Demetri Volturi E Lisa.
6 Capítulo 6
Eu corria. O vento batendo no meu rosto. A chuva molhando minhas roupas. Talvez fosse apenas um sonho. Um pesadelo. Talvez eu estivesse morta e aqui fosse o inferno. Ou talvez eu quisesse que isso não fosse real. Quisesse estar morta. Seria mais fácil aceitar do que a terrível realidade que agora me cercava. Me deixando cada vez mais cansada. Sem ar. Sem respirar. Sabendo que a qualquer momento eu cairia no chão. Sem mais forças para continuar. Seria inútil lutar. Afinal, eu nunca conseguiria vencer. Não poderia correr mais rápido. Não poderia me esconder. Provavelmente ele me encontraria. E me mataria. Para onde ir agora? Tateei no escuro da noite até achar a maçaneta da porta. Quando eu achei, a abri. E a tranquei assim que entrei rapidamente no local. Aqui estava mais quente do que la fora. Estava mais claro também, com algumas lampadas fracas e velas acesas. Me apoiei em um banco que estava perto de mim. Quando descobri que tentar respirar era inútil, fui caminhando em direção ao altar. Não sabia se uma igreja me salvaria. Mas agora, rezar era tudo o que me restava. Ao lado do altar apareceu uma forma humana. O rosto escondido pelas sombras. Mas pude reconhecer a silhueta. Era Demetri.
-O que esta fazendo aqui?
Duas horas antes:
-A onde ele esta indo? -- Sarah perguntou rindo pelo telefone.
-Ainda não sei. Já te ligo. Tchau.
-Ok, Tchau.
Desliguei o celular. Eu estava seguindo Demetri. Fiquei parada na frente do shopping e quando ele saiu da livraria eu fui atrás. Demetri virou uma esquina. Quando também virei, vi o que não queria ver. Ele com uma garota. Ela era mais nova do que eu. Loira e usava roupa preta. Demetri beijou ela. Quase tendo um ataque, resolvi que era melhor ir embora. Sem paciência para ônibus e sem pressa para chegar em casa e ser interrogada de porque estava triste, achei que ir a pé seria a melhor opção. Achei errado. Anoiteceu meia hora depois. Continuei caminhando.
-SOCORRO!!!! -- o grito parecia vir de um beco que estava do meu lado.
Olhei e vi um cara mordendo uma mulher. Ele bebia seu sangue. Seus movimentos rápidos provavam que ele não era humano. Um vampiro. O corpo da mulher caiu no chão. Sem vida. Ele deu um passo na minha direção. E eu corri.
Agora:
-O que esta fazendo aqui? -- perguntei.
-Posso te fazer a mesma pergunta. Mas como já sei... -- sua voz era doce e calma como sempre.
-Já sabe?
Antes de ele responder, as portas da igreja se abriram. E o vampiro entrou.
-Felix, deixe ela em paz. -- disse Demetri. Felix ameaçou vir até mim, mas em menos de um segundo Demetri estava na minha frente.
-Ela sabe a verdade. Que somos vampiros. -- disse Felix. -- Você conhece as regras, Demetri.
-Vou dar um jeito.
-Como?
-Apenas confie em mim, Felix. E mantenha segredo.
-Seja rápido. Se Aro descobrir...
-Eu sei.
Felix foi embora. Eu estava aterrorizada demais para pensar. Vampiros existiam. E eu não sabia do que eles eram capazes. Demetri me olhou. Eu recuei um passo.
-Não precisa ter medo.
-Você também é um vampiro? -- eu sabia a resposta.
-Sim. Mas não vou te machucar.
-Como posso ter certeza? Por que eu acreditaria? -- perguntei.
Ele veio até mim.
-Porque eu te amo!
Demetri se aproximou mais. Ele me beijou. Apenas alguns segundos. Eu estava confusa. Com medo. Eu gostava dele. Estava apaixonada. E ele era um vampiro. Sera que ele ser um vampiro realmente importava? Não. Não importava.
Então eu o beijei.
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