Demonios e Akumas
1 Capítulo 1 - Rin Okumura
Notas iniciais
Espero que gostem da junção dos meus animes favoritos Ao no exorcist e D. Gray man, mandem comentários se quiserem que eu ponha algo na historia algum personagem desses animes para ter uma "participação especial", acompanhem, favoritem ou sei la, façam o que acharem melhor!
Havia acabado de acordar, meu irmão não estava na cama ao lado oposto, ele saiu ontem à noite e aparentemente não tinha voltado. Me levantei da cama espreguiçando, Kuro, meu gato negro, dormia sobre minhas cobertas de barriga para cima, peguei uma calça jeans surrada e me dirigi ao banheiro, botei a calça em cima do banco de madeira que tinha em uma salinha antes, tirei as roupas colocando-as em um cesto de fibras, e fui para baixo do chuveiro.
Ao sair do banheiro, pensava no que poderia fazer, era feriado e o dia seguinte seria final de semana, não vinha nada em mente e a neve caia do lado de fora, por as janelas estarem fechadas não estava com frio, mesmo assim o ambiente não estava agradável para ficar sem camisa, voltei ao quarto e vesti uma camisa azul escura com uma jaqueta preta, calcei meu tênis, senti algo em minhas costas e logo Kuro apareceu ao meu lado, acariciei-lhe a cabeça, e ele se aproximou mais de mim, me levantei, o peguei e botei dentro do casaco, o fechando em seguida.
Fui ao refeitório, peguei um sanduiche feito por ukobachi, e uma caixa de leite na geladeira, me despedi e sai do dormitório. A neve caia aos poucos do céu, parecia que já iria passar, terminei o sanduiche e o leite dividindo com Kuro, e sentei em um banco em baixo de uma arvore no pátio da escola, olhava para cima, as nuvens estavam cinzas e cobriam completamente o céu.
Olhei para o lado e um grupo com roupas pretas estavam em fila falando com Mephisto e entrando na escola quando alguém entrou na minha frente puxando minha orelha.
- Rin! – Shura estava com a cara quase encostada na minha com um olhar assustador, ela me jogou no banco me fazendo cair, subi um pouco segurando nas costas do banco e olhei para a entrada da escola, mas eles já não estavam mais la – Ei! Para onde esta olhando?! Não acha que ao invés de estar vagabundeando, não devia treinar? Hein?!
-O que?! É feriado, não tenho que fazer nada!
-Se você fosse uma pessoa normal, o que você NÃO É! Tem que treinar, não importa o dia!
-O que você acha que pode fazer? Quer me dar lição de moral, mas fica por ai bebendo... Eu não vou treinar, tenho mais o que fazer!
Shura ficou surpresa e sem reação, me levantei e sai correndo, depois de uma longa distancia percorrida, me encostei em uma arvore ofegante, Kuro botou a cabeça para fora do casaco e lambeu meu rosto.
-Rin, você esta bem? – Ele perguntou em minha cabeça
-Estou, não precisa se preocupar Kuro! – dei um sorriso ainda respirando forte – Vamos, quero visitar o velho!
-Shiro!
Kuro voltou para dentro de meu casaco e comecei a andar para a saída da escola, quando uma menina de maria-chiquinha e cabelos verde escuros passou correndo por mim, eu parei e continuei a olha-la, era como se ela quase pudesse voar, Kuro se mexeu dentro do casaco e voltei a andar, passei pelo portão da escola e fui pelas vielas até chegar a estação do metro.
Não estava cheio, apesar de ser feriado. Paguei a entrada e esperei na linha do metro ate ele chegar, kuro de vez em quando se mexia e tinha que ficar com a mão sobre a barriga, teve um momento em que ele fez isso e uma mulher me olhou com uma cara estranha e se distanciou bastante, foi quando percebi que isso estava acontecendo.
Assim que o trem, chegou entrei e sentei. O trem começou a se mover e partimos da estação, Kuro botou a cabeça para fora do casaco para ver a vista, o céu azul mesclava com as casas coloridas da cidade, o sol estava no auge e aparentemente as pessoas da cidade haviam viajado.
Quando o trem finalmente chegou a estação já estava no meio do dia, Kuro voltou para dentro de meu casaco e após passarmos pela roleta e termos saído do local, Kuro habilmente foi de meu casaco para minha cabeça, quando ele assoprava uma leve fumaça branca saia de sua boca, fomos desse jeito até a minha antiga casa, estava exatamente como me lembrava, só que mais decorada por causa do natal que estava chegando, eu e o Yukio tínhamos que ficar na escola junto com o pessoal do curso de exorcismo para estudar.
