Demetri Volturi E Lisa.
4 Capítulo 4
-Prometa que você não vai fazer aquilo de novo. De ir atrás dele. -- falei para Sarah.
-Eu prometo! -- ela respondeu.
Entramos na livraria e nenhum vendedor veio nos atender. Eu gostava quando eles atacavam os clientes. Desta vez estavam todos os clientes olhando de um lado para o outro como se não soubessem o que fazer sem um vendedor. E provavelmente não sabiam! Quais as chances de achar um livro se você não fazer nem ideia de onde ele esta? Poucas. Pelo horário a maioria dos vendedores deveriam estar almoçando, só tinham dois na loja. E estavam se escondendo da parte de trás da livraria. Um deles era Demetri. Ele notou que eu estava olhando para ele e praticamente fugiu para mais longe ainda. O que tinha dado nestes vendedores? Nunca vi fugir de cliente!
Sarah, como o prometido não foi atrás dele. Quer dizer, ela foi. Mas não posso culpa la. Desta vez nós realmente precisávamos de um vendedor. E ele estava mais perto.
-Oi, eu queria este livro. -- ela passou para ele um papelzinho que ela tinha anotado.
Demetri colocou o nome do livro no computador e procurou. Provavelmente ele não estava encontrando o livro. Sarah já tinha desaparecido olhando outros livros e me deixado sozinha.
-Não tem. Eu podia fazer o pedido. -- Demetri falou depois de desistir da busca.
-Pode ser. -- respondi.
Sarah voltou.
-Preciso do nome e telefone. -- disse Demetri.
Ele era tao incrivelmente lindo, pálido, perfeito. Não parecia humano de modo algum. Só voltei para a realidade quando ouvi Sarah dizer:
-Sarah ou pode ser Lisa também.
Ela estava passando nossos nomes. Porque que raios de motivo ela estava passando o MEU nome?
-Eu ligo quando o livro chegar.
Eu e Sarah fomos em bora.
-Eu mato você! -- falei baixo só para ela ouvir enquanto saiamos da livraria. Ela riu.
-Eu passei para ele seu nome e telefone. Devia me agradecer.
-O que? Você passou o meu telefone?
-Sim.
-Arrume as malas, você vai passar os próximos dias na minha casa.
-Porque?
-Porque agora só você vai atender numero de telefone que eu não conheço.
Um dia depois, no sambado, o telefone tocou quando ainda era de manha.
-Alo? -- Sarah estava atendendo o telefone como combinado. Bom...não foi bem combinado. Eu meio que estava obrigando ela. -- Vou chamar a Lisa.
Ela me passou o telefone. Ela só me passava o telefone quando era alguem que eu conhecia.
-Alo. -- atendi.
-Oi, aqui é o Demetri da livraria. Tudo bem? -- ele não estava nem de longe tao formal como quando eu ia lá.
-Há, oi. Tudo bem.
-O sistema estava fora, só voltou hoje. Você ainda quer fazer o pedido?
-Sim. Obrigada.
-Há, não. Obrigado.Tenha um bom dia.
-Você também.
Desliguei o telefone. Incrível como ele pelo telefone falava como se nos conhecêssemos a anos. Ou talvez ele finalmente tivesse resolvido ser sempre assim. Torci para que ele continuasse assim pessoalmente também. Não que pessoalmente ele não fosse simpático. Ele era. Apena era mais ainda pelo telefone. E porque ele estava me ligando para avisar que ia fazer o pedido? Normalmente os vendedores só ligam quando o livro já chegou.
-SARAH! Eu vou MATAR VOCÊ! -- gritei.
Ela começou a rir.
-Vai dizer que agora não esta ainda mais louca ainda para ir lá? -- ela ria sem parar. -- podemos ir ao cinema assistir aquele filme ótimo que a estreia foi ontem.
Talvez ir ao cinema fosse uma boa ideia. Eu não conseguia parar de tremer e cinema sempre me acalmava. Então nós fomos. Nosso grande erro foi chegar no shopping uma hora antes da sessão. Eu não conseguia resistir a pelo menos passar na frente da livraria. Mas ele não estava lá. Como? ele tinha que estar! Ele tinha ligado de manha! Fomos comprar a entrada do filme e depois voltamos a passar la na frente. O shopping estava lotado por ser sábado. E isso ajudava a não sermos percebidas. Entramos comprar um livro. Ele não estava lá. Então deixamos o livro para outro dia e voltamos a andar. Chegou a um ponto que cansei de disfarçar e sentei em um banco que ficava na frente da livraria. Ignorando o segurança do shopping que já estava nos olhando. Pensei se Demetri estaria lá em cima, na sessão de CDs e DVDs. E obriguei minha querida amiga a inventar um filme e ir la comprar. Um minuto depois ela volta.
-Ele não esta lá.
-Já sei! Vem aqui.
-Onde?
-Você vai ligar lá e perguntar por ele!
-Você tem o numero? -- ela parecia surpresa.
-Tenho! -- respondi enquanto arrastava ela para fora do shopping. -- Ele ligou de manha, lembra? eu olhei o numero depois.
-Sim, mas como decorou?
-Sei lá. É fácil.
Disquei no celular e dei para ela.
-Mas porque aqui fora?
-Porque lá dentro tem o barulho do shopping. Vão saber que você esta ligando de lá.
Ela apertou discar.
-Alo. Eu gostaria de falar com o Demetri. Ele já foi embora? Há,ta. É sobre um livro. E amanha ele vai estar ai? Que horas? Ok, Obrigada.
Eu estava a ponto de ter um infarte.
-Ele foi embora. -- ela disse. -- mas amanha ele esta ai de manha.
-É impossível ele estar aqui só de manha! Nos domingos o shopping abre as 14:00 horas.
-Serio? Que tarde. Amanha agente vem aqui e descobre.
Olhei para o relógio para tentar não demonstrar o meu desespero. Faltava quinze minutos para o filme. Fomos para o cinema, mas desta vez não foi o suficiente para me relaxar. Eu estava tao tensa que meu corpo inteiro doía. Naquela noite eu acordava de cinco em cinco minutos. E na manha seguinte quando acordei o primeiro sinal que tudo não tinha sido um pesadelo, foi uma dor no meu pescoço que logo foi seguida por outros pontos do meu corpo. Desci as escadas para tomar café. Sarah ainda estava na minha casa. Ela já tinha levantado. Antes que notasse minha presença, eu ouvi ela falar sozinha:
-Eu juro para mim mesma que vou dar uma de cupido e juntar a Lisa e o Demetri. Já tenho alguns planos. E o primeiro vais se concretizar hoje!
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