Demons Inside

3 Não Devo Contar a Ninguém - Parte I


Notas iniciais
FAAAALA HUNTERS!! 'Tá aqui mais um capítulo para vocês! :3 Hoje descobri que a música "Outside" do Calvin Harris é muito viciante, pois é. Que calor é esse, meu senhor, será que o inferno ta vindo pra cá? Okay, chega de papo e bora ler! ♥ /Evil Queen.

Antes que qualquer um deles pudessem se pronunciar, Castiel ergueu uma mão e, em um segundo, todos estavam no meio de uma sala lotada de livros espalhados por todos os lados.

– Essa é a casa do Bobby? – Mike perguntou, olhando em volta e sentindo o cheiro conhecido dos livros velhos e bebidas.

– Cara, você tem que avisar antes de ir levando as pessoas para outro lugar do nada! Já conversamos sobre isso! – Dean reclamou, balançando a cabeça para acabar com a tontura.

– Me desculpe, Dean, mas isso é urgente. – ele pediu, se sentindo realmente culpado.

Os caçadores olharam uns para os outros, se perguntando o que poderia estar acontecendo de tão importante para o anjo estar tão preocupado.

– O que é isso? Uma reunião secreta na minha própria casa? – Bobby entrou na sala com um copo de conhaque na mão, chamando a atenção de todos.

– Bom te ver também, Bobby. – Mike foi irônico.

– Se atendesse minhas ligações mais rápido eu ficaria feliz em te ver também. Onde está a pirralha? – ele perguntou tomando um gole bem grande da bebida sem tirar os olhos do homem á sua frente. Mas o silêncio foi resposta o suficiente para ele – Mas que droga você fez, Hart?

– Ele não fez nada, Singer. – a fantasma apareceu, com um sorriso educado que escondia a verdade.

– Mas se você está aqui…

– Ela é um fantasma. – Sam falou o óbvio.

– Mas eu não estou morta! – Candice se apressou em dizer, quando viu o olhar arregalado do velho caçador – Em coma.

Bobby suspirou, lançando um olhar fulminante a Mike. Já irritado com a falta de foco dos caçadores, Castiel pigarreou, chamando a atenção.

– Eu não trouxe vocês aqui para nada! Por favor, dá para me deixarem falar! – ele suspirou – Nos útimos dias muitos seres sobrenaturais têm estado com um comportamento estranho, principalmente os demônios.

– E quando eles não estão estranhos? – Sam perguntou, franzindo a testa.

– Eles não têm matado ninguém…

– E isso não é bom? – foi a vez de Bobby ficar confuso.

– Diferentes espécies estão se reunindo e planejando. Vampiros e metamorfos, djins, lobisomens e wendigos… Demônios e bruxas… Além de vários outros. Nenhum anjo conseguiu descobrir ainda.

– Se todas as criaturas estão lá, deve ter algum anjo no meio, não? – Dean perguntou.

– Eles usam selos anti-anjos aonde vão. – ele explicou – Precisamos descobrir o que está acontecendo, o que estão planejando. O mais rápido possível.

Dean sentiu um frio na espinha e a sensação de que tinha algo a mais no meio disso. Não que nenhum dos outros tivessem pensado que essa história acabaria mal, mas o Winchester mais velho conseguia praticamente enxergar uma tragédia vindo pela frente. E já tinham enfrentado tragédias demais.

– Diga como podemos ajudar. – Mike pediu sério, a testa franzida em preocupação.

– Podemos começar pegando algumas dessas criaturas que estão envolvidas nisso para interrogar. – Castiel explicou – Mas preciso voltar para o céu. Os outros anjos estão um pouco… Fora de controle. E os arcanjos estão só olhando.

– Novidade. – Bobby fez careta – Quando eles resolvem agir, aí sim é preocupante.

– Cass… — Candice o chamou – Você tem ideia do que pode estar acontecendo?

– Sinto muito, Candice. Não tenho. Nenhum de nós tem. Preciso ir.

