Demoniac Fate

4 Capitulo 4 - Rosas


Notas iniciais
Succubus: Espécie de demônio com aparência feminina, que toma a forma de desejo sexual do indivíduo enquanto faz sexo com o mesmo e rouba sua energia vital. A forma homem desse demônio é chamada de Incubo.

– Dan! Por favor, vamos parar e comer alguma coisa – Disse Klaus enquanto se espreguiçava no banco e mexia em seus cabelos.

– Klaus, realmente, você não consegue ficar um segundo sem comer? – Disse Dan, enquanto dirigia o Landal.

Dan estava sem seu sobretudo , o que não era tão habitual, estava um dia ensolarado embora parecia que começaria a chover em qualquer momento.

– Mas, mas... Dan, eu preciso me alimentar. Ou você deixara-me sugar seu sangue? – Klaus o olhava com um olhar de piedade

– Sem chances, presas finas!

– Então vamos comer , veja , há um bar em frente, vamos! – Klaus estava pulando de alegria no banco.

Ao se aproximarem do bar, notaram um som contagiante vindo de dentro do local, uma musica calma, embora parecesse que os chamava para dentro.

– Espero que não arrumemos problemas aqui. – Disse Dan, enquanto descia do carro e pegava algum dinheiro.

– Não iremos, só estamos procurando por alguma comida, certo? – Disse Klaus sorrindo, de modo que suas presas ficavam expostas.

Entraram no bar e logo Dan reconheceu a musica, era When the leeve breaks. O lugar estava cheio, embora olhasse, não via alguma presença hostil por ali. Dirigiu-se ao balcão onde pediu um whisky e um pedaço de frango. Quem lhe atendeu foi uma mulher de cabelos totalmente negros e olhos verdes, sua pele era branca como a neve, usava um espartilho negro com detalhes em vermelho e uma calça de couro com fivelas. Ela trouxe o que ele pediu e lhe disse:

– O que traz um viajante como você por essas bandas? – Seu hálito tinha cheiro de rosas.

– Nunca disse que sou um viajante, e o que faço não lhe convém – Disse Dan enquanto bebericava seu whisky e volte meia comia um pedaço de frango.

– Ora, parece que temos um do tipo esquentadinho. – Ela riu enquanto lhe olhava.

Dan permaneceu quieto, tomando seu whisky e comendo, mas estava sentindo algo diferente, como se estivesse sendo tentado a olhar para aquela mulher. Ela o tocou, apontou para o fundo e disse:

– Aquele ali de cabelos brancos, é seu amigo?

Dan olhou e lá estava Klaus, abraçado com alguns homens, bebendo e cantando enquanto riam.

– Digamos que o conheço. Mas não é nada de muito tempo, apenas estamos por ai.

– Será que ele se importaria se o seu amiguinho saísse para dar uma voltinha? – A mulher lhe olhava com seus olhos verdes, à medida que a encarava, aqueles olhos pareciam estar penetrando a sua alma e o tentando a acompanha-la.

– Como poderia sair com uma mulher da qual nem sei o nome? – Disse Dan tentando resistir ao que lhe impulsionava a dizer sim.

– Amy – disse ela, rindo. — Amy Baskerville, e o seu seria?

– Karl, Karl Andrews. – Não iria dizer seu verdadeiro nome a ela, ainda mais com aquela tentação que emanava. Dan sentiu seu corpo enfraquecendo, sua visão se tornou turva e acabou apagando.

Quando retornou ao seu corpo, estava totalmente nu em um quarto iluminado por velas, deitado em uma cama totalmente negra com um espelho no teto, olhou para janela e perceberá que já anoiteceu, se sentou na cama e olhou para frente, viu Amy nua, vindo em sua direção.

Embora ainda se sentisse um pouco tonto não conseguia se levantar da cama, ela veio em sua direção e mordeu-lhe o pescoço, surrando em sua orelha:

– Relaxe e aproveite seu tempo comigo, são poucos que conseguem isso.

Ela sentou em seu colo, colocando seu membro dentro dela e movendo-se lentamente enquanto o segurava com ambos os braços e o olhava como se estivesse o hipnotizando. O movimento se tornou mais rápido e ela o beijava, embora totalmente fraco Dan sentia como se a vida estivesse se esvaindo dele, como se seu sangue estivesse secando e se tornando pó. Embora tentasse toda vez que tentava resistir ela se aproximava e gemia em seu ouvido:

– Continue, o modo que fazemos é perfeito, fique mais comigo, deseje-me e tenha-me.

Dan tentava, mas todo esforço era inútil, acabara sucumbindo a aquele desejo e ia se enfraquecendo mais a cada movimento. Entendera o que estava acontecendo, May era na verdade um demônio succubus. Como não podia ter percebido antes, fora muito tolo e agora não havia modo de voltar a si e mata-la.

