava o professor Langton e tocaram a campainha. Alguns segundos depois, uma linda mulher morena abriu a porta, usando um vestido preto curto e apertado. Devia ter no máximo trinta anos.

– Olá… — Dean sorriu sedutor para ela, recebendo uma discreta cotovelada de Sam – Er… Olá, senhora Langton.

– Oi. – ela devolveu o cumprimento, estreitando os olhos para os dois caçadores á sua frente – O que querem aqui?

– Somos os padres da paróquia da cidade, senhora Langton. – Sam estendeu a mão para ela.

– Nunca os vi na igreja. – a mulher ergueu uma sobrancelha, cética, fazendo-o recolher a mão.

– Somos novos. Eu sou o padre Anthony. — o mais velho respondeu – Estamos fazendo visitas aos fiéis, principalmente aqueles que precisam da igreja. Ficamos sabendo que a senhora perdeu o marido faz pouco tempo.

A mulher os encarou de cima abaixo e desfez sua postura defensiva, dando passagem para os irmãos entrarem. Os guiou até a sala e se sentou na poltrona próxima á lareira, deixando o sofá para eles.

– Então, senhora Langton… — Dean começou.

– Me chame de Sarah, por favor. – a mulher sorriu, cruzando as pernas.

Dean olhou para Sam, que continuou por ele.

– Bem, soubemos que seu marido morreu numa tentativa de assalto.

– Ah sim… — ela suspirou de um jeito teatral, olhando Sam de cima a baixo – Foi horrivel! Dois tiros na cabeça.

– E a senhora já superou essa perda?

– Ah, mais ou menos… Ainda estou um pouco abalada. A morte do marido não é algo de que se recupera tão rápido, padre Anthony.

– Não é o que parece. – Sam murmurou para o irmão.

– Ficamos sabendo também que ele não se dava muito bem com as pessoas no trabalho. – Dean comentou.

– Ah, Will não se dava bem com ninguém. Muito cabeça dura e hipócrita. Uma boa pessoa e tudo mais, mas impossível de lidar. – Sarah falou rapidamente e sem nenhum sentimento, como se não estivesse falando sobre o marido morto.

– E costuma visitar o túmulo dele com frequência? – o mais novo perguntou, recebendo um olhar estranho da viúva – Na verdade é uma coisa psicológica. Se visita sempre, é porque ainda se prende a ele. Mas visita? Ele está no cemitério no centro, certo?

– Entendi! – ela sorriu em resposta, animada – Mas eu não visito o túmulo dele. Will foi cremado.

°°°

Assim que conseguiram se livrar das garras de Sarah – que queria que os dois bebessem uma taça de vinho com ela de qualquer jeito -, foram embora em silêncio. Pelo menos até chegar ao carro.

– Da pra acreditar naquela mulher? – Dean disse, incrédulo – Ela estava quase se jogando em cima de nós dois! Mesmo vestidos de padres!

– Nem parece que perdeu o marido. – Sam concordou – Mas agora vamos ter que descobrir o que Will deixou para trás.

– Acho que ela matou o marido pela herança. Pelo que parece, ele era bem rico. Se fosse Will, Sarah seria a primeira pessoa de quem ele se vingaria, provavelmente. – Candice falou aparecendo no banco de trás – E não tinha nenhuma vibração estranha na casa, então ou a coisa que ele deixou para trás não está lá ou não é ele.

– Docinho, a Superpoderosa paranormal! – Dean foi irônico, enquanto ligava o carro e pisava no acelerador, arrancando um revirar de olhos do fantasma.

– Mas se não fosse ele, quem seria? – Sam pensou alto – Entre os dois outros professores que morreram essas semanas não têm nenhuma outra ligação. Ninguém que tenha morrido nos últimos meses que os dois conhecessem.

– Nós não temos certeza. Vamos ter que pesquisar mais. Vou procurar por algum objeto que o cara tenha deixado na casa, e você investiga o que mais os professores que morreram tinham em comum. – Dean deu a ideia.

