Demolition Lovers
2 Capítulo 2.
Notas iniciais
Os dois estavam definitivamente muito nervosos, mas tentavam dar o máximo de si, para acalmar um ao outro.
E para "melhorar" as coisas... Começou a chover.
A pista estava muito molhada, e consequentemente... Muito escorregadia. Por onde eles estavam passando, era um trecho difícil. Muitas curvas fechadas, e tinha um penhasco. Tinham que ter muito cuidado pra não causar um acidente.
— Mais rápido, Frank. Que merda. — Gerard queria que Frank praticamente voasse, mas o carro não era tão bom assim. Já era bem antigo e não tinha essa velocidade toda.
— Eu estou dirigindo o mais rápido que posso! — E é verdade, eles estavam a mais de 200km/h. — Tá chovendo demais, a pista é estreita e está molhada, escorregadia, e bem do nosso lado tem um penhasco. Como você pretende que eu dirija mais rápido aqui?
— Dá teu jeito. — Gerard era mais ignorante do que qualquer pessoa podia esperar.
O menor, continuava tentando ir mais rápido. Eles teriam que sair dessa, mas as coisas não são tão fáceis assim...
— FRANK, FRANK, TEM CARROS DE POLÍCIA PARADOS ALI. PORRA, FRANK, PORRA! — Gerard gritava e dava socos no porta luvas do carro. Logo, sentiu o carro ir parando aos poucos. — O que você acha que está fazendo?
— Ge... Não tem mais saída. Nós vamos ser presos de qualquer modo. — Frank encostou a cabeça no volante, ele havia desistido. Gerard apenas olhava para o menor.
— Hey anão. — Fazia tempo que Gerard não o chamava assim. Frank não gostava, mas de certa forma, ele sabia que era um apelido carinhoso. — Nós temos uma saída...
— Ah é mesmo? Qual? Você pretende passar por cima dos carros deles, Gerard? Ah, ótima idéia. — Frank revirou os olhos. Gerard olhou sério, e apontou para o penhasco. — Não... Gerard. Não.
— O que nós poderíamos perder? Você prefere ficar preso durante séculos em uma cadeia?
— É só que... Eu não via o nosso 'fim' assim. Eu imaginava que nós ficaríamos juntos e morreríamos bem velhinhos, dormindo em uma cama quentinha. — Ele já sentia algumas lágrimas quentes transbordarem de seus olhos. Olhou para Gerard e percebeu que o maior estava de cabeça baixa e com uma feição bem pensativa. — O que foi? Eu disse algo que não devia?
— Não, Fran. Pelo contrário... Você disse a melhor coisa que eu poderia ouvir. Pra falar a verdade, eu também imaginava que morreríamos em uma cama quentinha. Mas acho que não vai ser bem assim, né? — Ele soltou uma risada triste. — Então, vamos logo com isso. Se você quiser, é claro.
— Eu... Eu quero. Vamos. — Ligou o carro mais uma vez e virou o volante pro lado do penhasco. Podia ver os policiais começarem a sair de seus carros e virem correndo em direção a eles. — Vocês não nos pegarão, otários.
— Não é que o anão tá certo? — Gerard riu e passou as mãos no cabelo do menor. Ele o amava, e fazia tempo que não demonstrava isso, então achou que essa fosse a hora certa. — Ah Frank... Eu te amo tanto. Você é tudo pra mim. Eu não queria isso pra nós. Desculpe por ter te levado pra essa vida, me desculpe mesmo. Bom, eu sei que minhas desculpas não irão mudar a nossa situação, mas é a única coisa que eu posso fazer agora. — Gerard enfim abriu o coração para Frank, ele mesmo surpreendeu-se com a sua atitude. Frank aos poucos continuava dirigindo em direção ao penhasco, meio receoso mas seguro do que estava fazendo.
— Meu amor, não foi culpa sua. Eu aceitei ir pelo mesmo caminho que você. Então, tomamos nossas decisões juntos. Eu não quero que você fique se culpando, por algo que não teve culpa. Então, por favor, não faça isso. A situação em que estamos, só... Aconteceu. Eu te amo, Gerard. E depois de todas as coisas pelas quais nós passamos, eu poderia dirigir até o fim com você.
Já estavam bem próximos da beira do penhasco, aquele seria o fim. Quem diria... O fim dos amantes demolidores.
Frank estendeu a mão para Gerard, que a segurou e apertou-a com toda a força. Frank pisou fundo no acelerador, e logo os policiais poderam ver o carro caindo.
Enquanto o carro caia, Gerard e Frank se olharam pela última vez. Frank pode ver aqueles olhos em tons de verde avelã, que tanto amava. Gerard, pode tocar pela última vez no rosto do menor. Rosto que ele dizia ser o mais perfeito de toda a face da Terra.
Trocaram suas últimas palavras.
– Eu te amo, Frank Anthony Thomas Iero Jr.
– Eu te amo, Gerard Arthur Way.
E depois, a explosão. Nada mais.
~~Jornal da noite~~
Nesse momento, acabam de morrer os bandidos nomeados de 'Amantes Demolidores'. O carro em que estavam, caiu de um penhasco, causando uma explosão. O corpo de bombeiros foi acionado assim que o acidente aconteceu. Todo o dinheiro que estava dentro do carro foi queimado. Foram encontrados apenas os corpos carbonizados, que surpreendentemente estavam de mãos dadas.
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