Demons

6 Capitulo 6


Notas iniciais
N//W: Podem largar a faca, hahahá *ri nervosamente* N//O: Antes de qualquer coisa, a culpa é da Walker *dedura* N//W: Maldade, Isa... *choraminga* N//O: Até parece que eu ia levar a culpa no seu lugar *revira os olhos* N//W: Bem, eu foquei demais em minhas fanfic's solo e acabei esquecendo das outras... N//O: E nesse meio tempo eu fui ver The Walking Death N//W? Pela milésima vez...! N//O: Da mesma forma que você só presta para ver House! ¬w¬ N//W: Hm... É... N//O: É melhor pararmos por aqui... N//W: Curtam o cap, lindos ^^

Acordara com a voz de eu tutor, sentado ao seu lado no tapete felpudo da sala, chamando-lhe. Seus olhos acastanhados abriram-se preguiçosamente, indo de encontro com o negrume dos olhos de Reborn. O mais velho chamava-o anunciando que logo ele teria de estar pronto para ir à escola.

– Hai, hai, já vou. – com certa preguiça, levantara-se e olhou para o relógio que ficava no canto da sala, vendo que não tinha muito tempo para arrumar-se – Hiiiiee! – levantou-se subitamente, correndo em direção as escadas da casa, ansiando por chegar ao segundo andar o local, e consequentemente, seu quarto.

De canto de olho pode ver o sorriso brincando nos lábios de Reborn. Maldito, queria praguejar-lhe.

Não tardou muito para que logo chegasse ao seu quarto, indo em direção ao seu guarda-roupa e pegando o uniforme escolar. Colocara-o, vendo que cada dia a mais, aquelas peças de roupa teriam que ser mudadas. No momento usava tamanho para uma criança de 12 anos, e nas condições que estava, logo chegaria a medidas de roupa de 10 anos.

Balançou a cabeça, retirando os pensamentos, antes de pegar um cinto qualquer na primeira gaveta de seu armário, e meio atrapalhado vesti-lo enquanto descia as escadas.

– Está atrasado. – a voz de Reborn soara assim que chegara à cozinha, com o timbre divertido, vendo Tsunayoshi fuzila-lo, enquanto sentava-se em mesa, esperando o mais velho terminar de cozinhar.

– Podia ter me acordado mais cedo. – murmurara, vendo o mais velho pondo o café da manhã a sua frente. Sentia o cheiro de comida doce e italiana, sorriu. Estava sentindo saudade do aroma das ruas de Florença ou Veneza.

– Não tenho a obrigação de ser seu despertador. – e com o termino de sua fala, o homem de cabelos negros colocara um petit gateau de chocolate acompanhado por sorvete de baunilha, na frente do pequeno acastanhado.

– Mau. – resmungou, antes de levar sua primeira garfada aos lábios, provando do doce, e reconhecendo o quão bem Reborn sabia cozinhar. Era muito bom, e ficava melhor ainda com a mistura de sabores e temperatura desmanchando-se no céu da boca.

***

Havia acabado de despedir-se de Reborn, e caminhava em direção à porta de saída de sua casa, enquanto plugava os fones de ouvido em seu celular, selecionando uma música qualquer.

Iria calçar os sapatos amarronzados, entretanto, seus olhos voltaram-se para o par de patins jogados num canto qualquer perto da porta de saída de seu quarto. Resolveu calça-los. Não iria fazer mal uma vez ir de patins para a escola.

O mesmo era preto com detalhes alaranjados brincando em suas amarras e cantos, entrelaçando-se com detalhes azulados, em labaredas que subiam diagonalmente por sua extensão.

Quando terminara de pô-los, levantou-se, com o auxilio da parede, tendo um pouco de dificuldade em ficar em pé, fazia tempo que não andava de patins. Ao ficar finalmente estável, uns dois minutos após de calça-los, abrira a porta de sua casa, pendurando a mochila em suas costas e saíra deslizando por entre as ruas de Namimori.

***

Chegara a sua escola, por sorte cinco minutinhos antes que o sinal batesse alertando que os alunos deveriam estar em sua classe para que o Demônio de Nanimori junto aos seus ajudantes começasse a ronda na escola. Suspirou aliviado assim que atravessou os portões da escola. Nem se quer pode perceber os olhos azuis acinzentados que o observava de longe.