– Boa sorte pra viúva louca não pegar você. – o irmão riu.

– Boa sorte. – Candice também desejou, desaparecendo logo em seguida.

– Vamos trocar de roupa. Vou te deixar na escola e esperar até mais tarde para ir procurar o que quer que seja na casa daquela mulher. Do jeito que ela estava toda animada pro nosso lado, com certeza vai sair hoje. – o mais velho fez careta; a mulher era bonita e tudo mais, mas o jeito como ela agia o deixara com um pé atrás – Não vou me a enttraar lá antes disso.

Os dois foram para o motel e trocaram de roupa, Sam recolocando o terno com o distintivo para se passar mais uma vez por agente do FBI e Dean voltando para suas roupas normais – finalmente, pois já estava cansado de fazer personagens.

Eram cinco horas da tarde quando terminaram de se arrumar e arrumar as coisas que talvez precisassem – balas de sal, mais sal em um pacote, ferro, etc -, Dean deixou Sam em frente á escola e dirigiu novamente até a frente da casa de Sarah, onde ficaria até que ela saísse.

A escola estava completamente vazia. As aulas haviam sido suspensas por três dias para a investigação da polícia e para que o lugar fosse devidamente limpo. Os únicos ali eram os funcionários da escola e alguns invstigadores, que ainda tiravam foto de cada ângulo em cada lugar onde o professor deixara marcas. Andando pelo corredor da cafeteria, a frase “não conte a ninguém” continuava ali como uma sombra.

– Com licença. – Sam parou em frente á um homem que carregava baldes com água e sabão – Você deve ser o zelador Archer.

– Sim senhor. No que posso ajudar? – o homem deixou os baldes, enxugando as mãos no macacão azul escuro.

– Sou o agente Waters, FBI. Poderia me dizer onde ficam as fichas dos professores que trabalham aqui?

– Vá á secretaria, senhor. A senhorita Geller vai te dar as fichas.

O Winchester agradeceu o homem e foi para o outro lado do prédio, onde ficava a secretaria. Era uma sala pequena e de um verde amarelado. Parecia pertencer a um hospital ao invés de uma escola. Do outro lado do balcão, que dividia a sala ao meio, estava uma mulher ruiva, no máximo trinta anos.

– Senhorita Geller? – Sam a chamou, sorrindo com simpatia.

– Desculpe, a escola está fechada. Não posso te ajudar. – ela respondeu sem dar atenção.

– Ah, acho que pode.

Sam se inclinou sobre o balcão e retirou o distintivo. A ruiva olhou várias vazes do escrito “FBI” para o rosto do Winchester antes de suspirar.

– Me desculpe, as coisas por aqui não têm andado bem, e pais de alunos vêm a toda hora querendo a transferência dos filhos. Esse lugar está um inferno.

– Tudo bem, senhorita Geller. Só preciso de algumas informações.

– Por favor, é Lydia. Já não me basta os pirralhos me chamando de “tia Geller”. – ela riu envergonhada, colocando uma mexa do cabelo para trás – Mas no que posso ajudar?

– Ah, gostaria de dar uma olhada na ficha dos professores que morreram essas semanas e do professor Langton.

– Só um minuto.

Lydia sumiu por uma porta e voltou alguns minutos depois com três pastas, colocando-as á frente de Sam.

– Aqui está, agente Waters. – ela sorriu, encarando-o – Já imaginam o que está acontecendo?

– Ainda não. Se tiver alguma informação sobre isso, pode procurar por mim. – devolveu o sorriso.

– Se me der seu telefone, talvez eu possa conseguir alguma informação para você. – Lydia ergueu uma sobrancelha, deixando claro suas verdadeiras intenções.

Sam pigarreou e continuou sorrindo. Sem pensar, tirou o bloquinho de anotações que sempre carregava quando tinha que bancar o agente e anotou um número de celular, entregando á mulher.