Mais uma vez sem esperar resposta, Castiel sumiu deixando para trás apenas o barulho de asas batendo.

– Cass? Já tem essa intimidade toda com ele? – Dean comentou, tentando quebrar a tensão que ficara com a saída do anjo.

– Quem você acha que me ensinou a fazer o que faço? – ela perguntou com um sorriso convencido.

– Fazer o que faz? – seu irmão ficou confuso.

– Me manter por muito tempo visível, tocar em coisas materiais, ir de um lugar para o outro… Sabe, coisas de fantasma.

– Pois é, acho que vou beber alguma coisa. – Dean saiu da sala.

– Bem, eu vou começar a pesquisar qualquer atividade normal de criaturas sobrenaturais e procurar algum ritual ou qualquer coisa parecida que possa reuní-los. – Sam se sentou tirando o notebook da mochila.

– Tenho alguns livros que talvez ajudem. – Bobby começou a mexer numa das pilhas de livros.

– E o que nós vamos fazer, irmãozinho? — Candice perguntou.

– Que tal você ir tentar voltar para o seu corpo enquanto eu vou procurar outro caso?

Dizendo isso, ele saiu da casa, encontrando seu Ford 1995 estacionado na porta junto com o Impala dos Winchester. Entrou nele batendo a porta com força, e em segundos o carro já desaparecia numa curva. Candice assistiu a cena da janela com um suspiro. Conhecia o irmão o suficiente para saber que ele fugiria dos problemas que não envolvessem caçadas – no caso, esse problema era ela. Poderia muito bem segui-lo, mas só pioraria a situação.

Olhando em volta, onde todos estavam ocupados, era a única que não podia fazer nada. Então optou por conversar com a única pessoa tão á toa quanto ela.

– Você não é alcoólatra, é? – perguntou encarando Dean, que bebia whisky direto da garrafa.

– O que isso importa?

– Cresci no meio de bêbados, então tenho um pequeno trauma com isso.

Os dois ficaram em silêncio e, pela primeira vez, Dean reparou no fantasma á sua frente. Candice devia ser alguns centímetros menor que ele, tinha os cabelos castanho claros até os ombros com cachos e tinha os olhos puxados típicos da Ásia. Suas roupas – uma calça jeans preta e uma blusa de malha branca – tinham alguns rasgos por ela, o que o impulsionou a perguntar.

– Como foi?

– Como foi o que?

– Como ficou… Assim. – Dean apontou para as roupas, apesar de querer perguntar sobre sua condição no geral.

– Ah… Isso. Uma caçada mal sucedida. Um irmão idiota. Demônios filhos da mãe. – ela sorriu – Tudo isso faz uma combinação horrível.

– Quantos demônios?

– Quando começamos a caçada, pensamos que eram apenas dois. Mas quando chegamos lá tinha muito mais que isso. Mike e eu… — Candice parou por um momento, olhando para o nada – Nós dois lutamos. Conseguimos derrubar alguns, mas poucos em comparação com os que ainda estavam de pé. E de repente meu irmão saiu correndo do lugar. Era uma fábrica abandonada. Os demônios, todos, foram atrás dele, e eu fiquei sozinha. Ou eu achava que estava.

– E… O que aconteceu? – Dean indagou curioso.

– Três deles estavam lá. Me torturaram. Eles falavam comigo, mas não lembro o que. E nem me importo. Não faz muita diferença agora.

O Winchester tomou mais uma grande dose da bebida e assentiu com a cabeça, distraidamente. A história não era tão surpreendente quanto imaginara. Era algo que poderia acontecer a qualquer caçador.

– É doloroso da mesma forma. Acho que preferia ter morrido de uma vez do que ficar nesse estado. – Candice retrucou, quando ele verbalizou seus pensamentos.

– Mas me responde uma coisa, você é mesmo irmã daquele cara? Vocês não são nada parecidos.

– Temos mães diferentes. Acho que mulheres são a fraqueza dos caçadores. A maioria tem filhos de várias mulheres diferentes. – ela deu uma risada irônica – E não pode discordar, Winchester. Todos conhecem sua reputação de mulherengo.