Parando na entrada do prédio, onde a maioria guardava seus sapatos, ou outros tipos de vestimenta para os pés como ele, para trocarem pelo tênis que realmente iriam usar para vagarem pelos corredores escolares, Tsunayoshi sentou no chão amadeirado do local perto do seu armário, enquanto guardava seus fones. Entreter-se depois em desamarrar os seus patins, e não pudera ver Kyoya chegando ao seu lado.

– Está atrasado. – Kyoya olhara-o com as tonfas empunhadas em mãos e um sorrisinho meu sádico espalhando-se pelos seus lábios rosados. Tsuna podia sentir sua cabeça latejar com aquilo, sabia onde o moreno queria parar, mas não estava com clima para aquilo.

– Tecnicamente, consegui passar pelos portões na hora certa. – comentara dando um longo suspiro no final de suas falas, meio preocupado com Kyoya – nunca era bom abaixar a guarda ao lado dele – e aliviado por conseguir retirar os patins.

– Mas está vagando pelos corredores em horário de aula. – respondeu ainda com aquela postura firme e como se estivesse pronto para atacar até mesmo os animaizinhos mais indefesos — lê-se Tsunayoshi.

– Acordei atrasado, Kyoya-kun. – levantou-se e agora finalmente os olhos marrons e grandes chocaram-se contra os azuis estreitos do Hibari – este por incrivelmente não atacara-o por chama-lo pelo primeiro nome ou usar um sufixo tão intimo. Por alguns segundos ficaram em silêncio, antes do maior corta-lo.

– Faltou ontem a aula. Por quê? – interrogou sem usar sua sutil violência básica. Sabia que Tsuna não tinha medo daquilo e ainda desviava com aquela maldita graciosidade que o encantava, poderia até mesmo ver os olhos castanhos brilhando em divertimento com aquilo.

– Siga-me. – chamou-o enquanto colocava sua mochila mais uma vez sobre as costas – pode ver de relance Kyoya guardando suas armas — e seguiam juntos, lado-a-lado, pelos corredores – Eu desmaie de cansaço. – respondera como se fosse algo simples e pode ver uma das sobrancelhas de Kyoya erguerem-se em um questionamento mudo – Não se preocupe. Não foi nada de mais. – riu no final, vendo uma ruga de preocupação brotar no meio da testa do mais velho, todavia, o outro logo desfizera, tentando não mostra-la a ninguém. Tarde de mais – Sua preocupação é fofa. – riu mais uma vez ao ver que o Hibari fizera menção de novamente pegar suas armas.

– Não é preocupação. – respondeu curto e grosso, virando seu rosto para o lado enquanto estalava sua língua no céu da boca, uma atitude não condizente nenhum um pouco com o maior. E Tsunayoshi sabia o motivo daquilo, o rubor chegava até as orelhas do moreno. Não aguentou, riu abertamente mais uma vez.

– B-Bem, chegamos a minha sala. – limpou as lágrimas que se acumulavam no canto de seus olhos enquanto comentava, o mais velho voltou novamente seu olhar para Tsuna, que sorria, para infelicidade do menor Kyoya não estava mais corado, ainda bem, ou alguém morria. Tsunayoshi abriu a porta, mas só virou-se para a sala depois que se despediu do Hibari – Até mais Kyoya-kun. – fechou os olhos antes de deixar o sorriso aumentar.

– Hm. – fora tudo que o mais velho disse antes de retirar-se. Seu casaco fez uma curva majestosa no ar e sumiu em meio aos corredores.

O Sawada virou-se para sua classe. O professor congelado em frente ao quadro, olhando-o e a maioria dos alunos praticamente na mesma posição, fora Takeshi que ria e Hayato que estava fazendo algumas caretas tentando entender à situação.

Tsunayoshi deu de ombros, achando que aquilo deveria ser normal e guiou-se para seu lugar. Dez minutos depois o professor continuou sua aula, ainda atônito. Pobre Nezu-sensei.