Entrei pelo portão de ferro negro, me dirigi para a porta principal e entrei, não tinha ninguém na capela, exceto um senhor magro de cabelos braço até o ombro, passei por ele, mas quando vi seu rosto era completamente o oposto de velho.
-QUEM É VOCÊ? – gritei o fazendo olhar para mim, me aproximei dele o visualizando bem – MAS, COMO? Você devia ser velho?!
-Velho? – ele me olhou com uma cara que parecia dizer: mais um que diz isso... – Tenho quinze anos, QUINZE!!! Não sou velho!
Dei de ombros, me virei e fui em direção a porta, passei por ela e a ultima coisa que vi foi o garoto se curvando para o altar. Assim que entrei, ouvi uns cochichos vindos da cozinha e me encaminhei para lá, quando cheguei fiquei na porta apoiado sobre o ombro com um grande sorriso, um padre gordo com uma boca grande e redonda veio me abraçar e um magro de cabelo loiro fez o mesmo.
- É bom ver vocês também pessoal!
- Rin! Você não deu noticias, estávamos preocupados! – o gordo falou
- Nem você, nem o Yukio... Por falar nele, onde ele esta? – o loiro completou
- Não o vejo desde ontem, faço a mínima de onde ele esteja... – balancei a mão como se dissesse: o de sempre... – eu vou na sepultura no velho e depois tenho que voltar para a escola, infelizmente...
- Não fique assim Rin, a escola é importante! – o gordo pegou minha mão
- Ainda mais se você quer concluir seu desejo de matar satã! – o loiro completou tirou o gordo de perto de mim – Estamos torcendo por você!
Fiz que sim com um grade sorriso no rosto saindo pelo porta da cozinha que dava no cemitério. Era tão desolado, era como se a temperatura tivesse abaixado ainda mais a temperatura, Kuro desceu de minha cabeça e foi correndo até a sepulta do velho, ao chegar me ajoelhei, via Kuro subir na sepultura até o momento em que abaixei a cabeça e botei a mão na neve.
- Ola pai! Nós viemos te ver... estava com saudade...! – logicamente não houve resposta, meu coração apertou, era como se alguém o quisesse arrancar de meu peito, quando ouvi alguém atrás de mim, me virei.
-Algum problema menininho? – uma moça de cabelos escuros aparecia com três homens um pouco estranhos atrás dela, ela usava um casaco cinza com alguns frufrus na ponta e luvas de couro, a moça sentou em uma lapide e continuou me olhar – o que aconteceu? Esta tudo bem?
-Esta... Quem é você?
-Meninos... peguem! – ao comando dela os três homens estranhos começaram a mudar de forma, rasgando a própria pele e virando uma bola cinza com vários canos saindo deles, e quase no topo, o rosto que antes estava preso ao corpo “humano”, com duas faixas negras embaixo dos olhos.
De repente eles começaram a atirar, sai correndo pegando Kuro no braço. Eles continuavam atirando mesmo na rua, enquanto eu passava as pessoas gritavam e corriam, parece que elas podiam ver aquelas bolas cinzentas flutuantes, entrei em um beco, e assim que dobrei a esquina do beco, Kuro desceu de meus braços e peguei Kurikara, mas antes que pudesse abrir, alguém desceu dos céus cortando as três bolas cinzas as fazendo explodir, e a outra mulher havia sumido.
Eu estava no chão por causa da explosão, quem tinha me salvado estendeu a mão e aceitei, quando me ajeitei e olhei para ele não acreditei, o garoto de cabelo branco e roupa preta estava na minha frente, e seu braço esquerdo tinha virado um braço com cor de osso muito grande onde os dedos parecia garras afiadas, de repente o braço dele voltou ao normal, bem nem tanto, ao reparar melhor sua manga escondia quase tudo deixando só a mão a mostra, e uma luva preta até metade da palma, sua mão era vermelha e disforme, como se tivesse sido queimada muito recentemente, ele estendeu a mão para mim e apertei.
-Obrigado por me salvar... Meu nome é Rin Okumura, e o seu?
-Meu nome é Allen Walker, prazer em conhece-lo!
Fale com o autor