– Acho que não me encaixo nesse seu perfil. Não tenho filhos. – ele foi áspero.

– Não que você saiba. E ainda estou esperando você admitir que não sou tão ruim assim.

– Falou, Candy. – Dean falou o apelido com ênfase – Deve te chamar de Docinho agora?

Candice fez careta e encarou o homem á sua frente estreitando os olhos.

– Nunca mais. Me chame. Assim. – ela falou pausadamente e entredentes.

– Tudo bem, japa. – ele levantou as mãos em rendição.

– Sou coreana. Imbecil.

– Grande diferença!

Como resposta, o espírito de Candice ergueu uma sobrancelha e o fulminou como se seu olhar pudesse matá-lo, o que ela queria que fosse verdade.

– Acho que já deu minha hora. – ela comentou, desaparecendo.

– Ok. – Dean bebeu mais um gole e deixou a garrafa em uma mesa, indo ajudar Sam e Bobby nas pesquisas.

°°°

Depois de horas de pesquisa, o celular do Singer começou a tocar, tirando a atenção dos três do trabalho a ser feito.

– É melhor ser importante. – o homem atendeu.

– Sou eu. – Mike falou do outro lado da linha – Não encontrei nenhum caso que pode ser ligado a outras coisas que não sejam fantasmas. Aliás, tem uns casos bem estranhos. Vou resolver alguns e se os Winchester também quiserem ir, posso passar outros para eles.

Bobby tirou o celular da orelha e se virou para os irmãos.

– Tem um caso para vocês resolverem. Fantasma.

– É só falar o lugar. – Sam respondeu.

°°°

– Fala sério! Caso em escola de novo? – Dean reclamou quando o Impala parou em frente á escola pública de ensino médio da cidade de Salt Lake City, em Utah – Só não diga que vamos ter que dar uma de professores de novo. Jogar queimada com os pirralhos foi legal, admito, mas prefiro não fazer isso de novo.

– Jogar queimada? Dean, você acabou com os garotos! – Sam encarou o irmão, perplexo.

– É uma forma de ensino.

Os dois saíram do carro arrumando o terno e a gravata que usavam, e encararam o prédio que estava cercado pela políciais e isolado com a fita amarela. Muitos adolescentes estavam em volta, tentando saber o que tinha acontecido lá dentro.

Eles caminharam em direção ao homem que, pela roupa, deveria ser o delegado.

– Não podem entrar aqui, senhores. – um policial baixinho e gorducho entrou no caminho.

– FBI. – Sam informou, tirando seu distintivo ao mesmo tempo que Dean – Sou o agente Waters, e esse é meu parceiro Carter.

– Deixem-me adivinhar… – o policial fez uma expressão irônica – Estão aqui para roubar esse caso. Vocês são inacreditáveis.

– Er… Ordens do chefe, fazer o quê? – Dean forçou um sorriso.

O homem deu espeço aos irmãos e eles caminharam para o delegado, que conversava com uma mulher de vestido azul escuro e um avental, que deduziram ser a cozinheira da escola. Ela parecia abalada, se abraçando e tremendo.

– Com licença. – Sam pediu, chamando a atenção do delegado e da cozinheira.

– Posso ajudar? – o delegado perguntou sério, parecendo já imaginar o que os homens á sua frente queriam.

– Somos do FBI, agentes Waters e Carter. Podemos saber o que aconteceu aqui, Delegado…? – Dean interrogou.

– Handerson. – o homem arrumou os óculos de grau, que escorregavam na ponte do nariz — É a segunda morte na escola em duas semanas.

– E sabem como a vítima morreu? – o mais novo perguntou novamente.

– Por Dios, el homebre… Sus manos… Por Dios! – a mulher praticamente gritou, histérica, recomeçando o choro.

– Não entendi droga nenhuma do que essa aí falou. – Dean confidenciou ao irmão.