Ela se aproximou com um sorriso perverso e disse:

– Agora morra!

De repente Dan sentiu todo o seu sangue ferver e numa erupção de força a tirou de cima dele e a jogou pra longe. Jogou-se no chão e rastejou para a porta quando ela apareceu em sua frente, a olhou, ela agora tinha os olhos vermelhos e sua pele parecia couro com manchas vermelhas, em suas mãos havia garras totalmente negras. Ela o virou com o pé e disse

– Achou mesmo que conseguiria escapar de mim, homem? – Sua voz estava estridente e alternava com uma mais grossa que ecoava em todo o quarto- Vocês são todos iguais, deixam se levar pela libido, basta uma mulher bonita os seduzirem e pronto; vocês já estão nos pés dela embora você parecesse mais forte que os outros, reagiu na maior parte do tempo, mas agora é o fim, você esta fraco não consegue ao menos se levantar. Se entregue totalmente para mim e deixe isso acabar duma forma, vamos dizer; menos dolorosa – Ela riu histericamente.

Dan tentava se levantar, mas seu corpo não o respondia. Estava ali, indefeso, não poderia fazer nada para se proteger.

– Droga Klaus, por onde você esta – pensava todo o tempo enquanto ela o erguia pelo pescoço para mata-lo.

Quando ergue sua mão para enfia-la em seu peito, um vento frio percorreu todo o quarto. A janela estava aberta e lá havia uma silhueta totalmente negra. Dan o reconhecera, era Klaus, conheceria aquele chapéu em qualquer lugar. Amy se virou e gritou:

– Quem é você?! O que ousa fazer entrando aqui?

O olho de Klaus estava totalmente vermelho e ele riu histericamente, deixando mostrar as presas ainda sujas de sangue.

Amy soltou Dan ao chão e continua a gritar:

– Quem é você, vampiro? O que quer aqui?

Antes que se pudesse perceber, Klaus estava no ar do lado da succubus e rapidamente chutou sua cabeça, fazendo-a bater na parede do quarto e cair no chão.

– Você esta horrível, Dan. – Disse Klaus enquanto tirava seu chapéu.

Dan sentiu sua força voltando, embora ainda se sentisse muito fraco, conseguiu dizer algumas palavras.

– A-ajuda... Agora...

Amy se levantou grunhindo de raiva e foi para cima de Klaus, que desviava facilmente de seus golpes e desferiu um soco em sua barriga, fazendo-a cair de joelhos.

Klaus andou e parou atrás da succubus, se abaixou e deixou-a com o pescoço a mostra, sussurrando em seu ouvido disse:

– Agora aberração, como eu deveria te matar? Quebrando seu pescoço, ou te fazendo sangrar até a morte?

– Misericórdia, por favor, misericórdia. Prometo que não voltarei aqui nunca mais, nunca mais vão ouvir falar de mim, mas não me mate, por favor. – Suplicava a Succubus.

– De que vale a palavra de um demônio? Pensando bem, nunca provei o sangue de uma succubus, qual será o gosto? – Disse Klaus enquanto cravava suas presas no pescoço dela. Ela começou a se debater, como se estivesse em profunda agonia e pouco a pouco a vida foi se esvaindo dela, tudo o que restou foi o corpo de uma mulher totalmente pálida ao chão.

Dan sentiu suas forças voltando e conseguiu levantar, embora se sentia um pouco tonto toda vez que se esforçava.

Klaus o apoiou em seu ombro dizendo:

– Deixe-me te ajudar, você não precisa fazer tudo sozinho.

– Aquilo que você fez, foi realmente bizarro – Disse Dan, ainda ofegante.

– Bizarro? – Disse Klaus rindo- Isso é normal, imagine o que mais poderia acontecer se eu ainda estivesse com fome – Disse enquanto o olhava nos olhos.

Dan reuniu todas as suas forças para jogar o vampiro contra a parede e pressionar seu braço sobre o pescoço dele. Com muito esforço disse:

– A próxima vez que me ameaçar sua sanguessuga, você ficará sem sua preciosa cabeça.

Klaus podia acabar com tudo ali mesmo, Dan estava muito fraco e não conseguiria suportar mais que três socos, mas Klaus simplesmente o olhou, tirou braço dele de seu pescoço e o apoiou no seu ombro, dizendo:

– Enquanto não me mata, cuidarei de você para que não morra. Vamos la, senhor Esquentadinho.

Dan ainda sentia o cheiro de rosas, mas não tentou resistir, fechou seus olhos e deixou que Klaus o carregasse.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.