Demigod?
5 Profecia?
Notas iniciais
Vcs são lindas, sabia ;33
Eu adoro títulos com pergunta *---------*
Sei que disse que teria uma att por semana, mas tava inspirada u.u
enjooy :33
Harry
–Ér, Harry tenho que ir.
–Ir para onde Andy? É hora do jantar!
–Desculpa não ter te contado, mas vou para uma missão.
Assenti triste por perder a única amiga que havia feito por aqui.
–Ei, não se preocupa, vou tentar voltar viva. — disse Andressa sorrindo e me dando um soquinho no braço.
–Acho bom, mesmo. — sorri para o chão- Mas com qual o propósito? Da missão, quero dizer.
–Pensei que estivesse me perguntando o porquê de querer continuar viva!- rimos- Bem, as caçadoras não estão dando conta de capturar os monstros por aí, por causa daquele negócio de Portas da Morte, Gaia.- assenti- Por isso todos os dias um trio campistas sai para caçar e prender algum monstro.
–Parece legal. E não tão perigoso. — completei.
–Agora está minha hora, tenho que ir, Harold. — ela fez uma pausa antes de dizer meu apelido, como se hesitasse.
Aproximei-me um pouco dela, afim de um abraço de despedida. Andy se assustou, acho que penso que eu ia beijá-la. Eu não faria isso, as meninas daqui do Acampamento parecem tão inocentes, faltaria coragem. Abracei-a, no começo ela não retribuiu, mas depois cedeu. Deu-me um beijo na bochecha e se foi.
–Quando volta?- gritei o máximo que pude, pois ela já se encontrava distante.
–Em quatro dias. — pude ouvi-la baixinho.
Fui caminhando desanimadamente até o refeitório. Comi um cheeseburger com Coca-cola transparente — vi um filho de Atena tomando e fiquei com vontade.
Durante o jantar, vi que uma cadeira a lado de Quíron que no almoço estava vazia, ocupada por um homem gordo tomando Coca-cola Diet. Ele vestia uma blusa florida, bermuda e chinelos. Coincidentemente, Quíron levantou e bateu o casco, fazendo todos se calarem.
–Como vocês podem ver, o Sr.D está de volta. Após um longo tempo em silêncio, o Olimpo liberou Dioniso. Ele nos ajudará caso haja um ataque. — Quíron anunciou.
Sr.D ficou em pé e cumprimentou todos com um aceno. Quíron continuou:
–Dioniso, temos novos campistas. Venham novatos, venham conhecer o diretor de atividades.
O gordo revirou os olhos e soltou um sorriso falso. Levantei-me, junto com mais uns poucos campistas, talvez meia dúzia. Eles foram até o diretor e falaram seus nomes e chalés, ele devolvia-lhes um aperto de mão e dizia alguma coisa. Eu era o último da fila que formara. Quando chegou minha vez disse:
–Harry Styles, filho de Apolo.
O diretor forçou um sorriso e apertou minha mão.
–Bem vindo Larry Fashions. — respondeu-me.
Aquilo foi realmente estranho. Do que ele me chamou? Larry? No mesmo instante entristeci ainda mais, me lembrando de que aquele era o shipp favorito das directioners. Eu e Louis, Louis e eu. Um sentimento de saudade invadiu meu corpo. Queria ter alguém para me ajudar a passar por esse momento. Era isso que me faltava. Me lembrei de Niall devorando toda a comida da casa, de Liam me protegendo, de Zayn gritando Vas Happenin’ e de Louis me chamando de vadia e dizendo que a gente tinha um caso.
Ah, Harry, você é tão gay! Disse a mim mesmo.
Esse pensamento me fez rir sozinho, sentado à mesa do meu chalé.
–Está tudo bem Harry?-um de meus irmãos me perguntou. Como ele se chamava mesmo? Acho que Bryan.
–Ah, não se preocupe. Tá tudo bem. –menti.