***

O sinal havia tocado alertando que já era hora do intervalo. Tsuna estava novamente dormindo em sua cadeira – ou ao menos aparentava aquilo -, todavia, assim que Takeshi estava prestes a tocar em seu ombro para acorda-lo, com um Hayato meio puro da vida do seu lado, acordou.

– Bom dia Yamamoto-kun, Gokudera-kun. – sorriu e logo em seguida soltou um bocejo. Estava dormindo mais que o costume nesses dias desde que chegara ao Japão.

– Pelo visto já conhece o Hayato. – Yamamoto comentara enquanto deixava o sorriso espalha-se novamente pelo seu rosto.

– Sim, nos conhecemos no primeiro dia de aula mesmo, Yamamoto-kun. – riu pela coincidência das coisas. Hayato corou um pouquinho com o sorriso de Tsunayoshi, igualmente a Yamamoto.

– Já pedi para me chamar de Takeshi, Tsuna. – o castanho iria protestar contra a fala do maior, mas fora cortando antes mesmo que pudesse falar qualquer outra coisa – Além do mais, você chama Hibari pelo primeiro nome, nada mais justo. – afirmou.

– Concordo, Jyuudaime, chame-me de Hayato! – exclamou contente o albino enquanto seus olhos verde oliva brilhavam em uma excitação desconhecida para os outros dois. Era mais fácil dar de ombros ao entender o gênio Gokudera Hayato.

– Vocês quem sabe... – murmurou enquanto coçava a bochecha, meio encabulado – Hayato-kun, Takeshi-kun. – pode ver os outros dois sarem enormes sorrisos ao final de tais palavras. Corou ainda mais.

– Então, vamos para o telhado comer? – o maior indagou, dando mais um de seus sorrisos, o albino fez um leve aceno de cabeça concordando e como se quisesse chamar Tsunayoshi também.

– Na verdade, estou sem fome. – Tsunayoshi comentou, e pode perceber os olhos âmbares de Takeshi voltado contra si com certa preocupação, tombou a cabeça de lado, sem entender o porquê do Yamamoto está assim.

– Tsuna, está tarde, você deveria comer alguma coisa. – falara semicerrando seus olhos, o sorriso que sempre brincava com os lábios do maior não estava mais lá. O Sawada ficou surpreso com aquela repentina mudança de Takeshi.

– Mas eu comi muito no café da manhã. – tentou protestar, seu estomago não cabia muita coisa devido à semana que estava sem comer descentemente. Sua tolerância para comer havia diminuído e muito – não que antes Tsuna comece muito.

– Jyuudaime, não pode ficar sem comer! – Hayato não entendia muito o motivo da conversa, mas as partes que havia pegado, dava para entender que Tsunayoshi estava com uma serie de problemas alimentícios. Aquilo explicava a roupa pequena sobre o corpo franzido e magro. Tsunayoshi ia falar algo, mas a porta de sua classe fora aberta bruscamente.

– Levante-se Sawada Tsunayoshi. – Hibari Kyoya estava parado na porta, o olhar gélido e penetrante só focava-se em Tsuna, esquecendo-se do resto do mundo. Os três ali na sala ficaram confusos com a repentina aparição do Demônio.

– Kyoya-kun? – interrogou o menor e mesmo sem saber o que o Hibari queria, levantou-se de sua mesa sem questionamentos, sabia que Kyoya não era de pedir com gentileza, mas só o fato dele não usar a violência para se impor a Tsunayoshi, deixava o castanho mais cooperativo.

Sem responder qualquer coisa o Demônio entrara na sala de aula com seus passos firmes e elegantes, era possível notar que também havia um pouco de pressa em seus passos enquanto o sapato enegrecido chocava-se no chão de madeira clara que compunha o piso. Parou assim que ficou frente a frente com o castanho.

– Avise ao seu próximo lecionador que Tsunayoshi não aparecerá no próximo horário. – e em um movimento rápido de mais, pegou a mão do acastanhado, puxando-o para fora de classe enquanto recebia olhares atônitos de Hayato e Takeshi, esse último logo explodira em uma risada gostosa.

***

– Kyoya-kun? – Tsunayoshi perguntara depois de alguns minutos em silêncio, o Hibari continuava a puxa-lo e o menor não pode deixar de perceber que estavam indo em direção a saída da escola. Que anormal.

