Enquanto a poeira baixava completamente, Blayzer forçava os olhos tentando descobrir a quem pertencia tal silhueta.

- Não sei qyuem é você garoto, mas ordens são ordens — A poeira baixou e ali se via um rapaz baixo, com enormes músculos em ambos os braços. Em seu braço direito, haviam enormes correntes de ferro, enroladas, que se arrastavam conforme caminhava. Seu cabelo era azul como o fundo o mar, em seus olhos haviam cicatrizes abertas por onde saía um pus amarelado. Sua pele pálida era tão azul quanto as nuvens, e descascada como um pedaço de madeira velho.

- Eu á o vi.. se chama Eos, estou certo?

- Que diferença isso faz agora? — Disse o homem robusto, ao mesmo tempo em que agitava as correntes, acertando Blayzer bem no meio de seu peito e jogado-o contra a parede.

- HAHAHAHA! Que fácil cara, levanta aew frangote.. — Eos se aproximou de Blayzer e, ao levantar suas correntes afim de acertá-lo novamente, uma luz forte no braço esquerdo de Blayzer ofuscou sua visão.

- Argh.. moleque... o que é isso... ? — Eos não conseguia ver muito bem, cobria os olhos com as mãos. Blayzer, ainda caído, abre os olho aos poucos.

- Mmmmm.. o quê... — Ficou paralizado — ... agora, agora me lembro!

- Aaargh, não vai escapar só porque não consigo ver! — Eos, enquanto cobria os olhos com sua mão esquerda, agitou o braço direito, fazendo com que a corrente voasse em direção ao garoto caído.

- Sinto muito, mas preciso da sua senha! — Blayzer se levantou, com um pouco de dificuldade, colocou seu braço direito à sua frente, como se estivesse em posição de defesa. — Vou lhe mostrar meu "Escudo de Atena" — O braço de Blayzer, ainda brilhante, tomou uma forma circular e achatada.

A corrente, ao bater no escudo criado, é repelida como se fosse simples corda, e lançada de volta ao seu mestre, acertando-o em seu ombro.

- DROGA SEU FILHO DA PUTA!!! — Eos apertava o ombro cheio de sangue.

- Eu não sei porque, mas me lembro de poder usar esse escudo, que até momentos atrás nem sabia que existia... — Blayzer dizia para si baixinho enquanto olhava para Eos.

- AH, VOCÊ VAI PAGAR! — Eos correu em direção ao garoto, lançando-lhe um soco de punho cerrado. Ao acertar o escudo de Blayzer, fora lançado na parede do outro lado, no corredor.

- Miserável... onde conseguiu esse escudo... ? — Dizia Eos ainda caído.

- Ganhei o escudo de uma pessoa importante, esse escudo reflete todos os inimigos, com força equivalente ao que recebe!

- Aquele demônio, não me disse que... — De repente, aquele corpo grande e robusto foi lançado e esmagado em uma outra parede no fim do corredor. Seu corpo, já morto, foi esfarelando-se feito areia, ficado apenas suas correntes, roupas e uma pequena esfera azulada.

Blayzer, espantado com o ocorrido, corre em direção da esfera, mas foi atingido por um impulso invisível lançando-o de volta para trás. Mas Blayzer se defendeu com o escudo.

- Ele falava muito, eu não o suportava desde que foi ressuscitado!

Uma garota se aproximava de Blayzer, vestia uma minissaia de cor azul-bebê, tinha um corpo esguio, cabelos castanhos, seus olhos cor de mel, cintilavam com a luz da Lua sob a janela do corredor. Pequenos feiches de estática saíam de sua mão esquerda.

Blayzer levanta seu rosto e se espanta com o que vê — Eu não acredito... você também está nessa, Tomoito-senpai!!

Continua...