– Obrigado pela ajuda, Lydia. – agradeceu pegando as pastas e saindo da secretaria.

Aproveitando que aquela parte da escola estava vazia, Sam entrou na primeira sala que encontrou, na esquina entre um corredor e outro, e se sentou na mesa do professor e começou a ler a primeira ficha, de William Langton. Era de Nebraska, estudara em ótimas instituições, formado em Educação Física por Princeton… Um histórico impecável em todos os trabalhos anteriores. Não parecia ter nada contra ele, se não fosse sua péssima conduta social.

Passou para a ficha seguinte.

– Nicholas Backer, professor de literatura… — leu em voz alta, mas foi interrompido por um barulho no corredor.

Um garoto, devia ter quinze anos, estava parado na porta com uma mochila nas costas.

– Ah… Me desculpe, mas acho que não devia estar aqui. – Sam franziu a testa, avaliando o garoto – Estuda na escola, certo?

– Sim. – foi a única resposta.

– Então, está fechada. E seria melhor ir para casa agora. – falou, mas o garoto continuou ali fitando-o com os olhos verdes, sem nem se mexer – Como se chama?

– Noah. – respondeu depois de um tempo – Eu sei o que aconteceu com os professores.

Surpreso, Sam deixou os papéis de lado e se levantou andando em direção ao garoto.

– E o que aconteceu?

Antes que Noah pudesse responder, vozes surgiram no corredor e ele olhou assustado para os lados, saindo correndo sem dizer nada. Sem querer deixar uma “testemunha” do caso desaparecer junto com as informações que tinha, o Winchester se preparou para correr atrás dele, mas assim que chegou á porta, viu o delegado Handerson conversando com outros policiais indo em direção àquela sala.

– Ah, investigador Waters! – o homem sorriu – Você e seu parceiro conseguiram descobrir alguma coisa?

– Infelizmente não, delegado Handerson. – respondeu, tentando esconder sua ansiedade para acabar com aquela conversa – Se não se importa, preciso muito ir a um lugar. Então… Até logo.

Sem esperar por resposta, Sam saiu a passos rápidos pelo corredor.

Enquanto isso, Dean assistia Sarah sair de casa com um vestido vermelho mais curto do que o que usava quando foram conversar com ela. Ao invés de usar o carro estacionado na garagem, estava a pé e andava descalça, levando os saltos na mão. Assim que desapareceu na curva á frente, Dean saiu do carro e usou um pedaço fino e comprido de ferro para destrancar a porta.

Passando direto para o segundo andar, procurou pelo quarto onde Sarah dormia e onde o marido também dormia antes de morrer. O quarto, no fim do corredor, era enorme e todo decorado em vermelho e dourado e com espelhos por todo o lugar com um cheiro forte de cigarro.

– Esse lugar ‘ta pior que um motel. – Dean resmungou fazendo careta.

Abriu as portas do armário para procurar qualquer coisa que pudesse pertencer ao marido, e, para sua surpresa, todas as roupas estavam ali intactas. Sem saber qual poderia ser o objeto guadaria a alma do tal Will, remexeu as coisas tentando adivinhar o grau de importância que elas deviam ter para o antigo dono.

Abrindo uma gaveta cheia de papéis, reparou em um envelope estufado e preto. Curioso, Dean abriu o pacote, que estava cheio de formulários de boletim de ocorrência preenchidos pelas metades, que nunca haviam sido entregues. Todos eram acusações a um tal de Howard Undshare, mas nenhum falava o porquê. E, no meio deles, Dean também encontrou três boletins de ocorrência com acusações para Ian Freidman, Nicholas Backer e Alisson Moore. Aqueles nomes não lhe eram estranhos, mas não conseguia se lembrar de onde. Então Dean pegou o pacote e o separou para levar. Tinha certeza de que seria útil.