– Fique quieto um pouco. – e por mais que as palavras que estivesse escolhido não fosse muitos gentis, o tom de voz do Hibari fora calmo e carregado de um sentimento meio leviano que deixava a voz um pouco afável. Era bom.

Andaram mais um pouquinho e pararam em frente a uma cafeteria com um aroma muito bom de diversos doces e um cheirinho convidativo de café. O Sawada pensou que Reborn iria gostar daquele lugar.

– É aqui? – perguntou assim que entraram no lugar estilo retro, o lugar era praticamente todo amadeirado e alguns poucos enfeites com plantas, tendo algumas imagens e objetos de carros antigos, mas belos e as garçonetes do local eram todas arrumadas no estilo retro, usando patins em seus pés e uma bandeja porta equilibrada em suas mãos. Por coincidência ou não, eram todas loiras com cabelos ondulados e acima dos ombros.

– Sim. – o lugar não estava muito cheio, mas ainda assim tinha umas três ou quatro mesas ocupadas, enquanto respondia a Tsuna, Kyoya procurava um lugar mais afastado da aglomeração de herbívoros.

– É bonito. – sentaram-se um em frente ao outro e Tsuna pode ouvir uma sutil musiquinha de piano, provindo de um disco que tocava a não muitos metros do local cujos quis estavam sentados. Sorriu. Adoraria ler um dos seus favoritos romances clichês sentindo aquele cheirinho de café e acompanhado de um belo cappuchino – Mas, por que me levou aqui? – perguntou um pouquinho curioso.

– Fong tem uma mania nem um pouco Hibari de tagarelar. E muito. – respondeu e Tsuna já podia imaginar a cena de Kyoya tendo que ouvir o seu irmão mais velho. Não pode deixar de sorrir ao imaginar aquilo, mas também a curiosidade voltava a lhe atormentar. Por que estariam falando de si? Estranho. Entretanto, antes que pudesse falar algo, fora interrompido – Só juntei o útil ao agradável. Escolha alguma coisa. – estendeu o cardápio para o menor.

– Obrigado, Kyoya-kun. – sorriu, um sorriso que alcançava seus belos olhos castanhos, iluminando-os, como há muito tempo não fazia, mas esse brilho tão repentino quanto viera, fora-se. E Kyoya nem teve muito tempo de perder-se em meio a ele.

Não tardaram a fazer um pedido. Capucchino com bolo de limão e cobertura de frutas vermelhas e um café bem forte e sem açúcar com um bolo de chocolate amargo, era um dos poucos doces que Kyoya conseguia suportar comer ao menos uma fatia.

Uma conversa banal começara, mesmo que as repostar do maior fossem praticamente monossilábicas e por milagre tinha um questionamento ali e outro acolá. Todavia, nada que merece muita atenção. O clima estava agradável e o moreno pode deixar um mínimo sorriso espalhar pelos seus lábios vendo Tsunayoshi comer e sorrir.

O Sawada gostava do lugar, de sua companhia e do ótimo sabor e aroma do local. Puxar conversa com Kyoya era bem fácil quando ele estava no clima, mesmo que as respostas fossem bem curtas e por vezes grossas. Mas Tsuna tentava negligenciar esse último detalhe o máximo que podia.

No entanto, o que bom e agradável dura pouco. A porta da cafeteria fora aberta e um Hibari Kyouya passara por ela. Provavelmente deveria ser uma pausa para o vice-diretor depois de tanto tempo em um hospital cheio de burocracias e problemas. O mais velho sorriu assim que seus olhos chocaram-se no casal afastado do resto das pessoas.

– Merda. – o Hibari mais novo resmungou baixinho assim que viu seu segundo irmão mais velho entrando no lugar. Respirou bem fundo sorvendo um gole do líquido quente em sua xicara que já não estava mais tão quente assim. O clima do lugar pareceu ter evaporado, principalmente quando os passos de Kyouya voltaram-se para sua mesa.

– Kyouya? – interrogou curioso, mas acabara por perceber que o hospital não era muito longe dali e que se viesse de carro, não era improvável que Kyouya aparecesse por aquela área durante a pausa de seu expediente.