Ele apenas sorriu sem mostrar os dentes e voltou a comer sua sobremesa: um bolo de chocolate com doce de leite, aparentemente apetitoso.
–Vamos, irmãos! É hora da fogueira! –chamou Will Solace.
Devo confessar que jeito como ele falara ‘irmãos’ me fez ter a sensação de estar em uma igreja. Todos seguiram o conselheiro-chefe e eu não fiz diferente. Como eu era um novato, Sue Horne me explicou que os filhos de Apolo cantavam à fogueira. Isso significava que eu teria que cantar. Vish.
–Mas eu posso cantar qualquer coisa? –perguntei.
–Normalmente não. A gente sempre canta as canções do acampamento, passadas de geração em geração. Só que você é novo, quer cantar sozinho alguma coisa?
–Ah, não sei bem. — na verdade eu estava com vergonha, não sei por que, eu já havia cantado para milhões de pessoas.
–Você fazia parte de uma boyband né? Canta uma música para nós, todos vão amar!
Tentei não ficar mexido novamente com aquele assunto. Era quase impossível, minha mente travava uma batalha contra esse pensamento.
–Acho que vão gostar. -sorri de lado.
Ainda não tinha certeza do que cantar, talvez Another World. Isso, cantaria essa. Eu amo essa música, era bem eu.
Chegamos lá e estavam todos sentados, com gravetos espetando deliciosos marshmallows já molinhos por dentro. Minha boca se encheu de saliva imediatamente. Sentei-me no chão, ao lado de meus irmãos. Alguns permaneceram em pé e iniciaram a cantoria. As letras eram um pouco estranhas. Cantavam algo como entre Zeus e Hades. Quíron veio ao meu lado e mandou que eu me levantasse para cantar. Pigarreei antes de falar.
–Bem... Essa música eu cantava com minha boyband. Chama Another World, espero que gostem.
Eu via vários olhos curiosos, brilhando com a luz da fogueira. Comecei a cantar a parte de Liam:
It's not me, It's not you, there's a reason
I'm just trying read the signals I'm receivin
It's like stone on fire, can you feel it
I don't know about you girl but I believe it
As pessoas pareciam ter gostado da minha voz. A parte de Niall iniciou:
Words will be just words...
Till you bring them to life
E depois a minha:
I'll lift you up, I'll never stop
You know I'll take you to another world
Everydaaay, and everyway ooooh
I'll build you up, I'll never stop
You know I'll take you to another world
Continuei a música e as pessoas sorriam. No ultimo refrão os campistas já me acompanhavam ou batiam palmas no ritmo. Ao final, todos me aplaudiram. Eu fiquei satisfeito com a reação de todos, mas principalmente de meus irmãos, eles tinham gostado realmente da minha voz.
Comi alguns marshmallows e depois segui meus irmãos até o chalé 7. O incrível chalé 7. Minha primeira noite foi tranquila, dormi rapidamente.
● ● ●
Passei mais dois ótimos dias no acampamento. Era incrível a quantidade de coisas que fiz e aprendi em tão pouco tempo. Tinha feito mais amigos e me sentia mais em casa. Tive várias aulas, de esportes e de matérias mesmo. Praticamente já sabia sobre todos os deuses, o que me deixou muito aliviado.
Em um dos dias liguei para minha mãe. Ela ficou contente em saber que eu já estava no acampamento, em segurança. Eu quis fazer milhões de perguntas, mas imaginei o quanto já era difícil para ela ficar longe de mim e que agora estava mais longe de casa que nunca- e permaneceria por aqui.
Tinha pegado um pouco de intimidade com Annabeth, ela era uma ótima amiga e eu a havia consolado ontem- Annie sentia muita falta do namorado, Percy, que estava sumido no momento. Hoje, meu quarto dia, Andy voltaria, talvez à noite, porém não tinha certeza.