Deu mais uma olhada pelo quarto e, sem achar mais nada por ali e, depois de checar e não encontrar nenhum rastro “fantasmagórico” pelo lugar, pegou o envelhope negro e voltou para o Impala, dirigindo a caminho do motel.

°°°

Uma hora depois que Sam entrou no quarto onde ele e o irmão estavam hospedados, Dean chegou, jogando o envelope que carregava de qualquer jeito sobre a mesa no canto do quarto.

– E aí, achou alguma coisa? — perguntou a Sam.

– Infelizmente nada muito sólido. Peguei as fichas dos professores que morreram e não havia nada de estranho e nada em comum, tirando que trabalhavam na mesma escola. Mas… — ele parou no meio da fala.

– Mas o quê?

– Um garoto disse que sabe como o professor morreu, mas quando ia me contar, o delegado apareceu e ele saiu correndo e não cosnegui alcançar. Era um aluno da escola. Noah era o nome dele.

– Então vamos achar o garoto! – Dean olhou o irmão como se ele fosse lento demais para perceber o que devia fazer.

– É que ele estava entranho… Não sei, ele me pareceu assustado. Com medo. Mas não das mortes e tudo mais, parecia o olhar assustado de alguém que está sendo perseguido.

Antes que Dean pudesse responder, o celular de Sam tocou e ele atendeu no terceiro toque.

– Agente Waters? – uma voz feminina chamou do outro lado, estava trêmula e a mulher parecia chorar.

– Ahn, oi… Quem está falando? – Sam perguntou confuso.

– É a Lydia, da secretaria da escola… Eu preciso de ajuda.

– Se acalma e explica o que aconteceu.

– Outra pessoa morreu aqui… Aconteceu de novo.

°°°

Em cinco minutos o carro parou na porta da escola e dois carros de polícia já estavam ali. Os irmãos foram direto até a ruiva, que estava sentada na calçada chorando e sendo confortada por um policial. Assim que viu Sam, ela se levantou indo até ele.

– Você está bem? – ele perguntou á mulher, preocupado.

– Não. – Lydia soluçou – Foi horrível… Ela estava na porta da biblioteca, cheia de sangue, e com aqueles escritos por toda a parte… Foi horrível!

– Está tudo bem, se acalma. Você se lembra de mais alguma coisa?

– Além de um corpo morto jogado no meio de um corredor? Não. – ela respondeu sarcástica e atônica, ainda tremendo lembrando da cena.

– Mas não viu ninguém em volta, ou mais alguém pela escola que pudesse ter feito isso? – Dean finalmente se pronunciou.

– Bem… Eu pensei…

– Pensou…?

– Vocês vão rir de mim, mas pensei ter visto um garoto no fim do corredor.

– E você o reconheceu? É um aluno da escola? – Dean perguntou novamente.

– Era. Eu o conhecia, ele morreu há seis meses. Esse ano tivemos muitas perdas na escola. – Lydia fungou encarando os dois homens á sua frente – Por favor, não achem que sou louca. Juro que não sou.

– Não achamos isso. Mas qual era o nome da professora que morreu? – Sam interrogou.

– Alisson Moore. – ela respondeu, e uma luz na cabeça de Dean se ascendeu, lembrando dos papéis na casa do Langton.

– E o menino que você viu? Qual o nome?

– Isso é mesmo importante? – fez careta.

– Acredite, é muito importante. – Sam garantiu.

– O nome dele era Noah. – Lydia tremeu ao dizer o nome – Noah Handerson.

Notas finais
>Se chegou até aqui, parabéns, você leu o capitulo todo! >E ae, gostou? Se encontrar algum erro, pode dizer sem medo, ok? >E aos leitores fantasmas, mesmo não comentando, obrigada por lerem! >Visite nosso tumblr ----> http://cupcakefanfics.tumblr.com/ >A personagem Candice é representada pela Yoona, mas se for procurar ela no Google, preste atenção só nas fotos que ela ta parecendo mais adulta u.u Beijos e até a próxima ♥ BailarinaDePorcelana & Evil Queen