– Conhece-o? – Kyoya não sabia daquilo e odiava ser ignorante a alguma coisa. Tsuna confirmou com um simples aceno de cabeça. O mais novo teria muitas perguntas a fazer ao seu irmão mais velho assim que chegasse a casa. Na verdade, os dois mais velhos: Alaude e Kyouya.

– Kyoya, herbívoro. – assim que o mais velho parara ali os cumprimentara, mesmo que da parte de seu irmão mais novo tivesse recebido um grunhido e uma ameaça de morte a partir daquele olhar tão medonho. Kyouya ainda tinha muita sorte de estar vivo.

– É um prazer te ver, Kyouya. – Tsunayoshi sorriu, gentil, como sempre condizia com sua personalidade. Kyouya pode ver um brilho nos olhos do pequeno acastanhado. Ah, adoraria acabar com o brilho nos olhos do menor, que digno de passagem não estava lá até ontem. Sabia que aquilo era por culpa do seu irmão mais novo e adoraria ver aquilo se quebrando em pedacinhos – Por que não senta com a gente? – tentou ser o mais cortês que poderia, convidando-o.

– Não precisa, só vim pegar um café. – respondeu e sorriu para Tsuna. Kyoya em seu lugar estreitou seus olhos, nada de bom vinha quando Kyouya sorria tão amavelmente como naquele momento. Não deixaria que seu irmão mais velho quebrasse Tsuna em pedacinhos, como fazia com muitas pessoas.

– Tudo bem. – riu corando um pouquinho com aquele belo sorriso estampado nos lábios rosados do maior. Por dentro Kyouya ria, sabia direitinho o que fazer, como gostava de ver o sofrimento alheio e tocar nas feridas certas. Principalmente pessoas que conhecia em seu passado.

– Tsunayoshi... – chamou-o pelo primeiro nome, o que era bem esquisito, nenhum Hibari chamava alguém de primeira hora pelo seu primeiro nome, Kyoya sabia disso, mas antes que pudesse fazer alguma coisa, o mais velho havia segurado o acastanhado pelo queixo e aproximado sua face contra o ouvido alheio — ... Não importa o quanto eu olhe para você, você me lembra Ieyasu. – sussurou e sorriu lascivo ao terminar sua frase e logo soltara o menor, indo em direção à porta de saída do local. Os olhos amedrontados do Sawada fora melhor do que um café aos seus padrões.

Tsuna tinha seus olhos completamente sem brilho e opacos, a franja de seu cabelo logo tampara aquela visão, e teve que mordeu seu lábio inferior para controlar sua vontade de chorar, seu corpo começou a tremer.

– Tsunayoshi? – Kyoya se atreveu a perguntar depois de alguns minutinhos. Queria levantar de sua cadeira e agachar-se ao lado do menor e abraça-lo como uma criança abraça seu ursinho de pelúcia, mas seu orgulho o impediu de fazer aquilo. O Sawada respirou bem fundo, antes de sorrir, e levantar seu rosto. Seu sorriso não chegava aos seus olhos, mas o Hibari não disse nada.

– Eu estou bem. – e depois de tal frase mentirosa, o clima do lugar perdeu completamente sua graciosidade e nenhuma palavra fora proporcionada pela parte dos dois. O menor havia somente comido meio bolo, praticamente um tabu para si.

Kyoya iria espancar e muito bem Kyouya por isso, mesmo que não soubesse o que o maior havia falado com Tsuna, sabia que o veneno que tinha soltado havia acabado com as estruturas pouco instáveis do Sawada, abalando-as ainda mais. Kyouya estava mais que morto.

***

O dia havia sido cansativo, mas finalmente Tsuna tinha chegado a casa, ao voltar para a escola, claro que Takeshi e Hayato haviam percebido que o menor estava muito mais desanimado que antes. O Gokudera até mesmo ameaçara bater no Hibari por causa disso e Tsunayoshi teve que insistir muito para que o albino não fizesse aquilo, alegando que o moreno não tinha culpa.