Já era a hora do jantar. Comi as coisas gostosas de sempre. Niall adoraria esse lugar, todas essas coisas mágicas e essa comida. Ah Niall. Tentei pensar menos nos meninos durante esses dias, com sucesso.
No meio do jantar, Quíron recebeu uma mensagem de Íris, não sei de quem. Terminando de comer, ele me chamou num canto.
–Harry, Andy pediu para lhe avisar que ela demorará mais uns dois dias. As coisas não estão tão fáceis para ela, Connor e Travis Stoll. –anunciou Quíron a mim, com um sorriso no rosto.
–Mas isso é normal?- estava realmente preocupado.
–Sim, quando se trata de monstros tudo é esperado.
Assenti e quando voltei para o refeitório, todos já estavam indo à fogueira. Hoje Rachel estava lá. Eu já ouvira falar muito dessa tal de Rachel Elisabeth Dare, ela era o oráculo do acampamento. Quando a vi, pensamentos maliciosos passaram por minha mente. Dare era uma ruiva muito gostosa. Tinha um corpo delineado e fartos seios, com seu comprido cabelo caído sobre eles. Vestia um short jeans todo manchado e uma blusa de mangas longas, justa e laranja, com o símbolo do acampamento à frente. Mordi o lábio.
Quando ela me viu, teve um a reação nem um pouco esperada:
–Harry Styles?- perguntou confusa.
Ela sabia meu nome? Como? Ela não faz parte do mundo mortal, quer dizer, ela á mortal, mas é do acampamento.
–Eu!-respondi sorrindo, divertido.
–Vem cá! É você mesmo?
–Sim, eu, Harry. — eu achei isso muito estranho.
Ela correu até mim e me abraçou. Pude sentir seus seios roçando sobre minha blusa. Agarrei sua cintura, sem me conter. Separamos-nos.
–Harry, que bom te conhecer! Sou sua fã, sua voz é... Perfeita. — disse Rachel.
–Hum, obrigada. Você é que é perfeita. — e gostosa, quis completar, mas me conti.
Com isso, a menina que antes me abraçava ficou sem jeito e, pois uma mecha de seu lindo cabelo ruivo atrás da orelha. Dare era minha fã, era ótimo saber disso, porém ela não era histérica e nem gritou na minha cara. Além de ser muito gostosa, claro.
Infelizmente ela se sentou do outro lado da fogueira, ao lado de Annabeth, mas eu ainda conseguia vê-la. Eu a fitava quando percebi que meus irmãos haviam sentado também. Eles não sentavam, sempre ficavam em pé para cantar. Logo percebi que Quíron estava parado em sua forma natural (normalmente ele ficava na cadeira de rodas) na parte vazia do semicírculo que circundava a fogueira. Eu estava tão distraído assim olhando a ruiva?
–Bem, eu estou aqui, em cima de meus cascos –brincou Quíron rindo- para comunicar à vocês que teremos uma missão importante. O colar de Tânatos sumiu. Não sabemos se foi roubado, mas teremos que enviar 3 semideuses para procurá-lo. Como vocês sabem, Tânatos está sequestrado ainda e não pode controlar as Portas da Morte. Esse colar poderá, pouco, mas importantemente, ajudar a controlar a situação.
Todos os semideuses estavam com os olhos brilhando. Não tenho certeza se é por causa da fogueira, porque quando cantava em meu primeiro dia, lembro te ter visto brilharem também. Mas acho que dessa vez não era isso. Todos os semideuses queria ir nesta missão.
–Rachel?-perguntou Quíron.
Porém eu acho que era tarde demais, os olhos do oráculo já estavam verdes, como se fossem de vidro e houvesse uma fumaça dentro deles.
Eu não sabia o que estava acontecendo. Levantei-me e gritei a coisa mais estúpida do mundo:
–Chamem os médicos!
–Xiiiiiiu, ela vai recitar a profecia da missão!- uma menina ao meu lado sussurrou.
Então a perdição ruiva começou:
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