– É compreensível o estado da senhora Vendra. – o delegado Handerson falou – Ela encontrou o professor de Biologia escrevendo coisas na parede da cantina com o próprio sangue.

– Ele… Estava escrevendo… — a senhora falou entre os soluços, com um forte sotaque – “Não devo contar a ninguém.”

– E então ela ligou para o número da emergência. Mas quando chegamos já era tarde demais. – ele começou a andar, e os Winchester o acompanharam para dentro da escola – É melhor verem por si mesmos.

Eles caminharam pelo correddor principal e, no início, não havia nada de errado. Mas, quando passaram por uma sala próxima á cantina, puderam ver o quadro negro ocupado pelaa frase que a cozinheira falara antes, em alguns pontos saindo para a parede como se o quadro não fosse o suficiente. E, no corredor, as frases continuavam, até chegar á cantina.

– Uau. Isso é muito estranho. – Sam murmurou, encarando o corpo no chão dentro de um saco preto.

– Mais estranho até que a gente apanhando de uma Paris Hilton fajuta. – Dean concordou.

– O professor tinha algum inimigo, alguém que pudesse querer vê-lo morto? – Sam questionou o delegado.

– Bem… Ele já registrou algumas queixas de outro professor que trabalhava aqui, o senhor Langton. Educação Física.

– E onde está esse professor?

– Ele morreu faz cerca de dois meses. Invadiram a casa dele, para assaltar. Ele reagiu e o mataram. – Handerson deu de ombros.

– Como o primeiro professor que morreu? – Dean perguntou – Ele também tinha alguma inimizade?

– Da mesma forma, mas foi encontrado na área das piscinas, e ele também não se dava bem com o Langton. Na verdade, ele era uma pessoa intragável. Noventa por cento das pessoas dessa escola tinha problemas com ele.

– Muito obrigada pelas informações, delegado Handerson. – Sam agradeceu com um aceno.

– Não foi nada. – o homem sorriu, simpático, suspirando em seguida – Tenho que ir resolver algumas burocracias. Papeladas… Que Deus me ajude.

Ele saiu da cantina, deixando os Winchester sozinhos.

– E então, o tal Langton? – Sam perguntou ao irmão.

– Com certeza esse é o nosso filho da mãe. – Dean concordou.

– Não tem nenhum sinal de fantasma e nenhum canto da escola. – a voz feminina falou atrás dos dois, assustando-os.

– Mas que merda! – o mais velho xingou, com uma arma já preparada na mão.

– Acho que aprendeu bem até demais com o Cass. – Sam riu da cara assustada do outro.

– Aluna exemplar. – Candice também riu.

– Mas o que está fazendo aqui? – Dean questionou.

– Não tenho nada para fazer… Então resolvi ajudar vocês.

– Bem, então vamos logo. Temos um corpo para queimar. – Sam sorriu, saindo da cantina com os outros dois caçadores logo atrás.

Notas finais
> Aqui está a foto da candice, caso não abra pelo link: http://2.bp.blogspot.com/-C3pyOySe1XQ/VMWGrxF0h_I/AAAAAAAAAiY/mEB-B1YSjd0/s1600/fundoyoonadf.png >Visitem o nosso tumblr! Lá vocês vão encontrar fotos dos personagens, e poder receber atualizações ao nos seguirem e conhecer outras histórias de nossa autoria: http://cupcakefanfics.tumblr.com/ > Respondam aí, para a gente interagir (se quiser, claro u.u): Qual seu personagem favorito de SPN? E qual a sua temporada favorita até agora? > Desculpe se tiver algum erra, aliás se tiver, nos avise por favor ;D > Comentem o que achou do capítulo (elogios e críticas são bem-vindas) e acompanhem a fanfic, isso nos motiva a continuar! *-* Espero que tenham gostado do capítulo; agora vou fazer margem no caderno das minhas primas porque to ganhando dilmas ($) com isso, muahahahahah. Até o próximo! ♥ BailarinaDePorcelana & Evil Queen, xoxo.