– Reborn? – indagou assim que pusera seus pés em casa. Não encontrava seu tutor em sugar nenhum, mas podia ouvir a voz do mesmo provindo do segundo andar da casa e uma segunda voz também. Andou até o local, estavam no quarto de seus pais. Assim que abriu a porta teve uma grande surpresa, sorriu, abertamente e pode esquecer por alguns segundos as palavras de Kyouya – Papa! – gritou feliz e o homem loiro também sorriu, abrindo seus braços e chamando pelo seu filho.

– Tuna! – abraçaram-se, um abraço apertado, as lágrimas começaram a escorrer pelo rosto do pequeno Sawada, lagrimas tanto de felicidade quanto de cansaço. O homem loiro afogou as madeixas acastanhadas de sua pequena criança.

– Estava com saudades. – murmurou em meio as suas lágrimas. O loiro sorriu com aquilo e pegou seu filho pela cintura, erguendo-o, beijou-o carinhosamente na testa, sabia que Tsunayoshi era velho de mais para aquilo, mas puta merda, estava morrendo de saudades! Dai-lhe um desconto.

– Também estava, Tuna. – Tsuna enlaçou as pernas na cintura de seu pai, apertando ainda mais o abraço – E... Você ficou ainda mais leve. – falara um pouco mais serio. Tsunayoshi corou com aquilo e riu sem graça, antes de seu pai coloca-lo no chão novamente, mas leve ou não, Iemitsu já não era aquele garotão e suas costas doíam.

– Tsuna não tem comido muito ultimamente. – Reborn respondera pelo menor e Iemitsu franziu as sobrancelhas, preocupado antes de sorrir novamente, como o idiota que encenava ser.

– Então o Papa aqui vai fazer sua pizza especial de Atum, o que acha, hein? – perguntou rindo, e por mais que fosse difícil de acreditar, Iemitsu sabia cozinhar muito bem, Tsunayoshi riu.

– Eu acho que isso seria canibalismo da parte do Dame-Tsuna. – Reborn sorriu ao terminar de falar aquilo, principalmente ao ver o menor estufando as bochechas e botando língua para fora na sua direção. Havia retornado nem que um pouco, aquele brilho no olhar do menor.

– Eu não sou um peixe... – por fim murmurou, Iemitsu sorriu e bagunçou mais uma vez os cabelos do menor. Era bom está com seu pequeno Tuna.

***

– Kyouya! – Kyoya rugiu o nome do seu irmão mais velho assim que pisou em sua casa, todos de sua família estavam reunidos na sala de jantar de sua casa e pode ver o sorriso prepotente nos lábios de seu segundo irmão mais velho. Estava tomando por um ódio inexplicável. Kyouya não aguentou mais e riu, chegou a gargalhar. Aquilo estava deixando o resto de sua família curiosa e claro, preocupados, por que parecia que dessa vez Kyouya ia morrer.

– O que foi, Otouto? – perguntou de forma sacana e fechou seus olhos por um segundo, no próximo, enquanto abria-os, tinha uma tonfa a centímetros de distancia de sua face, só teve tempo de pegar a faca que estava ao seu lado, e com auxílio da mesma, rebatar aquela arma para outro canto, aquilo havia machucado seus dedos.

– Eu vou te matar, trucidar! – o menor rugiu mais uma vez e Kyouya sabia que se não levantasse da mesa e levasse aquela luta a seria, o mínimo que teria era todos os ossos de seu corpo quebrado. Ficou em posição ofensiva e sem nem se quer perceber, agindo somente por instinto, teve que desviar de uma tonfa de Kyoya.

– Parem os dois agora! – Aya gritou irritada e levantou-se da mesa, jogou uma faca em direção a Kyouya que conseguiu desviar por pouco, mas havia cortado um pouco do seu cabelo e um garfo em direção a Kyoya que não teve tanta sorte, desviou, mas recebeu um corte fino em sua bochecha.

– Só depois que esquarteja-lo. – Kyoya nunca desafiava sua mãe, até por que a loira dava medo nos seus filhos ao ponto de quase deixa-los traumatizados e por tanto, para a Hibari ser desafiada a coisa estava seria. E muito.

