Demolition Lovers
2 Capítulo 2
Amber colocou o livro dentro de sua bolsa de pano rendando e saimos pela porta principal.
Arrisquei olhar para trás e vi um Mikey entornando um big copo de cerveja preta de uma vez.
O clima da noite estava fresco, e uma corrente de ar pairava sobre nós. Amber tirava de cinco em cinco minutos os fios de cabelos que grudavam em seu rosto.
Caminhamos em silêncio até ela se pronunciar.
- Me chamou, acho que tem algo que queira conversar comigo, não é? — Ela sorriu e pude ver que havia um pequeno espaço entre seus dentres da frente, nada que lhe tornava feia, apenas diferente.
- Ah sim — corei e coloquei as mãos nos bolsos laterais da calça jeans — Quantos anos tem, Amber? E de onde é?
- 26, a mais velha da banda — deu um risinho nazal e voltou a falar — Sou de Orlando, Flórida, mas os meus pais "adotivos" — disse fazendo aspas com os dedos — vieram pra Nova York quando eu tinha 15 anos.
- E o por que dos anti-depressivos? — Ela se pôs a caminhar em silêncio, e quando chegou perto de um hidrometro virou-se para mim
- Me conte um segredo seu e eu lhe falo o motivo de usar anti-depressivos.
- Onde mora?
- Daqui à algumas quadras. Um pouco prá lá de Manhattan.
- Mora longe hein senhorita? — Rimos — Quer ir pro meu apartamento, é melhor que conversar aqui fora.
- Acho que se algum aproveitador quiser algo comigo não terá vez, já que estou acompanhada de um cavalheiro tão forte como o senhor — e deu um sorriso debochado — vamos pro apartamento.
Chegamos no meu prédio. Não era nada comparado com prédios luxuosos aonde celebridades costumavam morar, eu queria apenas algo que fosse prático e confortável, com uma vizinhança agradável — coisa que não se acha nos prédio chiques.
Abri a porta do meu apartamento pra ela e a mesma se surpreendeu com a arrumação do meu apartamento.
Para a maioria dos homens, deixar tudo limpo, arrumado em seus devidos lugares é uma missão impossível, mas não pra mim.
- Fique a vontade. Aceita um guaraná, estou tentando parar de beber.
- Hum... Aceito, mas sem gelo. Tenho sensíbilidade.
- Okay. — Caminhei até a cozinha, enchi dois copos com guaraná e entreguei o copo sem gelo pra ela.
- Me diga agora, por que usa anti-depressivos?
- Me conte um segredo seu.
- Está bem... Eu também uso anti-depressivos. Sou narcótico e alcóolatra. Satisfeita? Agora é a sua vez. — Ela me olhou assustada e afastou-se um pouco de mim.
- Entendi... Parar de beber...
- Pois é...
- Eu ... Eu... Olha eu não posso falar. — Ela se levantou e pegou sua bolsa, deixando o resto do guaraná sobre a mesinha de centro.
- Tenho que ir...
- Hey, espere... Vai sozinha mesmo?
-Eu preciso ir — E saiu pela porta, batendo a mesma em seguida. E lá estava eu, solitário novamente.
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