– Pode tentar, Kyoya, você não chega aos meus pés. – sorriu em prepotência e colocou o braço na frente de seu rosto para protegê-lo de um soco de seu irmãozinho. Kyoya com raiva não era fácil de lidar. Kyouya queria contra-ataca-lo. E iria fazer, mas foi interrompido.

– Qual vai ser a cor do caixão de Kyouya? – Fong perguntou brincando para Alaude enquanto os dois viam a cena se desenrolar. Alaude sorriu.

– Rosa. – Kyouya tinha repudio a aquela cor, detalhes que deveriam ser contados mais tarde.

– Vocês dois, calem a boca, a mãe de vocês está furiosa. – Renji alertou-os e ordem logo fora acatada, Hibari Aya com raiva era praticamente abrir os portões do inferno, já basta Kyouya e Kyoya ferrados, principalmente o primeiro.

– Vocês dois não me ouviram? Parem agora antes que eu quebre a perna de cada um! – gritou histérica e com raiva. E ainda bem que ela estava gritando, por que quando a loira falava com aquela calma e voz baixinha, as coisas eram muito piores. Uma morte, no mínimo.

– Hm. – os dois resmungaram juntos e saíram de suas posições ofensivas, mas claro que Kyouya ainda dera uma boa fuzilada no seu irmão mais velho.

– Agora me digam, por que Kyo-kun quer matar o Kyou-kun? – estava um pouco mais calma, sabiam disso por que ela já estava chamando-os pelos apelhidinhos carinhosos – ou era para ser. Um ótimo sinal.

– Kyoya ficou todo irritadinho por que eu brinquei com seu onívoro. – não pode deixar de dar seu típico sorriso malicioso ao terminar tal frase. Kyoya quase avançara novamente para cima do seu segundo irmão mais velho. Os outros dois estavam amando ver aquela cena de camarote. Hibari’s apaixonados eram épicos, eles eram obsessivos, possessivos, ciumentos, irritadiços e não gostava que ninguém mexesse com suas presas.

– Dá próxima vez que você pensar em ter contato com Tsunayoshi, eu te mato...! – voltara a rugir, sem estar completamente calmo. Precisava derramar o sangue de alguém.

– Acho isso meio impossível, ele está tendo algumas consultas particulares lá no hospital. – não pode deixar de ressaltar uma dupla intenção naquela frase, e Kyoya já queria avançar para cima de Kyouya, mas o primogênito fora mais rápido.

– Você disse: Tsunayoshi? – não se sabia quando Alaude tinha levantado da mesa, a única informação que tinham era que o mesmo estava com seu par de algemas apontado para Kyouya de forma ameaçadora.

Aquilo seria uma briga muito difícil de ser apartada.

***

– A pizza do Papa está ótima. – Tsuna sorriu roubando mais uma pedacinho, essa seria a terceira fatia e Iemitsu e Reborn sorriam para aquilo, era bom vê-lo comendo novamente e esquecendo-se dos problemas, mesmo que não fosse por muito tempo.

– Tuna, eu tenho algo serio para falar com você. – Iemitsu cortou o clima agradável assim que todos tinham acabado de comer. Tsuna limpou a boca com um guardanapo antes de olhar para o seu pai, com curiosidade e seriedade.

– O que foi? – um brilho meio alaranjado-dourado cortava os olhos que há pouco era um belo castanho. Os três na mesa estavam sérios, aquilo indicava problemas, ou traumas.

– Amanhã vamos à delegacia. – Iemitsu respondeu, suspirando no final enquanto levava uma de suas mãos a sua têmpora, já estava sentindo uma dor de cabeça tremenda com aquele assunto que mal tinha começado.

– Por quê? – interrogou curioso. Olhou para Reborn, podendo perceber que seu tutor já sabia daquele assunto e que provavelmente não seria nenhum um pouco agradável ao menor.

– O caso da morte de Ieyasu e de Nana será reaberto. Temos novas pistas. – e com aquela fala de seu pai, Tsunayoshi tinha seu mundo todo girando e embaçado.

Notas finais
N//W: E é isso--' N//O: Não teve porra nenhuma aqui, demoramos oito meses para escrever e saiu uma merda -.-'' N//W: Então ficamos por aqui... N//O: Até mais... N//W: E desculpe-nos pela demora... N//O: U3U
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.